Hoje Macau China / ÁsiaGolfo | MNE chinês espera que países “reforcem a sua independência” Wang Yi condenou os ataques no Médio Oriente numa conversa com o homólogo de Omã em que pediu aos países da região para rejeitarem ingerências do exterior. O responsável chinês reiterou a disponibilidade de Pequim para desempenhar um papel construtivo na restauração da paz O chefe da diplomacia chinesa apelou ontem aos países do Golfo para reforçarem a sua independência e rejeitarem a ingerência externa, numa conversa com o homólogo de Omã após ataques iranianos contra vários Estados da região. Segundo um comunicado divulgado pela diplomacia chinesa, Wang Yi afirmou que “a China aprecia a mediação activa de Omã para promover as negociações entre o Irão e os Estados Unidos, bem como os seus grandes esforços para salvaguardar a paz regional”. O chefe da diplomacia chinesa sustentou que “os Estados Unidos e Israel provocaram deliberadamente uma guerra contra o Irão, o que viola claramente os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”. Wang declarou que “a tarefa urgente agora é pôr termo imediato às acções militares para evitar uma maior propagação do conflito e impedir um agravamento irreversível”, acrescentando que a China “está igualmente disposta a desempenhar um papel construtivo”. “A China espera que os países do Golfo desenvolvam boas relações de vizinhança e reforcem a solidariedade e coordenação, para que possam controlar plenamente o seu próprio futuro”, afirmou. Sayyid Badr Albusaidi declarou que “as negociações entre o Irão e os Estados Unidos tinham alcançado progressos sem precedentes”, mas que, “infelizmente”, Washington e Telavive “ignoraram os resultados das conversações e iniciaram uma guerra”, segundo o comunicado. Nas últimas semanas, o sultanato de Omã tinha mediado contactos entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano. Resposta iraniana O Irão lançou ataques com mísseis e veículos aéreos não tripulados (‘drones’) contra bases norte-americanas e alvos em países do Golfo como o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e o Bahrein, em resposta à ofensiva iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o seu território. Teerão sustenta que essas acções fazem parte da sua retaliação contra o que considera uma agressão directa e contra a presença militar norte-americana na região. Wang falou também ontem por telefone com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, a quem assegurou o apoio de Pequim na defesa da soberania, segurança e integridade territorial do Irão, na primeira demonstração firme de respaldo desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel. A China, principal parceiro comercial do Irão e maior importador do seu petróleo, condenou no domingo a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos. Desde sábado, Israel bombardeia, em coordenação com Washington, várias posições no Irão, alegando procurar destruir arsenais e capacidades de produção de mísseis balísticos e pôr fim ao regime dos aiatolas.
Hoje Macau Eventos“Batida. Respiração”, um concerto para ouvir no CCM esta sexta-feira A Orquestra Chinesa de Macau (OCM) sobe esta sexta-feira ao palco do pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) no âmbito do espectáculo “Batida. Respiração”, onde se destaca “o fascínio singular dos instrumentos de sopro e percussão”. Segundo uma nota do Instituto Cultural (IC), o espectáculo desta sexta-feira, que arranca às 19h45, será dirigido pelo director musical e maestro principal da OCM, Zhang Lie, e contará com a participação do intérprete de dizi, Zhang Weiliang, na qualidade de director artístico. Promete-se “um hábil diálogo entre os naipes de sopros e percussão da orquestra” neste concerto onde se apresenta “uma mescla de percussão ressonante e sopros fluidos, revelando o fascínio da música instrumental chinesa”. Zhang Weiliang é descrito como um “verdadeiro mestre da actuação em palco, da composição e da educação musical, sendo também um pioneiro da ‘nova música folclórica'”. Além disso, trata-se de uma personalidade do mundo da música que já interpretou “algumas das bandas sonoras mais acarinhadas pelo público” de filmes clássicos chineses, como é o caso de “Adeus Minha Concubina”, “Ju Dou” e “Lanterna Vermelha”. Elogio tradicional O concerto será composto por um repertório de canções folclóricas tradicionais e peças modernas com novos arranjos musicais, onde se incluem composições como “Pendurando as Lanternas Vermelhas”, “Festival das Lanternas”, “Despedida Festiva”, “Lágrimas pelas Flores e Felicitações”, que fazem a sua estreia no território. Os naipes de sopros e percussão da OCM apresentam ainda “O Rio Amarelo Jorra do Céu”, uma peça original de Zhang Lie, enquanto que o intérprete de suona da OCM, Tian Ding, vai executar “Ao Nascer do Sol”, uma obra da sua autoria. Os bilhetes já estão à venda e custam entre 150 a 200 patacas. Este concerto está integrado na Temporada de Concertos da OCM 2025-26.
Hoje Macau SociedadeTaiwan | Responsáveis de centro comercial que explodiu negam acusações Está a decorrer em Taiwan o julgamento que coloca no banco dos arguidos dois responsáveis do centro comercial Shin Kong Mitsukoshi, em Taichung, onde ocorreu uma explosão de gás em Fevereiro do ano passado, que resultou em cinco mortos e 38 feridos. Entre as vítimas, contam-se três residentes da RAEM que perderam a vida e quatro que ficaram com ferimentos. O julgamento arrancou ontem, e o gerente do centro comercial, o subgerente da empresa-mãe para a região de Taichung (que tem vários centros comerciais) e um funcionário declararam-se inocentes, negando acusações de homicídio por negligência, ofensa por negligência e violação da lei de segurança e saúde ocupacional. O centro comercial em questão é responsável pela maior receita e fluxo de visitantes de todo o grupo, que possui centros em vários locais de Taiwan. Segundo indicou o jornal de Taiwan Liberty Times, a acusação argumentou que devido às dimensões do espaço a segurança pública deveria ser implementada com os mais elevados padrões de rigor, mas que isso não aconteceu, com a empresa a ignorar exigências legais e a correr riscos nas obras por motivos financeiros que motivaram a explosão. A investigação terá revelado que os responsáveis não pediram as devidas autorizações legais para fazer a obra, não foi elaborado um plano de prevenção de incêndios, e o fornecimento de gás não foi interrompido durante os trabalhos. O julgamento prossegue hoje à tarde, com inquirições a mais arguidos, que são no total 13.
