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Luis Filipe Castro Mendes, ministro da Cultura
FOTO: José Coelho/LUSA

O ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, manifestou hoje “profundo pesar” pela morte do arquitecto Raúl Hestnes Ferreira, vencedor do Prémio Valmor e “autor de vasta obra pública e privada”.

Numa nota enviada à comunicação social, o ministro da Cultura recorda que Raúl Hestnes Ferreira foi um arquitecto multipremiado e que a ele se deve a remodelação e valorização do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora.

“Vencedor de vários prémios, entre eles o Prémio Valmor, em 2002, Raúl Hestnes Ferreira trabalhou em Filadélfia com Louis Kahn, nome fundamental da arquitectura do Séc. XX, assim como acompanhou, através da sua actividade académica, exercida em diferentes universidades, a formação de várias gerações de arquitectos portugueses”, sublinhou.

O arquitecto Raul Hestnes Ferreira, 86 anos, morreu no domingo à noite, em Lisboa, disse hoje à agência Lusa uma fonte da Ordem dos Arquitetos (OA).

Raul Hestnes Ferreira nasceu em Lisboa, em 1931, e o gosto pela arquitetura surgiu-lhe muito cedo devido ao contacto com Francisco Keil do Amaral.

Estudou na Escola Superior de Belas Artes, em Lisboa, onde recebeu o diploma de arquitecto, em 1961, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, nos Estados Unidos, na Universidade de Yale e na Universidade de Pensilvânia, depois de ter passado pela escola de Helsínquia, na Finlândia.

Filho do escritor José Gomes Ferreira (1900-1985), Hestnes Ferreira projetou, entre outros edifícios, a Casa da Cultura de Beja, a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, o novo edifício do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, a Biblioteca de Marvila, a Casa de Albarraque, que desenhou para o pai, em Cascais.

Fez igualmente o projecto de renovação do café Martinho da Arcada, na capital. Esteve entre os finalistas a concurso para a Ópera da Bastilha, em Paris.

Entre os projectos habitacionais, conta-se o do bairro das Fonsecas e Calçada, em Alvalade, em Lisboa, das cooperativas Unidade do Povo e 25 de Abril, que remonta a 1975.

Recebeu o Prémio Nacional de Arquitetura e Urbanismo, da secção portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte, o Prémio Nacional de Arquitetura da antiga associação de arquitectos (anterior à Ordem) e Prémio Valmor.

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