Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos A Coreia do Norte realizou ontem testes de lançamento de vários mísseis balísticos, os últimos de uma série de exercícios efectuados nas últimas semanas, anunciou o exército sul-coreano. “As nossas forças armadas detectaram vários mísseis balísticos não identificados lançados em direcção ao mar do Leste a partir da região de Sinpo, na Coreia do Norte, por volta das 06:10 locais “, indicou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, referindo-se à zona marítima também conhecida como mar do Japão. “Reforçámos o nosso dispositivo de vigilância e alerta em antecipação a eventuais disparos adicionais”, acrescentou. Horas antes, a agência de notícias sul-coreana Yonhap tinha dado conta do teste de lançamento de pelo menos um míssil balístico. O lançamento eleva para seis o número de testes de mísseis balísticos conhecidos da Coreia do Norte desde o início do ano. Em 14 de Abril, os meios de comunicação estatais norte-coreanos noticiaram um teste de mísseis de cruzeiro a partir de um contratorpedeiro no mar Amarelo, na presença do líder Kim Jong-un. Preocupações gerais Estes últimos testes ocorrem num momento em que a Coreia do Norte continua a ignorar os gestos do Presidente sul-coreano de centro-esquerda, Lee Jae-myung, para tentar melhorar as relações, que se deterioraram sob o governo do antecessor de direita, Yoon Suk-yeol. Seul manifestou pesar após a incursão de ‘drones’ civis na Coreia do Norte em Janeiro, um gesto inicialmente qualificado como um “comportamento muito feliz e sensato” por Kim Yo-jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano. No entanto, um alto responsável norte-coreano descreveu posteriormente, em Abril, a Coreia do Sul como “o Estado inimigo mais hostil” a Pyongyang. A Coreia do Norte considera o programa de armas nucleares e mísseis balísticos como um seguro de vida face às intenções de invasão que atribui à Coreia do Sul e aos Estados Unidos. .Na quarta-feira, o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, referiu um “aumento muito preocupante” das capacidades nucleares da Coreia do Norte, que estimou em “algumas dezenas de ogivas”.
Hoje Macau China / ÁsiaMalásia | Incêndio deixa cerca de mil casas calcinadas Cerca de mil casas ficaram calcinadas e mais de 9.000 pessoas foram afectadas ontem na Malásia, após incendiar-se, de madrugada, a vila flutuante de Kampung Bahagia, sem que tenham sido reportadas vítimas mortais até ao momento. A zona afectada (este) “compreende umas 1.200 casas, das quais cerca de mil foram afectadas, o que significa 9.007 residentes”, disse o chefe da polícia do distrito de Sandakan, George Abd Rakman, em declarações recolhidas pela agência de notícias Bernama. As chamas arrasaram uma superfície de mais de quatro hectares, assegurou o chefe dos bombeiros de Sandakan, Jimmy Lagung, citado pela mesma fonte. Imagens difundidas por media e autoridades locais mostram chamas intensas a devorar casas, assim como estruturas calcinadas e reduzidas a escombros. A corporação local de bombeiros recebeu o alerta para o incêndio pelas 01:30 (17:30 TMG), após o que 35 efectivos, tanto de Sandakan, declarado situação de desastre, como do distrito vizinho de Kinabatangan, acorreram ao local. A maré baixa dificultou os trabalhos para assegurar uma fonte aberta de água para a extinção das chamas, afirmou Lagung, embora as autoridades já tenham dado o incêndio por controlado. De momento, não há informação de vítimas mortais. Após constatarem que a zona não era segura, foram instalados dois centros de evacuação para acolher as vítimas. Segundo “informação oficial” citada pela Bernama, o Comité Estatal de Gestão de Desastres de Sabah – o Estado malaio oriental onde se localiza a vila – o primeiro centro acolhia de manhã um total de 661 pessoas afectadas. “A prioridade actual é a segurança das vítimas e a assitência imediata no local. O Governo Federal está a coordenar-se com o Governo do Estado de Sabah para oferecer ajuda básica e realojamento temporário o quanto antes”, escreveu o primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, nas redes sociais.