Hoje Macau Manchete SociedadeMetro Ligeiro | Fevereiro bate recorde de passageiros Depois do registo bem-sucedido num primeiro mês de circulação com viagens gratuitas para residentes, o meio de transporte bateu finalmente essa afluência de passageiros ao fim de cinco anos O metro ligeiro de Macau registou, em média, 33.100 passageiros por dia em Fevereiro, o número mensal mais elevado desde a inauguração, disse ontem a operadora. De acordo com dados oficiais divulgados pela Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, a média de passageiros aumentou 10,3 por cento em comparação com Janeiro e subiu 30,8 por cento em relação ao mesmo mês de 2025. O metro ligeiro foi inaugurado a 10 de Dezembro de 2019 e esse mês detinha o recorde absoluto, com uma média diária de 33 mil passageiros, sendo que nessa altura as viagens eram gratuitas. Em Fevereiro de 2020, com o início da cobrança de tarifas e a detecção dos primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus em Macau, a média diária de passageiros caiu para 1.100. O metro ligeiro voltaria a registar este valor mínimo em Julho de 2022, mês em que a cidade esteve em confinamento durante duas semanas devido a um surto de covid-19. Em Dezembro de 2024, começou a operar a extensão do metro ligeiro de superfície que liga Macau à vizinha Hengqin (ilha da Montanha), com 2,2 quilómetros. Um mês antes, foi inaugurada a linha que vai até Seac Pai Van, um bairro de Coloane onde o Governo de Macau construiu 60 mil apartamentos de habitação pública. Expansão aos poucos O metro ligeiro arrancou com apenas uma linha, que circulava só na ilha da Taipa, com uma extensão de 9,3 quilómetros e 11 estações, com uma frequência de dez a 15 minutos, durante quase 17 horas diárias. A ligação do metro até à Barra, no sul da península de Macau, através do piso inferior da ponte Sai Van, começou a operar em Dezembro de 2023. Com a extensão do metro ligeiro, as autoridades prevêem que o volume de passageiros atinja 137 mil pessoas por dia, em 2030. O Governo lançou no final de 2022 os concursos para a concepção e construção da Linha Leste do metro ligeiro, que fará a ligação ao norte da península de Macau, onde se situa a principal fronteira com o Interior. No final de Janeiro, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam Vai Man, disse que a operadora prometeu, ainda este ano, implementar o pagamento electrónico, assim como um sistema de transbordo entre os autocarros e o metro ligeiro. Terminou em 28 de Fevereiro uma consulta pública sobre o desenvolvimento do metro ligeiro, que prevê que a construção da Linha Leste deve estar concluída em 2029. Os planos incluem uma Linha Sul, que irá ligar o posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau à estação da Barra, uma Linha Oeste, da fronteira de Qingmao à Barra, e uma ligação à vila de Coloane.
Hoje Macau SociedadeImobiliário | Associação quer subsídio na compra de primeira casa A Associação Comercial de Fomento Predial de Macau defende que o Governo deve subsidiar o pagamento das taxas de juro nos créditos para compra de primeira habitação, cobrindo 2 por cento destes juros. O presidente da associação, Lok Wai Tak, entende que as medidas aprovadas pelo Governo, como benefícios fiscais e flexibilização dos limites máximos da hipoteca, não foram suficientes para travar a queda do mercado imobiliário e que são precisas mais políticas para o sector ultrapassar os desafios que enfrenta. Em declarações citadas pelo jornal Ou Mun, o dirigente associativo indicou também que o sentimento prevalente no mercado continua a ser a cautela, enquanto as vendas de imóveis e os preços prosseguem em rota descendente. Como tal, apelou ao Governo que tenha em conta a realidade imobiliária de Hong Kong, um dos mercados mais especulativos do mundo. Também o presidente da Federação Internacional de Imobiliário, Che Chan U, apontou a fraqueza da economia mundial e as dificuldades das pequenas e médias empresas locais como um panorama que não ajuda à confiança do mercado imobiliário. O dirigente tem esperança de que o Executivo de Sam Hou Fai introduza uma política de residência por investimento para estabilizar os preços imóveis.
Hoje Macau SociedadeMédio Oriente | Pedidos de informações sobem para 16 Desde o início do mês, e da ofensiva dos Estados Unidos contra o Irão, até ontem, a Direcção de Serviços de Turismo (DST) recebeu um total de 16 pedidos de assistência e informações, de acordo com os dados citados pelo jornal Ou Mun. Entre estes, 11 pedidos (cerca de 70 por cento) estavam relacionados com pessoas retidas no Dubai, Abu Dhabi e Bahrein ou que pretendiam divulgar às autoridades os seus planos de viagem para o Médio Oriente. Os restantes cinco pedidos (cerca de 30 por cento) foram motivados com pedidos de informações relacionados com reembolsos e cancelamentos de viagens de excursões de Macau que pretendiam viajar para o Médio Oriente. Segundo o jornal Ou Mun, a Direcção de Serviços de Turismo prometeu continuar a acompanhar os desenvolvimentos na região.
Hoje Macau PolíticaMaternidade | Associações alertam para custos de licenças Realizou-se esta terça-feira a terceira sessão da consulta pública sobre as alterações à lei das relações de trabalho, tendo as associações alertado para o aumento dos custos associados à licença de maternidade. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, a vice-presidente da Associação Geral das Mulheres de Macau, Ao Ieong Ut Seng, disse que a proposta do aumento da licença para 90 dias é apropriada, mas devem evitar-se as situações que podem piorar as condições de trabalho das mulheres e cenários de discriminação no emprego, tendo em conta que muitas pequenas e médias empresas (PME) enfrentam dificuldades económicas. Ao Ieong Ut Seng sugeriu que há mais apoios para as mulheres que têm filhos gémeos, e nesse caso podem gozar de mais dias de licença de maternidade. Por seu turno, a vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau, Cheong Sok Leng, apontou que as PME têm recursos limitados para suportar os custos das licenças de maternidade e que o Governo deve continuar a atribuir subsídios para aliviar uma parte dos custos das empresas, subsídio esse que abrange os 20 dias de licença.
