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A actriz Uma Thurman, musa do realizador Quentin Tarantino e próxima do produtor Harvey Weinstein, juntou-se à lista de actrizes que acusam o magnata de Hollywood de agressão, admitindo o seu desapontamento em relação ao produtor que a promoveu. A actriz contou, numa entrevista publicada no sábado pelo The New York Times, a agressão de que terá sido vítima, ocorrida após o lançamento de “Pulp Fiction”, em 1994.

Depois de uma reunião em Paris, Harvey Weinstein terá convidado a actriz para o seu quarto e depois para uma sauna num hotel, tendo Uma Thurman voltado a encontrar o seu produtor em Londres, também no seu quarto de hotel. “Ele empurrou-me e tentou saltar sobre mim e despir-se. Ele fez muitas coisas desagradáveis”, disse a actriz, na entrevista.

Pouco depois, Uma Thurman foi ao hotel do abusador para enfrentá-lo e explica que o advertiu: “Se fizer o que fez com outras pessoas, vai arruinar a sua carreira, a sua reputação e perder a sua família, eu garanto”, ter-lhe-á dito. “O sr. Weinstein admite ter feito avanços em relação à sra. Thurman depois de interpretar mal a sua atitude em Paris. Ele desculpou-se imediatamente”, respondeu, num comunicado, um porta-voz do ex-produtor, que actualmente está na terapia no Arizona. Hoje interroga-se por que é que Uma Thurman “esperou 25 anos para tornar públicas essas alegações”, acrescenta.

Harvey Weinstein está “atordoado e entristecido”, disse o advogado Ben Brafman no comunicado, acrescentando que as observações de Uma Thurman ao The New York Times estão a ser “examinadas e verificadas cuidadosamente antes de decidir se será apropriado avançar com um procedimento legal contra ela”. De acordo com uma amiga, que a acompanhou, Uma Thurman estava “a ferver de raiva” quando deixou Harvey Weinstein naquele dia, depois de uma discussão em que o produtor terá ameaçado a sua carreira. “Sinto-me tão mal por todas as mulheres atacadas depois de mim”, diz a actriz de 47 anos na entrevista, comparando essas vítimas com “cordeiros entrando no matadouro”.

Uma Thurman contou mais tarde a Tarantino a agressão que sofreu, mas o realizador não a levou a sério. Foi apenas em 2001, quando ela insistiu, perturbada pela presença de Weinstein durante o Festival de Cinema de Cannes, que o cineasta percebeu a gravidade dos factos alegados contra o seu produtor, tendo o fundador da Miramax pedido desculpa à actriz.

O realizador, vencedor de vários Óscares, disse em Outubro que sabia há anos das acções de Harvey Weinstein, agora acusado de assédio sexual, agressão ou estupro por uma centena de mulheres.

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