Um morto e oito feridos em novo fogo em habitação social

Pelo menos uma pessoa morreu e oito ficaram feridas num incêndio que atingiu ontem um complexo de habitação pública em Hong Kong, um mês após um outro incêndio num bairro social ter causado 161 mortos. De acordo com a imprensa local, os bombeiros acreditam que um curto-circuito eléctrico poderá ter causado as chamas, que obrigaram à retirada de mais de 270 moradores do complexo, em Kowloon, no centro da região.

O alerta foi dado por volta das 08:00 e os bombeiros conseguiram extinguir o incêndio, que atingiu uma área de pequena dimensão, em cerca de 50 minutos. Um homem foi encontrado morto no local enquanto um outro homem e sete mulheres foram resgatados. Os oito feridos mostravam sintomas de inalação de fumo, sendo que dois estavam em situação considerada grave.

Os bombeiros disseram que o apartamento do 21.º andar onde surgiram as chamas estava cheio de objectos, que originaram um denso fumo que se espalhou pelos corredores e dificultou o combate ao incêndio. “O apartamento foi severamente danificado pelo fogo. Os bombeiros encontraram uma grande quantidade de objectos espalhados pelo apartamento”, disse o subchefe interino do departamento de Serviços de Incêndios.

“Ainda estamos a investigar a causa do incêndio. Analisaremos as causas de forma abrangente, incluindo a possibilidade de uma falha de energia”, acrescentou Yip Kam-kong. O dirigente afirmou que o equipamento de combate às chamas estava a funcionar correctamente no edifício, negando relatos de uma mangueira de incêndio com defeito no 21.º andar.

Yip acrescentou que os bombeiros não encontraram qualquer irregularidade nos equipamentos de segurança contra incêndio do edifício Mei Yue, no bairro Shek Kip Mei. Alguns moradores disseram à imprensa que as portas corta-fogo eram frequentemente deixadas abertas no edifício, mas Yip disse que não era o caso no 21.º andar quando os bombeiros chegaram ao local.

Tragédia em Tai Po

Em 26 de Novembro, um incêndio no bairro social Wang Fuk Court, em Tai Po, no norte de Hong Kong, causou a morte de 161 pessoas e deixou milhares de pessoas desalojadas. O incêndio em Wang Fuk Court começou quando a rede que cobria as estruturas de bambu num dos prédios, no âmbito de obras de renovação, se incendiou. O fogo propagou-se com rapidez ao resto do complexo, atingindo seis outras torres.

Tendo em conta a magnitude da tragédia, o Governo local criou uma comissão de inquérito independente, presidida por um magistrado, com o objectivo de esclarecer as causas do início e da rápida propagação do incêndio. Paralelamente, a Comissão Independente contra a Corrupção de Hong Kong deteve o actual presidente da associação de moradores do Wang Fuk Court, bem como o antecessor, no âmbito da investigação sobre a catástrofe.

O Ministério Público está a investigar mais de uma dezena de pessoas ligadas ao incêndio, sob a presunção de terem cometido homicídio por negligência, incluindo os directores e um consultor de engenharia da empresa de construção responsável pelas obras.

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