Hoje Macau EventosFRC | História da Diocese de Macau contada por Beatriz Basto da Silva A antiga docente em Macau e investigadora Beatriz Basto da Silva protagoniza hoje, por videoconferência, uma palestra na Fundação Rui Cunha centrada na história da Diocese de Macau, que está a celebrar 450 anos de existência. “A Diocese de Macau – Scientia et Virtus” é o nome da sessão, integrada no ciclo “Serões com História” A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje, a partir das 18h30, uma sessão dedicada à história da Diocese de Macau que conta com a presença online de Beatriz Basto da Silva, ex-residente no território, docente e investigadora na área da história de Macau. A sessão, integrada no ciclo “Serões com História”, que acontece desde 2024, intitula-se “A Diocese de Macau – Scientia et Virtus: Corolário de um impulso com História” e é co-organizada pela Associação dos Antigos Alunos da Escola Comercial Pedro Nolasco (AAAEC). A moderação está a cargo de José Basto da Silva, presidente desta entidade. Segundo uma nota da FRC, Beatriz Basto da Silva irá falar sobre a criação da Diocese de Macau, há 450 anos, pela mão do Papa Gregório XIII, o 226.º sumo pontífice da Igreja Católica. “A legitimação outorgada pela Bula de Gregório XIII, em 1576, consagra em seus termos a criação da Diocese em Macau. Ao novo Bispo é conferida a necessária jurisdição para actuar no Extremo-Oriente”, refere Beatriz Basto da Silva, citada pela mesma nota. Segundo esta, a decisão “teve as raízes nas bulas papais do Século XV, conducentes ao documento ‘Inter Cætere’ do Papa Calisto III (1456)”, tendo sido criado depois o chamado “Padroado Português”, que foi responsável pela “propagação da Fé Cristã”. Um papel importante Nascia, assim, a 23 de Janeiro de 1576, a Diocese de Macau, “inicialmente com jurisdição eclesiástica sobre a China, o Japão e as ilhas adjacentes”, tendo a sua criação confirmado, à época, “o papel que a então colónia portuguesa de Macau desempenhava, como centro de formação e de partida de missionários católicos, nomeadamente jesuítas, para os diferentes países da Ásia”, explica a mesma nota. Para a docente e investigadora, “não consideramos que tal instrumento apostólico seja, na conjuntura, um ponto de chegada, nem se revelará só um ponto de partida”, mas será “talvez que, à luz dessa nova energia, eclode em Macau um fecundo viveiro de rápido crescimento”. Beatriz Amélia Alves de Sousa Oliveira Basto da Silva nasceu na Anadia, Portugal, em 1944, e licenciou-se em História pela Universidade de Coimbra. Chegou em 1970 a Macau, onde foi professora de História no ensino secundário e também professora da cadeira de História de Macau no Centro de Formação de Magistrados. Desempenhou outros cargos de relevo locais, tais como os de Directora da Escola do Magistério Primário e Directora do Arquivo Histórico de Macau, desde a sua criação, em 1979, até 1984. Foi deputada nomeada da V Legislatura da Assembleia Legislativa de Macau, de 1992 a 1996, e integrou o Conselho de Gestão da Fundação Macau, quando se reformou da Função Pública. Pertenceu ainda diversas associações, nomeadamente a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), a Santa Casa da Misericórdia e a Asianostra/Estudo de Culturas. Além disso, é Membro Académico Correspondente da Sociedade Portuguesa de História, Membro do Conselho Internacional de Arquivos e sócia efectiva da Sociedade de Geografia de Lisboa. Tem várias obras publicadas e conferências proferidas, nomeadamente um livro dedicado ao comércio dos cules em Macau, intitulado “Emigração de cules: Dossier Macau 1851-1894”, além de ter vasta colaboração dispersa por revistas culturais de Macau e de Portugal. A investigadora regeu ainda cursos na área da sua especialidade, tendo feito parte de diversas Comissões, criadas pelo Governo e pela Diocese de Macau.
Hoje Macau SociedadeProstituição | 13 detidos em operação do CPSP O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) anunciou a detenção de 13 pessoas por suspeitas de prostituição e incompatibilidade com os vistos de entrada no território. Dos 13 detidos, 10 admitiram terem entrado como turistas e estarem a disponibilizar serviços de prostituição. Entre os detidos, o CPSP afirmou também que havia dois “homens que se vestiam como mulheres”, segundo o jornal Ou Mun. Uma vez que as pessoas exerceram actividades incompatíveis com os vistos de entrada, o caso foi encaminhado para o departamento de imigração. Além disso, durante a operação foi também verificado que algumas habitações estavam a ser utilizadas para fornecer alojamento ilegal. Os casos foi foram encaminhados para a Direcção de Serviços de Turismo (DST) e os espaços confirmados como alojamentos ilegais foram selados. O CPSP prometeu ainda mais campanhas contra a prostituição e pediu à população que denuncie casos suspeitos. Extorsão | Paga 7 mil patacas depois de se mostrar nu Um jovem foi extorquido em mais de 7 mil patacas, depois de ter mantido uma videochamada online sem roupas. O caso foi relatado ontem pela Polícia Judiciária (PJ), e citado pelo jornal Ou Mun. Segundo os pormenores apresentados, o jovem conheceu uma alegada mulher através de uma aplicação online. Os dois mantiveram-se em contacto até que ela o convidou para fazerem uma videochamada sem roupas. A chamada terá durado cerca de um minuto, e depois de terminada, a mulher enviou várias imagens do jovem nu, exigindo que que o jovem comprasse vários pontos num portal online. Se não comprasse, as imagens seriam divulgadas online. A compra dos pontos implicou um custo de cerca de 7.300 patacas. Feita a primeira compra, a alegada mulher exigiu mais dinheiro, o que levou o jovem a apresentar queixa à Polícia Judiciária. O caso está a ser investigado. Burla | Perde 13 mil yuan a tentar jogar online Um residente local foi burlado em mais de 13 mil renminbis, depois de ter tentado jogar num portal de jogo online. De acordo com o caso apresentado pela Polícia Judiciária (PJ), e relatado pelo canal chinês da Rádio Macau, o jovem viu um anúncio online numa rede social e tentou abrir uma conta para transferir 674 unidades de uma criptomoeda, equivalente a 4,583 yuan. Contudo, o portal indicou que o montante transferido tinha ficado bloqueado. O jovem queixou-se nas redes sociais onde viu o anúncio e foi contactado por um utilizador que afirmou estar ligado à plataforma. Esse utilizador afirmou que ia tenta resolver o problema e que se o residente de Macau transferisse mais 1.000 unidades da criptomoeda iria obter um bónus. O residente fez a transferência e mais uma vez o montante ficou bloqueado. Nessa altura, o jovem percebeu que tinha sido burlado e apresentou queixa. Às autoridades, a vítima admitiu ter por hábito jogar bacará online.
