Confirmada óbito de cidadão chinês em explosão

A China confirmou ontem a morte de um cidadão chinês e ferimentos em outros cinco na sequência da explosão ocorrida na segunda-feira nas imediações de um restaurante chinês em Cabul, capital do Afeganistão.

Pequim apelou às autoridades afegãs para reforçarem as garantias de segurança a fim de proteger os seus cidadãos, projectos e instituições no país.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, expressou condolências à família da vítima mortal e solidariedade para com os feridos, sublinhando que foram feitas “diligências diplomáticas urgentes” junto das autoridades afegãs.

A China exige tratamento médico adequado para os feridos, o esclarecimento dos factos e a responsabilização dos autores do ataque.

A Embaixada da China em Cabul já visitou os feridos no hospital, tendo transmitido o apoio oficial de Pequim e prestado assistência consular, informou Guo.

O porta-voz reiterou que a China “condena veementemente e opõe-se firmemente ao terrorismo em todas as suas formas” e manifestou o apoio de Pequim ao Afeganistão e aos países da região na luta conjunta contra o extremismo violento.

Alguns órgãos de comunicação locais noticiaram que o ataque poderá ter sido reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico da Província do Khorasan (ISIS-K), embora esta informação não tenha sido confirmada oficialmente pelas autoridades afegãs.

A explosão ocorreu no interior ou nas imediações de um restaurante chinês localizado no bairro de Shahr-e-Naw, no centro de Cabul, tendo causado pelo menos sete mortos – entre os quais um cidadão chinês – e cerca de 20 feridos, de acordo com fontes hospitalares e policiais.

 

Segurança em causa

Face ao actual contexto de segurança, o ministério dos Negócios Estrangeiros da China voltou a recomendar aos seus cidadãos que evitem deslocações ao Afeganistão “por enquanto” e pediu àqueles que já se encontram no país, bem como às empresas chinesas ali presentes, que aumentem a vigilância, reforcem as medidas de protecção e abandonem as zonas de maior risco sempre que possível.

O incidente insere-se numa relação pragmática entre a China e as autoridades talibãs desde o regresso destas ao poder em 2021, com enfoque na protecção de cidadãos e interesses chineses no país.

Nos últimos anos, Pequim tem insistido na obtenção de garantias de segurança para os seus projectos e cidadãos, sobretudo nos sectores da mineração e energia. Esta questão tem sido discutida diretamente com responsáveis da segurança afegã, numa altura em que se têm multiplicado os incidentes que afectam trabalhadores e empresas chinesas, tanto no território afegão como nas regiões fronteiriças.

 

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