Poesia chinesa | (Pentâmetros ao Estilo Antigo) Em Yue, Encontrando ao Acaso Um Mestre Taoista de Tiantai

孟浩然 (689-740)

(五言古體詩)

越中逢天台太一子

仙穴逢羽人

停艫向前拜

問余涉風水

何事遠行邁

登陸尋天台

順流下吳會

兹山夙所尚

安得聞靈怪

上逼青天高

俯臨滄海大

雞鳴見日出

每與仙人會

來去赤城中

逍遙白雲外

莓苔異人間

瀑布作空界

福庭長不死

華頂舊稱最

永願從此遊

何當濟所屆

(Pentâmetros ao Estilo Antigo)

Em Yue, Encontrando ao Acaso Um Mestre Taoista de Tiantai

Junto a uma gruta dos Imortais encontrei um homem emplumado; 1

Desembarcando, dirigi-me a ele para prestar respeito.

Perguntou da minha travessia sobre as águas batidas pelo vento:

De que serve embarcar em viagens longínquas?

“Podem-se cruzar desertos em busca de Tiantai,

Ou seguir corrente abaixo até Kuaiji em Wu.

Essa montanha reverenciei toda a vida,

Mas como saber dos seus numinosos prodígios?

Erguendo-se, enche as alturas do céu azul;

Em baixo, olha a extensão do mar turquesa.

Ao cantar do galo vê-se o sol aparecer,

Estamos sempre acompanhados pelos Imortais.

Vão e vêm no Pico da Falésia Vermelha,

Livres e leves além das nuvens brancas.

Líquen e musgo são diferentes dos do reino da morte,

E um lençol de espuma delineia os limites do espaço.

De entre os pavilhões a que a morte nunca vem

O mais elogiado sempre foi o da Crista Florida.

Peço poder partir de onde estou,

Para me ir até onde quero chegar um dia.”

Uma pessoa emplumada é alguém que transcendeu este “mundo de pó” e viaja pelo espaço como se tivesse asas. A residência terrena destas pessoas é em “grutas celestes (洞天), nas profundezas de montanhas sagradas, como Tiantai, que dão acesso a outros mundos, a mundos paralelos.

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