Hoje Macau SociedadeÓbito | Wu Zhiliang lamenta morte de Chan Kai Chon O presidente da Fundação Macau, Wu Zhiliang, lamentou a morte do ex-director do Museu de Arte de Macau, ex-vice-presidente do Instituto Cultural (IC) e pintor, Chan Kai Chon. A nota de pensar consta num artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun. Chan morreu com 60 anos, em Xangai, no dia 4 deste mês devido a doença, que não foi revelada. Wu Zhiliang recordou que conhecia Chan Kai Chon há mais de 30 anos e o falecido era uma pessoa talentosa e apaixonada. Wu Zhiliang elogiou Chan Kai Chon e indicou que na sua carreira profissional na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude e no IC sempre mostrou uma grande dedicação e sempre desenvolveu todos os esforços para levar a cabo um trabalho exemplar.
Hoje Macau PolíticaTabaco | Consulta pública com mais de 2.500 opiniões Terminou o processo de consulta pública relativo à alteração da Lei de Controlo do Tabagismo. Segundo uma nota dos Serviços de Saúde (SS), foram recolhidas mais de 2.500 opiniões que serão agora analisadas e incluídas no relatório final, que ficará depois disponível para consulta da população. A consulta decorreu entre os dias 8 de Março e 8 de Abril deste ano, tendo sido recolhidas 2.569 opiniões enviadas por meios electrónicos ou presenciais. Foram ainda realizadas três sessões de consulta que registaram 230 participantes. Segundo a nota dos SS, “os pontos principais da consulta pública abrangem o alargamento das áreas de proibição de fumar ao ar livre, a proibição do fabrico e da circulação de bolsas de nicotina, cigarros à base de plantas e cachimbos de água (incluindo tabaco/pasta de tabaco para cachimbo de água e narguilé)”, ou ainda “a proibição da posse de cigarros electrónicos em locais públicos”, entre outras alterações.
Hoje Macau Manchete PolíticaQuadros qualificados | Macau quer atrair mais talentos lusófonos A meta foi traçada por Kong Chi Meng, coordenador da Comissão de Desenvolvimento de Quadros Qualificados, que promete um esforço mais activo na captação de talentos da lusofonia O coordenador da Comissão de Desenvolvimento de Quadros Qualificados de Macau disse que a região chinesa quer promover o programa de “captação de talentos” nos países lusófonos, incluindo Portugal e Brasil. Kong Chi Meng prometeu “promover de forma proactiva a política de atracção de talentos no estrangeiro, incluindo nos países de língua portuguesa”, de acordo com a emissora pública TDM – Teledifusão de Macau. “Estamos também a trabalhar com o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento para promover de forma simultânea o investimento e a captação de talentos”, acrescentou Kong. O também director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude revelou que o programa já recebeu mais de duas mil candidaturas, com cerca de 900 já aprovadas. A terceira fase do programa, que começou em Dezembro e decorre durante um ano, atraiu quase 300 candidaturas, acrescentou Kong. O dirigente sublinhou que a terceira fase inclui novos critérios, incluindo uma maior valorização de quadros qualificados com diplomas de universidades de Portugal e do Brasil. Macau estabeleceu em Julho de 2023 um programa de captação de quadros qualificados do sector financeiro e das áreas de investigação e desenvolvimento científico e tecnológico, entre eles detentores do Prémio Nobel. O programa prevê, entre outras vantagens, benefícios fiscais. Caminho único Este programa tornou-se a única alternativa para os cidadãos portugueses obterem o bilhete de identidade de residente no território. Macau não aceita desde Agosto de 2023 novos pedidos de residência de portugueses para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território. As orientações eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999. Aos portugueses resta a emissão de um ‘blue card’, autorização limitada ao vínculo laboral, sem os benefícios dos residentes, nomeadamente ao nível da saúde ou da educação. Os censos de 2021 indicam mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau. A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong. 23 BIRs No ano passado, houve um total de 23 bilhetes de identidade de residente (BIR) atribuídos a cidadãos portugueses, mais dois do que no ano anterior, quando foram autorizados 21 bilhetes de identidade de residente. Os dados da Direcção dos Serviços de Identificação (DSI) foram divulgados ontem pelo jornal Ponto Final. Os números dos últimos dois anos foram os mais baixos desde 2000. Desde 2021, um dos anos da pandemia em que havia fortes restrições de entrada no território, que o número nunca ficou acima das 100 autorizações, como acontecia regularmente desde 2000.
Hoje Macau China / ÁsiaIgreja | Papa sem medo da Administração de Trump O Papa rejeitou ontem ter medo da Administração dos Estados Unidos e querer entrar em debate com o chefe de Estado norte-americano, após as críticas feitas por Trump a Leão XIV. “Não sou político, não tenho qualquer intenção de entrar em debate com ele. A mensagem é sempre a mesma: promover a paz”, argumentou o Papa em declarações aos jornalistas que o estão a acompanhar na sua visita a Argélia. Leão XIV chegou à Argélia ontem para uma visita histórica, a primeira de um Papa ao país, no início de uma viagem de onze dias por África, que foi perturbada antes de começar pelas duras críticas do Presidente norte-americano. Num contexto internacional de tensão provocada pela guerra no Médio Oriente, o Presidente norte-americano lançou fortes críticas contra o Papa, dizendo que “não era grande fã” dele. Leão XIV tinha proferido um discurso contra o conflito no Médio Oriente. Num gesto que poderia ser interpretado como um apoio ao Papa, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni — próxima de Trump — divulgou uma declaração na manhã de ontem a desejar ao Papa uma viagem proveitosa a quatro países africanos. Em Argel, o Papa foi recebido com honras debaixo de chuva pelo Presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune. Uma salva de tiros foi disparada quando desembarcou do avião papal. Esta viagem à Argélia “é muito especial”, disse Leão XIV ao chegar à terra natal de Santo Agostinho, cujo pensamento perpassa o seu pontificado. Este grande pensador cristão do século IV é “uma ponte muito importante no diálogo inter-religioso”, e “esta viagem representa uma oportunidade muito preciosa para continuar a promover a paz e a reconciliação com respeito e consideração por todos os povos”, acrescentou. Viver em paz A coexistência pacífica estará no centro da mensagem do Papa neste país de 47 milhões de habitantes, onde o Islão sunita é a religião oficial. Na primeira paragem da sua visita de dois dias, o Papa Leão XIV prestará homenagem no Monumento aos Mártires às vítimas da Guerra da Independência contra a França (1954-62), um gesto de reconhecimento da história dolorosa da nação. Será depois recebido pelo Presidente Tebboune e fará o seu primeiro discurso às autoridades e ao corpo diplomático. À tarde, visitará a Grande Mesquita, um complexo monumental com o minarete mais alto do mundo (267 m), antes de seguir para a Basílica de Nossa Senhora de África, uma emblemática igreja cristã com vista para a Baía de Argel. Durante uma celebração inter-religiosa que vai reunir cristãos e muçulmanos, o líder dos 1,4 mil milhões de católicos vai apelar à fraternidade num país onde os católicos representam menos de 0,01% da população. Esta viagem marca o início da primeira grande viagem internacional do Papa, de 70 anos, que o levará aos Camarões, Angola e Guiné Equatorial [de 13 a 23 de Abril], uma maratona de 18.000 quilómetros com uma agenda bastante preenchida. Numa peregrinação mais pessoal, o Papa viajará na terça-feira para Annaba (leste), perto da fronteira com a Tunísia, a antiga Hipona Régia, cujo bispo foi Santo Agostinho (354-430).
