Maria Helena de Senna Fernandes, presidente da comissão organizadora do IFFAM : “A média de lotação tem sido de 80%”

Em entrevista, a Directora dos Serviços de Turismo e Presidente da comissão organizadora do Festival Internacional e Cerimónia de Entrega de Prémios de Macau (IFFAM), Maria Helena de Senna Fernandes fez um balanço dos últimos quatro anos de festival e apontou, apesar das muitas dificuldades, que a edição deste ano foi pautada por um sentimento de consolidação e de maior adesão por parte do público e da indústria.

“O Mike [Goodridge] disse-me que este ano foi mais fácil atrair novos projectos que nos anos anteriores (…). Temos que dar confiança às pessoas, aos filmes e sobretudo às distribuídoras, que nos oferecem os seus filmes. Este ano foi já muito mais fácil do que nos anos anteriores e isso é bom sinal”, referiu Maria Helena de Senna Fernandes.

A presidente da comissão organizadora do IFFAM recordou as dificuldades que marcaram as primeiras edições, onde foi “preciso aprender quase tudo acerca da realização de um festival” e as mudanças que foram feitas a partir da segunda edição, que classificou com um ano de “reorganização”, marcado por uma nova direcção artística chefiada por Mike Goodridge. Depois de uma terceira edição apostada em atrair “bons projectos e bons filmes”, Maria Helena de Sena Fernandes sentiu grandes melhorias, consistência ao nível dos conteúdos e, sobretudo, menor preocupação com a organização, porque “a equipa está cada vez mais madura e sabe o que é necessário”.

“De facto, de todos os quatro anos, este ano foi aquele em que fizemos menos reuniões internas, porque quase toda a gente já sabe o que é necessário e conhecem melhor (…) os pontos em que temos de ter mais atenção. Por causa disso eu não tenho que chamar as pessoas a atenção este ano e isso é bom sinal”, explicou a Directora dos Serviços de Turismo.

Quanto à adesão, apesar de admitir “continuar a ser uma batalha”, Maria Helena de Sena Fernandes afirmou que a quarta edição do IFFAM assistiu a uma procura superior, até porque a “equipa de programação está agora mais sensível ao gosto do público”. Sublinhando que “nem todos os filmes estiveram lotados porque (…) há muita oferta” e existe a vontade de criar “o hábito de comprar bilhetes”, a lotação média em sala tinha sido positiva, tendo chegado aos 80 por cento.

Para continuar

Não querendo comprometer-se com a realização da próxima edição do IFFAM em 2020 por não ter ainda tido oportunidade de debater o assunto com a nova secretária para os Assuntos Sociais e Cultura do novo Executivo, Ao Ieong U, Maria Helena de Sena Fernandes afirmou contudo que, seja de que forma for, a aposta do Governo nas indústrias criativas, e em particular no cinema é para continuar. “Esta é uma aposta do Governo, que sempre deu oportunidades às indústrias criativas, até porque em Macau há muita gente que quer fazer filmes e entrar no circuito de produção. Por isso, temos de dar oportunidades e haverá sempre maneira de apoiar”, explicou.

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