Sérgio Fonseca DesportoAutomobilismo | Campeão Delfim Mendonça Choi vai manter a aposta [dropcap]D[/dropcap]elfim Mendonça Choi sagrou-se em 2019 campeão da categoria “1950cc ou Superior” do AAMC Challenge, competição também vulgarmente conhecida como Campeonato de Carros de Turismo de Macau. Já com planos bem definidos para o futuro a curto prazo, o jovem piloto aguarda que a vida volte ao normal para começar a preparar a nova temporada. “Vou regressar ao AAMC Challenge e, uma vez mais, vou continuar na categoria 1950cc e Superior”, disse o piloto macaense ao HM, que obviamente ambiciona regressar ao Grande Prémio de Macau no final do ano. Apesar de existirem agora sérias dúvidas se as duas provas do AAMC Challenge se vão realizar, como inicialmente previsto, no Circuito Internacional de Zhuzhou – pois apenas quatrocentos quilómetros separam a cidade de Wuhan, onde começou o surto do novo coronavírus, da cidade da província de Hunan – Mendonça Choi gosta da ideia da única competição de automobilismo da RAEM mudar de cenário este ano. “Acho que é sempre bom correr numa nova pista”, afirma o piloto que apenas se iniciou no automobilismo em 2017, acreditando que esta potencial ida à nova pista de Zhuzhou “será um bom desafio”. Dado que todos os circuitos da República Popular da China estão encerrados até nova ordem, a preparação para a nova temporada faz-se por agora em frente ao computador: “Nós temos um simulador para treinarmos”. Em 2019, no Circuito Internacional de Guangdong, na cidade de Zhaoqing, o piloto de matriz portuguesa conquistou o seu primeiro título de pilotos, com uma vitória na segunda corrida da época, ajudando a sua equipa SLM Racing Team a sagrar-se campeã de equipas. Mais lá fora Tal como em 2018 e 2019, o jovem piloto da RAEM planeia dividir as suas participações no AAMC Challenge, com algumas corridas além fronteiras, para continuar a ganhar experiência e assim preparar melhor a sua participação no mês de Novembro, no Grande Prémio de Macau. “Este ano, se os tempos difíceis passarem, espero correr no Japão (TCSA – Touring Car Series in Asia) e na Malásia (Malaysia Championship Series), porque a competição por lá é forte”, explicou Mendonça Choi. Para estas potenciais participações, o piloto não levará o seu habitual Mitsubishi Evo7, mas usará um dos carros que pertence à equipa SLM Racing Team. Um caso mal-resolvido A temporada passada só não foi sublime para Delfim porque a Taça FOOD4U de Carros de Turismo de Macau do 66º Grande Prémio de Macau não lhe correu de feição. “Terminei em oitavo na minha classe no Grande Prémio de Macau, mas fiquei desapontado com o meu resultado (11º da geral). Tinha colocado como objectivo terminar no Top 5. Isto, porque preparei-me, a mim e ao meu carro, muito bem, mas na sessão de qualificação não consegui realizar um bom tempo devido à bandeira vermelha. Tive que arrancar do 34º lugar, quase o último carro na grelha de partida, e fiquei bastante desiludido na altura.” Sendo que esta prova é a mais importante do calendário para qualquer piloto do território, “dei o meu melhor na corrida para conseguir um bom resultado”, no entanto, “na partida (lançada) tivemos outro problema. Nem todos os carros estavam juntos no momento do arranque, porque um carro da frente estava muito lento, mas mesmo assim a Torre de Controlo colocou a luz verde, o que não foi justo para os carros que estavam atrás.” O piloto do carro nº17 não esconde que “foi um resultado desapontante” numa temporada temporada quase perfeita, mas a confiança não ficou abalada, pois “espero que consiga fazer melhor no Grande Prémio em 2020”.
admin DesportoAutomobilismo | Campeão Delfim Mendonça Choi vai manter a aposta [dropcap]D[/dropcap]elfim Mendonça Choi sagrou-se em 2019 campeão da categoria “1950cc ou Superior” do AAMC Challenge, competição também vulgarmente conhecida como Campeonato de Carros de Turismo de Macau. Já com planos bem definidos para o futuro a curto prazo, o jovem piloto aguarda que a vida volte ao normal para começar a preparar a nova temporada. “Vou regressar ao AAMC Challenge e, uma vez mais, vou continuar na categoria 1950cc e Superior”, disse o piloto macaense ao HM, que obviamente ambiciona regressar ao Grande Prémio de Macau no final do ano. Apesar de existirem agora sérias dúvidas se as duas provas do AAMC Challenge se vão realizar, como inicialmente previsto, no Circuito Internacional de Zhuzhou – pois apenas quatrocentos quilómetros separam a cidade de Wuhan, onde começou o surto do novo coronavírus, da cidade da província de Hunan – Mendonça Choi gosta da ideia da única competição de automobilismo da RAEM mudar de cenário este ano. “Acho que é sempre bom correr numa nova pista”, afirma o piloto que apenas se iniciou no automobilismo em 2017, acreditando que esta potencial ida à nova pista de Zhuzhou “será um bom desafio”. Dado que todos os circuitos da República Popular da China estão encerrados até nova ordem, a preparação para a nova temporada faz-se por agora em frente ao computador: “Nós temos um simulador para treinarmos”. Em 2019, no Circuito Internacional de Guangdong, na cidade de Zhaoqing, o piloto de matriz portuguesa conquistou o seu primeiro título de pilotos, com uma vitória na segunda corrida da época, ajudando a sua equipa SLM Racing Team a sagrar-se campeã de equipas. Mais lá fora Tal como em 2018 e 2019, o jovem piloto da RAEM planeia dividir as suas participações no AAMC Challenge, com algumas corridas além fronteiras, para continuar a ganhar experiência e assim preparar melhor a sua participação no mês de Novembro, no Grande Prémio de Macau. “Este ano, se os tempos difíceis passarem, espero correr no Japão (TCSA – Touring Car Series in Asia) e na Malásia (Malaysia Championship Series), porque a competição por lá é forte”, explicou Mendonça Choi. Para estas potenciais participações, o piloto não levará o seu habitual Mitsubishi Evo7, mas usará um dos carros que pertence à equipa SLM Racing Team. Um caso mal-resolvido A temporada passada só não foi sublime para Delfim porque a Taça FOOD4U de Carros de Turismo de Macau do 66º Grande Prémio de Macau não lhe correu de feição. “Terminei em oitavo na minha classe no Grande Prémio de Macau, mas fiquei desapontado com o meu resultado (11º da geral). Tinha colocado como objectivo terminar no Top 5. Isto, porque preparei-me, a mim e ao meu carro, muito bem, mas na sessão de qualificação não consegui realizar um bom tempo devido à bandeira vermelha. Tive que arrancar do 34º lugar, quase o último carro na grelha de partida, e fiquei bastante desiludido na altura.” Sendo que esta prova é a mais importante do calendário para qualquer piloto do território, “dei o meu melhor na corrida para conseguir um bom resultado”, no entanto, “na partida (lançada) tivemos outro problema. Nem todos os carros estavam juntos no momento do arranque, porque um carro da frente estava muito lento, mas mesmo assim a Torre de Controlo colocou a luz verde, o que não foi justo para os carros que estavam atrás.” O piloto do carro nº17 não esconde que “foi um resultado desapontante” numa temporada temporada quase perfeita, mas a confiança não ficou abalada, pois “espero que consiga fazer melhor no Grande Prémio em 2020”.
Hoje Macau DesportoGrande Prémio da China de Fórmula 1 adiado [dropcap]A[/dropcap]pesar de só estar marcada para o mês de Abril, A FIA e a Fórmula 1 deram aval ao adiamento da prova devido à crise provocada pelo coronavírus de Wuhan O Grande Prémio de Fórmula 1 da China vai ser adiado devido ao surto generalizado do novo coronavírus no país asiático, foi ontem anunciado. A Federação Internacional do Automóvel (FIA), juntamente com a Fórmula 1, decidiram aceitar o pedido de adiamento da prova, que estava agendada para o dia 19 de Abril, depois de um uma solicitação oficial do promotor do evento, o Juss Sports Group. “A FIA e a Fórmula 1 continuam a trabalhar em conjunto com as equipas, o promotor e as autoridades da China para avaliar a situação e os seus desenvolvimentos. Todas as partes vão ter o tempo necessário para estudar a viabilidade de possíveis datas alternativas para a realização do Grande Prémio mais tarde no ano, caso a situação melhore”, refere a FIA em comunicado. A federação esclarece que vai continuar a acompanhar a situação no que diz respeito a outros eventos motorizados. “O Grande Prémio da China tem sido uma importante parte do calendário da Fórmula 1, com muitos adeptos apaixonados. A comunidade da Fórmula 1 espera voltar a correr na China o mais rápido e deseja a todos no país o melhor durante estes tempos difíceis”, conclui. Ainda a subir O número de mortos na China continental devido ao coronavírus aumentou para 1.113, informou ontem a Comissão Nacional de Saúde chinesa. De acordo com as autoridades de saúde de Pequim, o número total de mortos nas últimas 24 horas é de 97. O número total de casos confirmados é de 44.653, dos quais 2.015 foram confirmados nas últimas 24 horas em território continental chinês. As autoridades chinesas acrescentaram ainda que 451.462 pacientes foram acompanhados por terem tido contacto próximo com os infectados, dos quais 185.037 ainda estão sob observação. O balanço ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior. A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia para esta quinta-feira, em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde enviou uma equipa de especialistas para a China para acompanhar a evolução.