Hoje Macau Manchete SociedadeMacau | Feira de Turismo fecha com 60 acordos assinados A Expo Internacional de Turismo de Macau encerrou após três dias de actividades, marcados pela assinatura de cerca de 60 protocolos de cooperação e pela estreia de pavilhões dedicados à tecnologia turística e à economia de baixa altitude. A 14.ª edição do evento teve lugar de 10 a 12 de Abril no hotel-casino Venetian Macau e contou com mais de 700 expositores dos mercados nacional e internacional, e nove de países de língua portuguesa. Segundo a organização, perto de 120 instituições e associações ligadas à cultura e ao turismo participaram na cerimónia de assinatura realizada no sábado, abrangendo áreas como a expansão global do turismo, a indústria digital e inteligente, a integração da medicina com o turismo e a iniciativa Nova Rota da Seda. Um dos destaques da expo foi o “Pavilhão da Tecnologia Turística”, que reuniu empresas como a AutoNavi, a iFlytek e a Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM), apresentando produtos e serviços tecnológicos aplicados ao sector. Também estreou o “Pavilhão da Economia de Baixa Altitude”, com empresas como a gigante chinesa de drones DJI e a empresa de aeronaves EHang a mostrarem soluções para tráfego aéreo urbano e turismo de baixa altitude. A economia de baixa altitude é um novo sector económico focado no uso de aeronaves civis tripuladas e não tripuladas (drones) em altitudes entre 1.000 a 3.000 metros. A expo apostou também na demonstração de ferramentas digitais para a indústria do turismo, incluindo um sistema inteligente de navegação 3D para orientar os visitantes em Macau. Na abertura do evento, o secretário para a Economia e Finanças de Macau, Tai Kin Ip, disse que face “às incertezas da conjuntura internacional e da geopolítica”, Macau espera alargar a origem dos turistas. As autoridades de Turismo de Macau declararam estar a ponderar cobrir os custos de transporte dos turistas internacionais que aterrarem no aeroporto de Guangzhou, no sul da China, para se deslocarem ao território.
Hoje Macau China / ÁsiaDili prepara orçamento rectificativo após subida de preços O Governo de Timor-Leste está a preparar um orçamento rectificativo devido ao aumento dos preços provocados pelo conflito do Médio Oriente, anunciou ontem a ministra das Finanças timorense, Santina Viegas. Segundo a ministra, citada num comunicado da Presidência timorense, o ajuste visa mitigar o impacto da subida dos preços globais através da garantia de fundos para subsídios essenciais, incluindo a segurança alimentar e os custos dos combustíveis, para proteger o poder de compra dos timorenses. A ministra reuniu-se ontem com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio da Presidência, em Díli. Santina Viegas informou que o trabalho está a ser feito, mas não precisou o valor, nem as alterações a introduzir, salientando que cada ministério está a analisar os dados para poder contribuir. O chefe de Estado sublinhou a “importância da coordenação interministerial para assegurar que as medidas financeiras propostas respondem efectivamente às necessidades da população durante este período desafiante”, pode ler-se no comunicado da Presidência timorense. O Governo de Timor-Leste aprovou no início de Abril uma despesa de 168,8 milhões de dólares para garantir combustível até ao final do ano devido ao conflito no Médio Oriente. No final de Março, o executivo, liderado por Xanana Gusmão, já tinha aprovado um diploma a estabelecer limites máximos para o preço dos combustíveis no país. Xanana Gusmão admitiu, na semana passada, a possibilidade de cortar o fornecimento da electricidade, entre as 23:00 e as 05:00, caso se prolongue o conflito no Médio Oriente. Caos lançado Os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de Fevereiro, um ataque militar ao Irão, que justificaram com a falta de flexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis. Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque. Depois de negociações durante no fim de semana em Islamabad, Paquistão, sem chegar a um acordo, os Estados Unidos anunciaram que o exército norte-americano vai iniciar um bloqueio dos portos iranianos.
Hoje Macau China / ÁsiaConsumidores timorenses pedem mais fiscalização ao preço dos combustíveis A Associação de Consumidores de Timor-Leste (Tane) pediu ontem mais fiscalização ao preço dos combustíveis, depois de visitar 23 postos de abastecimento na capital de timorense, tendo detectado variações de preço que, em alguns casos, chega aos 14 por cento. “A Tane insta as autoridades a adoptarem medidas urgentes para assegurar que os preços dos combustíveis em Timor-Leste sejam transparentes, competitivos e justos para todos”, pode ler-se num comunicado divulgado à imprensa. Segundo o levantamento feito pela associação, o preço da gasolina varia entre 1,33 (1,14 euros) e 1,50 dólares (1,28 euros) por litro, enquanto o gasóleo varia entre 1,45 (1,24 euros) e 1,65 dólares (1,41) por litro. “Esta diferença pode atingir os 14 por cento, o que é considerado elevado para um produto essencial numa mesma área geográfica”, salienta a associação. A Tane refere também que as zonas de Fatuhada e Balide, em Díli, são as que apresentam os preços mais competitivos em comparação com outras zonas da capital timorense. “Esta variação de preços implica custos adicionais para os consumidores, sobretudo para as famílias e operadores de transporte que dependem fortemente dos combustíveis. A falta de informação clara sobre os preços dificulta também a tomada de decisões informadas por parte dos consumidores”, afirma a associação. No comunicado, a Tane manifesta preocupação com a insuficiente monitorização e fiscalização dos preços, com a ausência de uma concorrência saudável no mercado e com a falta de transparência e de protecção adequada aos consumidores. Mais transparência A associação recomenda ao Governo e às autoridades competentes para estabelecer um sistema de monitorização dos preços do combustível, aumentar a transparência do mercado, incluindo a publicação semanal dos preços dos combustíveis e reforçar a fiscalização. O Governo timorense definiu em 25 de Março limites máximos para o preço dos combustíveis no país devido ao impacto do conflito no Médio Oriente. Num diploma, o executivo definiu o limite máximo de venda de gasolina em 1,50 dólares por litro, do gasóleo em 1,65 dólares por litro, do combustível de aviação (avtur) em 2,50 dólares (2,14 euros) por litro e do gás de petróleo liquefeito (GPL) em 4,2 dólares (3,59 euros) por quilograma.