Hoje Macau China / ÁsiaPR Chapo quer empresários chineses a investirem em Moçambique O Presidente moçambicano convidou, na China, os empresários daquele país asiático a investirem em Moçambique para ajudar no desenvolvimento e industrialização através da transformação local das matérias-primas, afirmando que é preciso investir agora porque “o comboio não espera”. “Quero convidar os meus irmãos a investir em Moçambique, porque quanto mais cedo possível melhor, porque o comboio já está a andar e geralmente o comboio não espera, pode passar e chegar tarde, enquanto os outros já apanharam o comboio”, disse o chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo. O Presidente moçambicano falava na província de Hunan, na China, durante um encontro com cerca de 350 empresários no quadro da visita de Estado que efetua àquele país asiático, em que lembrou que Moçambique está agora a atravessar uma fase de desenvolvimento de vários projectos, sobretudo os ligados à exploração de gás, indicando que é preciso aproveitar o momento para investir. Além do sector de gás, Chapo quer os empresários chineses a investirem em tecnologia, agricultura, indústria, infraestruturas, inovação, corredores logísticos que causam maior impacto económico e social. Perante os empresários, o Presidente de Moçambique esclareceu que o país está a construir as bases para a sua independência económica “com foco, resiliência e determinação”, através de uma transformação estrutural da economia que pretende alcançar a industrialização e o desenvolvimento da cadeia de valor, pedindo investimentos dos empresários de Hunan, província considerada “capital das máquinas agrícolas, máquinas industriais, camiões, máquinas para a indústria mineira”. “Queremos convidar aos empresários do Hunan para juntos aos empresários virem investir em Moçambique na industrialização (…) A nossa visão como Governo é que os nossos recursos minerais sejam transformados em Moçambique e já começamos esse trabalho (…) essa é a nossa visão, gerar renda em Moçambique, pagar-se impostos e desenvolvermos o nosso país”, disse Chapo. Portas abertas Ao apresentar as potencialidades de Moçambique, Chapo referiu-se aos projectos de desenvolvimento dos corredores logísticos e dos portos, incluindo a construção de fronteiras de paragem única juntos dos países vizinhos, indicando que estas decisões colocam o país numa posição estratégica para receber investidores. Neste sentido, o chefe do Estado moçambicano mostrou também abertura do país para concessões de diversas infraestruturas como estradas, em períodos de 20 a 30 anos, indicando que é para as empresas chinesas recuperarem os investimentos que eventualmente poderão fazer. “Estamos dispostos a receber irmãos empresários da China da província de Hunan e de outras províncias para podermos desenvolver juntos Moçambique”, disse Chapo. O Presidente moçambicano pediu ainda a estes empresários aposta na formação do capital humano, indicando que a China é um parceiro estratégico de “primeira linha” não apenas para financiamento, mas para a troca de conhecimentos. Chapo quer também estes empresários a investirem no sector de energia para exportar para os países da região austral de África que “enfrentam desafios”, indicando que o país também tem agora potencial para a construção de centrais eléctricos, além das potencialidades que surgem com a exploração do gás. Chapo chegou a Pequim na quinta-feira para uma visita de Estado num contexto em que os dois países assinalam meio século de relações diplomáticas e procuram aprofundar a parceria estratégica.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim | Robô humanoide vence meia-maratona e supera recorde mundial humano Um robô humanoide venceu ontem uma meia-maratona para robôs em Pequim, superando o recorde mundial humano, numa demonstração dos avanços tecnológicos da China. O vencedor da Honor – fabricante chinês de smartphones – completou a corrida de 21 quilómetros em 50 minutos e 26 segundos, de acordo com uma publicação na rede social chinesa WeChat da Área de Desenvolvimento Económico e Tecnológico de Pequim, também conhecida como Beijing E-Town, onde a corrida começou. O robô foi mais rápido do que o ugandês Jacob Kiplimo, detentor do recorde mundial humano, que percorreu a mesma distância em cerca de 57 minutos em Março. O desempenho marcou um avanço significativo em relação à corrida inaugural do ano passado, quando o robô vencedor terminou em duas horas, 40 minutos e 42 segundos. A escala do evento deste ano foi quase cinco vezes maior do que a de 2025, com mais de 100 equipas a participar na competição, incluindo cinco do estrangeiro. No entanto, a corrida não decorreu sem percalços — um robô caiu na linha de partida, outro colidiu com uma barreira. A Beijing E-Town afirmou que cerca de 40 por cento dos robôs percorreram o percurso de forma autónoma, enquanto os restantes foram controlados remotamente. A emissora estatal chinesa CCTV informou que um robô actuou como agente de trânsito, para orientar os participantes com gestos de braços e voz. O mais recente plano quinquenal de Pequim promete “visar as fronteiras da ciência e da tecnologia”. Acelerar o desenvolvimento de produtos como robôs humanoides faz parte do plano para 2026-2030 da segunda maior economia do mundo.
