Manchete SociedadePatrimónio | Pedida instalação de equipamentos de combate a incêndios João Santos Filipe e Nunu Wu - 30 Jun 2026 O conselheiro Si Kun Hong pede também ao Governo para criar um arquivo digital sobre o património classificado, para permitir a reconstrução em caso de acidentes com impactos significativos O membro do Conselho do Património Cultural, Si Kun Hong, considera que o Governo deve promover a instalação de equipamentos de combate a incêndios dentro dos edifícios protegidos. A posição foi tomada em declarações ao jornal Ou Mun, depois de o Instituto Cultural (IC) ter confirmado que o incêndio da semana passada num edifício protegido na Avenida de Almeida Ribeiro não resultou em danos estruturais. Em declarações ao jornal Ou Mun, o também engenheiro avisou que existem várias complicações no combate a incêndios e nas respostas a emergências nos bairros antigos, devido à reduzida largura das vias que dificultam o acesso. Além disso, a situação exige maiores cuidados porque são zonas com uma elevada densidade populacional. O conselheiro considera assim que é necessário reforçar a capacidade de prevenção contra riscos, com a instalação de equipamentos mais modernos de deteção e combate automático, mas também a criação atempada de rotas de resgate. Para o engenheiro, o simples “combate” às chamas no local pelos bombeiros pode ser insuficiente para garantir a segurança de pessoas e estruturas. Por esta razão, Si Kun Hong defende que deve ser estabelecido um mecanismo conjunto de prevenção contra incêndios em bairros antigos, que envolva o Corpo de Bombeiros, mas também as Obras Públicas, o Instituto Cultural e a empresa responsável pela instalação da electricidade. Este mecanismo deveria ter como funções a realização de inspecções regulares, para identificar riscos e sugerir medidas para colmatar as falhas. Além de inspecções, Si Kun Hong sugeriu a realização de exercícios interdepartamentais que simulem situações de incêndios em bairros antigos, para assegurar que as vias de emergência são mantidas sem obstáculos. Corrigir à mão Por outro lado, o conselheiro defendeu que o Governo deve criar arquivos digitais sobre os edifícios protegidos, ao registar digitalmente a fachada, os elementos decorativos e as características espaciais. Este registo é tido como a “última linha de defesa para a preservação do património cultural” e será utilizado para permitir a reconstrução segundo o aspecto anterior, em caso de destruição Por seu turno, a vice-presidente da Associação dos Jovens de Povo, ligada à Aliança do Povo de Instituição de Macau, Ng Wan Hei, considerou que o incêndio da semana passada expôs um “ângulo morto” da fiscalização. Segundo a responsável, o IC não conseguiu inspecionar as tubagens de água e electricidade do edifício para reduzir os riscos de segurança, dado que o património é privado. Por isso, Ng apelou às autoridades para reforçarem a divulgação e persuasão para os proprietários dos imóveis classificados fazerem as inspecções a tubagens de água e electricidade.