Hoje Macau China / ÁsiaEnergia | Coreia do Sul e Polónia acordam aumento de cooperação A parceria bilateral entre as duas nações ganha novos contornos no campo militar e energético face à actual crise internacional Seul e Varsóvia acordaram ontem ampliar a cooperação em matéria de defesa e fornecimento energético, num contexto marcado por conflitos na Europa e no Médio Oriente. “A cooperação mutuamente benéfica entre os nossos dois países na indústria de defesa será ampliada ainda mais”, afirmou o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, numa declaração conjunta sobre os resultados da sua reunião com Tusk. Segundo uma nota publicada depois da reunião, ambos os países decidiram ainda elevar a relação bilateral a uma parceria estratégica integral, após terem reforçado a cooperação em defesa nos últimos anos, em plena guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Em Dezembro passado, o Governo da Polónia assinou um contrato de cerca de quatro mil milhões de dólares com um consórcio liderado pela empresa sul-coreana Hanwha Aerospace para o fornecimento de foguetes guiados, destinados aos sistemas de lançadores múltiplos Chunmoo, e para a sua produção em território polaco. Também em 2025, foi assinado um acordo que pretende transformar a Polónia num centro-chave de montagem de armamento sul-coreano na Europa, bem como contratos de compra de aeronaves e tanques militares sul-coreanos por parte de Varsóvia, desde 2022. Preocupações mútuas Os avanços nas relações bilaterais surgem num contexto de crescente preocupação na Polónia, país vizinho da Ucrânia, com uma possível expansão do conflito entre Kiev e Moscovo, bem como após a condenação conjunta de Seul e Varsóvia ao envio de soldados norte-coreanos em apoio à Rússia. Neste quadro, ambos os líderes concordaram que a segurança na península coreana e na Europa está estreitamente interligada, e decidiram intensificar a comunicação estratégica para responder aos desafios globais, disse Lee. Seul e Varsóvia comprometeram-se também a reforçar a cooperação em matéria de cadeias de fornecimento energético para contribuir para a sua estabilização num contexto de incerteza derivado do conflito no Irão. No domínio comercial, o chefe de Estado sul-coreano destacou o papel das empresas do país asiático no sector das baterias para veículos elétricos na Polónia. A cimeira decorre no âmbito da primeira visita de um primeiro-ministro polaco à Coreia do Sul em 27 anos, embora em 2024 o então presidente polaco Andrzej Duda tenha visitado a capital sul-coreana para uma cimeira bilateral.
Hoje Macau China / Ásia MancheteImprensa | Visita de Sánchez à China dada como exemplo da relação desejável com Europa A quarta visita do primeiro-ministro espanhol à China, está a ser vista como um exemplo de uma relação sólida que deveria ser estendida a toda a Europa A imprensa estatal chinesa destacou ontem a visita do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, apresentando-a como exemplo das relações que a China pretende manter com a Europa. “Europa e China voltam a ver-se ao espelho espanhol”, titula um editorial do jornal oficial Global Times, que descreve Espanha como uma “ponte vital” entre o país asiático e a Europa e sustenta que “ainda hoje é evidente o espírito duradouro da ligação com Madrid”. Segundo o editorial, a aproximação de Espanha à China “não representa de forma alguma um afastamento da Europa nem uma tentativa de demonstrar que Madrid mantém melhores relações com Pequim do que os seus vizinhos”. Pelo contrário, “o pragmatismo e a abertura espanhóis demonstram uma corrente positiva e de longa data nas relações China – Europa que é actualmente abafada pelo ruído político: a disposição para aceitar a complexidade do outro e procurar consensos e benefícios através da interação”, lê-se no editorial do Global Times. “Ao traçar o futuro das relações entre a China e a Europa, talvez devêssemos olhar além das mesas de negociação em Bruxelas e espreitar o ‘espelho espanhol’”, vincou o jornal. Num tom semelhante, o China Daily e o Diário do Povo destacaram a visita de Sánchez, sublinhando as quatro deslocações ao país asiático em quatro anos e a solidez da relação bilateral. A imprensa chinesa deu também destaque à agenda privada do chefe do Executivo espanhol e da esposa durante o fim de semana, quando foram vistos – e filmados por vários transeuntes – a passear por locais emblemáticos de Pequim, como o Palácio de Verão e bairros tradicionais (‘hutong’) em torno das históricas torres do Tambor e da Campainha. Focos da visita A agenda oficial de Sánchez começou ontem com uma visita e um discurso na Universidade Tsinghua, na capital chinesa, uma das mais prestigiadas do país, seguindo-se uma deslocação à Academia Chinesa de Ciências e ao parque científico-tecnológico da empresa Xiaomi, uma das maiores tecnológicas do país. O principal foco político da visita está previsto para hoje, quando Sánchez se reunirá com o Presidente chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro, Li Qiang, e o presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, além de presidir à assinatura de acordos bilaterais com este último. A visita decorre num contexto marcado pela guerra no Irão, pelas tensões comerciais globais e pelo interesse de Espanha em reduzir o défice comercial, atrair investimento chinês e reforçar a cooperação tecnológica. Papel principal O primeiro-ministro espanhol instou ontem a China a reforçar o seu papel no sistema multilateral, defendendo maior pressão para o cumprimento do direito internacional e o fim de conflitos como os do Médio Oriente ou da Ucrânia. Pedro Sánchez fez estas declarações na Universidade Tsinghua, em Pequim, no arranque da visita oficial ao país, sublinhando que sem a cooperação das grandes potências não será possível alcançar um sistema multilateral equilibrado. “A China faz muito, e saudamos isso, mas pode fazer mais, exigindo, como tem feito, que o direito internacional seja respeitado e que cessem conflitos como os do Irão, Líbano, Cisjordânia ou Ucrânia”, afirmou. O chefe do Executivo espanhol insistiu que “o direito internacional é a base de tudo” e apelou a um maior envolvimento de Pequim para promover a estabilidade global. No plano económico, Sánchez pediu que a China “se abra” para evitar que a Europa “tenha de se fechar”, defendendo a necessidade de corrigir o actual défice comercial entre Madrid e Pequim. Segundo o líder espanhol, este desequilíbrio, que aumentou 18 por cento no ano passado, é “insustentável” a médio prazo devido aos “movimentos isolacionistas e aos agravamentos sociais que provoca”.