Sérgio Fonseca DesportoGrande Prémio | Co-organizador quer continuidade do mundial de GT em Macau O SRO Motorsports Group, a entidade responsável pela co-organização da Taça do Mundo FIA de GT, quer que o troféu volte mais uma vez a ser disputado no programa do Grande Prémio de Macau em Novembro. Durante as 12 Horas de Bathurst do fim-de-semana passado, Stéphane Ratel, o presidente da organização sediada em Londres, desmentiu os rumores que este troféu poderia ser este ano ser transferido para França [dropcap]O[/dropcap] rumor sobre uma eventual troca de localização da taça mundial de carros Grande Turismo surgiu após a ter vindo a público a possibilidade de ser realizada uma corrida para pilotos profissionais com viaturas FIA GT3 durante a segunda edição do “FIA Motorsport Games” que este ano decorre em Outubro, no circuito francês de Paul Ricard. Estes “Jogos Olímpicos” de automobilismo também são organizados pelo SRO Motorsports Group. O empresário francês confirmou que não tem ainda um acordo assinado com a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau para a realização da Taça do Mundo FIA de GT, mas minimizou o facto, pois desde 2015 só mais tarde no ano é que ambas as partes selam esta parceria. “Em todos os anos nunca tivemos um acordo para Macau antes do primeiro de Julho”, disse Ratel, citado pelo portal norte-americano Sportscar365. “Estamos a aguardar e trabalhamos com todos os construtores para saber quantos carros pretendem ter. Depois, mandamos para Macau um relatório a dizer ‘À data de hoje, isto é o que está confirmado. Isto é o que é possível.’ Depois Macau decide o que fazer. O processo é o mesmo todos os anos, mas é verdade que não tem sido fácil ter uma [grande] gelha de partida.” Audi, BMW, Mercedes-AMG e Porsche já se comprometeram a regressar ao Circuito da Guia este ano, o que garante à partida mais de uma dúzia de concorrentes. Participações não preocupam Depois da presença de apenas 15 carros em 2018, a Taça do Mundo FIA de GT contou com 17 participantes o ano transacto. Em entrevista ao HM, na semana que antecedeu o 66º Grande Prémio de Macau, Chong Coc Veng, o presidente da Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC), afirmou que se a Taça do Mundo FIA de GT reunir mais de 15 equipas profissionais, então não será por aí que será posta em causa a sua continuidade. “Consideramos que se tivermos mais de 15 equipas profissionais que o número é consideravelmente aceitável. Estamos a falar de equipas profissionais, de topo, que têm outras alternativas e lugares onde podem correr. Por isso, no nosso entender este número muito próximo dos 20 carros é satisfatório”, disse Veng ao HM. Em 2019, a prova de sprint para viaturas FIA GT3 e destinada a pilotos profissionais contou com a presença oficial de quatro construtores: Audi, BMW, Mercedes AMG e Porsche. A Bentley teve muito próxima de ser a quinta marca a participar na prova, mas tal cenário não se concretizou no último momento. Raffaele Marciello venceu a corrida, oferecendo este prestigiado troféu à Mercedes-AMG. Mesmo num cenário em que a Taça do Mundo FIA de GT não se realize na RAEM, a vinda dos potentes carros da classe FIA GT3 ao território não deverá ser posta em causa, visto que o troféu da federação internacional é parte integrante da corrida Taça GT Macau implementada com sucesso em 2008.
admin DesportoGrande Prémio | Co-organizador quer continuidade do mundial de GT em Macau O SRO Motorsports Group, a entidade responsável pela co-organização da Taça do Mundo FIA de GT, quer que o troféu volte mais uma vez a ser disputado no programa do Grande Prémio de Macau em Novembro. Durante as 12 Horas de Bathurst do fim-de-semana passado, Stéphane Ratel, o presidente da organização sediada em Londres, desmentiu os rumores que este troféu poderia ser este ano ser transferido para França [dropcap]O[/dropcap] rumor sobre uma eventual troca de localização da taça mundial de carros Grande Turismo surgiu após a ter vindo a público a possibilidade de ser realizada uma corrida para pilotos profissionais com viaturas FIA GT3 durante a segunda edição do “FIA Motorsport Games” que este ano decorre em Outubro, no circuito francês de Paul Ricard. Estes “Jogos Olímpicos” de automobilismo também são organizados pelo SRO Motorsports Group. O empresário francês confirmou que não tem ainda um acordo assinado com a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau para a realização da Taça do Mundo FIA de GT, mas minimizou o facto, pois desde 2015 só mais tarde no ano é que ambas as partes selam esta parceria. “Em todos os anos nunca tivemos um acordo para Macau antes do primeiro de Julho”, disse Ratel, citado pelo portal norte-americano Sportscar365. “Estamos a aguardar e trabalhamos com todos os construtores para saber quantos carros pretendem ter. Depois, mandamos para Macau um relatório a dizer ‘À data de hoje, isto é o que está confirmado. Isto é o que é possível.’ Depois Macau decide o que fazer. O processo é o mesmo todos os anos, mas é verdade que não tem sido fácil ter uma [grande] gelha de partida.” Audi, BMW, Mercedes-AMG e Porsche já se comprometeram a regressar ao Circuito da Guia este ano, o que garante à partida mais de uma dúzia de concorrentes. Participações não preocupam Depois da presença de apenas 15 carros em 2018, a Taça do Mundo FIA de GT contou com 17 participantes o ano transacto. Em entrevista ao HM, na semana que antecedeu o 66º Grande Prémio de Macau, Chong Coc Veng, o presidente da Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC), afirmou que se a Taça do Mundo FIA de GT reunir mais de 15 equipas profissionais, então não será por aí que será posta em causa a sua continuidade. “Consideramos que se tivermos mais de 15 equipas profissionais que o número é consideravelmente aceitável. Estamos a falar de equipas profissionais, de topo, que têm outras alternativas e lugares onde podem correr. Por isso, no nosso entender este número muito próximo dos 20 carros é satisfatório”, disse Veng ao HM. Em 2019, a prova de sprint para viaturas FIA GT3 e destinada a pilotos profissionais contou com a presença oficial de quatro construtores: Audi, BMW, Mercedes AMG e Porsche. A Bentley teve muito próxima de ser a quinta marca a participar na prova, mas tal cenário não se concretizou no último momento. Raffaele Marciello venceu a corrida, oferecendo este prestigiado troféu à Mercedes-AMG. Mesmo num cenário em que a Taça do Mundo FIA de GT não se realize na RAEM, a vinda dos potentes carros da classe FIA GT3 ao território não deverá ser posta em causa, visto que o troféu da federação internacional é parte integrante da corrida Taça GT Macau implementada com sucesso em 2008.
