Wynn | Festival de Cerveja e Cultura une Macau e Qingdao

Entre 16 de Julho e 8 de Agosto realiza-se o primeiro Festival de Cerveja e Cultura de Macau e Qingdao, no relvado da entrada sul do Wynn Palace, no Cotai. Ao longo de 24 dias, entre brindes com Tsingtao e Macau Beer, serão organizadas exposições, eventos de promoção turística, performances musicais e gastronomia

 

Mais de 1600 quilómetros separam Macau da cidade de Qingdao, na província de Shandong, mas esta distância será encurtada pelo primeiro Festival de Cerveja e Cultura de Macau e Qingdao, que se realiza entre 16 de Julho e 8 de Agosto no relvado da entrada sul do Wynn Palace, no Cotai.

Durante 24 dias de festa, entre as 18h e a meia-noite, não vão faltar razões para múltiplos brindes com cervejas das marcas Tsingtao e Macau Beer, unindo a grande cervejeira nacional e a empresa local.

Além do ambiente de cervejaria ao ar-livre, os visitantes terão ao dispor iguarias das duas regiões, banquinhas com gastronomia gourmet e comidas para todos os gostos a forrar o estômago. O espaço será também animado por concertos e performances artísticas, exposições e acções de promoção turística.

Organizado em parte pela Wynn Macau, o festival marcará um encontro entre os dois territórios. A “Zona Criativa e Cultural das Duas Cidades” servirá de plataforma de apresentação dos principais trunfos de Macau e Qingdao enquanto cidades com culturas vibrantes,

Aproveitando o sentimento de união proporcionado por brindes e rodadas de cerveja, será apresentado um conjunto de actividades como a “Conferência de Promoção Turística Qingdao – Macau”, e o “Evento de Fotografia de Casamento Qingdao – Macau”, para promover os recursos turísticos de ambas as cidades.

A ideia será explorar sinergias entre as duas regiões com colaborações ao nível da indústria do turismo que tragam novas oportunidades de negócio, e que abram portas para aprofundar a cooperação entre a Grande Baía Guangdong – Hong Kong – Macau e o Grupo da Baía de Bohai.

Para durar

Durante a apresentação do evento, na sexta-feira, a directora executiva da Wynn Macau, Linda Chen, demonstrou esperança de que “as duas cidades aproveitem o momento para manter uma próxima e longa relação”.

A responsável da operadora afirmou que tendo em conta as tendências de recuperação económica entre o Interior da China e Macau, é essencial este tipo de cooperação, como o estabelecimento das cidades-irmãs Qingdao – Macau, para promover a política económica nacional de “dupla circulação”.

O director da entidade organizadora, Wong Fai, disse que “as duas cidades não só partilham características turísticas e geográficas semelhantes, mas ambas foram importantes portos históricos da Rota da Seda”.

Parte da baía da costa sul de Shandong foi, no final do século XIX, concessionada ao império germânico. Menos de uma década depois do estabelecimento de alemães em Qingdao nasceu a cervejaria Tsingtao, para responder à sede dos novos residentes da região. Desde 1991, a cidade é todos os anos palco do Festival Internacional da Cerveja de Qingdao.

5 Jul 2021

Lucros líquidos da Wynn Macau mais do que duplicaram

[dropcap style≠‘circle’]O[/dropcap]s lucros líquidos da Wynn Macau mais do que duplicaram no primeiro trimestre do ano para 227,1 milhões de dólares norte-americanos, anunciou ontem a operadora de jogo num comunicado.

As receitas operacionais da Wynn Macau ascenderam a 1,28 mil milhões de dólares norte-americanos, traduzindo um aumento de 27,8 por cento face ao primeiro trimestre do ano passado. As receitas de jogo representaram mais de 86,2 por cento do total, subindo 28 por cento em termos anuais homólogos para 1,10 mil milhões de dólares norte-americanos.

Já a empresa mãe, a Wynn Resorts, registou prejuízos líquidos de 204,3 milhões de dólares norte-americanos entre Janeiro e Março, contra lucros de 100,8 milhões de dólares apurados em igual período do ano passado.

Não obstante, as receitas operacionais do grupo cresceram 20,5 por cento para 1,72 mil milhões de dólares norte-americanos. Um aumento que, de acordo com os resultados não auditados do grupo, advém do aumento de 279 milhões de dólares das receitas nas operações de Macau e de 12,8 milhões em Las Vegas.

As receitas operacionais da Wynn Macau, que opera dois casinos no território, representaram 74,4 por cento das registadas pela Wynn Resorts no primeiro trimestre do ano.

Na videoconferência com analistas após o anúncio dos resultados, o CEO da Wynn Resorts, Matthew Maddox, revelou um plano para remodelar as instalações do Wynn Macau, avaliado em 100 milhões de dólares. “Redefini prioridades e acelerei as oportunidades de investimento”, indicou o mesmo responsável.

Matthew Maddox sublinhou ainda que a Wynn Resorts “não está à venda” na sequência da saída de Steve Wynn. O magnata de jogo, de 76 anos, deixou em Fevereiro a liderança e todos os cargos que ocupava no grupo na sequência do escândalo de alegados abusos sexuais nos Estados Unidos. Em Março, o magnata deixou de ter qualquer participação na empresa que fundou. “Como CEO, não estou interessado em olhar pelo retrovisor (…), estou apenas focado no futuro”, afirmou, sublinhando que foram feitos “progressos significativos”. “A administração executiva não tem estado apenas focada em manter e melhorar as operações (…), mas também em reduzir o ruído em torno do nosso negócio”, apontou o CEO da Wynn Resorts.