Hoje Macau China / ÁsiaIA desenvolvida na China resolve problema matemático sem intervenção humana Uma equipa de investigadores liderada pela Universidade de Pequim desenvolveu um sistema de inteligência artificial (IA) capaz de resolver e verificar um problema matemático em aberto sem intervenção humana relevante. O modelo conseguiu, em poucas horas, formalizar a solução de uma conjectura apresentada em 2014, através de um sistema de duplo agente que combina raciocínio em linguagem natural e verificação formal, noticiou ontem o jornal de Hong Kong South China Morning Post. O sistema, descrito num artigo preliminar publicado no repositório arXiv, abordou um problema de álgebra comutativa proposto pelo matemático norte-americano Dan Anderson e concluiu a verificação em cerca de 80 horas de execução. Segundo os investigadores, o modelo integra um agente de raciocínio informal, responsável por explorar estratégias e construir possíveis demonstrações, com outro de verificação formal que traduz essas provas para um formato matemático rigoroso e verificável por máquina. A equipa indicou que a única intervenção humana consistiu em fornecer acesso a documentos restritos que o sistema não conseguiu obter autonomamente, sem necessidade de julgamento matemático durante o processo. Os autores defendem que esta abordagem permite automatizar tarefas que exigiam até agora colaboração entre especialistas e supervisão contínua, embora o trabalho ainda não tenha sido sujeito a revisão por pares. Sempre a abrir O desenvolvimento insere-se no avanço dos modelos de linguagem e dos sistemas baseados em agentes aplicados à investigação matemática, um domínio onde persistem desafios como a fiabilidade das demonstrações geradas por IA. Os investigadores sublinharam que a combinação de raciocínio em linguagem natural e verificação formal poderá facilitar a resolução de problemas complexos e reforçar a validação de resultados nesta área. O projecto surge após a emergência, nos últimos meses, de novos modelos chineses como o DeepSeek e outros desenvolvidos por grandes tecnológicas como Alibaba e ByteDance, que têm aumentado a visibilidade internacional do sector e reavivado a competição tecnológica com os Estados Unidos. A inteligência artificial foi também um dos temas centrais da reunião anual da Assembleia Popular Nacional, realizada em Março, na qual Pequim reafirmou a aposta na integração desta tecnologia em vários sectores da economia e na promoção do emprego associado.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim pede navegação “sem entraves” face a bloqueio de portos iranianos A China defendeu ontem a necessidade de garantir uma navegação “sem entraves” no Estreito de Ormuz, horas antes do bloqueio anunciado de portos iranianos pelos Estados Unidos, e pediu a Washington e Teerão para manterem o cessar-fogo. “O Estreito de Ormuz é uma via comercial internacional crucial para bens e energia, e é do interesse comum da comunidade internacional garantir a sua segurança, estabilidade e um tráfego sem entraves”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, em conferência de imprensa. O responsável reiterou que a guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel é a “causa principal” da quase paralisação do Estreito de Ormuz. “A solução passa por um cessar-fogo imediato e pelo fim das hostilidades. Todas as partes devem manter a calma e exercer contenção”, acrescentou. A diplomacia chinesa tem sido apontada como um dos factores que contribuíram para o actual cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, apesar da discrição de Pequim. A China é um parceiro importante do Irão, que antes da guerra destinava ao país asiático mais de 80 por cento das suas exportações de petróleo, segundo a consultora Kpler. Mais de metade das importações chinesas de petróleo transportado por via marítima provinha do Médio Oriente e transitava maioritariamente pelo Estreito de Ormuz, segundo a mesma fonte. “A China está disposta a continuar a desempenhar um papel positivo e construtivo”, afirmou Guo Jiakun. Via do diálogo Pequim apelou a Teerão e Washington para prosseguirem a via diplomática, apesar do fracasso das negociações no Paquistão, considerando que essas conversações “constituem um passo rumo à paz”. “A China espera que as partes respeitem o acordo temporário de cessar-fogo, continuem a resolver as divergências por meios políticos e diplomáticos, evitem retomar as hostilidades e criem condições para um rápido regresso à paz”, afirmou.
Hoje Macau China / Ásia MancheteTarifas | China rejeita ameaças das autoridades americanas A China rejeitou ontem a ameaça do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50 por cento sobre produtos chineses caso Pequim forneça armamento ao Irão, defendendo uma política de exportação de material militar “responsável”. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, em conferência de imprensa, que a China aplica “controlos rigorosos” à exportação de produtos militares, em conformidade com a sua legislação e obrigações internacionais. O responsável acrescentou que Pequim “se opõe a difamações infundadas ou associações maliciosas” relacionadas com alegados envios de equipamento militar ou tecnologia de duplo uso para o Irão. Trump fez esta advertência durante o fim de semana, numa entrevista à cadeia televisiva Fox News, na qual afirmou que, se Washington detectar esse tipo de transferências, irá impor uma tarifa de 50 por cento sobre os produtos chineses, uma medida que classificou como “uma quantia impressionante”. O líder norte-americano já tinha avisado, um dia antes, que Pequim enfrentaria “grandes problemas” nesse cenário. As declarações surgem após notícias de órgãos como a CNN indicarem que os serviços de informações dos Estados Unidos consideram que a China poderá estar a preparar o envio de equipamento militar para o Irão, numa altura em que Teerão procura reforçar as suas capacidades em plena guerra na região. Este cenário coincide com um período de elevada tensão no Médio Oriente, após semanas de confrontos entre o Irão, os Estados Unidos e Israel, bem como com negociações em curso entre Washington e Teerão para tentar pôr fim ao conflito, iniciadas no fim de semana em Islamabade, sem avanços concretos. As advertências de Trump surgem também a poucas semanas de uma visita prevista a Pequim para se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, num contexto marcado por tensões comerciais e tecnológicas entre as duas potências e pelo impacto global do conflito na segurança energética e nas cadeias de abastecimento.
Hoje Macau EventosAlbergue SCM | Trabalhos de Hio Lam Lei para ver até dia 24 Decorre, até ao dia 24 de Abril, a mostra “Cruising Through This Mortal Coil – Exposição Individual de Hio Lam Lei”, que desde o dia 25 de Março está patente no Albergue da Santa Casa da Misericórdia (SCM). Trata-se de uma iniciativa da AFA – Art for All Society, e tem curadoria de Chang Chan. Segundo uma nota oficial sobre o evento, os trabalhos artísticos expostos versam sobre “os rituais de oferendas do Festival dos Espíritos Famintos, examinando como as práticas rituais aliviam a ansiedade face à morte e constroem um itinerário simbólico”. Neste projecto, Hio Lam Lei “parte das ansiedades infantis face à morte para confrontar o medo da morte na obra ‘If They Really Exist'”, sendo que, através do vídeo, instalação e desenho, “reimagina as rotas dos espíritos errantes”. “Ao utilizar as jornadas póstumas como um espelho distorcido das trajectórias dos vivos, as obras invertem o olhar: questionam como se pode habitar adequadamente a passagem finita do Ponto A ao Ponto B no tempo, e se os rastos de fantasmas solitários reflectem as vidas outrora vividas pelos vivos”, é ainda descrito.