Hoje Macau China / ÁsiaCooperação | Índia e Canadá com acordo em energia e fornecimento de urânio A Índia e o Canadá anunciaram ontem, em Nova Deli, um acordo de cooperação em minerais e fornecimento de urânio, essencial para a energia nuclear. O acordo de fornecimento de urânio, no âmbito da parceria estratégica entre os dois países, tem um valor de 2,6 mil milhões de dólares canadianos. A Índia, um grande consumidor de energia e o país mais populoso do mundo, com 1,4 mil milhões de habitantes, pretende aumentar a capacidade nuclear de oito gigawatts para 100 gigawatts até 2047. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, considerou ter sido alcançado um acordo histórico na área da energia nuclear civil, estabelecendo um fornecimento de urânio a longo prazo. Modi acrescentou que os dois países também vão trabalhar em conjunto em pequenos reactores modulares e reactores avançados. O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, afirmou que o Canadá está “bem posicionado” para ser um “fornecedor fiável” de gás natural liquefeito (GNL) a partir da costa oeste do país. Os acordos, que abrangeram também o sector tecnológico e a promoção das energias renováveis, foram anunciados depois de uma reunião em Nova Deli entre Modi e Carney. A visita de Carney representa uma melhoria nas relações entre o Canadá e a Índia, que se tinham deteriorado em 2023. Na altura, Otava acusou Nova Deli de conduzir uma campanha de intimidação contra os activistas ‘sikhs’ residentes no Canadá, alegações rejeitadas pela Índia. No encontro, Carney afirmou que os governos canadiano e indiano colaboraram mais no último ano do que nas últimas duas décadas, salientando que “não se trata simplesmente da renovação de uma relação”. No ano passado, os dois países tinham concordado retomar as negociações para um acordo de parceria económica abrangente. “O nosso objectivo é atingir os 50 mil milhões de dólares em comércio bilateral”, indicou Modi.
Hoje Macau China / ÁsiaGolfo Pérsico | Cosco reorganiza rotas e procura águas seguras A companhia estatal chinesa de navegação Cosco Shipping anunciou que está a reorganizar a rota dos seus navios no Golfo Pérsico face à situação de insegurança no Médio Oriente e às restrições ao trânsito no estreito de Ormuz. Num aviso aos clientes datado de 01 de Março, a empresa indicou que as embarcações que já entraram no Golfo, após concluírem as suas operações “e quando for seguro fazê-lo”, foram instruídas a dirigir-se para águas seguras e a permanecer ancoradas ou à deriva. Os navios com destino à região receberam orientações para priorizar a segurança da navegação, incluindo a redução da velocidade, a permanência em ancoradouros protegidos ou o cumprimento de novas instruções operacionais, de acordo com o comunicado. A empresa acrescenta que está a avaliar planos de contingência para a carga a bordo dos navios afetados, incluindo eventuais alternativas de descarga noutros portos. O anúncio surge depois de o Irão ter advertido que o trânsito no estreito de Ormuz já não é seguro, na sequência do conflito desencadeado após os ataques lançados em 28 de Fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra a república islâmica. O aviso iraniano e o aumento do risco levaram, na prática, à suspensão ou ao desvio de rotas por parte de algumas grandes companhias marítimas, como a Maersk e a Mediterranean Shipping Company (MSC). Ontem, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou que Ormuz é um “canal internacional importante para o comércio de bens e energia”, sublinhando que preservar a sua segurança corresponde aos “interesses comuns da comunidade internacional”.
Hoje Macau Manchete SociedadeVisitantes | Macau volta a fixar novo recorde máximo Macau recebeu 3,65 milhões de visitantes em Janeiro, o valor mais elevado de sempre para o primeiro mês, apesar de o Ano Novo Lunar ter calhado em Fevereiro, foi ontem anunciado. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC), o número de turistas que passou pelo território foi apenas superior em 767 em comparação com o mesmo período de 2025. Ainda assim, foi suficiente para ser o valor mais elevado para qualquer mês de Janeiro desde que a DSEC começou a compilar dados mensais, em 1998, ainda durante a administração portuguesa. A região já tinha registado quatro máximos históricos para os meses de Setembro (3,8 milhões), Outubro (3,47 milhões), Novembro (3,35 milhões) e Dezembro (3,58 milhões). Macau recebeu mais de 40 milhões de visitantes em 2025, um novo máximo histórico, ultrapassando o anterior recorde de 39,4 milhões, fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19. Janeiro alcançou um recorde apesar do Ano Novo Lunar, um período alargado de feriados na China continental e um pico turístico para Macau, ter calhado no final de Fevereiro. Em 2025, o início do Ano Novo Lunar foi em 29 de Janeiro. As origens Aliás, a DSEC aponta esta diferença para explicar a queda homóloga de 9,6 por cento, para 1,45 milhões, no número de visitantes vindos do interior da China com visto individual. Ainda assim, a esmagadora maioria (89,8 por cento) dos turistas que chegaram a Macau em Janeiro vieram da China continental ou Hong Kong. No entanto, quase 62 por cento dos visitantes (2,25 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia em Macau no ano passado. A queda nos mercados da China continental e de Hong Kong foi compensada por uma subida de 20,7 por cento no número de visitantes vindos de Taiwan, assim como por um aumento de 15,5 por cento nos turistas vindos do resto do mundo. Macau recebeu quase 278.500 visitantes vindos do estrangeiro, referiu a DSEC, que não inclui Taiwan. Este é o valor mais elevado para Janeiro desde 2019, antes do início da pandemia. A recuperar Em 16 de Dezembro, a directora dos Serviços de Turismo de Macau sublinhou que o número de visitantes internacionais tinha recuperado até cerca de 80 por cento dos níveis pré-pandemia. Em Agosto, Maria Helena de Senna Fernandes tinha apontado como objectivo mais de três milhões de turistas internacionais em 2025. Mas Macau falhou essa meta, ficando-se por 2,76 milhões de visitantes vindos do estrangeiro, ainda assim um aumento de 13,7 por cento em comparação com 2024. Cidadãos da Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Barém e Omã passaram a estar dispensados de visto para entrar na cidade a partir de 16 de Julho. Em 17 de Fevereiro, Senna Fernandes disse que Portugal será uma das prioridades de Macau no que toca a atrair mais visitantes estrangeiros. A região voltou a marcar presença na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorreu entre 25 de Fevereiro e 01 de Março, depois de um ano de ausência.