Sobre a aquisição de 4,9 por cento da Wynn Resorts pela Galaxy Entertainment, anunciada no mês passado, Matthew Maddox sinalizou a possibilidade de as duas operadoras poderem trabalhar juntas em busca de oportunidades em novos mercados, apesar de ressalvar que não existe qualquer acordo para o efeito.

Com a compra das acções, a Galaxy Entertainment ficou com 4,9 por cento do capital da Wynn Resorts que, por sua vez, detém 72 por cento da Wynn Macau, na qual passa a ter então uma fatia na ordem dos 3,5 por cento.

26 Abr 2018

Wynn Palace | Governo ainda não autorizou salas e áreas de fumo

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap]s Serviços de Saúde (SS) emitiram ontem um comunicado onde afirmam que ainda não autorizaram a criação de salas ou áreas de fumo no Wynn Palace. Esta garantia é dada depois de a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) ter acusado a operadora de jogo de avisar os trabalhadores para deixar os clientes fumarem onde quiserem, noticiou o jornal Ponto Final.

“Os SS tomaram conhecimento que está em curso uma recolha de assinaturas, promovida por funcionários de um casino, relativas às acções de controlo de tabagismo nas áreas de jogo com salas VIP e nas zonas de apostas elevadas do Wynn Palace.” O mesmo comunicado esclarece também que “até ao momento, para aquele casino, não foi emitida nenhuma autorização para a criação de salas de fumadores nem de áreas para fumadores”. Os SS referiram também que estão a trabalhar em conjunto com a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos e a direcção do Wynn Palace, para “executar a lei de forma rigorosa e para reduzir a ocorrência de situações ilegais”.

Relativamente ao consumo de tabaco no território, os SS adiantam que uma redução da taxa de consumo para jovens acima dos 15 anos, tendo passado dos 15 por cento em 2015 para 12,2 por cento o ano passado. Os SS consideram que este é um “resultado óbvio das acções desenvolvidas”. Sobre as acções de fiscalização foram realizadas 138 inspecções ilegais nos primeiros dois meses desde a entrada em vigor da nova lei, o que mostra que houve um aumento de 50 por cento das acções de fiscalização. O número de acusações também aumentou em 188 por cento, com mais 171 acusações face ao período homólogo do ano passado.

14 Mar 2018

Obras | Trabalhadores da construção civil com salários em atraso

Um grupo de trabalhadores da construção civil da obra do Wynn Palace reclamam salários em atraso. Em causa estão dois meses, Setembro e Outubro, e um empurrar de responsabilidades de empresa para empresa

Com Vítor Ng

[dropcap style≠’circle’]O[/dropcap]ntem de manhã, uma pequena comitiva de trabalhadores da construção civil manifestou-se perto do Wynn Palace a exigir o pagamento de salários em atraso. Apesar de serem apenas cinco, representaram 60 operários que reivindicam vencimentos devidos desde o ano passado. “Os salários de Julho e de Agosto foram pagos, mas o resto ainda não”, revelou Chao Tong Fong, gerente de uma empresa subempreiteira da obra.

Segundo o gerente, das várias vezes que exigiram o dinheiro devido à empreiteira geral, a resposta que obtiveram foi que ainda estavam a calcular o valor dos salários em atraso. O chefe e representante dos trabalhadores em protesto suspeita que poderá estar a ser alvo de fraude.

De acordo com Chao Tong Fong, normalmente e como está estabelecido no contrato, os vencimentos são pagos a cada 45 dias. Mas, passados estes meses todos, os trabalhadores ainda não receberam os salários referentes a Setembro e Outubro. Neste aspecto, é de salientar que a empresa subempreiteira terminou a sua tarefa a 23 de Outubro.

Num encontro entre o empreiteiro-geral da obra do Wynn Palace e os trabalhadores que reclamam salários, foi negociada a verba a pagar, com um resultado que foi insatisfatório para os trabalhadores em questão. “A companhia queria dar-nos apenas 1,820 milhão de patacas, adiantando que o resto do dinheiro não seria pago”, comentou o representante dos operários. De acordo com os trabalhadores, os salários em atraso ascendem aos 2,5 milhões de patacas.

Jogo do empurra

Apesar de não terem concordado com a sugestão da empresa, como os trabalhadores precisavam dos vencimentos, ainda para mais com o Ano Novo Chinês à porta, Chao Tong Fong aceitou em Dezembro o pagamento do montante que o empreiteiro-geral estava disposto a pagar. Ficou com a intenção de solicitar, mais tarde, o remanescente que considera ter a receber.

Até hoje, a situação mantém-se na mesma. Como resultado, o subempreiteiro diz que teve de pedir dinheiro emprestado a familiares para adiantar algumas verbas aos trabalhadores que ficaram em maiores dificuldades. No meio disto tudo, o gerente receia “ter de pagar os restantes salários”, no valor de 680 mil patacas. Chao Tong Fong teme que a sua empresa de construção civil não sobreviva a este prejuízo. Chegou mesmo a adiantar ao HM que, de momento, está sem trabalho e com dificuldades para garantir dinheiro para subsistir.

2 Mar 2017