Sérgio Fonseca DesportoAutomobilismo | Provas canceladas por todo o país devido ao coronavírus Para evitar a propagação do coronavírus as autoridades chinesas estão a cancelar todos os grandes eventos desportivos no país. Uma das poucas competições desportivas da RAEM que se desenrola obrigatoriamente fora do território é o Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCS, na sigla inglesa) e cujas suas duas provas de 2020 podem estar em risco [dropcap]A[/dropcap] Federação de Desporto Automóvel e Motociclos da República Popular da China (CAMF, na sigla inglesa) emitiu nas vésperas do Ano Novo Lunar um comunicado em que dava conta que todos os eventos desportivos estavam suspensos até ao mês de Abril. Contudo, este comunicado, publicado no site oficial da CAMG e nas suas redes sociais, foi removido, sem que a autoridade desportiva nacional chinesa justificasse porquê. No entanto, o Rali da Montanha de Gelo de Changbai Mountain Ice Rally, do Campeonato da China de Ralis (CRC), que se disputava de 12 a 14 de Fevereiro, foi cancelado. Quem também “caiu” foi a prova do Campeonato FIA de Fórmula E marcada para o dia 21 de Março em Sanya. A competição de carros eléctricos, que tem interesses muito fortes na China, viu-se forçada a cancelar o seu único evento no país, depois de anular a sua etapa em Hong Kong devido aos distúrbios causados pelos protestos pelos movimentos pró-democracia e contra controverso projeto de lei de extradição. Todo a situação está a ser seguida com especial atenção pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e pelos organizadores do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, cuja importante prova em território chinês, mais precisamente na cidade de Xangai, acontece de 17 a 19 de Abril. A logística da Fórmula 1 é gigantesca e planeada com muitos meses de avanço. O cancelamento do evento irá provocar seriamente várias dores de cabeça às equipas, num ano complicado em que estão vinte e dois Grande Prémios agendados. Sob a direção do presidente da Comissão Médica da FIA, o professor Gérard Saillant, a federação internacional disse em comunicado que está a monitorizar a “evolução da situação com as autoridades relevantes e os seus clubes membros”, estando a avaliar “o calendário das suas próximas corridas e, se necessário, tomará as medidas necessárias para ajudar a proteger a comunidade global do desporto motorizado e o público em geral.” Atenta ao desenrolar dos acontecimentos estará também a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC), cujas duas provas do MTCS, que têm a particularidade de serem as corridas de qualificação dos pilotos locais para o Grande Prémio de Macau, e estarem agendadas para finais de Maio e início de Junho no Circuito Internacional de Zhuzhou, na província de Hunan. Apenas quatrocentos quilómetros separam a cidade de Wuhan, onde começou o surto, da cidade de Zhuzhou. As autoridades competentes irão certamente tomar uma decisão nas próximas semanas, até porque o transporte dos carros e material dos concorrentes é feito com bastante antecedência. Ondas de choque Tal como Macau, Wuhan organizava desde 2017 uma prova de automobilismo nas ruas em redor do enorme completo desportivo local. A cidade da província de Hubei preparava-se para organizar pela primeira vez em 2020 no primeiro de Maio a sua edição anual do “Circuito Citadino de Wuhan”, prova que já foi pontuável para a Taça do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCR), e que habitualmente decorre nos dois últimos meses do ano. Este ano o evento que tem o alto patrocínio da CAMG, iria reunir todas as principais competições de automóveis em circuito da China (CTCC, TCR China, China GT, F4 China, etc). A data exacta do evento estava por confirmar, mas dificilmente esta será uma preocupação nos próximos meses para as autoridades locais. Entretanto, o Circuito Internacional de Zhuhai, que é base operacional de grande parte das equipas do Sul da China, adiou a sua reabertura, de 30 de Janeiro para o dia 10 de Fevereiro. Eventos Desportivos Cancelados em Fevereiro 1 – Liga Chinesa de Basquetebol – Início da temporada adiado 3 a 9 – Grupo de Qualificação para os Jogos Olímpicos Futebol Feminino (Wuhan/Nanjing) – Transferido para Sydney 4 a 8 – Torneiro de Ténis “Fed Cup Asia/Oceania” Grupo 1 (Dongguan) – Transferido para o Cazaquistão 8 a 9 – Maratona de Hong Kong – Cancelado 12 a 13 – Campeonatos Asiáticos de Atletismo Indoor (Huangzhou) – Cancelado 12 a 14 – Rali Montanha de Gelo de Changbai (Liaoning) – Cancelado 15 – Supertaça de Futebol Guangzhou Evergrade vs Shanghai Shenhua (Suzhou) – Adiado 15 a 16 – Taça do Mundo de Esqui (Yanqing) – Cancelado 16 a 26 – Jogos Nacionais Chineses de Inverno (Hulunbuir) – Cancelado 22 – Superliga Chinesa de Futebol – Início da temporada adiado 23 a 1 Março – UCI Tour de Hainan – Cancelado
admin DesportoAutomobilismo | Provas canceladas por todo o país devido ao coronavírus Para evitar a propagação do coronavírus as autoridades chinesas estão a cancelar todos os grandes eventos desportivos no país. Uma das poucas competições desportivas da RAEM que se desenrola obrigatoriamente fora do território é o Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCS, na sigla inglesa) e cujas suas duas provas de 2020 podem estar em risco [dropcap]A[/dropcap] Federação de Desporto Automóvel e Motociclos da República Popular da China (CAMF, na sigla inglesa) emitiu nas vésperas do Ano Novo Lunar um comunicado em que dava conta que todos os eventos desportivos estavam suspensos até ao mês de Abril. Contudo, este comunicado, publicado no site oficial da CAMG e nas suas redes sociais, foi removido, sem que a autoridade desportiva nacional chinesa justificasse porquê. No entanto, o Rali da Montanha de Gelo de Changbai Mountain Ice Rally, do Campeonato da China de Ralis (CRC), que se disputava de 12 a 14 de Fevereiro, foi cancelado. Quem também “caiu” foi a prova do Campeonato FIA de Fórmula E marcada para o dia 21 de Março em Sanya. A competição de carros eléctricos, que tem interesses muito fortes na China, viu-se forçada a cancelar o seu único evento no país, depois de anular a sua etapa em Hong Kong devido aos distúrbios causados pelos protestos pelos movimentos pró-democracia e contra controverso projeto de lei de extradição. Todo a situação está a ser seguida com especial atenção pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e pelos organizadores do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, cuja importante prova em território chinês, mais precisamente na cidade de Xangai, acontece de 17 a 19 de Abril. A logística da Fórmula 1 é gigantesca e planeada com muitos meses de avanço. O cancelamento do evento irá provocar seriamente várias dores de cabeça às equipas, num ano complicado em que estão vinte e dois Grande Prémios agendados. Sob a direção do presidente da Comissão Médica da FIA, o professor Gérard Saillant, a federação internacional disse em comunicado que está a monitorizar a “evolução da situação com as autoridades relevantes e os seus clubes membros”, estando a avaliar “o calendário das suas próximas corridas e, se necessário, tomará as medidas necessárias para ajudar a proteger a comunidade global do desporto motorizado e o público em geral.” Atenta ao desenrolar dos acontecimentos estará também a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC), cujas duas provas do MTCS, que têm a particularidade de serem as corridas de qualificação dos pilotos locais para o Grande Prémio de Macau, e estarem agendadas para finais de Maio e início de Junho no Circuito Internacional de Zhuzhou, na província de Hunan. Apenas quatrocentos quilómetros separam a cidade de Wuhan, onde começou o surto, da cidade de Zhuzhou. As autoridades competentes irão certamente tomar uma decisão nas próximas semanas, até porque o transporte dos carros e material dos concorrentes é feito com bastante antecedência. Ondas de choque Tal como Macau, Wuhan organizava desde 2017 uma prova de automobilismo nas ruas em redor do enorme completo desportivo local. A cidade da província de Hubei preparava-se para organizar pela primeira vez em 2020 no primeiro de Maio a sua edição anual do “Circuito Citadino de Wuhan”, prova que já foi pontuável para a Taça do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCR), e que habitualmente decorre nos dois últimos meses do ano. Este ano o evento que tem o alto patrocínio da CAMG, iria reunir todas as principais competições de automóveis em circuito da China (CTCC, TCR China, China GT, F4 China, etc). A data exacta do evento estava por confirmar, mas dificilmente esta será uma preocupação nos próximos meses para as autoridades locais. Entretanto, o Circuito Internacional de Zhuhai, que é base operacional de grande parte das equipas do Sul da China, adiou a sua reabertura, de 30 de Janeiro para o dia 10 de Fevereiro. Eventos Desportivos Cancelados em Fevereiro 1 – Liga Chinesa de Basquetebol – Início da temporada adiado 3 a 9 – Grupo de Qualificação para os Jogos Olímpicos Futebol Feminino (Wuhan/Nanjing) – Transferido para Sydney 4 a 8 – Torneiro de Ténis “Fed Cup Asia/Oceania” Grupo 1 (Dongguan) – Transferido para o Cazaquistão 8 a 9 – Maratona de Hong Kong – Cancelado 12 a 13 – Campeonatos Asiáticos de Atletismo Indoor (Huangzhou) – Cancelado 12 a 14 – Rali Montanha de Gelo de Changbai (Liaoning) – Cancelado 15 – Supertaça de Futebol Guangzhou Evergrade vs Shanghai Shenhua (Suzhou) – Adiado 15 a 16 – Taça do Mundo de Esqui (Yanqing) – Cancelado 16 a 26 – Jogos Nacionais Chineses de Inverno (Hulunbuir) – Cancelado 22 – Superliga Chinesa de Futebol – Início da temporada adiado 23 a 1 Março – UCI Tour de Hainan – Cancelado
Sérgio Fonseca DesportoAutomobilismo | Corridas de Carros de Turismo de Macau com novo palco A Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) ainda não revelou as novidades para a edição de 2020 do Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCS, na sigla inglesa), mas o Circuito Internacional de Zhuzhou, no Interior da China, anunciou no seu calendário de provas para este ano os dois “Festivais de Corridas de Macau” [dropcap]E[/dropcap]m Novembro, em vésperas do 66º Grande Prémio de Macau, Chong Coc Veng, o Presidente da AAMC, afirmou em entrevista ao HM que este ano o MTCS “podia ser disputado numa pista diferente. É uma decisão que só vai ser tomada depois de Janeiro. Mas na selecção de uma pista temos em conta diferentes aspectos, como a proximidade, devido aos custos da logística, a existência de hospitais, hotéis, entre outros. Achamos que a rotatividade é importante para que os pilotos não se aborreçam e tenham uma experiência diferente.” Depois de ter passado pelo circuito da vizinha cidade de Zhuhai, nos últimos anos, o MTCS tinha vindo a disputar-se no exíguo Circuito Internacional de Guangdong, nos arredores da cidade de Zhaoqing. As limitações do circuito – por exemplo, os carros da nova Taça da Grande Baía tinham que ser separados em dois grupos – e a vontade de vários pilotos em competirem num palco diferente, terão pesado na escolha de uma nova pista para esta temporada. Vários pilotos ouvidos pelo HM, e que preferiram manter a sua identidade confidencial até que se confirme oficialmente os dois “Festivais de Corridas de Macau” no Circuito International de Zhuzhou, mostraram boa receptividade a esta notícia. Contudo, todos aguardam por receber informação suplementar e exacta do custo do transporte, visto que este tem um peso muito importante nos orçamentos dos pilotos de equipas. Visto à lupa O novo circuito, erguido numa área de cinquenta hectares na segunda maior cidade da província de Hunan, foi inaugurado apenas o ano passado e teve um investimento de 1,6 mil milhões de patacas. Homologada em Grau 2 da FIA, a pista tem um perímetro de 3,77 quilómetros, no sentido contrário aos ponteiros do relógio, com catorze curvas no total, nove para a esquerda e cinco para a direita. A maior recta tem 645 metros de comprimento. Segundo o calendário publicado pelo Circuito Internacional de Zhuzhou, o primeiro “Festival de Corridas de Macau” está agendado para 21 a 24 de Maio, e o segundo para 26 a 28 de Junho. Estas duas provas servem também de apuramento dos pilotos locais para o 67º Grande Prémio de Macau, que este ano se realiza de 19 a 22 de Novembro. É expectável um anúncio oficial por parte da AAMC sobre este tema e a regulamentação técnica dos seus campeonatos ainda antes do Ano Novo Lunar.
admin DesportoAutomobilismo | Corridas de Carros de Turismo de Macau com novo palco A Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) ainda não revelou as novidades para a edição de 2020 do Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCS, na sigla inglesa), mas o Circuito Internacional de Zhuzhou, no Interior da China, anunciou no seu calendário de provas para este ano os dois “Festivais de Corridas de Macau” [dropcap]E[/dropcap]m Novembro, em vésperas do 66º Grande Prémio de Macau, Chong Coc Veng, o Presidente da AAMC, afirmou em entrevista ao HM que este ano o MTCS “podia ser disputado numa pista diferente. É uma decisão que só vai ser tomada depois de Janeiro. Mas na selecção de uma pista temos em conta diferentes aspectos, como a proximidade, devido aos custos da logística, a existência de hospitais, hotéis, entre outros. Achamos que a rotatividade é importante para que os pilotos não se aborreçam e tenham uma experiência diferente.” Depois de ter passado pelo circuito da vizinha cidade de Zhuhai, nos últimos anos, o MTCS tinha vindo a disputar-se no exíguo Circuito Internacional de Guangdong, nos arredores da cidade de Zhaoqing. As limitações do circuito – por exemplo, os carros da nova Taça da Grande Baía tinham que ser separados em dois grupos – e a vontade de vários pilotos em competirem num palco diferente, terão pesado na escolha de uma nova pista para esta temporada. Vários pilotos ouvidos pelo HM, e que preferiram manter a sua identidade confidencial até que se confirme oficialmente os dois “Festivais de Corridas de Macau” no Circuito International de Zhuzhou, mostraram boa receptividade a esta notícia. Contudo, todos aguardam por receber informação suplementar e exacta do custo do transporte, visto que este tem um peso muito importante nos orçamentos dos pilotos de equipas. Visto à lupa O novo circuito, erguido numa área de cinquenta hectares na segunda maior cidade da província de Hunan, foi inaugurado apenas o ano passado e teve um investimento de 1,6 mil milhões de patacas. Homologada em Grau 2 da FIA, a pista tem um perímetro de 3,77 quilómetros, no sentido contrário aos ponteiros do relógio, com catorze curvas no total, nove para a esquerda e cinco para a direita. A maior recta tem 645 metros de comprimento. Segundo o calendário publicado pelo Circuito Internacional de Zhuzhou, o primeiro “Festival de Corridas de Macau” está agendado para 21 a 24 de Maio, e o segundo para 26 a 28 de Junho. Estas duas provas servem também de apuramento dos pilotos locais para o 67º Grande Prémio de Macau, que este ano se realiza de 19 a 22 de Novembro. É expectável um anúncio oficial por parte da AAMC sobre este tema e a regulamentação técnica dos seus campeonatos ainda antes do Ano Novo Lunar.
Hoje Macau DesportoPiloto português Paulo Gonçalves morre em queda no Dakar2020 [dropcap]O[/dropcap] piloto português Paulo Gonçalves, de 40 anos, morreu ontem na sequência de uma queda na 7.ª etapa do rali Dakar na Arábia Saudita, anunciou a organização. Paulo Gonçalves, segundo da edição de 2015 e que disputava o seu 13.º Dakar, caiu ao quilómetro 276 da especial. De acordo com a informação da Amaury Sport Organization (ASO), o alerta foi dado às 10h08 horas locais. Foi enviado de imediato um helicóptero que chegou junto do piloto às 10h16, tendo encontrado Paulo Gonçalves inconsciente e em paragem cardio-respiratória. “Depois de várias tentativas de reanimação no local, o piloto foi helitransportado para o hospital de Layla, onde foi confirmada a morte”, lê-se. Paulo Gonçalves participava no Dakar pela 13.ª vez desde 2006, ano de estreia na prova. Foi segundo classificado em 2015, atrás do espanhol Marc Coma, o seu melhor resultado, depois de já ter sido campeão mundial de ralis cross-country em 2013. Ocupava a 46.ª posição das motas à partida para esta etapa. Reacções à tragédia O Presidente da República lamentou a morte de Paulo Gonçalves, lembrando que o piloto português foi “um digníssimo representante de Portugal” na prova. “Paulo Gonçalves morreu a tentar alcançar o sonho de vencer uma das mais duras e perigosas provas de rally do mundo, na qual foi sempre um digníssimo representante de Portugal, chegando a alcançar o segundo o lugar em 2015”, pode ler-se na nota publicada no site da Presidência. Marcelo Rebelo de Sousa apresentou ainda “as mais sentidas condolências” à família do ‘motard’ português. O argentino Kevin Benavides (Honda) em motas e o espanhol Carlos Sainz (Mini) em automóveis, venceram ontem a sétima de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno. A vitória nas duas rodas foi atribuída a Kevin Benavides depois de ter sido retirado ao piloto da Honda o tempo em que esteve parado junto a Paulo Gonçalves a tentar prestar auxílio, tal como o australiano Toby Price (KTM), vencedor em 2019. Assim, Benavides concluiu a mais longa etapa da prova, com 546 quilómetros de especial entre Riad e Wadi Al Daeasir, em 4:36.22 horas, menos 1.23 minutos do que o espanhol Joan Barreda (Honda), o segundo, e 4.17 minutos do austríaco Mathias Walkner (KTM).
Sérgio Fonseca DesportoAutomobilismo | Rodolfo Ávila faz balanço positivo da época Rodolfo Ávila encerrou a temporada de 2019 em alta, com um triunfo indiscutível na última corrida do CTCC, um resultado merecido numa época atribulada e, acimada tudo, importante para o futuro. O piloto português de Macau fez um balanço positivo da temporada passada ao HM e está confiante que poderá regressar este ano ao popular campeonato de automobilismo da República Popular da China [dropcap]N[/dropcap]o cair do pano do Campeonato da China de Carros de Turismo (CTCC, na sigla inglesa), no circuito citadino de Wuhan, na China Interior, Ávila esteve em destaque, não só por ter triunfado na segunda corrida, mas também porque foi vital na estratégia da equipa SVW333 Racing para que o seu piloto principal, o chinês Zhang Zhen Dong, conquistasse o título de pilotos. No penúltimo fim-de-semana de Dezembro, o VW Lamando nº9 qualificou-se no terceiro lugar e na primeira corrida estava destinado a terminar no segundo lugar, quando a equipa pediu a Ávila para este abrandar e deixar passar o seu companheiro de equipa para que este somasse o maior número de pontos possível. “Neste campeonato a equipa é o que conta mais, não há margem para individualismo, mesmo que por vezes custe a qualquer piloto ter que abdicar de um bom resultado em prol dos interesses da equipa”, explicou o piloto da RAEM ao HM que se estreou no CTCC em 2016 ao serviço da SVW333 Racing. Questionado sobre a temporada transacta, Ávila reconhece que “foi difícil, porque nem sempre tivemos o melhor carro e o balanço de performance também nem sempre nos foi favorável ao longo do ano”. Para além do triunfo em Wuhan, Ávila também venceu este ano em Xangai e os resultados só não foram melhores devido a toques maldosos de adversários. “Fui várias vezes atirado para fora e perdi muitos pontos por causa disso, mas mesmo assim, faço um balanço positivo, porque estou certo que se não fosse uma série de infortúnios poderia ter terminado ainda melhor classificado no campeonato. A equipa fez um bom trabalho, ganhamos fiabilidade e houve provas em que tínhamos carro para vencer.” Ávila, que no dia-a-dia assume as funções de Team Manager da equipa Asia Racing Team, terminou no terceiro lugar na classificação de pilotos, enquanto a SVW333 Racing ficou no segundo lugar na classificação de equipas, onde a equipa oficial da VW SAIC enfrentou as suas congéneres da Kia, BAIC, Ford e Toyota. 2020 bem encaminhado O piloto de 32 anos ainda não tem a temporada de 2020 definida a cem por cento, mas os bons resultados obtidos na temporada passada permitem-lhe estar confiante que poderá continuar a defender as cores da SVW333 Racing pelo terceiro ano consecutivo no CTCC. “A equipa ainda não confirmou os seus pilotos para este ano, mas mostrou vontade para que eu continuasse. Esse é um bom sinal”, clarificou. Depois de várias temporadas a competir em corridas de monolugares, GTs e na Taça Porsche Carrera Ásia, Ávila está satisfeito por fazer parte do restrito grupo de pilotos que compete no CTCC. “Gosto de competir neste campeonato. É o maior e mais importante campeonato da China de circuitos e um dos melhores campeonatos do mundo de carros de turismo”, afirma Ávila, acrescentando que “para além de ter cinco marcas representadas com equipas de fábrica, o nível dos pilotos é muito bom, reunindo os melhores pilotos chineses da actualidade e vários pilotos internacionais de renome como o Rob Huff, Colin Turkington, Alex Fontana ou Pepe Oriola.” 2020 deverá ser o último ano do CTCC com os actuais carros, que não são utilizados em mais nenhum outro campeonato no mundo, sendo ainda uma incógnita regulamentação técnica que virá a ser adoptada no futuro.
admin DesportoAutomobilismo | Rodolfo Ávila faz balanço positivo da época Rodolfo Ávila encerrou a temporada de 2019 em alta, com um triunfo indiscutível na última corrida do CTCC, um resultado merecido numa época atribulada e, acimada tudo, importante para o futuro. O piloto português de Macau fez um balanço positivo da temporada passada ao HM e está confiante que poderá regressar este ano ao popular campeonato de automobilismo da República Popular da China [dropcap]N[/dropcap]o cair do pano do Campeonato da China de Carros de Turismo (CTCC, na sigla inglesa), no circuito citadino de Wuhan, na China Interior, Ávila esteve em destaque, não só por ter triunfado na segunda corrida, mas também porque foi vital na estratégia da equipa SVW333 Racing para que o seu piloto principal, o chinês Zhang Zhen Dong, conquistasse o título de pilotos. No penúltimo fim-de-semana de Dezembro, o VW Lamando nº9 qualificou-se no terceiro lugar e na primeira corrida estava destinado a terminar no segundo lugar, quando a equipa pediu a Ávila para este abrandar e deixar passar o seu companheiro de equipa para que este somasse o maior número de pontos possível. “Neste campeonato a equipa é o que conta mais, não há margem para individualismo, mesmo que por vezes custe a qualquer piloto ter que abdicar de um bom resultado em prol dos interesses da equipa”, explicou o piloto da RAEM ao HM que se estreou no CTCC em 2016 ao serviço da SVW333 Racing. Questionado sobre a temporada transacta, Ávila reconhece que “foi difícil, porque nem sempre tivemos o melhor carro e o balanço de performance também nem sempre nos foi favorável ao longo do ano”. Para além do triunfo em Wuhan, Ávila também venceu este ano em Xangai e os resultados só não foram melhores devido a toques maldosos de adversários. “Fui várias vezes atirado para fora e perdi muitos pontos por causa disso, mas mesmo assim, faço um balanço positivo, porque estou certo que se não fosse uma série de infortúnios poderia ter terminado ainda melhor classificado no campeonato. A equipa fez um bom trabalho, ganhamos fiabilidade e houve provas em que tínhamos carro para vencer.” Ávila, que no dia-a-dia assume as funções de Team Manager da equipa Asia Racing Team, terminou no terceiro lugar na classificação de pilotos, enquanto a SVW333 Racing ficou no segundo lugar na classificação de equipas, onde a equipa oficial da VW SAIC enfrentou as suas congéneres da Kia, BAIC, Ford e Toyota. 2020 bem encaminhado O piloto de 32 anos ainda não tem a temporada de 2020 definida a cem por cento, mas os bons resultados obtidos na temporada passada permitem-lhe estar confiante que poderá continuar a defender as cores da SVW333 Racing pelo terceiro ano consecutivo no CTCC. “A equipa ainda não confirmou os seus pilotos para este ano, mas mostrou vontade para que eu continuasse. Esse é um bom sinal”, clarificou. Depois de várias temporadas a competir em corridas de monolugares, GTs e na Taça Porsche Carrera Ásia, Ávila está satisfeito por fazer parte do restrito grupo de pilotos que compete no CTCC. “Gosto de competir neste campeonato. É o maior e mais importante campeonato da China de circuitos e um dos melhores campeonatos do mundo de carros de turismo”, afirma Ávila, acrescentando que “para além de ter cinco marcas representadas com equipas de fábrica, o nível dos pilotos é muito bom, reunindo os melhores pilotos chineses da actualidade e vários pilotos internacionais de renome como o Rob Huff, Colin Turkington, Alex Fontana ou Pepe Oriola.” 2020 deverá ser o último ano do CTCC com os actuais carros, que não são utilizados em mais nenhum outro campeonato no mundo, sendo ainda uma incógnita regulamentação técnica que virá a ser adoptada no futuro.
Sérgio Fonseca DesportoSabino Osório Lei, piloto que saltou dos videojogos para as corridas reais [dropcap]N[/dropcap]um período em que o automobilismo de Macau precisa urgentemente de se renovar, a presença de “sangue novo” nas grelhas de partida é sempre bem-vinda. A presença do estreante Sabino Osório Lei em 2019 foi mais uma refrescante adição às provas locais, um piloto que praticamente saiu directo dos simuladores para as corridas a sério. O piloto macaense debutou no automobilismo apenas na temporada transacta, tendo como experiência anterior nos desportos motorizados algumas participações em eventos de karting na China Continental e um curto teste num Fórmula 4. Contudo, Sabino conta com um vasto currículo nas provas de simuladores, incluindo um segundo lugar nas qualificações da “Esports WTCR OSCARO Asia/Oceania” e a vitória num China Sim Challenge. Depois de ter conseguido o apuramento nas duas provas do Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCS), em Zhaoqing, com resultados prometedores, a estreia “a doer” de Sabino no Circuito da Guia também não desapontou. “Foi fantástico para mim, porque foi a primeira vez no Grande Prémio de Macau e finalmente pude sentir a diferença entre a competição real e o ‘sim racing’…”, explicou ao HM o piloto que tripulou um Volkswagen Golf GTI TCR da equipa local SLM Racing Team. Sobre a passagem do mundo virtual para o mundo real, Sabino destaca que “a concentração é totalmente diferente”, o que obriga a outro tipo de abordagem. “Tens que manter a tua mente limpa e concentrares-te em tudo o que se passa em pista. O que quero dizer é que não difícil conduzir, mas a parte da ‘concentração total’ requer algum tempo”. Em termos desportivos, Sabino qualificou-se na décima segunda posição da grelha de partida da Taça de Carros de Turismo de Macau, posição em que terminou a corrida, classificando-se no nono lugar entre os concorrentes da classe “1950cc e Superior”. Este resultado esteve em concordância com os seus objectivos para o evento mais importante da temporada, pois “a minha missão era terminar nos dez primeiros, portanto fiquei satisfeito com o resultado obtido”. Olhar para fora Tal como a maioria dos pilotos do território, Sabino ainda não tem a próxima temporada definida, no entanto, está praticamente certo que deverá voltar ao MTCS e ao Grande Prémio de Macau em Novembro. Tentar algo além-fronteiras também não está descartado. “Ainda estou a planear, mas se possível, talvez farei algumas corridas do TCSA, GT Asia, ou TCR Asia”, afirmou. O piloto que continua activo nas provas de simuladores não esconde um desejo para o futuro: “Eu espero que o AAMC adicione mais corridas ao Grande Prémio, porque gostava de me juntar a uma daquelas corridas de troféus monomarca ou algo parecido em que a competição é mais renhida. Como sabem, a Taça de Carros de Turismo de Macau não é realmente divertida porque existem grandes diferenças entre os carros 1950cc e 1600cc Turbo. Tenho esperanças de ver uma competição com carros com andamentos mais próximos.”
Sérgio Fonseca DesportoAutomobilismo | Vitória em Macau abre portas a Souza na China [dropcap]F[/dropcap]ilipe Souza foi um dos dois pilotos da RAEM que subiu ao degrau mais alto do pódio na 66ª edição do Grande Prémio de Macau. Depois de ter conseguido cumprir o seu objectivo para esta temporada, o experiente piloto de carros de Turismo está a ponderar as diferentes possibilidades para continuar em bom plano em 2020 e não fecha a porta a um regresso às competições locais. O piloto macaense abdicou de repetir a participação na Taça do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCR) no Grande Prémio de Macau este ano, para regressar à Taça de Carros de Turismo de Macau, alcançando o seu objectivo número um: vencer a categoria para viaturas com motorizações de 1950cc ou Superior. Apesar deste sucesso não ter passado despercebido no automobilismo local, Souza ainda não sabe aonde irá correr na próxima temporada e se voltará a competir no Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCS, na sigla inglesa). “Neste momento, não tenho a certeza, mas normalmente tenho que fazer MTCS, porque serve a qualificação para o Grande Prémio de Macau. Caso contrário, só posso fazer a prova do WTCR em Macau”, explicou o experiente piloto do território ao HM. Regressar esporadicamente ao WTCR, como num passado não muito longínquo, parece estar fora de questão, devido aos “elevados custos e escassas possibilidades de obter um bom resultado para um piloto privado”. Porém, a exemplo de outros pilotos, a nova Taça GT – Corrida da Grande Baía despertou o interesse de Souza, essencialmente por esta reunir carros da categoria GT4, capazes de performances bastante interessantes a um custo razoável. “É algo que estou a pensar, porque é um campeonato novo para nós e também acredito que é mais competitivo”, realça Souza que em 2017 testou um BMW M4 GT4 no Japão. Piscar de olho chinês Para além do triunfo no Circuito da Guia, o piloto do Audi RS3 LMS TCR também se sagrou este ano campeão da categoria TCR dos Pan Delta Super Racing Festival do Circuito Internacional de Zhuhai. Estes resultados de vulto colocaram o nome de Souza no radar das equipas do campeonato TCR China Series para a próxima época. “O TCR China também é uma hipótese”, revelou Souza. “Este ano fiz duas provas deste campeonato, uma em Zhuhai e outra em Xangai. Tenho equipas que estão a discutir comigo para que corra com eles no próximo ano.” O TCR China Series será composto por seis provas, mais uma que este ano, todas elas na China Interior.
admin DesportoAutomobilismo | Vitória em Macau abre portas a Souza na China [dropcap]F[/dropcap]ilipe Souza foi um dos dois pilotos da RAEM que subiu ao degrau mais alto do pódio na 66ª edição do Grande Prémio de Macau. Depois de ter conseguido cumprir o seu objectivo para esta temporada, o experiente piloto de carros de Turismo está a ponderar as diferentes possibilidades para continuar em bom plano em 2020 e não fecha a porta a um regresso às competições locais. O piloto macaense abdicou de repetir a participação na Taça do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCR) no Grande Prémio de Macau este ano, para regressar à Taça de Carros de Turismo de Macau, alcançando o seu objectivo número um: vencer a categoria para viaturas com motorizações de 1950cc ou Superior. Apesar deste sucesso não ter passado despercebido no automobilismo local, Souza ainda não sabe aonde irá correr na próxima temporada e se voltará a competir no Campeonato de Carros de Turismo de Macau (MTCS, na sigla inglesa). “Neste momento, não tenho a certeza, mas normalmente tenho que fazer MTCS, porque serve a qualificação para o Grande Prémio de Macau. Caso contrário, só posso fazer a prova do WTCR em Macau”, explicou o experiente piloto do território ao HM. Regressar esporadicamente ao WTCR, como num passado não muito longínquo, parece estar fora de questão, devido aos “elevados custos e escassas possibilidades de obter um bom resultado para um piloto privado”. Porém, a exemplo de outros pilotos, a nova Taça GT – Corrida da Grande Baía despertou o interesse de Souza, essencialmente por esta reunir carros da categoria GT4, capazes de performances bastante interessantes a um custo razoável. “É algo que estou a pensar, porque é um campeonato novo para nós e também acredito que é mais competitivo”, realça Souza que em 2017 testou um BMW M4 GT4 no Japão. Piscar de olho chinês Para além do triunfo no Circuito da Guia, o piloto do Audi RS3 LMS TCR também se sagrou este ano campeão da categoria TCR dos Pan Delta Super Racing Festival do Circuito Internacional de Zhuhai. Estes resultados de vulto colocaram o nome de Souza no radar das equipas do campeonato TCR China Series para a próxima época. “O TCR China também é uma hipótese”, revelou Souza. “Este ano fiz duas provas deste campeonato, uma em Zhuhai e outra em Xangai. Tenho equipas que estão a discutir comigo para que corra com eles no próximo ano.” O TCR China Series será composto por seis provas, mais uma que este ano, todas elas na China Interior.
Hoje Macau DesportoMaratona nos Jogos Paralímpicos permanecerá em Tóquio [dropcap]A[/dropcap] maratona nos Jogos Paralímpicos permanecerá em Tóquio, confirmou hoje o presidente do Comité Paralímpico Internacional (IPC), depois de reuniões com a organização e a indicação de que o calor não será um problema. Parsons indicou que na data da maratona, em 6 de Setembro, os dados mostram que o calor e a humidade não serão um problema, ao contrário do que se prevê para Agosto, o que levou à mudança das maratonas olímpicas para o norte do Japão, em Sapporo. Outro aspecto importante para o presidente do Comité Paralímpico é a vontade dos atletas, que pretendem permanecer em Tóquio. “Quando falámos com os atletas em relação à maratona de Tóquio, a resposta geral foi que querem permanecer em Tóquio. Com muitos atletas a competirem também em provas de pista durante os Jogos, uma mudança seria de logística difícil”, disse o responsável. O dirigente esclareceu, porém, que a “saúde e o bem-estar dos atletas são uma prioridade em todos os momentos” e que, por isso, foi vital analisar os dados relevantes e falar com os atletas.
Hoje Macau DesportoTelma Monteiro conquista medalha de bronze no Masters de Qingdao [dropcap]T[/dropcap]elma Monteiro conquistou hoje a medalha de bronze no Masters de 2019, em Qingdao, com a portuguesa a subir pela quarta vez ao pódio na competição que reúne no final do ano os melhores judocas de cada categoria. A judoca, a competir nos -57 kg, garantiu o bronze ao vencer Cheng-Ling Lien, de Taiwan, num combate que foi a prolongamento (golden score) e em que a portuguesa venceu por ippon, após o terceiro castigo à sua adversária. Telma e Lien entraram na fase a eliminar, após os quatro minutos iniciais, ambas com dois castigos, mas Lien, que teve um jogo de menor risco acabou penalizada com um terceiro ‘shido’ aos 2.53 minutos do ‘golden score’. Esta é a quarta medalha de Telma Monteiro numa competição de Masters, depois de ter sido campeã em 2011, em Baku, medalha de prata em 2012 em Almaty, e bronze em 2013 em Tyumen. A judoca é a única portuguesa com pódios em Masters. Hoje, Telma, que está em zona de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio2020, sendo atualmente 17.ª no apuramento, perdeu um de quatro combates, com a japonesa Tsusaka Yoshida, que acabaria por perder nas meias-finais e depois no bronze. Relegada para a zona de consolação Telma Monteiro venceu os dois combates que teve, com a sul-coreana Jisu Kim e com Lien, depois de ter também, na fase de ‘poule’, ter iniciado a prova em Qingdao com um triunfo frente à romena Loredana Ohai. Em -48 kg competiram Maria Siderot e Catarina Costa, com as duas judocas eliminadas nas rondas iniciais. Neste Masters, Portugal conta com nove judocas, entrando ainda em competição Bárbara Timo (vice-campeã mundial), nos -70 kg, e Anri Egutidze, nos -81 kg, na sexta-feira, e Patrícia Sampaio e Yahima Ramirez, nos -78 kg, Rochele Nunes, nos +78 kg, e Jorge Fonseca (campeão mundial), nos -100 kg, no sábado.
Sérgio Fonseca DesportoGP Internacional de Karting | Finlandês voador vence em Coloane [dropcap]A[/dropcap] tradição ainda é o que era. A Tony Kart voltou a ser mais forte que a concorrência na edição de 2019 do Grande Prémio Internacional de Karting de Macau que se realizou no pretérito fim-de-semana no Kartódromo de Coloane. A estrutura fundada em 1958 por Antonio “Tony” Bosio colocou os seus quatro pilotos de fábrica nas quatro primeiras posições da Taça Macau KZ, a corrida “cabeça de cartaz” do fim-de-semana, com Simo Puhakka a sagrar-se o vencedor. Mesmo sem contar com Marco Ardigò este ano, visto que o carismático especialista transalpino se retirou das lides, o domínio da Tony Kart ao longo da prova raramente foi beliscado. Puhakka, que o ano passado fez a melhor volta da corrida, foi este ano o mais forte, tendo o finlandês de 31 anos levado a melhor sobre os italianos Matteo Viganó e Alessio Piccini que completaram o pódio. O sueco Noah Milell foi o quarto classificado, enquanto o australiano Aaron Cameron, fechou o “Top-5”, sendo o primeiro a não utilizar chassis da Tony Kart, mas sim um JC Kart construído no seu país. Macau esteve representado na prova por Charles Leong Hon Chio. O jovem piloto que há três semanas competiu no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3, abriu uma excepção e queria fazer melhor que o sétimo lugar obtido em 2018, no entanto, tal não foi possível. “Não correu como eu esperava. O resultado não foi bom o suficiente, não me adaptei bem à condução do kart”, afirmou Leong ao HM, ele que terminou no décimo posto. Outras marcas Com corridas para todos os gostos, foram vários os pilotos que tiveram motivos para celebrar no evento co-organizado pela Associação Geral-Automóvel Macau-China (AAMC), Instituto do Desporto (ID) e Direcção dos Serviços de Turismo (DST). Na Corrida CKC Macau, classe CKC X30 Cadetes para convidados, onde se destacou a ausência do piloto português inscrito, Pedro Rilhado, venceu Rashid Al Dhaheri dos Emirados Árabes Unidos. Justin Lai, que defendeu as cores de Macau, abandonou na final. A temporada de 2019 do Campeonato Open Asiático de Karting (AKOC, na sigla inglesa) também chegou também ao fim entre nós, com mais de uma centena de pilotos a marcarem presença. No que respeita aos pilotos do território, Gonçalo Ferreira foi 25º classificado na Fórmula 125 Jr Open/X30 JR, ao passo que Hermes Lai e Lam Kam San foram primeiro e segundo, respectivamente, na final da Fórmula 125/Rotax Veteranos.
admin DesportoGP Internacional de Karting | Finlandês voador vence em Coloane [dropcap]A[/dropcap] tradição ainda é o que era. A Tony Kart voltou a ser mais forte que a concorrência na edição de 2019 do Grande Prémio Internacional de Karting de Macau que se realizou no pretérito fim-de-semana no Kartódromo de Coloane. A estrutura fundada em 1958 por Antonio “Tony” Bosio colocou os seus quatro pilotos de fábrica nas quatro primeiras posições da Taça Macau KZ, a corrida “cabeça de cartaz” do fim-de-semana, com Simo Puhakka a sagrar-se o vencedor. Mesmo sem contar com Marco Ardigò este ano, visto que o carismático especialista transalpino se retirou das lides, o domínio da Tony Kart ao longo da prova raramente foi beliscado. Puhakka, que o ano passado fez a melhor volta da corrida, foi este ano o mais forte, tendo o finlandês de 31 anos levado a melhor sobre os italianos Matteo Viganó e Alessio Piccini que completaram o pódio. O sueco Noah Milell foi o quarto classificado, enquanto o australiano Aaron Cameron, fechou o “Top-5”, sendo o primeiro a não utilizar chassis da Tony Kart, mas sim um JC Kart construído no seu país. Macau esteve representado na prova por Charles Leong Hon Chio. O jovem piloto que há três semanas competiu no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3, abriu uma excepção e queria fazer melhor que o sétimo lugar obtido em 2018, no entanto, tal não foi possível. “Não correu como eu esperava. O resultado não foi bom o suficiente, não me adaptei bem à condução do kart”, afirmou Leong ao HM, ele que terminou no décimo posto. Outras marcas Com corridas para todos os gostos, foram vários os pilotos que tiveram motivos para celebrar no evento co-organizado pela Associação Geral-Automóvel Macau-China (AAMC), Instituto do Desporto (ID) e Direcção dos Serviços de Turismo (DST). Na Corrida CKC Macau, classe CKC X30 Cadetes para convidados, onde se destacou a ausência do piloto português inscrito, Pedro Rilhado, venceu Rashid Al Dhaheri dos Emirados Árabes Unidos. Justin Lai, que defendeu as cores de Macau, abandonou na final. A temporada de 2019 do Campeonato Open Asiático de Karting (AKOC, na sigla inglesa) também chegou também ao fim entre nós, com mais de uma centena de pilotos a marcarem presença. No que respeita aos pilotos do território, Gonçalo Ferreira foi 25º classificado na Fórmula 125 Jr Open/X30 JR, ao passo que Hermes Lai e Lam Kam San foram primeiro e segundo, respectivamente, na final da Fórmula 125/Rotax Veteranos.
Sérgio Fonseca DesportoWTCR em Macau pelo terceiro ano consecutivo [dropcap]D[/dropcap]a reunião do Conselho Mundial da Federação Internacional do Automóvel (FIA), realizada na passada quarta-feira em Paris, saiu o calendário para a temporada de 2020 da Taça do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCR), competição onde o Circuito da Guia irá continuar a ser parte integrante pelo terceiro ano consecutivo. A principal competição de carros de Turismo sob a alçada da FIA voltará a ter dez eventos no próximo ano, incluindo provas em Portugal (Vila Real) e na China Interior (Ningbo). No calendário do próximo ano entraram Espanha (Aragão) e Coreia do Sul (Inje) para o lugar da Holanda (Zandvoort) e do Japão (Suzuka). Macau será novamente, a exemplo deste ano, a penúltima prova do ano, ficando o Circuito Internacional de Sepang, na Malásia, com a “honra” de encerrar a temporada. Entretanto, a FIA e o Eurosport Events prolongaram o contrato por mais três anos que dá à empresa de promoção de eventos do canal pan-europeu de televisão os direitos de ficar à frente da organização da WTCR. Ao mesmo tempo, será introduzido em 2020 um troféu para iniciados que visa a motivar a participação de mais jovens pilotos no campeonato. De acordo com a informação que chegou de Paris, a 67ª edição do Grande Prémio de Macau será realizada de 19 a 22 de Novembro de 2020. No mês passado, as três corridas da WTCR no Circuito da Guia foram ganhas pelos carros da marca chinesa Lynk & Co, com os triunfos a serem divididos por Yvan Muller (dois) e Andy Priaulx (um). Nenhuma palavra saiu deste Conselho Mundial sobre as Taças do Mundo de Fórmula 3 e de GT, sendo provável que estas sejam novamente atribuídas à RAEM. O próximo Conselho Mundial está marcado para o dia 6 de Março em Genebra.
Hoje Macau DesportoRosa Mota vence mini-maratona de Macau pelo segundo ano consecutivo [dropcap]A[/dropcap] portuguesa Rosa Mota venceu ontem, pelo segundo ano consecutivo, a mini-maratona de Macau, ao correr 5.200 metros em 19:31 minutos, melhorando a marca do ano passado. “Estava em melhor forma do que estava no ano passado”, afirmou à Lusa, sorridente, a maratonista de 61 anos, depois de ter batido em 02:31 minutos o tempo alcançado em 2018. “O ano passado ainda tive uma atleta atrás de mim, este ano não, competi comigo própria e a tentar apanhar alguns jovens masculinos que estavam à minha frente”, sublinhou a ex-campeã do mundo e da Europa. A ex-campeã olímpica, que foi convidada pela organização da 38.ª Maratona Internacional para ser ‘embaixadora’ anti-doping, afirmou que ainda que tem vontade para continuar a correr e que não perdeu o gosto pela competição. “É o gosto e o prazer que sempre tive pela corrida, continuo a mexer-me e adoro correr e gosto muito de competir também”, frisou. A mini-maratona, assim como a meia-maratona, integraram o programa da 38.ª Maratona Internacional de Macau. Da lusofonia A atleta portuguesa Joana Fonseca terminou a maratona na 14.ª posição. Na meia-maratona, Vítor Oliveira garantiu o 5.º posto e a atleta Carla Martinho terminou a prova pelo segundo ano consecutivo em 3.º lugar. “Macau, por acaso, tem-me corrido bem, tenho sido muito feliz em Macau”, disse à Lusa Carla Martinho. “Este ano ainda por cima com melhor tempo do que no ano em que ganhei cá (2015), ou seja, tenho de estar muito satisfeita. Muito feliz”, sublinhou a atleta portuguesa. Na meia-maratona, destaque ainda para atleta de Angola Adelaide Machado que terminou o 3.º lugar, para a moçambicana Zeferina Lundo que concluiu a prova no 5.º lugar e para a cabo-verdiana Sandra Teixeira que alcançou a 8.ª posição. Já nos masculinos, o cabo-verdiano Samuel Freire e o moçambicano Donaldo Machado terminaram a meia-maratona no 4.º e 8.º lugar, respectivamente. O atleta da Etiópia Tafese Abebe e a queniana Esther Karami venceram as provas masculinas e femininas da maratona.
