Apple | China diz a Tim Cook que espera mais investimento

O ministro do Comércio da China, Wang Wentao, disse ontem esperar que a Apple “expanda o seu investimento” e “se integre profundamente no mercado chinês”, num encontro com o presidente do conselho de administração da empresa, Tim Cook.

“A China mantém-se firme no seu compromisso de expandir a sua abertura ao mundo, proporcionar condições equitativas às empresas financiadas por estrangeiros e apoiar a participação equitativa dos seus produtos nas nossas políticas de promoção do consumo”, afirmou Wang, na reunião, segundo um comunicado do ministério.

O ministro afirmou que a economia chinesa demonstra “forte resiliência e vitalidade” e constitui “terreno fértil para o desenvolvimento impulsionado pela inovação”, apesar do contexto de abrandamento no país, que procura recuperar o investimento estrangeiro em queda e enfrentar a guerra comercial iniciada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“As guerras comerciais não produzem vencedores e o proteccionismo não oferece nenhuma saída. A dissociação e as perturbações nas cadeias de abastecimento só prejudicarão os interesses de todas as partes”, disse, acrescentando que a imposição de taxas pelos Estados Unidos “criou incerteza para a economia global”.

No entanto, “a China está disposta a trabalhar com os Estados Unidos para criar um ambiente político mais estável para as empresas através de um diálogo justo”, afirmou.

Cook, que se encontra em Pequim para participar no Fórum de Desenvolvimento anual, organizado pelo país asiático como plataforma de diálogo entre altos dirigentes do Executivo, líderes de multinacionais e académicos, garantiu que a Apple vai continuar a aumentar os seus investimentos na China.

“Vamos continuar a aumentar os nossos investimentos em sectores como as cadeias de abastecimento, investigação e desenvolvimento e responsabilidade social na China, com o objectivo de apoiar o desenvolvimento de alta qualidade do país”, disse, segundo o comunicado.

A mesma nota sublinhou ainda que a empresa está disposta a desempenhar um papel activo na promoção de um “desenvolvimento estável e saudável” das relações económicas e comerciais entre a China e os Estados Unidos.

Inteligência em falta

As vendas na China dos telemóveis da empresa caíram 18 por cento no último trimestre de 2024 e ficaram atrás das empresas locais, de acordo com a empresa de pesquisa Counterpoint Research.

A Apple tem a “grande China” – um termo que engloba a China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan – como o seu terceiro maior mercado, depois das Américas e da Europa. No entanto, a China é o único dos seus principais mercados onde as vendas estão a cair.

Uma das razões que pode estar por detrás da queda de popularidade dos dispositivos da empresa é o facto de os consumidores chineses não estarem a receber os mais recentes serviços de inteligência artificial (IA) do iPhone. Entretanto, os dispositivos locais da Huawei, Honor e Oppo oferecem esta tecnologia pioneira nos seus dispositivos.

De acordo com o jornal The Wall Street Journal, a Apple tem estado em conversações com várias empresas chinesas de IA sobre uma possível parceria para implantar a Apple Intelligence na China.

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