EventosCCCM | Livro de João Miguel Barros apresentado hoje em Lisboa Andreia Sofia Silva - 22 Abr 2026 O Centro Científico e Cultural de Macau acolhe o lançamento, hoje, do livro “Impossible Truth”, da autoria de João Miguel Barros, sobre um dos mais conhecidos projectos artísticos da arte chinesa contemporânea, intitulado “To Add One Meter to the Anonymous Mountain”. Há também planos para apresentar a obra na Photo Shangai no próximo mês João Miguel Barros, fotógrafo e curador, apresenta hoje, dia 22, a partir das 17h30, o livro “The Impossible Truth”, sobre a performance artística “To Add One Meter to an Anonymous Mountain”, realizada por um grupo de dez artistas chineses em Maio de 1995, nos arredores de Pequim. O que se fez na altura foi um “gesto radical de empilhar corpos nus para alterar a paisagem”, algo que se transformou “num símbolo da vanguarda chinesa e um marco na arte performativa”, descreve a galeria Ochre Space no seu website. A exposição sobre esta performance aconteceu na Ochre Space, em Lisboa, entre Maio e Junho do ano passado, e foi nesse contexto que nasceu a publicação “The Impossible Truth”. João Miguel Barros, fundador da Ochre Space, foi o grande impulsionador desta iniciativa. Ao HM, o autor admitiu, “sem falsas modéstias”, tratar-se de um livro “importante no contexto da temática que aborda”, por se tratar de uma “famosa performance” sobre “o percurso de vários artistas que a fizeram durante a quase totalidade da década de 1990”. “Considero que o livro é importante porque reúne um conjunto alargado de depoimento de artistas, curadores e professores que abordam a arte chinesa daquela época, e está muito documentado com elementos recolhidos nos Arquivos da Bienal de Veneza que documentam as grandes tensões existentes entre os artistas durante o período que antecedeu e culminou com a realização da Bienal de Veneza de 1999”, descreveu ainda. Na sessão do CCCM estará Cláudia Ribeiro, autora e investigadora sobre cultura chinesa, e Filipe Figueiredo, professor no IADE – Universidade Europeia. João Miguel Barros disse ainda que “The Impossible Truth” tem tido “grande impacto em certos meios artísticos na China”, tratando-se de uma obra bilingue, em chinês e inglês. Na calha, está também a apresentação da obra na Photo Shangai, entre os dias 7 e 10 de Maio. Celebrar o Ano do Cavalo Entretanto, a galeria Ochre Space prepara-se para receber, este ano, novas mostras que celebram o Ano do Cavalo. Uma das exposições é “Mongolian Horse in North Wind”, com imagens de Wang Zhengping, um dos mais importantes fotógrafos chineses contemporâneos, conhecido pelo trabalho que faz a retratar os cavalos da Mongólia. A inauguração desta exposição está agendada para 16 de Junho. Para Julho, está programada “40ºC”, de A Yin, seguindo-se “Kamaitachi”, nome do conhecido livro do fotógrafo Hosoe Eikoh, entre os dias 15 de Setembro e 10 de Outubro; e ainda “Appearance and Abstraction”, de Li Gang, agendada para os dias 20 de Outubro a 14 de Novembro. “O Ano Novo Chinês do Cavalo é um bom motivo para mostrar a arte de grandes mestres chineses que têm dedicado a vida a registar a vida e os ciclos dos cavalos na China. As duas primeiras exposições – de Wang Zhengping e A Yin – focam-se no cavalo da Mongólia. E [a mostra de] Li Gang foca-se no cavalo de Henan. As exposições são de algum modo complementares, porque mostram abordagens distintas do cavalo. Mas são de um rigor estético e de uma beleza documental únicas, que só os grandes mestres conseguem mostrar”, descreve João Miguel Barros. A Ochre Space, com menos de dois anos de actividade, já faz parte da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea da DGArtes [Direcção-geral das Artes] do Governo português, planeando agora actividades de extensão, ou de uma “internacionalização dentro de portas”. “A Ochre é um projecto multidisciplinar”, assume João Miguel Barros, que quer agora apostar “numa maior divulgação das suas actividades através dos canais da DGArtes”, além de procurar ter “um potencial de colaboração com outras entidades para projectos comuns”. O plano inclui também a iniciativa “Ochre Kids, um projecto educacional que funciona desde Novembro de 2024 na Escola Básica Alexandre Herculano, na zona da Ajuda, em Lisboa. Neste contexto de uma maior interligação da galeria com outras entidades, João Miguel Barros diz desejar “estabelecer parcerias para a extensão das exposições”, sendo que “a próxima exposição do Wang Zhengping será um bom exemplo disso”.