Hoje Macau EventosCoro Gulbenkian actua no Festival de Artes de Hong Kong e vem a Macau O Coro Gulbenkian de Portugal participa este ano no Hong Kong Arts Festival (HKAF) com actuações em Hong Kong e uma passagem por Macau, um evento que se pauta pelo “encontro das culturas chinesa e portuguesa”, segundo a organização. Esta quarta-feira, no auditório do Kwai Tsing Theatre, em Hong Kong, o coro de 40 elementos apresentará o espectáculo “Os dias mais longos e os mais curtos”, uma “cantata tecnológica” que se desenrola numa espécie de dueto do coro consigo próprio em versão virtual projectada num ecrã, com as duas versões do coro a cantarem juntas e separadamente. Este espectáculo conta com o acompanhamento da soprano Camila Mandillo, do contratenor David Hackston e da pianista de Hong Kong Rachel Cheung, sob a batuta do maestro Jorge Matta em carne e osso, ou talvez em formato digital. “Os dias mais longos e os mais curtos” (The Longest Days and the Shortest Days) “desafia as nossas percepções, esbatendo a linha entre o real e o digital”, descreve a organização. Escrita pelo compositor americano Eugene Birman, vencedor do prémio Guggenheim e radicado em Hong Kong, e encenada por Giorgio Biancorosso, “a obra tem o título de um poema encomendado para a ocasião pela escritora portuguesa Djaimilia Pereira de Almeida”, é ainda descrito. “A ‘cantata tecnológica’ usa a alienação da pandemia, a solidão e a ansiedade vividas como ponto de partida para reflectir sobre a passagem do tempo. Inverte o paradigma da era covid de assistir a apresentações ao vivo ‘online’, trazendo uma apresentação virtual para um público ao vivo”, explica ainda o HKAF. Segundo concerto Outro concerto do Coro Gulbenkian em Hong Kong – Tesouros corais de Portugal (Choral Treasures from Portugal) – integra obras à capela de compositores portugueses do século XVII até hoje, bem como de Bach e Brahms. O espectáculo, que decorre no Concert Hall, no Hong Kong City Hall, na quinta-feira, será conduzido por Martina Batič, maestrina principal do coro. O HKAF organizou com a Diocese de Macau uma visita cultural de um dia do coro a esta cidade na próxima sexta-feira para “aprofundar a cultura sino-portuguesa, a gastronomia e o desenvolvimento da música religiosa”. Está agendada para o fim da tarde uma actuação breve de música sacra portuguesa na Igreja do Seminário de São José, em Macau.
Hoje Macau China / Ásia Manchete“Duas Sessões” | Pequim prepara-se para divulgar novo plano quinquenal As chamadas “Duas Sessões” arrancam esta semana em Pequim. Em causa, num encontro que reúne cerca de 3.000 delegados de todo o país na capital chinesa, estarão as orientações das políticas económica, social, diplomática e militar para os próximos cinco anos A China inicia esta semana as chamadas “Duas Sessões”, principal evento político anual do país, com destaque para a apresentação do 15.º Plano Quinquenal (2026-2030). Milhares de delegados de todo o país reúnem-se no Grande Palácio do Povo, em Pequim, junto à praça Tiananmen, para aprovar legislação e formalizar decisões previamente definidas pelo Partido Comunista Chinês (PCC), que governa o país. O encontro, permitirá divulgar o novo plano quinquenal, documento orientador das políticas económica, social, diplomática, política e militar para os próximos cinco anos. O plano deve apresentar respostas estruturais a vários desafios, desde a fraca procura interna e a crise no sector imobiliário até às restrições ao acesso a tecnologias avançadas impostas pelos Estados Unidos e às disputas comerciais com Washington e a União Europeia. A sessão plenária da Assembleia Popular Nacional (APN), o órgão máximo legislativo da China, começa quinta-feira e prolonga-se por cerca de uma semana. Paralelamente, reúne-se, a partir de quarta-feira, a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), um órgão consultivo que integra representantes de vários sectores da sociedade. O primeiro-ministro Li Qiang deverá anunciar na quinta-feira a meta oficial de crescimento económico para 2026. Em 2025, a economia chinesa cresceu 5 por cento, em linha com o objectivo governamental, mas dos ritmos mais baixos das últimas décadas. Analistas antecipam que a meta para este ano possa situar-se entre 4,5 por cento e 5 por cento. Nos últimos anos, Pequim tem defendido uma reorientação do modelo económico para uma maior dependência do consumo interno, reduzindo a aposta tradicional nas exportações e no investimento público. Contudo, a incerteza no mercado imobiliário e o desemprego jovem continuam a incentivar a poupança das famílias. Especialistas consideram que o novo plano deverá reforçar a aposta nas altas tecnologias, na transição ecológica e na segurança das cadeias de abastecimento. Steve Tsang, director do instituto SOAS China da Universidade de Londres, afirmou que a linha principal deverá aprofundar a orientação já definida pelo Presidente chinês, Xi Jinping, sem mudanças estruturais significativas no modelo político ou económico. Sarah Tan, economista da Moody’s Analytics, considerou que a estratégia sinaliza uma transição de um modelo assente no endividamento para outro centrado na inovação, mas alerta que uma recuperação sustentável exigirá maior protecção social, aumento de rendimentos e resolução da crise imobiliária. Outros desafios A China enfrenta igualmente um desafio demográfico, com a população a diminuir pelo terceiro ano consecutivo. O Governo tem anunciado medidas de apoio à natalidade, incluindo subsídios e expansão de serviços de creche, mas o impacto tem sido limitado. O orçamento da Defesa deverá também ser revelado durante as sessões, num momento em que o Governo conduz uma ampla campanha anticorrupção no seio das Forças Armadas. As “Duas Sessões” são vistas como um momento-chave para sinalizar as prioridades estratégicas de Pequim ao país e à comunidade internacional.
Hoje Macau China / ÁsiaPetrolíferas chinesas disparam em bolsa com ataques no Médio Oriente As três principais petrolíferas estatais chinesas fecharam ontem com ganhos de 10 por cento na Bolsa de Xangai, o limite diário de valorização, impulsionadas pela subida do crude após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão. Segundo o portal especializado Gelonghui, é a primeira vez que a PetroChina, a Sinopec e a Cnooc registam a valorização máxima permitida numa mesma sessão no mercado de Xangai. Uma oscilação no valor das acções de 10 por cento leva automaticamente à suspensão das negociações. A PetroChina atingiu máximos desde 2015 e a Sinopec desde 2018, enquanto a Cnooc alcançou um recorde de capitalização bolsista neste mercado, onde se estreou em 2022. Em Hong Kong, onde as três empresas também estão cotadas, os ganhos eram, minutos antes do fecho, de 4,09 por cento para a PetroChina, 2,57 por cento para a Sinopec e 6,16 por cento para a Cnooc. Segundo o mesmo meio, cerca de uma dezena de outras empresas do sector energético registaram igualmente a valorização máxima permitida na China continental. Entre elas, a Tong Petrotech, que presta serviços de perfuração, subia quase 20 por cento, limite aplicável a algumas empresas na Bolsa de Shenzhen. A conjuntura beneficiou também empresas ligadas ao ouro e à prata, considerados activos de refúgio em períodos de incerteza. A Hunan Gold, em Shenzhen, e a Chifeng Gold, em Xangai, avançaram 10 por cento. A sessão foi igualmente positiva para os sectores da defesa, aeroespacial e transporte marítimo, enquanto as companhias aéreas recuaram, pressionadas pela subida do preço do petróleo e pelos encerramentos de espaços aéreos no Médio Oriente. O preço do barril de Brent subia cerca de 8 por cento ontem de manhã para 78,22 dólares, após o ataque ao Irão, um dos principais produtores da OPEP+ e país que controla o estreito de Ormuz, por onde passa quase 20 por cento do comércio mundial de crude. Sob controlo O Irão representa cerca de 11 por cento das importações chinesas de petróleo, sendo a China o maior comprador mundial, mas aproximadamente 45 por cento do crude adquirido por Pequim provém de outros países do Golfo, como a Arábia Saudita, o Iraque e o Kuwait. Apesar disso, especialistas citados pela imprensa local consideram que o impacto da suspensão do trânsito em Ormuz anunciada por grandes companhias marítimas seria “geralmente controlável”. Já Alicia García Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico do Natixis, defendeu que a crise iraniana representa para a China um “risco maior” do que o caso da Venezuela. Segundo a analista, o Irão tem fornecido à China petróleo com desconto, frequentemente contornando as sanções norte-americanas através do ‘comércio triangular’ – através de terceiros países –, com transações liquidadas maioritariamente na moeda chinesa, o yuan. “Este acordo manteve a economia iraniana à tona face ao isolamento ocidental, ao mesmo tempo que fornece a Pequim combustível barato”, afirmou.
