PolíticaAMCM | Novo presidente promete reforçar serviços sino-lusófonos Hoje Macau - 3 Fev 20263 Fev 2026 O novo regulador financeiro de Macau prometeu ontem reforçar o papel da região administrativa especial chinesa como fornecedor de serviços entre a China continental e os mercados lusófonos. De acordo com um comunicado do gabinete do secretário para a Economia e Finanças, Simon Vong Sin Man apontou como objectivo “potenciar as funções da plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa”. O novo presidente da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) falava num discurso proferido durante cerimónia de tomada de posse, que foi realizada à porta fechada, sem a presença da comunicação social. Na quarta-feira, a AMCM anunciou que um banco estatal chinês, o Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês), tinha completado a primeira emissão de dívida para financiar projectos nos países lusófonos, no valor de 5,5 mil milhões de yuan (660 milhões de euros). A AMCM defendeu ainda que a operação da sucursal do CDB na vizinha região de Hong Kong também “destaca a participação e contributo de Macau para a construção” de ‘Uma Faixa, Uma Rota’. No mesmo discurso, Simon Vong prometeu também promover o sistema da moeda digital de Macau, cujo protótipo foi lançado em Dezembro de 2024, com o apoio do banco central da China, a primeira grande economia do mundo a lançar uma moeda digital, o renmimbi digital ou e-CNY, em 2020. Em Novembro passado, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, disse que já encarregou uma instituição financeira, cuja identidade não revelou, de analisar a possibilidade de usar a pataca digital (e-Mop) no comércio sino-lusófono. Em Maio, o secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip, tinha defendido que a pataca digital pode ser “um dos instrumentos de transação digitalizada para os países de língua portuguesa, para transações comerciais”.