Hoje Macau SociedadeHengqin | Mais de 700 casos judiciais ligados a Macau Os tribunais de Hengqin resolveram, entre 2022 e Dezembro do ano passado, um total de 730 casos judiciais relacionados com Macau. Os dados foram noticiados pelo jornal Ou Mun e revelam que estes processos envolveram pedidos de auxílio judiciária à RAEM, nomeadamente a obtenção de provas num período de oito dias, tido como o mais rápido possível, a cumprir pelos tribunais locais. No início de 2022, o Supremo Tribunal Popular da China autorizou os tribunais da Zona da Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, bem como os tribunais de Qianhai, Shenzhen, Nansha, Guangzhou e o Tribunal de Última Instância de Macau a tratarem de pedidos mútuos de citações ou notificações em processos judiciais, ou relacionados com as provas inerentes aos casos.
Hoje Macau PolíticaÓpera cantonense | Lançado apoio financeiro extra O Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) lança até ao final deste mês um processo de candidaturas para o “Plano de Apoio Financeiro aos Projectos de Destaques de Ópera Cantonense”. Este plano complementar surge dada “a procura da comunidade por actividades culturais relacionadas com a ópera cantonense”, no âmbito do “Plano de Apoio Financeiro aos Projectos do Património Cultural Intangível de 2026”. Desta forma, podem “candidatar-se todas as associações ou fundações sem fins lucrativos inscritas em Macau”, sendo que os projectos candidatos “devem ser públicos ou acessíveis ao público”. O apoio financeiro dado é através do subsídio, com prazo máximo até 31 de Dezembro, sendo o montante financiado máximo, por projecto, de 20 mil patacas.
Hoje Macau PolíticaCAM | Menos comissões explicam redução de lucro A redução das receitas e o aumento das despesas, incluindo com salários dos trabalhadores, justificam a redução dos lucros da CAM- Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau. Segundo o relatório divulgado ontem, através do portal da Direcção dos Serviços de Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP), a empresa apresentou ganhos de 210,2 milhões de patacas em 2025, uma redução anual de 128,6 milhões de patacas, ou 38 por cento. A redução dos lucros era conhecida, mas a informação mais recente permite ter acesso aos factores que contribuíram para a diminuição dos ganhos. A nível da redução das receitas de exploração, as principais diferenças prenderam-se com as cobranças por aterragens, estacionamento e outros serviços que caíram para 676,7 milhões de patacas, uma diferença anual de 7,5 milhões de patacas. No entanto, a principal diferença verificou-se com as receitas recebidas como comissões, que caíram de 508,7 milhões de patacas para 426,1 milhões de patacas uma diferença de 82,6 milhões de patacas. Ao nível das despesas, os custos de exploração do aeroporto cresceram de 470,6 milhões de patacas para 490,2 milhões de patacas, um aumento de quase 20 milhões de patacas.
Hoje Macau Manchete PolíticaCasinos | Transacções suspeitas sobem 11,8 por cento O sector do jogo está a relatar cada vez mais transacções suspeitas de branqueamento de capitais, o que de acordo com os dados do Gabinete de Informação Financeira explica a tendência de subida O número de transacções suspeitas registadas nos casinos de Macau subiu 11,8 por cento no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com dados oficiais. O Gabinete de Informação Financeira (GIF) referiu que as seis operadoras de casinos submeteram, no total, 997 participações de transacções suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo. Segundo estatísticas divulgadas na sexta-feira, o GIF apontou “o aumento do número de participações de transacções suspeitas reportadas pelo sector do jogo” como a principal razão para a subida do número total, de 10,2 por cento. Entre Janeiro e Março, o gabinete recebeu 1.356 participações, sendo que 73,5 por cento vieram das concessionárias de casinos, enquanto 18,1 por cento vieram de bancos e seguradoras e 8,4 por cento de outras instituições e entidades. Os sectores referenciados, incluindo lojas de penhores, joalharias, imobiliárias e casas de leilões, são obrigados a comunicar às autoridades qualquer transacção igual ou superior a 500 mil patacas. Em 2025, o GIF recebeu 4.925 participações, menos 6,1 por cento do que no ano anterior, quando a região semiautónoma chinesa tinha fixado um recorde no número de transacções suspeitas. Casos recentes No final de Março, o Ministério Público de Taiwan acusou 10 pessoas de usarem casinos de Macau para branquear 33 mil milhões de dólares taiwaneses, provenientes de jogo ilegal na Internet. Apesar de ter sido questionado sobre o incidente, o GIF nunca se pronunciou sobre o caso. No início de Abril, especialistas em crime organizado indicaram à Lusa que Macau continua a ser um “nó fundamental para a lavagem de dinheiro” por organizações criminosas, apesar do desmantelamento do sistema de ‘junkets’. “Embora grandes sindicatos criminosos chineses tenham deslocado operações pelo Sudeste Asiático em resposta a medidas repressivas, Macau continua a ser um ponto operacional e de encontro para estas redes profundamente enraizadas”, disse Martin Pubrick, antigo membro da Polícia Real de Hong Kong e especialista em corrupção e crime organizado. “Casas de câmbio, lojas de penhores e movimentos através de cartões de crédito absorveram essa procura, o que pode significar que a lavagem de dinheiro em Macau é hoje menos centralizada e menos visível”, sublinhou John Wojcik, investigador sénior da Infoblox Threat Intelligence e ex-analista do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.