Hoje Macau China / ÁsiaAmbiente | Energia solar impulsiona ligeira descida das emissões em 2025 As emissões de carbono da China nos sectores da energia e da indústria recuaram 0,3 por cento em 2025, apesar do aumento do consumo total de energia, impulsionadas pela forte expansão da produção solar, segundo dados oficiais. As estatísticas, divulgadas pelo Gabinete Nacional de Estatísticas, indicam uma queda de 0,3 por cento nas emissões desses sectores no ano passado, num contexto em que o consumo total de energia cresceu 3,5 por cento. A produção de energia limpa representou 40 por cento do total da geração eléctrica em 2025, face a 37 por cento no ano anterior, com destaque para a energia solar, que ultrapassou a eólica. Registaram-se ainda aumentos mais modestos na produção hidroeléctrica e nuclear. Apesar da descida das emissões associadas à energia e à indústria, a China – o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa – continua fortemente dependente do carvão. O consumo total deste combustível aumentou 0,1 por cento em 2025, embora a sua quota no cabaz energético tenha recuado ligeiramente. A China comprometeu-se a atingir o pico das emissões antes de 2030 e a alcançar a neutralidade carbónica até 2060.
Hoje Macau SociedadeSarampo | Serviços de Saúde alertam para surtos no Japão Os Serviços de Saúde (SS) emitiram um comunicado a alertar para os casos de sarampo com grande destaque para as ocorrências recentes no Japão, pedindo à população que se vacine. O comunicado foi divulgado ontem em português, depois de ter sido divulgado em chinês na sexta-feira. “Os Serviços de Saúde continuam a acompanhar de perto a situação epidemiológica do sarampo em todo o mundo. Em tempos recentes, observou-se um aumento substancial de casos de sarampo em diversas regiões do Japão, tendo-se verificado uma propagação contínua da doença na Indonésia e nas Filipinas, entre outros países, bem como na Europa e nos Estados Unidos da América”, foi comunicado. “Os Serviços de Saúde apelam oas residentes que viajem para fora para assegurarem que a vacinação contra o sarampo está concluída e, para os indivíduos que ainda não possuem imunidade, que a completem com uma antecedência mínima de duas semanas”, foi acrescentado. Os SS citam os “dados mais recentes dos departamentos no âmbito de saúde do Japão” para indicar que até 18 de Fevereiro foram registados “43 casos de sarampo, número que já ultrapassou o registado no período homólogo do ano passado”. “Destes casos, destacam-se os registados nas prefeituras de Tóquio, Osaka, Chiba e Niigata”, foi indicado.
Hoje Macau SociedadeRetalho | 2025 terminou com menos receitas e vendas O ano de 2025 fechou para os estabelecimentos do comércio a retalho com uma redução anual de 3,2 por cento em termos do volume de negócios, cifrando-se em 69,58 mil milhões de patacas. Os dados foram divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), através de um comunicado. “Em comparação com 2024, o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho desceu 3,2 por cento em 2025, observando-se que o de artigos de couro e o de mercadorias de armazéns e quinquilharias desceram 11,0 por cento e 5,6 por cento”, foi indicado. No polo oposto, as autoridades indicaram que o “volume de negócios de artigos de comunicação” registou um aumento de 11,4 por cento. A redução das receitas teve por base uma menor venda de produtos. O ano passado fechou assim com uma diminuição anual de 5,9 por cento, em termos do volume de vendas. “Destaca-se que o índice médio do volume de vendas de relógios e joalharia (menos 15,2 por cento), o de automóveis (menos 9,5 por cento) e o de artigos de couro (menos 8,4 por cento) tiveram os maiores decréscimos, enquanto o de artigos de comunicação (mais 10,8 por cento) aumentou”, foi explicado.
Hoje Macau SociedadeAnalistas esperam aumento anual de 10% nas receitas do jogo Os analistas dos bancos de investimento Deutsche Bank e JP Morgan Securities (Asia Pacific) esperam um aumento anual das receitas do jogo acima de 10 por cento no primeiro trimestre do ano. As estimativas constam nos relatórios sobre Fevereiro, são citadas pelo portal GGRAsia, e surgem depois da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) ter revelado que as receitas do jogo cresceram anualmente 4,5 por cento no segundo mês do ano, para 20,63 mil milhões de patacas. Segundo o relatório mais recente da JP Morgan, as receitas do jogo “surpreenderam pela positiva”, depois de um “início mais lento” do que o esperado “nos primeiros dias Ano Novo Lunar”. “A taxa diária de receitas melhorou para cerca de mil milhões de patacas por dia na última semana de Fevereiro, contra 785 milhões de patacas durante a semana do Ano Novo Lunar, impulsionada pela forte procura de última hora dos jogadores de premium”, foi explicado. A crescer Tendo em conta o montante dos primeiros dois meses, os analistas DS Kim, Selina Li e Lindsey Qian acreditam que as receitas deverão apresentar um aumento anual de 13 por cento, para o período entre Janeiro e Março. Por sua vez, o analista do Deutsche Bank, Steven Pizzella, espera um crescimento das receitas brutas de jogo de 11,7 por cento no primeiro trimestre, que deverá rondar os 65,32 mil milhões de patacas. Apesar do crescimento, Pizzella apontou que os valores actuais da indústria ainda estão longe do que acontecia em 2019, antes da pandemia da covid-19. Citando os dados da DICJ, o analista apontou que as receitas mais recentes estão 18,7 por cento aquém face ao que acontecia nesse ano. Pizzella indicou também que a tendência de as receitas ficarem abaixo dos valores de 2019 se tem mantido, dado que o mesmo aconteceu em Janeiro (menos 9,3 por cento face a 2019), Dezembro do ano passado (menos 8,5 por cento) e Novembro do ano passado (menos 7,8 por cento).
