Tufão Hato | Governo reúne com FAOM e assume insuficiências

Num encontro com a Federação das Associações dos Operários de Macau, o Governo admitiu a existência de insuficiências na resposta a catástrofes naturais. Pessoal da protecção civil pediu mais meios e melhor coordenação

Uma semana depois do tufão que fez disparar o alarme sobre a segurança e a capacidade de resposta do território a desastres naturais, o Governo reuniu com a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) para discutir “a revisão e a melhoria do mecanismo de resposta às grandes calamidades”, sem esquecer “a capacidade de gestão do Governo”.

No encontro estiveram presentes os secretários Sónia Chan, da Administração e Justiça, e Lionel Leong, da Economia e Finanças. Segundo um comunicado, Sónia Chan admitiu que “existem imperfeições no mecanismo de resposta a graves desastres”, incluindo “insuficiências na gestão de riscos no Governo”.

Lionel Leong foi confrontado com várias questões relacionadas com os trabalhadores do sector do jogo, tal como a sua segurança e a gestão das empresas. O secretário “afirmou que todas estas matérias têm vindo a ser alvo de um acompanhamento estrito por parte da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais”.

Além disso, as “empresas são exortadas a tratar dos casos de forma humana e com uma programação adequada”.

Lionel Leong garantiu, contudo, que o Governo “irá rever o mecanismo supracitado e o regime da sua coordenação, assim como melhorar a alocação do pessoal e a distribuição de bens materiais para evitar o esbanjamento dos recursos”.

Já os representantes da FAOM deixaram alertas sobre “problemas relacionados com a construção urbana”, sobretudo ao nível das infra-estruturas, “o sistema de impermeabilização”, o funcionamento do serviço de protecção civil ou o pagamento de indemnizações aos trabalhadores em épocas de tufão.

Pedidos mais meios

Na terça-feira o Chefe do Executivo, Chui Sai On, esteve reunido, juntamente com o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, com o pessoal do centro de operações de protecção civil e bombeiros.

No discurso que proferiu, o Chefe do Executivo salientou “o altruísmo de todas as corporações” e que este tufão “veio mostrar as dificuldades nos trabalhos de rescaldo devido à destruição de infra-estruturas”.

A matéria em causa levou o Governo a “estudar a forma como poderá melhorar e aperfeiçoar toda a situação”. Chui Sai On disse ainda que o Executivo “vai continuar a optimizar o mecanismo de previsão meteorológica, de alerta e o mecanismo de divulgação de informações relacionadas com calamidades”, sendo também necessário “rever e aperfeiçoar o mecanismo da estrutura da protecção civil”.

No encontro, os agentes dos Serviços de Polícia Unitários apontaram que o Governo “tem de melhorar as suas infra-estruturas e optimizar o mecanismo de divulgação de informações de tufão”.

O pessoal dos Serviços de Alfândega disse ser “indispensável melhorar o equipamento actual dos mergulhadores”. Também os agentes da PSP defenderam “a necessidade de reforçar e optimizar os equipamentos, nomeadamente do pessoal em turnos durante o período de tufão”.

Os bombeiros apontaram que a recolha de informações e os recursos “devem ser uniformizados”. Deve ainda ser “efectuada uma boa distribuição de recursos humanos e materiais pelo trabalho, tendo por base as necessidades e prioridades para elevar a eficácia”.

Foi ainda lembrada a necessidade de rever o regime do pessoal militarizado.

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