Hoje Macau DesportoFutebol |Selecção feminina de Macau com toque português Sara Kei Fonseca é barbeira de profissão e Ana Sofia da Silva trabalha em ‘design’, mas estas duas portuguesas têm algo em comum: lideram a nova geração de jogadoras de futebol de Macau. Sara Kei jogou pela selecção de futebol feminino de Macau desde o primeiro jogo oficial da equipa, em 2014, uma derrota por 11 bolas a zero contra a ilha de Guam e lembra-se bem do dia em que ela e as companheiras conseguiram a primeira internacionalização. “Foi um jogo muito difícil. Éramos todas novas no futebol de 11. Eu tinha acabado de chegar de Portugal, onde só jogava futsal. Senti-me super perdida em campo, também não me senti preparada fisicamente, lembro-me bem de estar a jogar, mas assim que olho para o relógio só tinham passado 10 minutos”, descreve à Lusa. “Tive que abrandar o ritmo para conseguir acabar a primeira parte. Não me recordo muito, mas sei que essa viagem foi uma ‘wake-up call’ para melhorar o meu cardio”. Barbeira de profissão, portuguesa residente de Macau, e camisola 10 da selecção, Sara Kei é agora uma das figuras de renome do futebol feminino local. No entanto, tem ainda por viver uma vitória ou até a felicidade de marcar um golo pela equipa da cidade semiautónoma, actual 175.ª no ranking da FIFA. A meio-campista portuguesa espera conseguir marcar pela selecção de Macau um dia, algo que, se acontecer, “será um momento de muito orgulho”. “É sempre um privilégio jogar pela selecção. É uma oportunidade única, tento sempre dar o meu máximo”, acrescenta. Sara Kei capitaneou a Associação Desportiva e Recreativa Académica de Macau (ADRAM) na conquista do primeiro campeonato feminino de futebol de 11 no território, realizado apenas no ano passado. Apesar da ausência de jogadores portugueses na selecção masculina de futebol de Macau, as jogadoras portuguesas continuam a ser peças importantes da selecção feminina de futebol da cidade chinesa semi-autónoma. A FIFA proibiu em 2024 os jogadores das selecções do território sem passaporte de Macau – apenas atribuído a cidadãos chineses com estatuto de residente permanente – de representarem o território. No entanto, algumas jogadoras que possuem passaporte de Macau e Portugal continuam a contribuir para uma selecção que só começou a competir em jogos oficiais há 12 anos. Jogo limitado Ana Sofia da Silva, colega de equipa e de selecção de Sara Kei, admite que Macau tem “limitações, quer em termos de infraestruturas, como poucos campos de futebol, quer em termos de jogadoras”. Portuguesa nascida e criada em Macau, saiu do território no ano da transferência de soberania para a China, em 1999, e voltou em 2009, passando a jogar pela selecção em 2015. “Quando tinha à volta de 13 anos”, lembra-se, um grupo de amigos do Colégio D. Bosco criou uma equipa feminina para competir no campeonato escolar. E assim começou. “Foi engraçado. Éramos todas de idades diferentes e costumávamos perder contra todas as outras equipas. No último ano, o nome da nossa equipa era ‘Perder é connosco’, mas nesse ano conseguimos alcançar o 3.º lugar no campeonato escolar. Ficámos tão felizes e orgulhosas de nós próprias”, contou. Tirando os 10 anos que esteve fora, Sofia jogou sempre. Ou quase. “Parei duas vezes, quando dei à luz a minha filha e o meu filho, mas consegui sempre regressar e voltar a jogar pela equipa”, diz. Em 2015 chegou à selecção. O futebol feminino em Macau tem pouca visibilidade e é “incomparável com o de outros países”, admite a defesa central. “O território é pequeno, há poucos campos disponíveis para treinos, e no período em que decorre a primeira e segunda ligas de futebol masculino, os campos existentes sofrem bastante desgaste”, justifica a “designer”. Talvez um bom investimento, sugere, fosse a conversão de um ou dois dos campos de relva natural em relva sintética, o que permitiria maior uso. É que as jogadoras “são todas amadoras” e vêem o futebol “como um hobby”, diz, mas o problema não está no facto de todas serem trabalhadoras ou estudantes ou do futebol surgir apenas ao fim do dia e ao fim de semana. A questão é que isto também só acontece “quando possível e/ou há disponibilidade de campos”. Por isso também, “o calendário de treinos varia mensalmente e só é partilhado no fim de cada mês, o que acrescenta mais dificuldades na conciliação de agendas”, descreve. Não obstante tudo isto, Sofia destaca o desempenho de uma equipa muito jovem, mas “em progressão”. “O futebol feminino começa a ganhar mais presença e visibilidade em Macau, que esperamos venha a traduzir-se em mais interesse neste desporto e na captação de novos talentos”, diz. Sem frutos A realização do primeiro torneio escolar de futebol feminino de futsal e um maior investimento na formação de quadros locais de futebol são também razões de esperança, assinala. Por outro lado, a selecção treinou em campos nas províncias chinesas de Hainão e Liaoning, participou nos recentes jogos nacionais da China e contratou treinadores profissionais. “Como a que temos actualmente, Meng Jun, nossa seleccionadora, ex-jogadora da seleção nacional da China”, aponta. Mas os frutos não sucedem às sementes. A selecção compete pouco. Macau não participou em jogos internacionais entre 2019 e 2023, devido à pandemia da covid-19, e fez o último jogo amigável com Singapura em 2024. Há dias viajou para o Butão para dois jogos amigáveis. Perdeu por 2-0 o primeiro jogo, contra a equipa da Royal Thimphu College, uma faculdade privada; e por 7-0 da selecção no Butão no jogo seguinte. “Nove das jogadoras seleccionadas eram sub-17, a Sofia e eu fomos as únicas representantes da formação sénior, com o objectivo de orientar e incentivar as mais novas”, conta Sara. Sofia descreve dois jogos desafiantes, a uma altitude de mais de 2.000 metros, com oxigenação sanguínea reduzida, fadiga rápida, dor de cabeça e falta de ar, com o “aquecimento debaixo de chuva e com temperaturas abaixo dos 10°C”. O facto, no entanto, é que “o nível das equipas adversárias era muito superior” ao da sua equipa, reconhece Sofia. O Butão tem uma liga de futebol feminina, que decorre durante seis meses por ano. Macau tem mulheres jovens que jogam futebol e treinam “quando há campo”.
Hoje Macau China / ÁsiaCombustíveis | Seul vai distribuir 3,5 mil milhões de euros para atenuar preços A Coreia do Sul anunciou sábado que distribuirá 6,1 biliões de wons (3,5 mil milhões de euros) em ajudas a 32,5 milhões de cidadãos, para atenuar o impacto do aumento dos preços do petróleo. Os fundos de ajuda destinam-se a “atenuar os elevados preços do petróleo” face ao “enorme impacto económico provocado pela guerra no Médio Oriente”, afirmou o ministro do Interior, Yoon Ho-joong, durante a apresentação do subsídio, segundo a agência noticiosa sul-coreana Yonhap. A iniciativa implicará um desembolso entre 100.000 e 600.000 wons, dependendo do nível económico dos beneficiários, acrescentou a Yonhap, e os fundos começarão a ser distribuídos a partir de 27 de Abril. Os auxílios, que excluem os 30 por cento da população com rendimentos mais elevados, serão suportados por um orçamento suplementar de 26,2 biliões de wons (cerca de 14.870 milhões de euros) aprovado pelo Parlamento sul-coreano na sexta-feira. O orçamento visa atenuar o impacto no país asiático do aumento dos preços do petróleo devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Tal como outros países da Ásia, a Coreia do Sul está a ser fortemente afectada pelo encerramento do Estreito de Ormuz.
Hoje Macau China / ÁsiaTóquio insiste na deslocalização da base dos EUA na ilha japonesa de Okinawa O governo japonês pretende finalizar a devolução da base aérea norte-americana de Futenma, província de Okinawa, trinta anos depois de o acordo entre Washington e Tóquio ter estipulado a deslocalização para a zona sul da ilha. O porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara disse sexta-feira em conferência de imprensa que o Executivo de Tóquio encara de forma “muito séria” o facto de, trinta anos depois, “a devolução ainda não se ter concretizado”. Kihara afirmou ainda que Tóquio defendeu a mudança da base militar para Henoko, também na ilha de Okinawa, como a única solução viável. Recentemente, Washington indicou que não devolveria Futenma a não ser que lhe fosse garantida uma pista de aterragem com o mesmo comprimento em Henoko, argumentando que as pistas planeadas, por serem mais curtas do que a atual, reduziriam a capacidade operacional do Corpo de Fuzileiros. No entanto, enquanto a pista de aterragem de Futenma, na cidade de Ginowan, tem 2.700 metros de comprimento, Henoko, em Nago, vai ser dotada de duas pistas dispostas em forma de V, cada uma com 1.800 metros de comprimento, segundo a estação de televisão japonesa NHK. Invasão americana O acordo inicial ocorreu nos anos 90 após pressão pública no sentido da redução da presença militar dos Estados Unidos na ilha, na sequência da violação de uma estudante local por um militar norte-americano e que desencadeou protestos em todo o país. A base de Futenma, uma herança da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), situa-se no centro de Ginowan, numa zona onde se registaram inúmeros incidentes e onde são frequentes protestos por parte da população local. As autoridades japonesas defenderam a transferência para uma zona menos povoada no norte da ilha. Aproximadamente um quinto da área da ilha principal de Okinawa é território militar dos Estados Unidos sendo que a região alberga quase dois terços dos cerca de 50 mil militares norte-americanos estacionados no Japão.