Hoje Macau Manchete SociedadeDSF | Despesas públicas sobem 4,4% após reforço de apoios As despesas públicas aumentaram 4,4 por cento em 2025, devido ao reforço dos apoios sociais, mas a RAEM terminou o ano com um excedente de cerca de 19 mil milhões de patacas. As receitas correntes também subiram 4,7 por cento, para cerca de 114,6 mil milhões de patacas De acordo com dados publicados ‘online’ ontem pela Direcção dos Serviços de Finanças (DSF), Macau gastou até ao final de Dezembro 98,4 mil milhões de patacas, ainda assim menos 11,8 por cento do que o previsto. A principal razão para a subida em comparação com 2024 foram os gastos em apoios e subsídios sociais, que cresceram 6 por cento, para 55,3 mil milhões de patacas. No início de Julho, a Assembleia Legislativa aprovou uma proposta do Governo para aumentar em 2,86 mil milhões de patacas nas despesas previstas no orçamento, para reforçar os apoios sociais. A revisão inclui a criação de um subsídio, no valor total de 54 mil patacas, para crianças até aos três anos, numa tentativa de elevar a mais baixa natalidade do mundo. As despesas com os funcionários públicos também subiram 1,6 por cento, para 16,5 mil milhões de patacas, apesar dos trabalhadores da função pública não terem tido qualquer aumento salarial em 2025. No final de Novembro, o Governo anunciou que também não irá rever os salários dos funcionários públicos em 2026, decisão justificada com a prudência e com a baixa inflação. De acordo com dados oficiais, no final de 2025 a função pública da região tinha 33.856 trabalhadores, menos 325 do que em 2024. As estatísticas não revelam quantos têm nacionalidade portuguesa, mencionando apenas que 226 nasceram em Portugal. O outro lado O aumento da despesa foi equilibrado pela receita corrente de Macau, que subiu 4,7 por cento em 2025, para 114,6 mil milhões de patacas, mais 6,2 por cento do que o previsto pelo Governo. A principal razão para o aumento foi um acréscimo de 7,6 por cento, para 94,9 mil milhões de patacas, nas receitas dos impostos sobre o jogo – que representam 82,7 por cento do total. As seis operadoras de jogo da cidade pagam um imposto directo de 35 por cento sobre as receitas do jogo, 2,4 por cento destinado ao Fundo de Segurança Social e ao desenvolvimento urbano e turístico, e 1,6 por cento entregue à Fundação Macau para fins culturais, educacionais, científicos, académicos e filantrópicos. O território terminou 2025 com um excedente nas contas públicas de 19,9 mil milhões de patacas, mais 26,1 por cento do que no ano anterior. A previsão inicial do Governo para todo o ano de 2025 apontava para um excedente de 6,83 mil milhões de patacas. Mas o orçamento revisto, aprovado pela Assembleia Legislativa no início de Julho previa um excedente de apenas 191,1 milhões de patacas.
Hoje Macau SociedadeTrabalho | Número de desempregados com ligeiro aumento Entre Novembro de 2025 e Janeiro de 2026 a taxa de desemprego dos residentes fixou-se em 2,2 por cento, pelo que representou um aumento anual de 0,1 pontos percentuais, de acordo com os números da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No período de Novembro de 2024 a Janeiro de 2025, a taxa de desemprego dos residentes foi de 2,1 por cento. Também a taxa de desemprego global está mais elevada agora do que há um ano. Segundo os dados mais recentes, a taxa foi de 1,7 por cento, quando no período homólogo tinha sido de 1,6 por cento. Em termos do desemprego entre residentes, os dados de ontem mostram que havia cerca de 6.500 desempregados, entre os quais 9,2 por cento procurava o primeiro emprego. “A maioria dos que estavam à procura de novo emprego trabalhava anteriormente no ramo de actividade económica do comércio a retalho e no ramo das actividades imobiliárias e serviços prestados às empresas”, foi revelado. O número é mais elevado do que acontecia no período entre Novembro de 2024 e Janeiro de 2025, quando havia 6.200 residentes desempregados, dos quais 10,8 por cento procurava o primeiro emprego Também os números do subemprego pioraram. Entre Novembro de 2025 e Janeiro de 2026 foram registadas 6.400 subempregados, enquanto entre Novembro de 2024 e Janeiro de 2025 o número era de 5.000 subempregados.
