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HM
O turismo é o sector privilegiado no arquipélago africano, no entanto, Ana Lima Barber, presidente da Agência de Promoção e Investimentos e Exportações de Cabo Verde, explicou, em entrevista ao ao HM, que a nova aposta passa pelos sectores das energias renováveis e exportações

 

Em Cabo Verde o crescimento de Macau é visto como um exemplo a seguir e o objectivo passa por captar investimento local e chinês, ajudando o país a diversificar a economia. No entanto, não é só pelo turismo que Cabo Verde quer impulsionar a economia e os sectores das energias renováveis, redistribuição e das tecnologias de informação e comunicação são igualmente uma aposta.

O cenário foi traçado, ao HM, pela presidente da Agência de Promoção e Investimentos e Exportações de Cabo Verde (CV TradeInvest), Ana Lima Barber.

“Para os investidores, Cabo Verde pode ser a Macau de África. É este o nosso objectivo. Também queremos seguir a política Uma Faixa, Uma Rota e seguir os investimentos que esperamos que sejam dirigidos a sectores chave para nossa economia”, disse Ana Lima Barber, ao HM.

“Os sectores que queremos privilegiar, além do turismo, são as energias renováveis, as tecnologias de informação e comunicação e transformar Cabo Verde num centro de distribuição para diversificara economia”, acrescentou.

Apesar de haver uma intenção de diversificação o sector do turismo vai continuar a ser estratégico para Cabo Verde, que neste esforço conta com a presença do empresário local David Chow. No entanto, o objectivo passa por levar mais hotéis e outros investidores de Macau a interessarem-se pelo arquipélago africano.

“Cabo Verde tem excelentes condições para atrair qualquer outro investimento e Macau pode continuar a investir. Temos a MLD [Macau Legend Development], do empresário David Chow, na área dos hotéis e casinos, mas podemos ter muito mais nesta área”, explicou.

“Queremos aumentar o investimento de qualidade. Macau tem excelentes hotéis que gostaríamos de ver em Cabo Verde a melhorar a nossa oferta. Também temos de perceber qual é o tipo de turista que mais nos interessa, claro que todos são bem-vindos, mas a nível de estratégia temos de pensar o que é mais interessante para o país. Assim como acontece com o tipo de lojas que queremos trazer, como as Duty Free”, apontou.

Diversificação da economia

No entanto, o jogo não é a única prioridade para Cabo Verde e é necessário dotar o sector do turismo de outras ofertas, numa lógica de complementaridade: “Não queremos ficar pelo turismo dos hotéis e do jogo, queremos apostar numa diversificação do sector ligada ao mar, como com iates e cruzeiros, mergulhos e não só. Também queremos apostar no turismo do desporto, medicina e organização de eventos”, frisou Ana Lima Barber.

Uma das outras lógicas passa por fazer de Cabo Verde um centro para exportações e de entrada no mercado africano do ECOWAS, ou seja da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que incluiu países como Costa do Marfim, Senegal, Mali, Libéria, Gana, entre outros.

“As empresas podem exportar a partir de Cabo Verde com excelentes taxas. Estamos inseridos num mercado enorme. Somos meio milhão de pessoas em cabo Verde, mas o mercado é muito maior, estamos a falar do mercado ECOWAS, que são 15 países membros. Estamos a falar de 340 milhões de pessoas”, explicou a presidente da CV TradeInvest.

“Estamos numa situação geográfica estratégia, a uma hora do Senegal, duas horas e meias de Portugal, que é a entrada para a União Europeia, a quatro horas do Brasil e seis horas e meia da América do Norte. É um lugar estratégico, para as empresas se instalarem como centro de investimento”, considerou.

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