Hoje Macau China / Ásia MancheteTurismo | Preços do petróleo atingem sector de viagens A guerra lançada por americanos e israelitas no Médio Oriente está a gerar uma das maiores crises energéticas globais de sempre e leva os viajantes a procurar outros destinos e meios de transporte alternativos ao avião O sector de viagens e turismo da China está a sentir a pressão da escalada dos preços do petróleo desencadeada pela guerra no Médio Oriente, alertaram ontem representantes da indústria na 14.ª Exposição Internacional de Turismo de Macau (ver página 6). “O aumento do preço do petróleo tem um enorme impacto no turismo”, afirmou Lin Dan Gui, responsável pelo departamento de viagens ao exterior da China International Travel Service (Macao). “Por exemplo, temos pacotes de voo+hotel, muitos clientes perguntam por eles, mas a taxa de reservas é relativamente baixa, porque o preço total, incluindo voos e taxas, está muito acima do orçamento esperado pelos clientes, e em seguida ajustam as escolhas de destino depois de compararem preços”, explicou. A recente guerra lançada pelos Estados Unidos e Isrfael contra o Irão desencadeou uma das mais graves crises energéticas das últimas décadas, com o fecho do Estreito de Ormuz a perturbar os fornecimentos globais de petróleo e gás. Na China, companhias aéreas como a Xiamen Airlines, a China United Airlines, a Spring Airlines e a China Southern Airlines aplicaram sobretaxas de combustível, enquanto no Japão espera-se que a All Nippon Airways (ANA) e a Japan Airlines (JAL) as dupliquem em voos internacionais em Junho e Julho. De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo, o combustível representa até 30 por cento dos custos operacionais das companhias aéreas, pelo que as flutuações significativas nos preços internacionais do petróleo afectam-nas substancialmente. Segundo Lin, a Air Macau poderá suspender alguns voos diretos para o Sudeste Asiático, incluindo Singapura e Malásia, devido ao custo do combustível. A companhia de bandeira do território indicou recentemente à Lusa que teve que cancelar vários voos e alterar rotas devido a “condições de mercado e ao aumento do preço dos combustíveis”. Candy Leng, directora-geral da agência Multinational Tourism Group, partilhou preocupações semelhantes, sublinhando as sobretaxas introduzidas pelas companhias aéreas. “Basicamente, todas as companhias adicionaram uma taxa de combustível, desde de 01 de Abril”, disse. Europa penalizada “Nas viagens de longo curso, os clientes podem ter de pagar mais 200 a 300 dólares de Hong Kong por pessoa, o que é um grande encargo. Como resultado, a vontade de viajar diminuiu”, disse. Leng destacou, por outro lado, que o impacto é particularmente severo para os viajantes com destino à Europa, muitos dos quais dependem de transportadoras do Médio Oriente. “A sobretaxa de combustível para a Europa pode ser quase dois a três mil dólares de Hong Kong adicionais”, afirmou. “Esses clientes não apenas se preocupam com a segurança como os preços do petróleo estão realmente altos. Assim, optam por viagens domésticas. As nossas rotas internas registam um aumento relativo”, acrescentou. Caminhos de ferro Em contrapartida, começa a assistir-se a mudanças nas preferências dos viajantes. Segundo Lin, as rotas de comboio de alta velocidade da China estão a beneficiar da conjuntura. “Actualmente, as rotas ferroviárias de alta velocidade estão a correr melhor, porque os preços não mudaram nada”, destacou. Pequim e Chengdu, por exemplo, destacam-se como destinos domésticos populares, a par de Fujian, Guilin e Guizhou, todos acessíveis por comboio de alta velocidade. No estrangeiro, disse ainda Lin, “a maioria prefere o Sudeste Asiático. A principal escolha é Taiwan, incluindo Taichung e Kaohsiung. Para viagens mais longas, escolhem Japão, Coreia do Sul, Tailândia e Vietname”. Leng também observa uma tendência semelhante, mas distingue as províncias do norte do país, como Xinjiang e Harbin, entre as que ganharam tração no mercado interno. “Comparando com Pequim e Xangai, mais pessoas estão a ir para o nordeste e noroeste”, disse à Lusa. No exterior, Japão e Coreia do Sul mantêm-se fortes, enquanto a Europa regista uma queda acentuada. “Quem se especializou em viagens de longo curso não está a ter bons resultados”, acrescentou.
Hoje Macau China / ÁsiaChang’e-7 | Iniciados preparativos para explorar o polo sul lunar A China deu início aos preparativos para o lançamento da missão lunar Chang’e-7, após a chegada desta sonda ao centro espacial de Wenchang, operação fundamental para analisar a presença de recursos como o gelo de água. De acordo com a Agência Espacial de Missões Tripuladas da China (AEMT) na sexta-feira, todos os componentes da missão foram transferidos para o complexo de lançamento, onde terão início os testes e verificações prévias antes da partida, prevista para a segunda metade deste ano. A Chang’e-7 faz parte da estratégia chinesa para intensificar a exploração do polo sul lunar, uma região de especial interesse científico devido à possível presença de gelo em crateras permanentemente na sombra, o que, a confirmar-se, permite o acesso a água, um recurso fundamental para futuras missões de longa duração. A missão combinará diferentes operações, desde a órbita até à descida e deslocamento na superfície, com o objectivo de estudar o ambiente e os recursos dessa zona, bem como testar novas tecnologias para a exploração lunar. O programa Chang’e prevê continuar este roteiro com a missão Chang’e-8, prevista para 2029, que procurará avaliar a utilização dos recursos detetados e lançar as bases para uma futura presença humana na Lua. A China tem reforçado o seu programa espacial nos últimos anos, com missões como a alunagem da sonda Chang’e 4 na face oculta da Lua e a chegada a Marte com a Tianwen-1, além da construção da Tiangong, que poderá tornar-se a única plataforma habitada em órbita baixa quando a Estação Espacial Internacional concluir a sua retirada, prevista para 2032.