Hoje Macau Manchete PolíticaSegurança Nacional | Funcionários públicos despedidos podem recorrer Um funcionário público que seja demitido por representar um risco para a segurança nacional poderá recorrer para os tribunais. A Comissão de Defesa da Segurança do Estado terá um mecanismo interno de controlo e gestão das despesas, que serão reportadas à Assembleia Legislativa Um funcionário público que seja despedido após ser considerado pela Comissão de Defesa da Segurança do Estado (CDSE) um risco para a segurança nacional da China poderá recorrer, afirmou ontem um assessor jurídico da Assembleia Legislativa (AL). Leong Sun Iok, o deputado que preside à comissão da AL que está a analisar a proposta de lei sobre o regime da CDSE, recordou que não há qualquer recurso possível para as decisões e pareceres deste órgão. No entanto, o deputado acrescentou que, numa reunião realizada ontem, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, concordou em alterar a proposta, aprovada na generalidade por unanimidade em 10 de Fevereiro. “Se as decisões tomadas por outras entidades com base no parecer da [CDSE] são ou não impugnáveis ou recorríveis, depende das disposições concretas de cada lei em causa”, explicou Leong, incluindo o Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública. Questionado pela Lusa sobre se um funcionário punido disciplinarmente ou despedido pelo serviço público a que pertence, após ser alvo de um parecer negativo da CDSE, poderia ou não recorrer, o deputado não respondeu. Mas Vu Ka Vai, um assessor jurídico da AL, confirmou à Lusa que o estatuto permite aos trabalhadores da função pública apresentar recurso de decisões disciplinares, incluindo junto dos tribunais. O assessor acrescentou que, na prática, será a CDSE a ter a palavra final sobre se os julgamentos ligados à segurança nacional serão ou não realizados à porta fechada. Questão de autocontrolo Foi também revelado que será criado um mecanismo interno de controlo e gestão das despesas da CDSE, contas que vão constar de um relatório anual submetido à AL. Cumprindo o estipulado no diploma que foi aprovado por unanimidade, no passado dia 12 de Fevereiro, Leong Sun Iok, indicou que as verbas que vão suportar as despesas da Comissão de Defesa da Segurança do Estado serão retiradas da receita ordinária da RAEM. Em relação ao relatório de despesas que será entregue aos deputados, caberá ao órgão legislativo decidir a extensão das informações que serão disponibilizadas ao público. Leong Sun Iok acrescentou que os representantes do Governo não avançaram uma estimativa para as despesas de funcionamento da CDSE e que as principais preocupações dos deputados se prenderam com o grau de transparência e a informação que será pública. João Luz / Lusa
Hoje Macau China / ÁsiaRússia, China e Irão pedem diálogo entre Afeganistão e Paquistão Os governos da Rússia, China e Irão pediram sexta-feira ao Afeganistão e ao Paquistão que dialoguem para conseguir paz, após o início de um novo conflito bilateral. O apelo dos três países surge depois de o Governo paquistanês ter declarado “guerra aberta” contra os talibãs, após uma onda de ataques das forças afegãs na quinta-feira, que levou Islamabad a lançar ataques aéreos contra a capital, Cabul, e outras cidades afegãs como Kandahar. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Sakharova, manifestou, num comunicado, a sua “preocupação” com a “escalada dramática dos confrontos armados” entre os dois países, que “envolvem unidades do exército regular, capacidades aéreas e armamento pesado”, provocando “baixas de ambos os lados, incluindo civis”. “Apelamos ao Afeganistão e ao Paquistão, ambos nossos aliados, a abandonarem este confronto perigoso e a regressarem à mesa das negociações para resolver todas as diferenças por meios políticos e militares”, declarou Sakharova. A Rússia é o único país do mundo que reconheceu oficialmente o Governo talibã. Deixou de considerar o Estado Islâmico um grupo terrorista em Abril de 2025 e recebe frequentemente delegações do Afeganistão. Já a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning, enfatizou que Pequim “está a acompanhar de perto a situação”, durante uma conferência de imprensa. “O Paquistão e o Afeganistão são vizinhos próximos e ambos são vizinhos da China. Como vizinha e amiga, a China está profundamente preocupada com a escalada do conflito e profundamente entristecida pelas vítimas que este causou”, observou Mao Ning. A porta-voz chinesa sublinhou que o seu país “apoia a luta contra todas as formas de terrorismo” e pediu que os dois lados “mantenham a calma e a moderação, resolvam adequadamente as suas diferenças e disputas através do diálogo e das consultas, alcançando um cessar-fogo o mais rapidamente possível para evitar mais sofrimento”. O diálogo “está em consonância com os interesses fundamentais de ambos os países e dos seus povos e ajudará a manter a paz e a estabilidade na região”, referiu a responsável chinesa. “A China tem estado a mediar [o conflito] entre o Paquistão e o Afeganistão através dos seus canais e está preparada para continuar a desempenhar um papel construtivo na redução das tensões e na melhoria das relações entre os dois países”, argumentou Mao, observando que Pequim “prestará assistência aos seus cidadãos, se necessário”, sem comentar, para já, a possibilidade de iniciar um processo de retirada. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, declarou nas redes sociais, ainda antes de ver o seu país atacado por americanos e israelitas, que “no mês sagrado do Ramadão, mês de moderação e fortalecimento da solidariedade no mundo islâmico, é apropriado que o Afeganistão e o Paquistão resolvam as suas diferenças no âmbito da boa vizinhança e através do diálogo”. “A República Islâmica do Irão está pronta para prestar toda a assistência necessária para facilitar o diálogo e reforçar o entendimento e a cooperação entre os dois países”, acrescentou o ministro iraniano. Mortes anunciadas O ministro da Informação do Paquistão, Ataullah Tarar, declarou sexta-feira que os ataques paquistaneses, parte da Operação “Ira da Verdade”, mataram mais de 130 alegados combatentes talibãs, antes de sublinhar que “estima-se que haja muitas mais vítimas em ataques contra alvos militares em Cabul, Paktia e Kandahar”. O porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, confirmou os bombardeamentos, embora tenha negado qualquer número de vítimas, depois de as autoridades afegãs terem afirmado que a sua onda de ataques na quinta-feira resultou na morte de mais de 50 soldados paquistaneses ao longo da Linha Durand — a fronteira de 2.640 quilómetros entre os dois países. As hostilidades eclodiram dias depois de as autoridades afegãs terem denunciado os ataques aéreos paquistaneses perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, afirmando que os ataques mataram mais de uma dezena de civis. Islamabad argumentou que os ataques aéreos visavam “campos terroristas e esconderijos” do Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP), conhecido como talibã paquistanês, e do grupo Estado Islâmico (EI), em resposta aos recentes ataques suicidas em solo paquistanês.
