Hoje Macau China / ÁsiaMercados recuperam com intervenção de fundos públicos As bolsas chinesas recuperaram ontem parte das fortes perdas da semana passada, após dois grandes fundos estatais anunciarem novas compras e o regulador dos mercados convocar uma reunião com os principais participantes do sector para reforçar a estabilidade financeira. O índice de referência CSI 300 chegou a subir 2 por cento nas primeiras horas da sessão, depois de ter recuado 3,6 por cento na sexta-feira e acumulado uma perda semanal de 5,3 por cento, a maior desde Outubro de 2022, num contexto de forte correção das acções tecnológicas a nível mundial. A recuperação ocorreu após a China Reform Holdings Corporation e a China Chengtong Holdings Group, duas gestoras estatais associadas à chamada “equipa nacional” (“national team”), anunciarem no domingo o reforço das suas posições em acções chinesas. As duas entidades comprometeram-se igualmente a continuar a aumentar os investimentos, em particular em empresas estatais sob controlo do Governo central. A China Reform Holdings revelou que uma das suas subsidiárias recorreu a mais de 50 mil milhões de yuan da facilidade de ‘swap’ do Banco Popular da China (banco central) para apoiar a estabilidade dos mercados. Já a China Chengtong indicou que duas subsidiárias adquiriram recentemente activos acionistas chineses no valor de quase 10 mil milhões de yuan. Preparar o futuro Entretanto, a Comissão Reguladora do Mercado de Valores da China reuniu-se ontem com empresas cotadas, corretoras e gestoras de fundos para recolher propostas destinadas a promover “um desenvolvimento estável e saudável” dos mercados de capitais, segundo a imprensa estatal. As medidas surgem depois de uma vaga de vendas iniciada pelas acções chinesas ligadas à inteligência artificial (IA), que acabou por alastrar ao conjunto do mercado. O índice STAR 50, que agrega empresas tecnológicas cotadas em Xangai, caiu 17 por cento na semana passada, reflectindo também as preocupações dos investidores com a pressão da oferta antes da esperada entrada em bolsa da fabricante chinesa de memória ChangXin Memory Technologies (CXMT). Na sexta-feira, os fundos negociados em bolsa (ETF) habitualmente associados à chamada “equipa nacional” registaram entradas líquidas de cerca de 28 mil milhões de yuan, o valor mais elevado desde Abril de 2025. O reforço da intervenção estatal faz recordar as medidas adoptadas em Abril do ano passado, quando Pequim mobilizou vários fundos públicos para apoiar os mercados accionistas após a forte queda provocada pelo anúncio das tarifas globais impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump. Nessa altura, a China Reform Holdings, a China Chengtong Holdings e o fundo soberano Central Huijin Investment comprometeram-se igualmente a adquirir acções para restaurar a confiança dos investidores.
João Luz SociedadeBolsas de estudo | Candidaturas ao exterior abrem a 4 de Março As candidaturas para as 20 “bolsas de estudo para estudos no exterior”, atribuídas pela Fundação Macau, podem ser entregues entre 4 e 22 de Março, indicou ontem a Fundação Macau. Anualmente, cada bolseiro recebe entre 60 mil e 80 mil patacas, dependendo do local onde se realizam os estudos. A medida integra a política de formação de quadros qualificados, incluída na série de bolsas de estudo “Uma Faixa, Uma Rota”, para o ano 2024. As bolsas destinam-se a residentes permanentes da RAEM que se encontrem a frequentar o último ano do ensino secundário em Macau, “e cidadãos de Guangdong e Fujian finalistas de curso conferente do grau de licenciatura, ministrado por instituição de ensino superior de Macau”. Para aceder ao financiamento, os candidatos devem ter a intenção de frequentar licenciaturas ou mestrados em Portugal, Brasil, Malásia, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Camboja, Vietname, Bangladesh, Hungria ou Mongólia. A Fundação Macau salienta que o objectivo da atribuição destas bolsas de estudo é “estimular o intercâmbio com estudantes dos países e regiões que integram a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, realçando o importante papel de Macau, nesta iniciativa, através da formação de quadros altamente qualificados”. Os interessados devem apresentar fotocópias do documento de identificação, “da notificação de admissão ou outro documento comprovativo da candidatura à frequência do curso”, certificado comprovativo das notas obtidas nos últimos três anos lectivos, carta de recomendação e uma breve apresentação do curso a frequentar”.