Neuroot, histórica banda holandesa, no dia 11 no Live Music Association

Com quase 40 anos de carreira, os Neuroot chegam a Macau para um concerto no LMA no próximo dia 11 de Abril. A banda holandesa entra em palco, às 21h, para celebrar a tradicional velocidade e agressividade do punk hardcore

 

O punk não está morto. A prova viva do velho chavão são os Neuroot, que estão prestes a pisar o palco em Macau. A banda holandesa de punk hardcore, que teve como altura mais prolífera os anos entre 1981 e 1987, esteve inactiva durante mais de uma dúzia de anos, até que, em 2013, o baixista Marcel Stol decidiu que estava na altura de voltar ao estúdio e à estrada.

No próximo dia 11 de Abril, a banda holandesa começa no LMA a tour Asian Invasion 2019, seguindo depois para um espectáculo em Hong Kong, três datas em Taiwan (Taipe e Kaohsiung) e outros três concertos no Japão (Tóquio, Nagoya e Osaka).

Seguindo os pergaminhos tradicionais do punk hardcore, a sonoridade dos Neuroot é incansavelmente rápida, barulhenta e agressiva, apesar dos anos terem passado pelos membros da banda.

A grupo holandês estreou-se com a edição em K7, como mandava a lei do underground, com “Macht Kaput Was Euch Kaput Macht”, corria o ano de 1983. Três anos depois editavam o EP “Right Is Might”. Em 1986, lançam um dos marcos da sua discografia, um registo histórico para o punk rock holandês: “Plead Insanity”, um clássico nos dias de hoje.

Depois do passado

Após o retorno, e cinco anos de concertos, os Neuroot lançaram em 2018 “Obuy And Die”, um registo que reúne sete músicas originais gravadas no Rocketdog Studios em Westervoort na Holanda.

Com uma longevidade que faz inveja à maioria dos projectos musicais, o regresso ao estúdio e aos palcos não é encarado pela banda como a rendição à indústria discográfica. Apesar do mais recente disco ser marcado por um ritmo um pouco mais lento e, talvez, mais melodioso que os velhos fãs poderiam esperar, “Obuy And Die” injecta uma dose completa de agressão, mensagem política típica do punk com uns laivos de metal à mistura.

No próximo dia 11 de Abril, quem se deslocar à Coronel Mesquita pode contar com músicas rápidas, pulsantes, compostas por sons crus e agressivos típicos dos concertos da cena anarco-punk europeia do início dos anos 80.

O início do concerto está marcado para as 21h e os bilhetes custam 120 patacas à porta, ou 100 patacas se forem comprados com antecedência.

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