Cuba | Pequim defende cooperação “legítima e transparente” em resposta a EUA

A China defendeu ontem como “legítima e transparente” a cooperação com Cuba e rejeitou as acusações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre alegadas actividades de inteligência perto dos Estados Unidos.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou em conferência de imprensa que “a cooperação entre a China e Cuba é legítima e transparente”, quando questionado sobre se Pequim se considerava visada pelas declarações de Washington.

Lin acrescentou que “fabricar pretextos, difundir rumores e difamar outros não pode servir de justificação” para o “bloqueio brutal e as sanções ilegais” impostas pelos Estados Unidos a Cuba. Segundo o responsável, essas medidas “não podem ocultar” que Washington “violou gravemente os direitos de sobrevivência e desenvolvimento” da ilha e “as normas básicas das relações internacionais”.

O porta-voz reiterou que a China “apoiará firmemente Cuba na salvaguarda da sua soberania nacional e segurança” e instou os Estados Unidos a “pôr termo de imediato ao bloqueio, às sanções e a qualquer forma de coerção e pressão” contra o país. Rubio afirmou numa entrevista que os Estados Unidos “não permitirão” que países considerados adversários realizem operações de inteligência ou instalem bases militares perto do seu território.

As declarações surgem num contexto de crescente pressão de Washington sobre Havana, que inclui sanções e advertências sobre possíveis medidas adicionais, bem como acusações recorrentes sobre a cooperação da ilha com outros países em áreas estratégicas.

A China tem denunciado repetidamente o que classifica como “diplomacia coerciva” dos Estados Unidos em relação a Cuba e reiterado o seu apoio à ilha na defesa da soberania, opondo-se a sanções unilaterais e a qualquer forma de ingerência nos seus assuntos internos.

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