EventosConcertos | Orquestra de Macau apresenta série sobre Mozart Andreia Sofia Silva - 7 Jan 2026 O fim-de-semana de 23 a 25 de Janeiro está guardado para uma homenagem da Orquestra de Macau ao compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart. “Homenagem a Mozart – Um Génio Divino”, “Homenagem a Mozart – Espírito Clássico” e “Homenagem a Mozart – Símbolo Eterno” são os nomes dos três espectáculos agendados para a Igreja da Sé e Igreja de São Domingos Os fãs de música clássica, nomeadamente de Mozart, um dos mais conhecidos e aclamados compositores da história, podem desfrutar este mês de três espectáculos protagonizados pela Orquestra de Macau (OM), que sobe ao palco com convidados especiais. Trata-se de três iniciativas que decorrem no fim-de-semana de 23 a 25 de Janeiro e que visam fazer uma justa homenagem ao trabalho musical deixado para a história por Wolfgang Amadeus Mozart, nascido em Salzburgo, Áustria, em 1756. Diz a sua biografia que foi um génio precoce na música, tendo começado a compor com cinco anos de idade, e aos quatro anos já lia pautas e tocava cravo. Deixou cerca de 600 composições, incluindo sinfonias, óperas e concertos para piano e orquestra. O primeiro concerto, agendado para o dia 23 de Janeiro, decorre na Igreja de São Domingos a partir das 20h. Trata-se de “Homenagem a Mozart – Um Génio Divino”, com Svetlin Roussev, violinista búlgaro como convidado. Segundo informações disponibilizadas pelo website da OM, o programa deste espectáculo faz-se de três concertos para violino compostos por Mozart, nomeadamente “Concerto para Violino N.º 1 em Si-bemol Maior, K. 201”, “Concerto para Violino N.º 2 em Ré Maior, K. 211” e “Concerto para Violino N.º 4 em Ré Maior, K. 218”. Estes são, segundo a OM, “os três primeiros concertos para violino” compostos por Mozart, que foi “prodígio, tanto no violino como no piano”. Os primeiros esboços destas composições datam de 1773, quando o compositor tinha 17 anos, sendo descritas como “obras juvenis e enérgicas, com influências barrocas e rococó”, em que os ouvintes são “confrontados com a vastidão criativa deste génio do Classicismo”. No dia seguinte, sábado, 24, é a vez da Igreja da Sé acolher o espectáculo “Homenagem a Mozart – Espírito Clássico”, tendo o maestro da OM, Lio Kuokman, a liderar as operações, e o músico Zhang Aozhe no violino. A partir das 20h é possível ouvir composições como “Sinfonia N.º 1 em Mi-bemol Maior, K. 16”, “Concerto para Violino N.º 3 em Sol Maior, K. 216” e ainda “Sinfonia N.º 40 em Sol menor, K. 550”. Para a OM, será proporcionada “uma experiência rara”, no sentido em que é possível “ouvir ao vivo, em poucos dias, os cinco concertos para violino de Mozart interpretados de seguida”. “Embora apreciemos a ilusão de leveza e naturalidade em palco, devemos lembrar-nos que um concerto de música clássica é um constante diálogo entre o solista e a orquestra, como um jogo de perguntas e respostas entre amigos numa conversa sentida e aprazível”, exemplifica a OM. Mozart é novamente descrito como tendo sido “uma criança prodígio durante a grandiosa digressão musical pela Europa que realizou com a família, tendo composto a sua primeira sinfonia em Londres”. A “Sinfonia N.º 40 em Sol menor, K. 550”, que será tocada neste espectáculo, constitui “um clássico essencial” na música de orquestra, evidenciando, para a OM, “a profundidade e mestria de Mozart na gestão de diversas vozes e na ampliação da paleta de orquestra”. Trata-se ainda de uma “sofisticação que o compositor foi aperfeiçoando nos últimos anos da sua vida”. O público poderá ouvir estas composições ao longo de 1h15 minutos de espectáculo, sem intervalo. Últimos acordes Esta trilogia de concertos encerra com “Homenagem a Mozart – Símbolo Eterno”, que acontece na Igreja de São Domingos no domingo, 25 de Janeiro, numa matiné com início às 17h. O maestro Lio Kuokman volta a subir ao palco com Yu-Chien (Benny) Tseng no violino, sendo o programa composto pelo “Concerto para Violino N.º 5 em La Maior, K. 219” e “Sinfonia N.º 41 em Dó Maior, K. 551 “Júpiter”. “A homenagem da Orquestra de Macau a Mozart culmina com a apresentação da última sinfonia do compositor”, descreve a OM, que considera a “Sinfonia Nº 41 em Dó Maior” como reveladora de “uma cromaticidade muito mais acentuada”. “O seu último concerto para violino [de Mozart], célebre pelas dramáticas mudanças de andamento e pela secção ‘alla turca’ no final, é, há muito, um pilar fundamental do repertório violinístico”, remata a OM. Os bilhetes para os três espectáculos já estão à venda e custam 150 patacas.