Deputados dão dicas sobre ligação de Macau ao 15º Plano Quinquenal

Diversos deputados recorreram ao período de intervenções antes da ordem do dia para deixar sugestões quanto à melhor forma da RAEM aproveitar as políticas definidas no 15º Plano Quinquenal do país. O deputado Lam Fat Iam defendeu o aproveitamento “da interligação e interconexão das infra-estruturas para criar uma nova conjuntura de transporte regional em Macau”.

Um dos destaques foi a construção de linha ferroviária de alta velocidade Cantão-Zhuhai (Macau), projecto que, no entender do deputado, “mudará completamente a situação do trânsito de Macau, que durante muito tempo não conseguiu articular-se directamente com a rede ferroviária de alta velocidade do país”. É, assim, defendida a comunicação das autoridades locais “com os serviços competentes do Interior da China, estudando-se a localização da linha ferroviária de alta velocidade em Macau e a solução de ligação directa com o sistema de Metro Ligeiro de Macau”.

Já a deputada Wong Kit Cheng defendeu a promoção “da melhoria das condições de vida da população através do desenvolvimento económico”, devendo clarificar-se “as condições mais favoráveis e os percursos mais fluídos para que todos os sectores da sociedade de Macau se articulem com o 15.º Plano Quinquenal”. A deputada falou na diversificação económica através da “optimização das infra-estruturas físicas e institucionais urbanas que promovam o desenvolvimento conjunto com os sectores da estratégia ‘1+4’, bem como do reforço do papel dos fundos de orientação no apoio às indústrias”.

Prédios muito antigos

Já Nick Lei falou na importância de “ajustar a mentalidade governativa” ao 15º Plano Quinquenal, a fim de “impulsionar a renovação urbana”, tendo em conta que, em Macau, “existem mais de 240 mil fracções, sendo que 94,7 mil fracções têm mais de 30 anos”.

Desta forma, o deputado sugere o controlo da densidade populacional em algumas zonas do território. “Por exemplo, após a futura deslocação das habitações sociais construídas há muitos anos, os respectivos terrenos podem deixar de ser destinados a fins habitacionais, passando para instalações complementares dos bairros comunitários”, destacou.

A ideia é “criar condições para projectos de reconstrução da respectiva zona, equilibrando, ao mesmo tempo, a densidade populacional” nesses locais.

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