China / ÁsiaMédio Oriente | Pequim envia ajuda para aliviar “profundo desastre humanitário” Hoje Macau - 18 Mar 2026 A China assegurou ontem que “as actuais hostilidades provocaram um profundo desastre humanitário” nos países do Médio Oriente, aos quais propôs o envio de ajuda de emergência, transmitindo também solidariedade com as populações afectadas. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian declarou, em conferência de imprensa, que “a China tem sempre posto em prática o conceito de uma comunidade de futuro partilhado para a humanidade, defendendo o espírito do internacionalismo e do humanitarismo”. Lin anunciou que o país “decidiu fornecer assistência humanitária de emergência ao Irão, à Jordânia, ao Líbano e ao Iraque, na esperança de que isto ajude a aliviar a difícil situação humanitária enfrentada pelas populações locais”, sem detalhar o alcance da ajuda. “A China vai continuar a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para promover a paz, facilitar o rápido restabelecimento da paz e da estabilidade regionais e evitar que a crise humanitária se agrave ainda mais”, acrescentou o porta-voz. Lin respondia assim a uma pergunta sobre estimativas recentes da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), que calculou em 3,2 milhões o número de pessoas deslocadas dentro do Irão devido ao actual conflito com Israel e os Estados Unidos. No Líbano, o conflito entre Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, causou o deslocamento forçado de mais de 600.000 pessoas, de acordo com o ACNUR. A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador do seu petróleo, tem condenado repetidamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel por “violarem a soberania” do país persa. O país asiático instou ainda à protecção das rotas marítimas, tendo em conta que 45 por cento do petróleo que importa passa pelo estreito de Ormuz.