Hoje Macau EventosLíngua | Crioulos de base portuguesa na Ásia resistem como “símbolos de identidade” Hugo Cardoso, docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, chama a atenção para a importância da preservação dos crioulos de língua portuguesa na Ásia como “símbolos de identidade” das povoações. Falamos, por exemplo, dos modos de falar associados à presença do Cristianismo, como é o caso do “papiá kristáng”, em Singapura Do ressurgimento em Singapura, ao isolamento na Índia, os crioulos de base portuguesa na Ásia sobrevivem hoje como uma língua simbólica das comunidades luso-asiáticas que recusam esquecer a sua identidade linguística, defendeu o linguista Hugo Cardoso. Em entrevista à Lusa, o professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa explicou que, ao contrário do que aconteceu em África, os crioulos no continente asiático nunca “se chegaram a impor como língua de grande difusão”, enfrentando uma constante competição de línguas locais estabelecidas, como o malaio e o gujarati, e, durante o período colonial, competiam com o português. “As línguas locais são línguas que estavam estabelecidíssimas muito antes sequer destas línguas crioulas se formarem. E, portanto, o crioulo nunca chegou a tomar o seu lugar”, sublinhou, acrescentando que as línguas ficaram circunscritas até e durante o período colonial e pós-colonial. Em Singapura, o ‘papiá kristáng’ (língua cristã ou língua dos cristãos), que tem base lexical portuguesa, está a ser alvo de um processo de revitalização através do projecto ‘Kodrah Kristang’ (Acordar o Cristão), co-fundado pelo linguista Kevin Martens Wong. Sobre esta língua neste local do mapa, Hugo Cardoso explicou que, no século XIX, “houve uma transferência de pessoas malacas [habitantes da cidade de Malaca, na Malásia] para Singapura, para trabalharem nas estruturas coloniais britânicas”, levando, assim, o ‘papiá kristáng’ para este país asiático, acabando depois por desaparecer da “comunidade luso-asiática de Singapura, mas nos últimos anos tem estado a ser reavivada, revitalizada”. Segundo o especialista, a língua já não é vista como materna ou do dia a dia, mas sim como uma “língua simbólica da comunidade luso-asiática de Singapura”, sendo que o mesmo fenómeno de afirmação ocorre em Macau. “A comunidade macaense, ao longo dos tempos, foi-se apercebendo de que o crioulo [patuá] era um activo importante da sua identidade e da sua especificidade por oposição à população portuguesa e chinesa, e a todos os outros grupos”, referiu, acrescentando que, nos dias de hoje, o patuá serve para constituir laços de solidariedade e “projectar essa identidade própria que não é portuguesa, não é chinesa, é muitas coisas misturadas”. Esta resistência em Macau manifesta-se em peças de teatro anuais [com os Doci Papiaçam di Macau], projectos editoriais e aulas para aprender os “rudimentos” da língua. Os casos da Índia No oeste da Índia, em Diu e Damão, também se fala crioulos de base portuguesa, variedades linguísticas urbanas, e o cenário é de fragilidade devido à migração das comunidades, especificamente católicas e hindu-portuguesas, para Portugal ou para o Reino Unido, levando, assim, a um declínio do número de falantes. Hugo Cardoso destacou ainda a existência de um território pouco estudado, o Dadrá e Nagar Aveli, no oeste da Índia e que foi administrado por Portugal, onde também se fala um crioulo que é “muito parecido com o crioulo de Damão”, algo que “nunca tinha sido recolhido” e que é quase ou nada estudado. Mais a sul de Bombaim, na Índia, em Korlai, a língua sobreviveu graças ao isolamento geográfico após a queda da antiga cidade de Xaú no século XVIII. “Esta é uma situação um bocadinho diferente de Diu e Damão, porque o crioulo ainda é falado aí, também está num processo de declínio, mas ainda é falado. E é falado, essencialmente, porque aquela comunidade esteve durante muito tempo praticamente isolada”, referiu. O linguista também trabalha com uma das maiores línguas de base lexical portuguesa na região asiática, que se situa no Sri Lanka. “O crioulo do Sri Lanka é falado por uma comunidade luso-asiática, que ali é conhecida pelo nome de ‘Burger’, em holandês significa cidadão, e eles são conhecidos como os ‘Burgers’ portugueses, e é falado por várias centenas de pessoas, sobretudo na costa oriental do Sri Lanka”, referiu. Até ao século XIX, o crioulo do Sri Lanka era falado em toda a ilha, sendo “uma língua com uma difusão tão grande” que “começaram a ser produzidas obras sobre essa língua como, por exemplo, gramáticas, dicionários, traduções de textos bíblicos ou de textos litúrgicos, que estavam disponíveis na igreja”. Apesar da riqueza histórica, o professor alertou para a falta de salvaguarda jurídica, lamentando que nos casos asiáticos as “línguas não têm um estatuto de proteção nos Estados onde são faladas” e notando que a valorização pública é apenas pontual. Para Hugo Cardoso, a sobrevivência destes falares deve-se à memória colectiva das comunidades, que “entendem ter algum tipo de ligação ancestral a Portugal” e que utilizam a língua para preservar uma identidade luso-asiática única no mundo.
Hoje Macau China / ÁsiaUcrânia | China vê esperança nas negociações sobre apesar de divergências A China afirmou sexta-feira que existe esperança nas negociações sobre a guerra na Ucrânia, apesar das divergências entre as partes, e indicou que os contactos em curso começaram a centrar-se em “questões substantivas” do conflito. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning declarou que “a via para a paz não será alcançada da noite para o dia, mas enquanto houver diálogo, há esperança”, ao comentar as recentes rondas de conversações entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia e outra prevista para o início deste mês. Segundo Mao, embora persistam diferenças, as partes “estão empenhadas no diálogo” e começaram a focar-se em matérias de fundo relacionadas com a crise. A responsável acrescentou que, durante o encontro desta semana entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, o líder chinês reiterou a “posição de princípio” de Pequim, baseada na procura de uma solução por via do diálogo e da negociação. Mao defendeu a necessidade de assegurar a “participação equitativa de todas as partes”, atender às suas “preocupações legítimas” e promover uma “segurança comum” como base para um quadro de paz duradouro. A porta-voz reiterou que a China continuará a desempenhar “um papel construtivo à sua maneira” no apoio aos esforços de paz. As declarações coincidem com o quarto aniversário do início da invasão russa da Ucrânia e surgem após acusações dos Estados Unidos nas Nações Unidas de que Pequim estaria a “facilitar” a máquina de guerra russa, alegações rejeitadas pelas autoridades chinesas. Na véspera da visita de Merz, a diplomacia chinesa sublinhou ainda que a crise na Ucrânia “não é nem deve tornar-se um assunto entre a China e a Europa” e reiterou que Pequim mantém uma “posição objectiva e imparcial”, não sendo parte no conflito.
Hoje Macau China / ÁsiaMar do Sul | Autoridades expulsam navios filipinos das águas de Huangyan Dao A Guarda Costeira da China (GCC) expulsou na sexta-feira navios filipinos que invadiram ilegalmente as águas territoriais da China nas proximidades de Huangyan Dao, no Mar do Sul da China, indica a Xinhua. Um grande número de navios filipinos entrou ilegalmente nas águas próximas a Huangyan Dao em 27 de Fevereiro. Ignorando riscos de colisão, cortaram repentinamente a rota de navegação à frente dos navios de patrulha da GCC, um acto deliberado de provocação, acrescenta a agência estatal chinesa. Os navios da GCC permaneceram consistentemente e contidos durante todo o incidente e, de acordo com a lei, emitiram avisos verbais e controlaram as rotas de navegação, antes de expulsar com sucesso os navios filipinos invasores, de acordo com a GCC. Os actos perigosos dos navios filipinos não só constituíram uma grave provocação contra as operações de protecção dos direitos e aplicação da lei da GCC, como também reflectiram irresponsabilidade em relação à segurança pessoal dos tripulantes filipinos, afirmou a GCC. A China tem cumprido consistentemente as suas responsabilidades de resgate marítimo, mas nunca permitirá que qualquer país infrinja a sua soberania sob qualquer pretexto, acrescentou.