Hoje Macau EventosCasa de Vidro | Exposição sobre Português inaugurada terça-feira A Associação Cultural 10 Marias apresenta, na próxima semana, mais um projecto. Trata-se da exposição “Português, Uma Língua Global”, que ficará patente na Casa de Vidro do Tap Seac a partir de terça-feira. A mostra inspira-se na obra “Novo Atlas da Língua Portuguesa”, lançada em 2016, revelando a presença do idioma luso em todo o mundo É inaugurada na próxima terça-feira, a partir das 18h30, mais uma exposição da iniciativa da Associação Cultural 10 Marias. Trata-se de “Português, Uma Língua Global: Explorando o alcance e a influência da língua portuguesa”, que pode ser vista na Casa de Vidro do Tap Seac. Esta mostra conta com o apoio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo e da Casa de Portugal em Macau. Segundo um comunicado, a iniciativa “oferece uma exploração aprofundada da presença e influência da língua portuguesa no mundo, conectando culturas, economias e comunidades”, inspirando-se na obra “Novo Atlas da Língua Portuguesa”, lançada em 2016 com a autoria de Luís Antero Reto, Fernando Luís Machado e José Paulo Esperança. A obra está disponível em português, chinês e inglês. Com esta mostra, pretende-se apresentar “uma perspectiva multidisciplinar sobre o português, destacando a sua evolução histórica, expansão geográfica e importância cultural”. “Como uma das línguas mais faladas globalmente, o português é um património dinâmico e em constante transformação, moldado pelos seus falantes em diversos continentes”, acrescenta-se. Presença do autor A 10 Marias considera que o trabalho de Luís Reto “tem sido fundamental na documentação da influência global da língua”, sendo que “a sua presença [na inauguração da exposição] proporcionará uma visão valiosa sobre a importância do português no mundo actual”. Na Casa de Vidro, os visitantes “poderão descobrir o impacto da língua em diversas áreas, incluindo o seu alcance demográfico, o seu papel na educação e a sua relevância econômica enquanto língua dos negócios e do comércio”. Explora-se ainda “o português como ferramenta diplomática, meio de expressão artística e científica, e como um actor-chave na comunicação digital”. Macau, “uma cidade onde o Oriente encontra o Ocidente”, torna-se, assim, o local ideal para apresentar “Português, Uma Língua Global”, um projecto cultural onde se “celebra a língua como uma força unificadora e, ao mesmo tempo, diversa”. A organização considera também que a mostra “reflecte sobre o papel do português como ponte entre nações, promovendo a mobilidade, o intercâmbio cultural e a colaboração internacional”. “Mais do que um meio de comunicação, o português é um património partilhado que continua a expandir a sua influência no cenário global. Esta exposição convida os visitantes a explorarem o passado, o presente e o futuro da língua, apreciando a riqueza e a diversidade de um idioma verdadeiramente global”, remata a organização. De destacar que Luís Reto está em Macau a propósito de uma palestra na Fundação Rui Cunha que decorre na próxima segunda-feira. A partir das 18h30 pode ouvir-se a sessão do ciclo “Roda de Ideias”, intitulada “O potencial da língua portuguesa no mundo contemporâneo”. Luís Reto foi reitor do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, Luís Reto, sendo acompanhado na conversa pelo reitor associado da Faculdade de Negócios da Universidade da Cidade de Macau, José Paulo Esperança, também ligado à exposição que se apresenta na Casa de Vidro.
Salomé Fernandes EventosFRC | Cinco artistas reflectem o impacto da covid-19 em mostra colectiva O impacto da covid-19 na sociedade estará amanhã em destaque na Fundação Rui Cunha, através da exposição colectiva “Safe As”. Cinco artistas apresentam uma reflexão sobre temas como o uso de máscara, vida enclausurada e comunicação virtual A Fundação Rui Cunha inaugura amanhã, às 18h30, a exposição colectiva “Safe As”, o resultado de um projecto de artes plásticas que reflecte sobre diferentes experiências da pandemia, com a assinatura da 10 MARIAS Associação Cultural. A mostra colectiva apresenta dez peças de cinco artistas: Bruno Oliveira, Célia Brás, Marieta da Costa, Mónica Coteriano e Patrícia Soares. “Desde o primeiro alerta sobre o vírus Covid-19, até à actualidade, o impacto em todas as nações tem sido intenso e revela consequências na forma como as pessoas vivem o seu dia-a-dia, como comunicam, como se deslocam, como trabalham, como lidam com os diferentes problemas e situações, nunca antes vividos. A exposição pretende dar continuidade às muitas reflexões sobre o tema”, descreve a Fundação Rui Cunha em comunicado (FRC). A mostra conta com diferentes formas de expressão artística, como instalações de peças, um mural com fotografias e recortes de jornais. Os espaços que compõem a mostra abrangem um camarote de projecção com capacidade para duas pessoas, onde será exibido o vídeo “Mask off”, realizado ao longo dos últimos oito meses e que reflecte sobre a vida das máscaras. O trabalho foi “bastante colaborativo”, envolvendo a troca de opiniões, explicou Patrícia Soares ao Hoje Macau. O fio condutor entre os diferentes trabalhos é a escolha dos materiais, já que a máscara foi utilizada por todos. “Todas as máscaras foram recicladas, reutilizadas, devidamente desinfectadas e trabalhadas em cada uma das peças. E depois atendendo à simbologia, à mensagem, outros materiais foram sendo adicionados, mas sempre com uma coerência visual e de mensagem bastante forte”, explicou Patrícia Soares. De acordo com a nota da FRC, a curadora da instalação artística, Mónica Coteriano, apontou como principais temas a máscara, enquanto símbolo mundial deste ano, a nova realidade da vivência enclausurada e as suas consequências para a sociedade, bem como a comunicação virtual ao nível do relacionamento em termos laborais e pessoais. Além de ser dada voz à preocupação ambiental associada ao desperdício das máscaras, que se tornaram um bem essencial, são também abordadas outras problemáticas, como a saúde mental. Uma instalação representa os quatros pilares da saúde mental a serem pensados. O objectivo é “a reflexão construtiva e importante, porque existem consequências na vida das pessoas”, observou Patrícia Soares. Urgência na reflexão A 10 MARIAS Associação Cultural é um projecto sem fins lucrativos, nascido em 2016, com iniciativas ligadas às artes visuais, performativas, dança, música ou novas tecnologias. Esta exposição surge de uma “necessidade ou até de uma certa imposição que a questão da pandemia trouxe a todos nós: o olhar para dentro”. A impossibilidade de trazer artistas de fora e a introspecção a que os tempos conduzem potenciou o projecto “Safe As”.“A questão da pandemia foi unânime para todas nós porque achamos que é um tema absolutamente urgente em termos de reflexão”, disse Patrícia Soares, acrescentando o destaque da natural aposta no talento local. Com este olhar para dentro surgiu uma percepção: “havia de facto em todas nós uma forte vertente artística”. Um factor transversal às criadoras é a ligação a contextos de design, arquitectura, moda, expressões artísticas e dança. A artista reconheceu ainda o apoio da Fundação Rui Cunha, onde a exposição está patente ao público até ao dia 8 de Janeiro.