Cinema | Realizadores elogiam plano de apoio à produção do Governo

Realizadores locais destacam o papel que o plano de apoio à produção cinematográfica teve no desenvolvimento do cinema feito em Macau. Porém, os filmes subsidiados têm diminuído a cada edição do plano. Tracy Choi salienta a pequena dimensão do mercado local e as dificuldades na distribuição e entrada em novos mercados

No ano passado, foi lançada a sexta edição do Plano de Apoio à Produção Cinematográfica de Longas Metragens, atribuído pelo Instituto Cultural desde 2013 e pelo Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) desde a sua criação. Em mais de uma década, realizadores locais realçam a importância do apoio para o desenvolvimento do cinema de Macau. Porém, com menos projectos a serem apoiados a cada nova edição e as características mínimas do mercado local, a indústria da sétima arte de Macau enfrenta dificuldades.

Ontem, no programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, o realizador Chong Cho Kio confessa que quando o plano de apoio foi lançado, quase todas as produções locais que chegavam às salas eram financiadas principalmente pelos fundos públicos.

Mas o escopo do plano de apoio foi diminuindo nos últimos anos, principalmente depois da pandemia. “Se calhar o Governo mudou de ideias em relação ao cinema local. No início, cada edição do plano financiava quatro filmes, que passaram a três, e um projecto no último plano de apoio”, indicou o realizador e presidente da Associação da Indústria de Cinema de Macau.

Ainda assim, Chong Cho Kio considera que a indústria audiovisual avança numa boa direcção, graças ao mercado da publicidade e da produção de vídeos promocionais.

 

Atrás das câmaras

Também a realizadora Tracy Choi elogiou que o Plano de Apoio à Produção Cinematográfica de Longas Metragens, por não só ter permitido a produção de vários filmes desde o início, mas também incentivando o aumento “significativo” de criadores e colaboradores, na sua óptica.

Além de haver mais gente a fazer cinema, também a qualidade dos filmes melhorou, levando à maior exposição da sétima arte feita em Macau através da selecção de filmes para festivais de cinema nacionais e internacionais, com alguns a serem premiados. Um dos exemplos é a própria Tracy Choi, que ganhou vários prémios e convites para participar em festivais pelo mundo fora.

Porém, nem tudo são rosas. “A pequena dimensão do mercado de Macau, o pouco conhecimento do público local em relação às produções locais e as insuficiências ao nível de promoção e distribuição são desafios complicados. Também a promoção e a entrada em mercados exteriores são problemas que os realizadores locais enfrentam”, indicou a realizadora.

Subscrever
Notifique-me de
guest
0 Comentários
Mais Antigo
Mais Recente Mais Votado
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários