Hoje Macau China / ÁsiaMoçambique | PR na China com financiamento na agenda O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, vai tentar mobilizar financiamento para “projectos estruturantes” em Moçambique junto da China, para onde partiu ontem, em visita de Estado de sete dias. “No plano económico, o chefe do Estado irá mobilizar recursos para o financiamento de projetos estruturantes de elevado impacto social e económico, bem como impulsionar o relançamento da economia nacional, com enfoque nos setores prioritários, nomeadamente infraestruturas, mineração, energia e agricultura”, refere uma nota da Presidência da República. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, realiza uma visita de Estado à China de 16 a 22 de Abril, a convite do homólogo chinês, Xi Jinping. A Presidência acrescenta que Moçambique “propõe-se reforçar a cooperação político-diplomática e económica com a China, bem como aprofundar a concertação em matérias de interesse comum da agenda internacional, com destaque para as questões do Sul Global, a reforma das Nações Unidas e as mudanças climáticas”. De acordo com a Presidência, acompanham o chefe de Estado deputados, membros do Governo e outros quadros do Estado moçambicano. O Governo chinês assumiu na terça-feira que esta visita vai aprofundar a parceria estratégica entre os dois países. “Acredita-se que esta visita promoverá o desenvolvimento aprofundado da parceria estratégica abrangente entre a China e Moçambique e contribuirá para a construção de uma comunidade China-África sólida e com um futuro partilhado para a nova era, além de reforçar a solidariedade e a cooperação no Sul Global”, disse, em conferência de imprensa, em Pequim, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun. “Actualmente, a confiança política mútua entre os dois países está a aprofundar-se, com resultados profícuos na cooperação em diversas áreas e na estreita cooperação em questões internacionais e regionais”, sublinhou Guo Jiakun.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Pyongyang classifica documento japonês como “grave provocação” A Coreia do Norte acusou ontem o Japão de “grave provocação”, depois de Tóquio manifestar oposição ao programa nuclear do país no ‘Livro azul’, um documento diplomático publicado na semana passada. Os dois países não mantêm relações oficiais, e Pyongyang critica regularmente Tóquio pela colonização da península da Coreia (1910-1945). Neste ‘Livro Azul’, que tem como objectivo apresentar as posições diplomáticas de Tóquio, o Japão reiterou a oposição à posse de armas nucleares pela Coreia do Norte, além de expressar mal-estar face ao envio por Pyongyang de tropas e munições para apoiar o esforço de guerra da Rússia contra a Ucrânia. Pyongyang insistiu que não vai abandonar o arsenal nuclear, qualificando a trajectória de irreversível. Esta posição constitui “uma grave provocação que viola os direitos soberanos, os interesses de segurança e os direitos ao desenvolvimento do nosso Estado sagrado”, relatou um responsável não identificado do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, num comunicado. As “medidas destinadas a reforçar as capacidades de defesa” da Coreia do Norte “inscrevem-se no direito à autodefesa”, indica-se no comunicado divulgado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA. A mesma fonte descreveu o ‘Livro Azul’ como sendo “tecido de uma lógica de gangsters” e “de absurdos”. Neste documento, escreveu a agência de notícias France-Presse, o Japão despromoveu a China, anteriormente descrita como “um dos parceiros mais importantes do Japão”, a “vizinho importante”, pela primeira vez em dez anos. Isto marca oficialmente um agravamento das relações entre os dois países, depois de a primeira-ministra nacionalista japonesa, Sanae Takaichi, ter dado a entender que o Japão poderia intervir militarmente em caso de um ataque contra Taiwan, que Pequim considera território chinês.
Hoje Macau China / Ásia MancheteCombustíveis | Vários voos entre China e Sudeste Asiático cancelados Vários voos entre a China e o Sudeste Asiático e a Oceânia foram cancelados nos últimos dias, devido à subida dos custos de combustível causada pela guerra no Irão, informou ontem o jornal The Paper. Desde o início do mês, algumas rotas que ligavam cidades chinesas a destinos na Tailândia, Laos, Malásia ou Camboja suspenderam temporariamente todos os voos, enquanto noutras, com destino à Austrália ou à Nova Zelândia, a taxa de cancelamento atinge 83,3 por cento. Segundo o jornal South China Morning Post, outras companhias aéreas, como a paquistanesa PIA, também reduziram voos com a China e outros destinos, enquanto empresas das Filipinas, Vietname ou Nova Zelândia cortaram rotas, e a Cathay Pacific, de Hong Kong, já anunciou que vai cancelar 2 por cento dos seus voos em Maio e junho. Lin Zhijie, especialista citado pelo The Paper, explicou que o combustível de aviação – cerca de um terço dos custos de uma companhia aérea – praticamente duplicou de preço desde o início da guerra no Irão, enquanto os bilhetes não acompanharam essa subida, colocando algumas empresas numa situação em que, quanto mais voos operam, maiores são as perdas. Além disso, alguns dos países mencionados enfrentam problemas de abastecimento de combustível devido ao bloqueio ‘de facto’ do estreito de Ormuz – destino de entre 84 por cento e 90 por cento do petróleo que transita por esta rota marítima crucial – o que agrava os custos e cria incerteza quanto à capacidade de reabastecimento. Mitigar impacto As companhias melhor posicionadas neste contexto são as transportadoras ‘low cost’ chinesas, como a Spring Airlines, que conseguem transportar até mais 25 por cento de passageiros do que outras companhias com os mesmos aviões, mitigando assim o impacto dos custos acrescidos com combustível, acrescentou Lin. Segundo dados da plataforma Flight Manager, a China deverá registar no próximo feriado de Maio um aumento das viagens, tanto em volume como em preços: as tarifas médias dos voos domésticos subiram 9,6 por cento em termos homólogos e mais de 20 por cento face ao mesmo período de 2019. A China tem resistido melhor ao impacto da guerra do que outros países da região, graças à sua capacidade interna de refinação, tendo também restringido as exportações de combustível, o que deixou alguns países vizinhos sem uma alternativa de fornecimento. Após uma das maiores subidas recentes dos combustíveis, os reguladores chineses anunciaram que vão limitar esse aumento a cerca de metade do habitual, para proteger os consumidores.
Hoje Macau China / ÁsiaDíli | Ramos-Horta considera ataques contra o Papa inaceitáveis O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou que os ataques gratuitos contra o Papa Leão XIV são inaceitáveis, reagindo às provocações feitas pelo chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, contra a igreja católica. “Estamos ao lado do Papa Leão XIV, o líder global mais respeitado. “Ataques gratuitos contra o Papa Leão XIV e a deturpação da sua posição são inaceitáveis. O Papa nunca afirmou que a posse de armas nucleares é aceitável. O Irão não possui armas nucleares. Israel possui”, escreveu, terça-feira, o também prémio Nobel da Paz na sua página no Facebook. O Presidente dos Estados Unidos afirmou que o Papa é “terrível em política externa”, aludindo às críticas de Leão XIV sobre o Irão e a Venezuela, e instou-o a “deixar de agradar à esquerda radical”. Em causa, estava o discurso proferido pelo Sumo Pontífice na Basílica de São Pedro, em Roma, no sábado, em que Leão XIV denunciou os belicistas e as “demonstrações de força”, numa das suas críticas mais veementes até à data aos conflitos armados que assolam o mundo. “Não quero um Papa que ache que está bem o Irão ter uma arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (…). E não quero um papa que critique o Presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou Donald Trump. Leão XIV respondeu que não teme a administração norte-americana e reiterou o seu compromisso de “erguer a voz para construir a paz”. Em Timor-Leste, 98 por cento dos cerca de 1,3 milhões de habitantes são católicos.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Agência de energia atómica alerta para actividades nucleares O director da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, alertou ontem para o aumento significativo da actividade com energia nuclear na Coreia do Norte, tal como anunciara Pyongyang. “Confirmámos que as actividades nucleares estão em curso e em expansão significativa, não só no reactor de classe de 5 MegaWatts (MW), nas instalações de reprocessamento de combustível nuclear usado e no reactor de água em Yongbyon, mas também noutras instalações por perto”, disse Grossi, em conferência de imprensa em Seul, citado pelo jornal sul-coreano Chosun Ilbo. O responsável da AIEA declarou que as equipas de inspecção avaliaram minuciosamente as capacidades nucleares da Coreia do Norte, mesmo após a retirada daquele país, em 2009. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, determinou, em Fevereiro, que o país vai fortalecer e expandir ainda mais as suas forças nucleares, exercendo plenamente seu estatuto de estado detentor de armas nucleares, no congresso que define a estratégia nacional quinquenal. Jong-un também declarou que qualquer evolução positiva nas relações bilaterais com os Estados Unidos da América depende de os responsáveis de Washington abandonarem as suas exigências de desnuclearização de Pyongyang. As declarações de Rossi ocorrem três dias depois de a Coreia do Norte ter realizado um teste de mísseis de cruzeiro descritos como “estratégicos”, uma indicação de sua potencial capacidade de transportar ogivas nucleares.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul / Imprensa | AIEA apela a acordo sobre enriquecimento de urânio A urgência de se alcançar um acordo entre os EUA e o Irão foi sublinhada pelo director da Agência Internacional de Energia Atómica na imprensa sul-coreana O director da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, frisou ontem a necessidade de ser atingido um qualquer acordo entre Estados Unidos da América (EUA) e Irão sobre o processo de enriquecimento de urânio. Para o responsável daquela instituição, uma possível suspensão do programa nuclear da República Islâmica iraniana é uma “decisão política”, em declarações reproduzidas pelo jornal sul-coreano Chosun Ilbo. “Sem verificação, todos os acordos não passam de papelada”, disse Grossi, adiantando que, se Washington e Teerão chegarem a um entendimento, a AIEA “vai solicitar cooperação na verificação e nas salvaguardas”. Questionado sobre uma possível paragem no processo de enriquecimento de urânio, o líder da AIEA limitou-se a afirmar que tal seria “uma decisão política”, sem exprimir a posição da entidade que dirige. Guerra e paz A questão do urânio enriquecido foi a justificação para a primeira guerra de 12 dias, em Junho, e para a ofensiva conjunta de Israel e EUA, em 28 de Fevereiro, já que Washington exige “enriquecimento zero”, enquanto Teerão defende o seu direito de mantê-lo para uso civil. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou recentemente que os EUA estão prontos para ajudar economicamente o Irão se aquele país do Médio Oriente se comprometer a não desenvolver armas nucleares, após a suspensão das negociações falhadas no fim de semana, no Paquistão. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, defendeu na quarta-feira, em Pequim, o “direito inalienável” do Irão ao processo de enriquecer urânio para fins pacíficos, tendo já Moscovo avançado com a ideia de receber o urânio enriquecido iraniano, em caso de haver um acordo de paz. Entretanto, os responsáveis de Islamabade anunciaram haver a possibilidade de nova ronda de negociações entre representantes de EUA e do Irão brevemente.
Hoje Macau China / ÁsiaAvião chinês não tripulado HH-200 completa voo inaugural O avião não tripulado comercial HH-200, desenvolvido pela estatal chinesa Aviation Industry Corporation of China (AVIC), realizou ontem o voo inaugural, assinalando um marco no desenvolvimento de equipamentos de transporte autónomos de grande escala. A aeronave voou de forma estável durante a manhã, com todos os sistemas a funcionar correctamente e a cumprir sem problemas os objectivos de voo previstos, informou a agência noticiosa oficial Xinhua. Construído de acordo com padrões da aviação civil, o HH-200 está equipado com capacidades de voo autónomo totalmente inteligente e sistemas de prevenção de obstáculos baseados em inteligência artificial. O aparelho, que completou o primeiro voo na base do Centro de Ensaios de Voo de Aeronaves Civis da AVIC, na cidade de Weinan, província de Shaanxi (norte da China), incorpora um design estrutural inovador e um uso extensivo de materiais compósitos, permitindo reduzir o peso em 20 por cento e diminuir os custos operacionais. Longa vida A aeronave dispõe de uma capacidade de carga padrão de 12 metros cúbicos, expansível até 18, e uma carga útil máxima de 1,5 toneladas. O HH-200 atinge uma velocidade de cruzeiro até 310 quilómetros por hora, tem uma autonomia máxima de 2.360 quilómetros e uma vida útil estimada em 50.000 horas de voo ou 15.000 descolagens e aterragens. Em termos operacionais, a Xinhua destacou a “elevada capacidade de adaptação ambiental”, incluindo descolagem e aterragem em pistas curtas de 500 metros e a altitudes superiores a 4.200 metros, bem como resistência a temperaturas extremas entre -40°C e 50°C, o que permite ultrapassar desafios logísticos em zonas montanhosas, insulares, nevadas e de grande altitude. Está previsto que o HH-200 opere sobretudo em rotas de carga fronteiriças, costeiras e transfronteiriças, na logística de pequenas encomendas ponto a ponto no interior, no transporte entre ilhas no Sudeste Asiático e em redes de carga aérea dos países envolvidos na iniciativa chinesa Faixa e Rota. No futuro, o aparelho poderá ser rapidamente adaptado a múltiplas missões, incluindo operações de resgate de emergência, combate a incêndios florestais, modificação meteorológica, deteção remota aérea e protecção de culturas agrícolas e florestais.
Hoje Macau China / ÁsiaDiplomacia | Relações entre China e Rússia são “preciosas” Xi Jinping reuniu com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, que esteve de visita ao país. Seguem-se Trump, em Maio, e Putin ainda na primeira metade do ano O Presidente chinês, Xi Jinping, afirmou ontem que a estabilidade e a previsibilidade das relações entre a China e a Rússia são particularmente “preciosas” num contexto internacional marcado por “mudanças e turbulência”. Durante um encontro em Pequim com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, Xi considerou que a “forte vitalidade” e o “significado exemplar” do tratado de amizade entre os dois países se destacam ainda mais neste cenário. O líder chinês defendeu que os ministérios dos Negócios Estrangeiros de ambos os países devem implementar plenamente o consenso alcançado com o Presidente russo, Vladimir Putin, apelando ao reforço da comunicação estratégica e à coordenação diplomática. Xi instou ainda as duas partes a promover a parceria estratégica abrangente entre Pequim e Moscovo para que “atinja novos patamares, avance de forma mais estável e vá mais longe”. O Presidente chinês não especificou, contudo, a que se referia ao mencionar “mudanças e turbulência” no cenário internacional, numa altura em que persiste a incerteza sobre a duração da guerra no Irão. Putin a caminho O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, de visita à China durante dois dias, anunciou ainda que o Presidente russo, Vladimir Putin, vai visitar a China na primeira metade deste ano. Lavrov fez o anúncio numa conferência de imprensa no final da visita oficial ao país asiático, durante a qual se reuniu com o Presidente chinês, Xi Jinping, e com o seu homólogo, Wang Yi. A deslocação do chefe da diplomacia russa voltou a evidenciar a sintonia entre Moscovo e Pequim. Na terça-feira, Wang afirmou que ambas as partes “coordenam plenamente as suas posições” e “apoiam-se mutuamente” no plano internacional, enquanto Lavrov denunciou tentativas de “conter” a Rússia e a China através de estruturas de “blocos” na Ásia. O ministro russo declarou ainda perante Xi que a relação bilateral desempenha “um papel estabilizador” nos assuntos mundiais, acrescentando depois que os vínculos entre os dois países são cada vez mais importantes para o que descreveu como “a maioria da população mundial”. Lavrov sustentou também ontem que a Rússia pode compensar a escassez de recursos energéticos registada na China e noutros países na sequência da crise no Médio Oriente. O responsável russo acrescentou que os laços entre a Rússia e a China são “inquebráveis perante qualquer tempestade”. E Trump em Maio O anúncio surge numa altura em que é esperada, para Maio, a visita a Pequim do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para os dias 14 e 15, o que abre a possibilidade de as deslocações de Putin e Trump à China ocorrerem com reduzido intervalo temporal. Está também previsto que Putin, que já visitou o país asiático mais de duas dezenas de vezes enquanto Presidente russo, regresse à China em Novembro para participar, pela primeira vez desde 2017, na cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia – Pacífico (APEC), que terá lugar este ano na cidade de Shenzhen, no sudeste da China. A China e a Rússia têm vindo a estreitar relações nos últimos anos. Pouco antes da invasão russa da Ucrânia em larga escala, Xi e Putin proclamaram, em Pequim, uma “amizade sem limites” entre os dois países.
Hoje Macau China / ÁsiaChina classifica Espanha como “parceiro fiável” após visita de Sánchez A China destacou ontem a “confiança mútua” com Espanha e classificou o país como “parceiro fiável”, após a visita oficial do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, durante a qual foi acordado reforçar o diálogo estratégico e ampliar a cooperação. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou em conferência de imprensa que a visita, a quarta de Sánchez em quatro anos, foi um “completo sucesso” e permitiu trocas “profundas e amistosas” entre os líderes dos dois países, com “novos consensos importantes”. Segundo o responsável, ambas as partes acordaram estabelecer um mecanismo de diálogo estratégico a nível diplomático e reforçar a comunicação para “consolidar” e “melhorar” a estabilidade da relação bilateral. Guo sublinhou ainda a convergência entre Pequim e Madrid em questões internacionais, referindo que ambos defendem a salvaguarda do multilateralismo e do direito internacional, num contexto de conflitos e tensões globais. Nesse sentido, destacou a vontade comum de reforçar a coordenação perante os desafios actuais e de desempenhar um papel construtivo na comunidade internacional. O porta-voz acrescentou que uma maior cooperação entre a China e a Europa não só beneficia ambas as partes, como contribui para a estabilidade global, manifestando disponibilidade para que Espanha desempenhe um papel activo na relação entre Pequim e a União Europeia. No plano económico, Guo indicou que foi acordado aprofundar a cooperação em áreas como comércio, educação, agricultura, ciência e tecnologia, bem como avançar em setores como energia, economia digital e inovação. A China está também disposta a importar mais produtos espanhóis e a incentivar o investimento das suas empresas em Espanha, de forma a expandir o comércio e a cooperação industrial, acrescentou. Sintonia geral A visita, a quarta de Sánchez à China em quatro anos e a primeira com carácter oficial, teve um forte enfoque económico, visando facilitar o acesso de produtos espanhóis ao mercado chinês e reduzir um défice comercial que o líder espanhol classificou como “insustentável”. Fontes do Governo espanhol afirmaram que estas visitas contribuem para abrir portas à exportação de produtos, sublinhando que os resultados têm surgido gradualmente na sequência das deslocações anteriores de Sánchez. Nesta visita, a assinatura de vários acordos deverá facilitar a entrada na China de produtos agroalimentares como pistácios, figos, proteína animal suína e determinados fertilizantes. Se, segundo o executivo espanhol, as visitas anteriores ajudaram a canalizar investimento chinês para Espanha, nesta deslocação Sánchez voltou a apresentar o país como destino atractivo para empresas chinesas. O líder espanhol apelou ainda aos responsáveis empresariais dos dois países para reforçarem parcerias, numa reunião que contou com a presença de representantes de 36 empresas chinesas, cujo volume de negócios combinado rondou um bilião de dólares em 2025. A deslocação evidenciou igualmente a sintonia entre os dois países em questões internacionais e permitiu elevar o nível do diálogo bilateral, num momento em que Espanha procura reforçar o papel da União Europeia na relação com a China.
Hoje Macau EventosEventos da Semana da Leitura a partir de segunda-feira Decorrem a partir da próxima segunda-feira, dia 20, diversas actividades organizadas pelo Instituto Cultural (IC) para a promoção da leitura, no âmbito da “Semana Nacional da Leitura” e também da celebração do “Dia Mundial do Livro”, a 23 de Abril. Desta forma, a iniciativa “Macau Lê – Semana Nacional da Leitura 2026”, decorre entre segunda-feira e domingo (dias 20 a 26 de Abril) e visa a promoção do hábito da leitura junto dos residentes, bem como “a consolidação de Macau como uma ‘Cidade da Leitura'”. Apresenta-se, segundo uma nota do IC, um “programa rico e diversificado”, nomeadamente o novo projecto “10 Minutos de Leitura”, que não só traz “um programa de recompensas” como inclui a iniciativa “Cantinho de Leitura de 10 Minutos. Segundo o IC, o público pode esperar “diversas iniciativas de extensão entre Abril e Maio, incluindo workshops, sessões de leitura, leitura em família, exposições temáticas de livros, e cerimónias de entrega de prémios, adequadas a diferentes faixas etárias, criando um forte ambiente de envolvimento do público com a leitura”. Festa partilhada No dia 23, acontece na Praça do Centro Cultural de Macau (CCM) uma cerimónia sobre o Dia Mundial do Livro, fazendo-se a ligação às cidades de Shenzhen, Guangzhou, Dongguan, Hong Kong, Nanning e Haikou. O evento que acontece em simultâneo nestas cidades intitula-se “Actividade ‘Juntos para Meia Hora de Leitura’ de Guangdong, Hong Kong, Macau, Guangxi e Hainan”. Com esta iniciativa pretende-se criar uma “rede inter-regional que evidencia o encanto da integração cultural regional”. Na tarde do dia 23 decorre ainda, com a Federação das Associações dos Sectores Culturais de Macau, o clube de leitura intitulado “Leitura em Conjunto: Da Grande Baía ao Mundo”, no CCM. Até ao final deste mês, podem ser feitas as inscrições no programa “Pontos de Leitura”, no qual se incentiva a participação de instituições e entidades de Macau e da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin na organização de “actividades de leitura voluntárias”. A ideia, com este projecto, é estabelecer “uma rede de leitura por toda a cidade”. Depois, no sábado e domingo (dias 25 e 26), a praça do CCM acolhe novamente actividades que visam promover a leitura, como a “Troca de Livros” ou “Venda de Revistas”, sem esquecer stands de jogos, actividades de leitura conjunta em família e demais zonas interactivas relacionadas com o mundo do livro.
Hoje Macau PolíticaUPM | Chui Sai Cheong fica no Conselho Geral A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, renovou os mandatos para o Conselho Geral da Universidade Politécnica de Macau (UPM), mantendo-se Chui Sai Cheong na presidência deste organismo por mais três anos. Destaque para o facto de o presidente e vice-presidente do Conselho Geral da UPM terem direito a remuneração mensal, que corresponde aos índices 550 e 275 da tabela indiciária da Administração Pública. A informação consta num despacho publicado em Boletim Oficial (BO), que renova também a nomeação de Lok Po como vice-presidente do Conselho Geral, também por mais três anos. São renovadas as comissões de Francisco Ho Ka Lon e Au Chon Hin, bem como de Chan Ka Leong, o macaense, advogado e ex-deputado Leonel Alves, e Carlos Ascenso André, académico e antigo director do Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa. Mantém-se ainda no Conselho Geral Chan Hong e Sio Hong Pan. O despacho entrou em vigor a 1 de Abril. DSI | Fong Pak Ian nomeado subdirector Fong Pak Ian foi nomeado subdirector dos Serviços de Identificação (DSI), em regime de comissão de serviço, pelo período de um ano, de acordo com a informação divulgada ontem no Boletim Oficial. A nomeação partiu do secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak e produz efeitos a partir do dia 1 de Maio. Fong Pak Ian é licenciado em Arquitectura pela Universidade Cheng Kung de Taiwan e em Direito em Língua Chinesa pela Universidade de Macau. Possui ainda um mestrado em Administração Pública pela Chinese Academy of Governance. O novo subdirector ingressou na função pública em Outubro de 2000. A sua carreira está ligada ao Comissariado contra a Corrupção (CCAC), onde exerceu os cargos de investigador superior, investigador principal, investigador-chefe, investigador-chefe superior e assessor, funções que vai desempenhar até ao final deste mês. DSAT | Mok Soi Tou escolhido para subdirector Mok Soi Tou foi escolhido para exercer o cargo de subdirector da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), em regime de comissão de serviço. A informação foi divulgada ontem no Boletim Oficial e a escolha partiu do secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam. A nomeação entra em vigor amanhã. Mok Soi Tou é licenciado em Engenharia Civil pela Universidade Nacional de Taiwan. Ingressou na Administração Pública em Agosto de 1995 como técnico superior do Leal Senado, transitando posteriormente para a Câmara Municipal de Macau Provisória e para o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, onde também exerceu funções de chefia funcional. Em Maio de 2008, assumiu o cargo de chefe da Divisão de Coordenação da DSAT até 2025, para depois transitar para chefe de divisão na Direcção dos Serviços de Planeamento e Construção Urbanos da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. Regressou à DSAT em Outubro de desse mesmo ano.
Hoje Macau PolíticaDSAMA | Comissão de Serviços de Susana Wong renovada Susana Wong vai manter-se durante mais um ano como directora dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), um cargo que ocupa desde Maio de 1999, há mais de 26 anos. A informação foi divulgada ontem, através do Boletim Oficial. A comissão de serviço tem a duração de um ano e foi justificada, como acontece nestes casos, com a “capacidade de gestão e experiência profissional adequadas para o exercício das suas funções”. Susana Wong é licenciada em engenharia electrónica pela Universidade de Zhongshan e conta ainda no currículo com um ano em Portugal a estudar português. Ingressou no Leal Senado em 1990, tendo sido transferida, em 1995, para os Serviços Marítimos, que lidera desde 1999.
Hoje Macau PolíticaSegurança Nacional | Governo lança campanha “Todos os dias são 15 de Abril” O Governo lançou uma nova campanha nos diversos portais oficiais para ensinar aos residentes que todos os dias são 15 de Abril, o dia da segurança nacional. A campanha com o nome “Todos os dias são 15 de Abril” foi lançada ontem e tem como objectivos “promover ainda mais a consciência da população para a segurança nacional” e “criar uma atmosfera social forte” para recordar às pessoas que têm de defender a segurança nacional. “O Governo da RAEM espera com esta iniciativa promover a normalização e a eficácia a longo prazo da divulgação e educação em matéria de segurança nacional, concretizando na prática o lema ‘todos os dias um dia 15 de Abril’, orientando o público no sentido de reforçar a sua consciência em matéria de segurança nacional e de cumprir conscientemente as suas responsabilidades constitucionais”, foi comunicado. No mesmo sentido, o Governo avisa a população que “a salvaguarda da segurança nacional” tem de se tornar “uma acção comum a toda a sociedade” para se “construir, em conjunto, uma barreira sólida de defesa da segurança nacional”, uma das condições para a “prosperidade e estabilidade a longo prazo de Macau”. Além destes portais, o Governo utilizou ontem a aplicação Conta Única para promover as actividades de defesa da segurança nacional, com notificações para todos os utilizadores.
Hoje Macau Manchete PolíticaCCILC | Optimismo sobre restrições à residência de portugueses em Macau O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) em Macau disse ontem esperar que a visita do líder da região chinesa a Portugal resolva as restrições impostas à residência de portugueses. O Chefe do Executivo de Macau vai visitar Portugal e Espanha entre 17 e 23 de Abril, na primeira deslocação ao estrangeiro desde que Sam Hou Fai tomou posse, em Dezembro de 2024. O líder da CCILC apontou como o tema mais importante na agenda a possibilidade de os portugueses irem para Macau “exercer a sua actividade de uma forma menos burocrática, menos incerta”. Carlos Cid Álvares lembrou que isso era algo “que existia no passado, de uma forma relativamente simples, e que hoje em dia não existe”. “Acredito que é um tema que está a ser trabalhado, porventura nos bastidores, e que vai ter com certeza uma solução”, disse Cid Álvares, também presidente do Banco Nacional Ultramarino, que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos. O território tem apostado no ensino do português para servir como plataforma de serviços financeiros entre a China e os países lusófonos e, assim, diversificar a economia local, altamente dependente dos casinos. Mas Cid Álvares diz que não basta ensinar a língua portuguesa e que é preciso “olhar para o futuro”. “Não vejo muito como é que a influência portuguesa se pode manter aqui, mantendo esta situação. Uma coisa é os chineses falarem português, outra coisa muito diferente é os portugueses estarem em Macau”, sublinhou. Cid Álvares falava à margem de um fórum empresarial organizado em paralelo com a assembleia geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, em Macau. Na mesma ocasião, o deputado do parlamento de Macau José Pereira Coutinho disse esperar que a visita de Sam Hou Fai a Portugal possa ter “resultados positivos para o futuro desenvolvimento de Macau, nomeadamente no âmbito dos recursos humanos”. “Precisamos de quadros especializados, nomeadamente na saúde, na área jurídica, na administração pública e na modernização digital”, disse o também presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau.
Hoje Macau Manchete SociedadePortugal | Robô de diagnóstico de medicina tradicional chinesa lançado em Portugal Um robô de diagnóstico e produção de Medicina Tradicional Chinesa (MTC) desenvolvido em Macau vai começar a ser oficialmente usado em Portugal, com os olhos postos no Brasil e outros mercados de língua portuguesa. Conhecido como Herbizon, trata-se de um robô que produz bebidas MTC à base de ervas e assenta em tecnologia desenvolvida em conjunto entre a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês), e um laboratório de MTC estabelecido na zona económica especial da vizinha Hengqin (ilha da Montanha) pela Universidade de MTC de Guangdong. Segundo o responsável do projecto, após superar um ano de testes numa clínica em Lisboa, o robô será formalmente lançado em 17 de Abril na Egas Moniz School of Health & Sciences, em Almada. Hon Chitin, investigador da Faculdade de Engenharia de Inovação da MUST, disse que o robô responde à falta de profissionais qualificados em MTC em áreas rurais ou mais remotas. O projecto teve origem em 2023, quando Hon identificou um estrangulamento logístico na prestação de cuidados de MTC. “Tradicionalmente, a preparação de uma única prescrição de MTC exige a recolha de ervas cruas e a sua cozedura durante um período que pode chegar a cinco horas, seja em casa ou num hospital. Normalmente, demora pelo menos meio dia”, afirmou Hon, observando que os recursos médicos de qualidade de MTC na China estão frequentemente concentrados nas grandes cidades. O professor idealizou então um sistema que pudesse fornecer um “serviço de MTC padronizado e de qualidade” em áreas rurais ou distantes, automatizando tanto a avaliação como a preparação da bebida. A abordagem de engenharia de Hon foi inspirada por uma unidade de fabrico de mil metros quadrados na cidade chinesa de Wuhan, que utilizava um grande braço mecânico para triar mais de mil tipos de ervas. “Pensei que, se eles conseguem operar por máquina, nós podemos fazer em pequeno”, recordou Hon. O dispositivo resultante, fabricado na cidade de Zhongshan, na província de Guangdong, condensou a capacidade industrial numa única caixa. O sistema gerou uma biblioteca interna de 14 fórmulas de chás inteligentes, seleccionadas entre mais de 1.300 substâncias, e consegue entregar uma bebida à base de ervas personalizada em três a oito minutos. Grande escala A inteligência artificial que opera o Herbizon baseia-se num modelo de linguagem de grande escala treinado em extensa literatura médica e clássicos antigos, integrado com o modelo DeepSeek Pro. Segundo Hon, este cérebro digital foi concebido para resolver o problema crónico da inconsistência diagnóstica na MTC, onde diferentes médicos chegam frequentemente a conclusões distintas para o mesmo paciente. “Queremos que seja estável e consistente”, explicou à Lusa. “Mesma pessoa, mesmo diagnóstico, mesmo resultado, mesmo que repetido cinco vezes”, acrescentou. O robô executa esta tarefa integrando quatro métodos de diagnóstico clássicos — inspecção do rosto e da língua, auscultação, inquérito e análise de pulso — através de percepção multimodal. De maneira a comercializar o projecto foi criada a companhia Zhuhai Herbizon Technology Co., Ltd., com o sistema atualmente protegido por mais de 10 tecnologias patenteadas e 50 marcas registadas. Segundo Hon, embora o robô já esteja activo em 20 locais na China, o ensaio português serve como um indicador regulatório pois o dispositivo está licenciado em Portugal como um dispensador de bebidas, em vez de um instrumento médico. Qualidade garantida Hon observou que, embora a acupuntura seja amplamente aceite no Ocidente, a medicina à base de ervas ainda enfrenta um escrutínio mais rigoroso por se relacionar com o sistema digestivo. “A regulação será mais restritiva”, disse, embora sustente que, para esta máquina, “a qualidade de todo o processo” está garantida. Hon encara o robô como uma forma de colmatar o fosso entre a medicina ocidental, que depende de testes clínicos para alvos únicos, e a MTC, que aborda os problemas a partir de múltiplos ângulos e através de vários órgãos humanos. “É uma mistura de muitas coisas em termos de química”, afirmou Hon. Após o ensaio em Lisboa, a equipa pretende concentrar-se no mercado da China continental durante dois a três anos para ganhar escala, antes de regressar para se expandir para o Brasil e outros mercados de língua portuguesa. O robô será apresentado no mesmo dia que se realiza o primeiro Simpósio para o Desenvolvimento de Alta Qualidade da MTC em Portugal, organizado pela Sociedade Portuguesa de Medicina Chinesa. O evento deverá incluir a assinatura do Consenso de Lisboa 2026, um documento que visa estabelecer Portugal como uma plataforma europeia para a MTC.
Hoje Macau China / ÁsiaPR de Moçambique inicia amanhã visita de Estado de sete dias à China O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, inicia amanhã uma visita de Estado de sete dias à China, anunciou ontem o Governo chinês. “A convite do Presidente Xi Jinping, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, realizará uma visita de Estado à China de 16 a 22 de Abril”, lê-se numa informação divulgada ontem pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. A Lusa já tinha noticiado em 18 de Março a previsão desta visita de Estado à China, conforme autorização dada nesse dia pelo parlamento, depois de Daniel Chapo ter assumido querer elevar a cooperação bilateral a um novo patamar. O Presidente moçambicano transmitiu em 18 de Fevereiro ao homólogo chinês, Xi Jinping, o objectivo de reforçar a cooperação entre os dois países em 2026, reafirmando ainda o apoio ao princípio de “Uma só China”. “A República de Moçambique reafirma a sua firme determinação em continuar a trabalhar, lado a lado, com a República Popular da China, no reforço dos laços de amizade, cooperação e solidariedade, reiterando o seu apoio ao princípio de Uma só China”, lê-se na mensagem enviada por Chapo, a propósito do novo ano chinês. O chefe do Estado moçambicano sublinhou ainda o significado especial deste ano, destacando os valores que orientam a relação bilateral: “O ano de 2026, proclamado como o Ano da Cooperação Povo-a-Povo, assume um significado especial, ao promover valores de amizade, solidariedade e compreensão mútua, que Moçambique partilha e cultiva no quadro da sua Parceria Estratégica Global com a China”. Recorda a importância histórica das relações entre os dois países, com 50 anos, e que “hoje se projectam numa cooperação abrangente e mutuamente vantajosa”, lê-se na mesma mensagem, em que Chapo aponta 2026 como “uma oportunidade estratégica para elevar a cooperação bilateral a um novo patamar”. Contas em dia Moçambique pagou em três meses de 2025 mais de 36 milhões de euros à China pelo serviço da dívida, que lidera entre os credores bilaterais do país, segundo dados do Ministério das Finanças de Novembro. De acordo com um relatório sobre a gestão da dívida, o serviço da dívida à China foi o que mais pesou nas contas moçambicanas em três meses, de Janeiro a Março, com 35,51 milhões de dólares em amortizações e 6,77 milhões de dólares em juros. A dívida de Moçambique à China ascendia, no final de Junho, a 1.347 milhões de dólares. Antes, em Outubro, o Governo chinês perdoou os juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até 2024 e fez uma doação de 12 milhões de euros ao país africano, anunciou então a primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi. “Tivemos duas notícias positivas vindas do Presidente [chinês], Xi Jinping, uma das notícias foi a doação ao nosso país de 100 milhões de Yuan — a moeda chinesa — [equivalente a 12 milhões de euros] e o perdão dos juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até o ano de 2024”, disse Levi, que falava aos jornalistas após uma visita de dois dias à China. O Governo moçambicano prevê a realização de seis visitas de Estado pelo Presidente da República em 2026 e a assinatura de cinco acordos internacionais. Na área de Cooperação Internacional, documentos de suporte ao Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2026, referem que estão previstas “seis visitas de Estado”, ao Canadá, Botsuana, Angola, Rússia, China e Vietname. “No âmbito do reforço e aprofundamento das relações de irmandade, amizade, solidariedade e de cooperação entre os povos e países, bem como a mobilização de financiamento para a viabilização da agenda nacional de desenvolvimento”, justifica-se no documento, sobre as visitas de Estado.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Sánchez defende que é do interesse da Europa reforçar laços com a China O Chefe do Executivo espanhol reuniu com Xi Jinping a quem transmitiu o desejo de reforçar as pontes e os laços com o país do meio O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu ontem, em Pequim, que “é do interesse da Espanha e da Europa estreitar laços com a China” e definir “uma relação aberta, baseada no respeito e num espírito pragmático”. Sánchez, que se encontra em visita oficial ao país asiático, sublinhou numa conferência de imprensa após reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, que a Espanha é um país “profundamente europeísta” e apelou a esse “contexto de defesa e priorização de princípios e valores” na hora de “estreitar laços e construir pontes”. “O que queremos é poder contribuir activamente para a criação de uma nova ordem global que traga a paz definitiva ao mundo”, afirmou o governante espanhol, que falou com Xi sobre a “grave situação” no Irão, em Gaza, no Líbano e na Ucrânia e encorajou o Governo chinês a “continuar a contribuir activamente para reformar” o sistema de governação multilateral. A ordem internacional predominante desde a segunda metade do século XX “está, infelizmente, a ser minada por actores de peso na ordem internacional”, denunciou Sánchez, que salientou que, face àqueles que negam ou lamentam essa realidade, a Espanha prefere dedicar os seus esforços a “reformar uma ordem internacional que garantiu a paz durante muitas décadas”. “Uma ordem internacional renovada da qual, sem dúvida alguma, uma potência média como a Espanha beneficiaria, assim como a Europa e o mundo inteiro”, afirmou. Pontes equilibradas O Chefe do Executivo espanhol afirmou ainda que o seu país quis “encorajar” a China a “intensificar os seus esforços para combater a emergência climática, tal como está a fazer (…) e também, logicamente, a contribuir com a sua acção diplomática para resolver os conflitos e as guerras que assolam o mundo”. No plano económico, Sánchez salientou que Pequim deve ver a Europa e a Espanha como locais onde investir e como parceiros com quem lançar projectos industriais, e assegurou que, no seu encontro com Xi Jinping, encontrou do outro lado da mesa “compreensão e vontade de trabalhar para alcançar esse equilíbrio” comercial. O primeiro-ministro espanhol defendeu o objectivo do seu Governo de ampliar e diversificar as relações com a China em domínios como o comercial, o industrial e o tecnológico e reiterou que transmitiu ao líder chinês a necessidade de corrigir o “excessivo” desequilíbrio comercial entre ambos os países e avançar para um comércio “mais equilibrado”. Sánchez, cuja visita ao país asiático é a quarta em quatro anos, tinha ainda agendado para ontem à tarde um encontro em Pequim com o presidente do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular, Zhao Leji, e com o primeiro-ministro, Li Qiang, com quem assinará cerca de vinte acordos bilaterais.
Hoje Macau China / ÁsiaChina apresenta proposta para restaurar paz no Golfo O Presidente chinês, Xi Jinping, apresentou ontem ao homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed al Nahyan, uma proposta de quatro pontos para restaurar a paz no Golfo, em plena tensão no estreito de Ormuz. A iniciativa foi apresentada durante a visita de Al Nahyan a Pequim, visando impulsionar o processo diplomático no Médio Oriente e no Golfo, face à crise desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de Fevereiro. Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, a proposta define princípios para retomar a estabilidade na região, incluindo a adesão à coexistência pacífica, o respeito pela soberania nacional, pelo direito internacional e a coordenação em matéria de segurança. A iniciativa surge num momento em que a China rejeitou o bloqueio do estreito de Ormuz anunciado pela administração norte-americana, tendo classificado a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como “perigosa e irresponsável” e alertou que a medida pode agravar a tensão e pôr em risco o cessar-fogo na região. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, em conferência de imprensa, que o reforço do dispositivo militar norte-americano e as acções de bloqueio vão aumentar a tensão e “minar o já frágil cessar-fogo”. Guo sublinhou que a situação se encontra numa “fase crítica” e frisou que a prioridade deve ser evitar a retoma das hostilidades e preservar a actual trégua, instando todas as partes a respeitar os compromissos assumidos e a avançar pelo diálogo. O responsável acrescentou que apenas um “cessar-fogo abrangente” poderá criar condições para aliviar a situação no estreito e garantir a segurança da navegação, reiterando o apelo à via do diálogo e da negociação. Sem comentários Questionado sobre informações relativas a um petroleiro ligado à China que estará a operar na zona, Guo evitou comentar o caso concreto e limitou-se a defender a necessidade de assegurar a segurança e a fluidez do tráfego marítimo. O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, atravessa um período de elevada tensão, após semanas de restrições impostas pelo Irão ao tráfego marítimo, em resposta ao conflito com os Estados Unidos e Israel, a que se juntou o anúncio de Washington de bloquear e intercetar determinados navios após o fracasso das negociações com Teerão no Paquistão.
Hoje Macau China / ÁsiaExportações chinesas crescem 2,5% em Março e desaceleram com impacto da guerra no Irão As exportações da China cresceram 2,5 por cento em Março, desacelerando face aos dois meses anteriores, num contexto de incerteza devido à guerra no Irão e ao impacto nos preços da energia e na procura global. Os dados divulgados ontem pela Administração Geral das Alfândegas da China ficaram aquém das estimativas dos analistas e representam uma forte descida, face ao crescimento de 21,8 por cento, registado em Janeiro e Fevereiro. As importações aumentaram 27,8 por cento em Março, acima da subida homóloga de 19,8 por cento verificada nos primeiros dois meses do ano. “As exportações da China desaceleraram à medida que a guerra no Irão começa a afectar a procura global e as cadeias de abastecimento”, afirmou Gary Ng, economista para a Ásia-Pacífico no banco francês Natixis. Apesar da recuperação significativa registada no início do ano, a procura deverá enfraquecer devido ao choque energético provocado pelo conflito, segundo economistas do Bank of America, liderados por Helen Qiao. Os riscos aumentam caso o conflito se prolongue além do esperado, podendo originar uma desaceleração global persistente, acrescentaram. As tarifas impostas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bem como as tensões entre Washington e Pequim, têm também pressionado as exportações chinesas para o mercado norte-americano, levando a China a reforçar as vendas para outras regiões, como a Europa, o Sudeste Asiático e a América Latina. Os analistas acompanham ainda com atenção a visita prevista de Trump a Pequim, em maio, para se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, após um adiamento motivado pela guerra no Irão.
Hoje Macau China / ÁsiaBasquetebol | Hong Kong adia apostas face a aumento do mercado de previsões O Governo de Hong Kong anunciou o adiamento da legalização das apostas em jogos de basquetebol, devido ao crescimento do investimento no mercado de previsões a nível mundial, que poderá alimentar “indirectamente actividades clandestinas”. Na segunda-feira à noite, o Departamento de Assuntos Internos e da Juventude (HYAB, na sigla em inglês) reiterou à imprensa local que apostar em competições desportivas através de plataformas do mercado de previsões é ilegal. Estas plataformas permitem aos clientes comprar e vender ‘contratos’ ligados ao resultado de eventos futuros políticos, desportivos ou culturais, sobre uma ampla gama de situações. Muito do crescimento recente se tem devido às apostas desportivas, após plataformas, como Polymarket e Kalshi, terem assinado acordos com várias equipas de ligas desportivas. O Governo de Hong Kong disse que lançar apostas de basquetebol no actual contexto poderia atrair mais dinheiro para o mercado de previsão, “alimentando indirectamente actividades clandestinas”. “Perante os últimos acontecimentos, o Governo considerou necessário estudar o modelo e a plataforma emergentes com maior profundidade”, afirmou um porta-voz do HYAB. “Para prevenir dados para o interesse público, os novos projetos de apostas não devem prosseguir até que as condições estejam amadurecidas”, acrescentou. O Governo de Hong Kong sublinhou que o volume de dinheiro investido no mercado de previsão triplicou em 2025, atingindo 64 mil milhões de dólares. O parlamento do território aprovou em setembro a legalização das apostas em jogos de basquetebol, que passariam a ser operadas pelo Hong Kong Jockey Club, replicando o modelo já existente para as corridas de cavalos e apostas em futebol.
Hoje Macau EventosFRC | História da Diocese de Macau contada por Beatriz Basto da Silva A antiga docente em Macau e investigadora Beatriz Basto da Silva protagoniza hoje, por videoconferência, uma palestra na Fundação Rui Cunha centrada na história da Diocese de Macau, que está a celebrar 450 anos de existência. “A Diocese de Macau – Scientia et Virtus” é o nome da sessão, integrada no ciclo “Serões com História” A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje, a partir das 18h30, uma sessão dedicada à história da Diocese de Macau que conta com a presença online de Beatriz Basto da Silva, ex-residente no território, docente e investigadora na área da história de Macau. A sessão, integrada no ciclo “Serões com História”, que acontece desde 2024, intitula-se “A Diocese de Macau – Scientia et Virtus: Corolário de um impulso com História” e é co-organizada pela Associação dos Antigos Alunos da Escola Comercial Pedro Nolasco (AAAEC). A moderação está a cargo de José Basto da Silva, presidente desta entidade. Segundo uma nota da FRC, Beatriz Basto da Silva irá falar sobre a criação da Diocese de Macau, há 450 anos, pela mão do Papa Gregório XIII, o 226.º sumo pontífice da Igreja Católica. “A legitimação outorgada pela Bula de Gregório XIII, em 1576, consagra em seus termos a criação da Diocese em Macau. Ao novo Bispo é conferida a necessária jurisdição para actuar no Extremo-Oriente”, refere Beatriz Basto da Silva, citada pela mesma nota. Segundo esta, a decisão “teve as raízes nas bulas papais do Século XV, conducentes ao documento ‘Inter Cætere’ do Papa Calisto III (1456)”, tendo sido criado depois o chamado “Padroado Português”, que foi responsável pela “propagação da Fé Cristã”. Um papel importante Nascia, assim, a 23 de Janeiro de 1576, a Diocese de Macau, “inicialmente com jurisdição eclesiástica sobre a China, o Japão e as ilhas adjacentes”, tendo a sua criação confirmado, à época, “o papel que a então colónia portuguesa de Macau desempenhava, como centro de formação e de partida de missionários católicos, nomeadamente jesuítas, para os diferentes países da Ásia”, explica a mesma nota. Para a docente e investigadora, “não consideramos que tal instrumento apostólico seja, na conjuntura, um ponto de chegada, nem se revelará só um ponto de partida”, mas será “talvez que, à luz dessa nova energia, eclode em Macau um fecundo viveiro de rápido crescimento”. Beatriz Amélia Alves de Sousa Oliveira Basto da Silva nasceu na Anadia, Portugal, em 1944, e licenciou-se em História pela Universidade de Coimbra. Chegou em 1970 a Macau, onde foi professora de História no ensino secundário e também professora da cadeira de História de Macau no Centro de Formação de Magistrados. Desempenhou outros cargos de relevo locais, tais como os de Directora da Escola do Magistério Primário e Directora do Arquivo Histórico de Macau, desde a sua criação, em 1979, até 1984. Foi deputada nomeada da V Legislatura da Assembleia Legislativa de Macau, de 1992 a 1996, e integrou o Conselho de Gestão da Fundação Macau, quando se reformou da Função Pública. Pertenceu ainda diversas associações, nomeadamente a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), a Santa Casa da Misericórdia e a Asianostra/Estudo de Culturas. Além disso, é Membro Académico Correspondente da Sociedade Portuguesa de História, Membro do Conselho Internacional de Arquivos e sócia efectiva da Sociedade de Geografia de Lisboa. Tem várias obras publicadas e conferências proferidas, nomeadamente um livro dedicado ao comércio dos cules em Macau, intitulado “Emigração de cules: Dossier Macau 1851-1894”, além de ter vasta colaboração dispersa por revistas culturais de Macau e de Portugal. A investigadora regeu ainda cursos na área da sua especialidade, tendo feito parte de diversas Comissões, criadas pelo Governo e pela Diocese de Macau.
Hoje Macau SociedadeProstituição | 13 detidos em operação do CPSP O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) anunciou a detenção de 13 pessoas por suspeitas de prostituição e incompatibilidade com os vistos de entrada no território. Dos 13 detidos, 10 admitiram terem entrado como turistas e estarem a disponibilizar serviços de prostituição. Entre os detidos, o CPSP afirmou também que havia dois “homens que se vestiam como mulheres”, segundo o jornal Ou Mun. Uma vez que as pessoas exerceram actividades incompatíveis com os vistos de entrada, o caso foi encaminhado para o departamento de imigração. Além disso, durante a operação foi também verificado que algumas habitações estavam a ser utilizadas para fornecer alojamento ilegal. Os casos foi foram encaminhados para a Direcção de Serviços de Turismo (DST) e os espaços confirmados como alojamentos ilegais foram selados. O CPSP prometeu ainda mais campanhas contra a prostituição e pediu à população que denuncie casos suspeitos. Extorsão | Paga 7 mil patacas depois de se mostrar nu Um jovem foi extorquido em mais de 7 mil patacas, depois de ter mantido uma videochamada online sem roupas. O caso foi relatado ontem pela Polícia Judiciária (PJ), e citado pelo jornal Ou Mun. Segundo os pormenores apresentados, o jovem conheceu uma alegada mulher através de uma aplicação online. Os dois mantiveram-se em contacto até que ela o convidou para fazerem uma videochamada sem roupas. A chamada terá durado cerca de um minuto, e depois de terminada, a mulher enviou várias imagens do jovem nu, exigindo que que o jovem comprasse vários pontos num portal online. Se não comprasse, as imagens seriam divulgadas online. A compra dos pontos implicou um custo de cerca de 7.300 patacas. Feita a primeira compra, a alegada mulher exigiu mais dinheiro, o que levou o jovem a apresentar queixa à Polícia Judiciária. O caso está a ser investigado. Burla | Perde 13 mil yuan a tentar jogar online Um residente local foi burlado em mais de 13 mil renminbis, depois de ter tentado jogar num portal de jogo online. De acordo com o caso apresentado pela Polícia Judiciária (PJ), e relatado pelo canal chinês da Rádio Macau, o jovem viu um anúncio online numa rede social e tentou abrir uma conta para transferir 674 unidades de uma criptomoeda, equivalente a 4,583 yuan. Contudo, o portal indicou que o montante transferido tinha ficado bloqueado. O jovem queixou-se nas redes sociais onde viu o anúncio e foi contactado por um utilizador que afirmou estar ligado à plataforma. Esse utilizador afirmou que ia tenta resolver o problema e que se o residente de Macau transferisse mais 1.000 unidades da criptomoeda iria obter um bónus. O residente fez a transferência e mais uma vez o montante ficou bloqueado. Nessa altura, o jovem percebeu que tinha sido burlado e apresentou queixa. Às autoridades, a vítima admitiu ter por hábito jogar bacará online.
Hoje Macau SociedadeÓbito | Wu Zhiliang lamenta morte de Chan Kai Chon O presidente da Fundação Macau, Wu Zhiliang, lamentou a morte do ex-director do Museu de Arte de Macau, ex-vice-presidente do Instituto Cultural (IC) e pintor, Chan Kai Chon. A nota de pensar consta num artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun. Chan morreu com 60 anos, em Xangai, no dia 4 deste mês devido a doença, que não foi revelada. Wu Zhiliang recordou que conhecia Chan Kai Chon há mais de 30 anos e o falecido era uma pessoa talentosa e apaixonada. Wu Zhiliang elogiou Chan Kai Chon e indicou que na sua carreira profissional na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude e no IC sempre mostrou uma grande dedicação e sempre desenvolveu todos os esforços para levar a cabo um trabalho exemplar.
Hoje Macau PolíticaTabaco | Consulta pública com mais de 2.500 opiniões Terminou o processo de consulta pública relativo à alteração da Lei de Controlo do Tabagismo. Segundo uma nota dos Serviços de Saúde (SS), foram recolhidas mais de 2.500 opiniões que serão agora analisadas e incluídas no relatório final, que ficará depois disponível para consulta da população. A consulta decorreu entre os dias 8 de Março e 8 de Abril deste ano, tendo sido recolhidas 2.569 opiniões enviadas por meios electrónicos ou presenciais. Foram ainda realizadas três sessões de consulta que registaram 230 participantes. Segundo a nota dos SS, “os pontos principais da consulta pública abrangem o alargamento das áreas de proibição de fumar ao ar livre, a proibição do fabrico e da circulação de bolsas de nicotina, cigarros à base de plantas e cachimbos de água (incluindo tabaco/pasta de tabaco para cachimbo de água e narguilé)”, ou ainda “a proibição da posse de cigarros electrónicos em locais públicos”, entre outras alterações.