Sérgio Fonseca DesportoMorreu Domingos Piedade, um amigo de Macau [dropcap]F[/dropcap]aleceu no passado sábado Domingos Piedade, uma figura incontornável do automobilismo português e grande admirador do Grande Prémio de Macau. Piedade tinha 75 anos e lutava há cerca de dois anos contra um cancro no pulmão. O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou-o como “uma figura maior” que tudo fez pela projecção do automobilismo. Piedade foi um pouco de tudo, jornalista, manager ou director desportivo, destacou-se como vice-presidente da AMG e teve influência nas carreiras de pilotos mundialmente conhecidos como Emerson Fittipaldi, Michael Schumacher, Michele Alboreto ou Ayrton Senna. Curiosamente, Piedade estava em Macau no fatídico fim-de-semana que levou o brasileiro. Também teve um papel importante na entrada de Pedro Lamy na Fórmula 1 e foi ele que abriu as portas ao patrocínio da AMG a Nico Rosberg e Lewis Hamilton no karting. Um excelente contador de histórias, em Portugal foi presidente da Circuito do Estoril SA, Conselheiro para a Internacionalização da Economia Portuguesa e durante muitos anos comentou a Fórmula 1 na televisão e rádio. Apesar de já estar reformado, Piedade mantinha-se activo na consultoria para a indústria automóvel, mais precisamente para a HWA, com projectos na área dos veículos eléctricos na República Popular da China, como revelou numa entrevista realizada no ano passado à Rádio Macau. A abrir portas Piedade sempre foi um grande admirador do Grande Prémio de Macau, tendo sido fulcral na vinda à Corrida da Guia no início da década de 1990s da poderosa equipa oficial Mercedes-AMG, dando uma projecção internacional à prova rainha de carros de turismo do sudeste asiático que esta até aqui não tinha. Foi o lisboeta que abriu as portas à participação na equipa oficial do construtor de Estugarda do agora Presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, Ni Amorim. Um dos Mercedes 190 E conduzidos por Ni Amorim faz agora parte do espólio do Museu do Grande Prémio. Foi também com ele como manager que Pedro Lamy conseguiu o segundo lugar no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 em 1992. Quando esteve presente como convidado no 60º aniversário do Grande Prémio, Piedade deu uma entrevista à agência Lusa onde referiu que o Circuito da Guia “é uma pista muito difícil” e que “se hoje tivéssemos de partir do zero, não seria mais homologada”. Contudo, não deixou de referir que a tradição deverá ser mantida “sempre e quando a parte da segurança não seja demasiado arriscada, o que não é o caso em Macau, sobretudo porque é um evento extraordinariamente bem organizado”.
Sérgio Fonseca DesportoGrande Prémio Internacional de Karting no próximo fim-de-semana [dropcap]D[/dropcap]isputa-se no próximo fim-de-semana mais uma edição do Grande Prémio Internacional de Karting de Macau no Kartódromo de Coloane. O evento que vem sendo co-organizado pela Associação Geral-Automóvel Macau-China (AAMC), Instituto do Desporto (ID) e Direcção dos Serviços de Turismo (DST), e que está no calendário internacional de eventos da CIK-FIA, terá um programa recheado de provas: Taça Macau KZ, Corrida CKC Macau (classe X30 Cadete) e as várias corridas das diferentes classes do Campeonato Open Asiático de Karting (AKOC, na sigla inglesa). A Taça Macau KZ volta a ser a prova “cabeça de cartaz”, juntando algumas estrelas do karting europeu, a nata do karting sudeste asiático, e também concorrentes da Austrália, Canadá e Japão. A grande ausência deste ano é o vencedor da pretérita edição, o italiano Marco Ardigò, mas isso não retira competitividade ao evento, visto que a favorita equipa italiana TonyKart estará presente com quatro dos seus melhores pilotos, incluindo o finlandês Simo Puhakka, o quarto classificado no ano passado e que fez a melhor volta da corrida em 56,975 segundos. Entre os 42 concorrentes inscritos nesta prova que não pontua para qualquer campeonato, destaque ainda para a presença do regressado Davide Forè, um nome incontornável do karting internacional, o jovem Leonardo Lorandi, o mais recente reforço da Renault Sport Academy, ou Ma Qing Hua, o piloto chinês que actualmente corre na Taça do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCR) e na Fórmula E. João Afonso retirou-se das lides no final do ano passado, mas a RAEM continuará a estar bem representada na prova. Apesar de estar afastado do karting a tempo-inteiro, Charles Leong Hon Chio, o jovem piloto que há três semanas competiu no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3, abriu uma excepção e vai tentar fazer melhor que o sétimo lugar obtido em 2018. O veterano Lam Kam San, Cheong Man Hei, Leong Kin On e Cheong Chi Hou são os outros pilotos do território que irão tentar a sua sorte entre os melhores da especialidade. Portugal de volta Diz a história que a presença de Portugal no Grande Prémio Internacional de Karting de Macau nunca foi forte. Nos dois últimos anos, o país mais ao sul da Europa nem sequer teve qualquer representação na prova. Contudo, este ano, o jovem Pedro Rilhado quebra esse hiato, alinhando na Corrida CKC Macau, classe CKC X30 Cadetes. O piloto de Lamego de 13 anos compete na Categoria Mini-Max do Campeonato de Portugal de Karting e do troféu Rotax Max Challenge Portugal, tendo igualmente realizado as provas do Troféu EasyKart. No kartódromo inaugurado pela administração portuguesa do território em 1996, Rilhado estará novamente com a sua equipa, a BirelART Portugal. Esta corrida para os mais novos tem 21 concorrentes inscritos, incluindo Justin Lai que defende as cores de Macau. Fim de festa A temporada de 2019 do Campeonato Open Asiático de Karting (AKOC, na sigla inglesa) chega ao fim em Macau. No total estão inscritos 120 pilotos, divididos pelas cinco categorias, entre eles quatro pilotos de Macau: Lam Kam San e Hermes Lai na Fórmula 125/Rotax Veteranos, Gonçalo Ferreira na Fórmula 125 Jr Open/X30 JR, e Justin Lai na MiniROK, As actividades em pista no Kartódromo de Coloane começam na quinta-feira, mas é no domingo que se realizam as “finais”, com a corrida “cabeça de cartaz” de 25 voltas a ser disputada às 15h40.
Sérgio Fonseca DesportoCelebrações dos 20 anos da RAEM travam circuito citadino em Shenzhen A cidade de Shenzhen preparava-se para organizar pela primeira vez uma prova de automobilismo e motociclismo de velocidade no mês de Dezembro, mas o evento, à imagem do Grande Prémio de Macau, foi cancelado devido às comemorações dos vinte anos da RAEM. [dropcap]O[/dropcap] “Grande Prémio da Cidade Internacional da Baía de Shenzhen”, assim se traduz em português o nome do evento, estava agendado para os dias 20, 21 e 22 de Dezembro, e tinha o aval do governo local. O traçado, localizado no distrito de Nanshan, era constituído por seis curvas e seis rectas. O menu de provas inclua seis corridas: duas para motos, uma para concorrentes locais e outra internacional, uma para carros de GT, uma para Fórmula Renault e duas para diferentes classes de carros de Turismo. Várias equipas do sul da China foram convidadas a participar no evento do circuito citadino de Nanshan Shenzhen, apesar de nenhuma corrida contar para qualquer campeonato nacional ou regional. Mesmo sendo os custos de transporte das viaturas e equipamento apresentados relativamente mais elevados para os valores habituais, a prova, que está a ser trabalhada nos bastidores desde o passado mês de Agosto, estava a gerar algum interesse junto da comunidade automobilística, principalmente devido à proximidade a Hong Kong a que se alia o factor novidade. Contudo, visto que a cidade de Shenzhen faz parte da Grande Baía e a vizinha RAEM estará em festa nesse fim-de-semana, os organizadores anunciaram, em comunicado no início de Novembro, o adiamento da prova. Na comunicação escrita do comité organizador do evento, onde se destaca o “forte apoio da indústria automóvel e difusão”, é permitido ler ainda “que uma nova data será confirmada num futuro próximo e comunicada a todas as partes o mais cedo possível”. Esta não foi a primeira alteração da data deste evento desportivo da primeira zona económica especial criada pela República Popular da China, visto que o “Grande Prémio da Cidade Internacional da Baía de Shenzhen” chegou a estar previsto para o mês de Novembro, num outro ponto da cidade, para no mês de Setembro, devido a obras em curso na localização inicial, ser reagendado para o mês de Dezembro. A ideia não está morta Apesar da “falsa partida”, os organizadores do “Grande Prémio da Cidade Internacional da Baía de Shenzhen”, esperam levar avante o evento no próximo ano. Estes terão mesmo encetado contactos para convidar os concorrentes do Campeonato do Mundo FIM de Sidecar, uma competição que está sob a égide da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e que recentemente visitou Portugal, para uma corrida de exibição. Por outro lado, existe a vontade que a corrida de motociclismo faça parte do campeonato asiático de estrada – FIM Asia Road Racing Championship, na designação inglesa -, uma competição com mais de vinte anos de história, mas para que tal aconteça os exigentes padrões internacionais de segurança terão que ser respeitados na integra. Para além das corridas, o programa de festividades inclui exibições de drift, acrobacias de motos e concentrações automóveis de clubes.