Hoje Macau China / ÁsiaNova Zelândia | Negada vigilância militar no espaço aéreo chinês A Nova Zelândia rejeitou sábado as alegações de Pequim de que teria conduzido uma operação de vigilância militar no espaço aéreo chinês, assegurando que as manobras, apoiadas pela ONU, visavam a Coreia do Norte. Pequim declarou na sexta-feira que um avião de patrulha antisubmarina P-8A neozelandês realizou “operações de reconhecimento de aproximação e de hostilização no espaço aéreo” sobre o mar do Sul da China e o mar da China Oriental. As manobras “prejudicavam os interesses da China em matéria de segurança, aumentavam os riscos de mal-entendidos e erros de avaliação e perturbavam gravemente a ordem da aviação civil no espaço aéreo em questão”, afirmou então um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês durante uma conferência de imprensa. “Estas actividades não visam a China, mas têm como objectivo vigiar as violações das sanções da ONU contra a Coreia do Norte, que de facto ocorrem no mar da China Oriental e no mar do sul da China”, afirmou um porta-voz do exército neozelandês. “A tripulação das Forças de Defesa da Nova Zelândia agiu de forma profissional e em conformidade com o direito internacional e os procedimentos da aviação civil em vigor na região”, acrescentou. A defesa neozelandesa “analisou as rotas percorridas e todas as informações disponíveis” e não dispõe de quaisquer dados que indiquem que tenham perturbado a aviação civil”, ainda segundo o porta-voz, que indicou que se realizou “um diálogo” entre Wellington e Pequim sobre este assunto.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim e Hanói acordam cooperação em cadeias de abastecimento A China e o Vietname acordaram criar um grupo de trabalho sobre cadeias industriais e de abastecimento, num contexto de guerra comercial e reconfiguração da produção na Ásia, segundo uma declaração conjunta divulgada sexta-feira. O documento, publicado no final da visita de Estado do líder vietnamita, To Lam, indica que ambas as partes “acordaram defender um comércio e investimento livres e abertos” e “construir conjuntamente cadeias industriais e de abastecimento seguras e estáveis”, de acordo com o texto citado por órgãos estatais chineses. A declaração acrescenta que Pequim e Hanói pretendem aprofundar a cooperação em sectores emergentes, incluindo economia digital, desenvolvimento verde, inteligência artificial, semicondutores, tecnologia quântica e ferrovia de alta velocidade. Os dois países manifestaram ainda apoio ao investimento de empresas “capazes e com boa reputação” nos respectivos mercados e defenderam a criação de um ambiente de negócios “justo, conveniente e transparente”. A China mantém-se como o principal parceiro comercial do Vietname, num contexto em que várias empresas industriais chinesas transferiram nos últimos anos parte da produção para o país vizinho, para contornar as tarifas impostas pelos Estados Unidos desde o primeiro mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump. O texto refere também o compromisso de acelerar a ligação ferroviária entre os dois países e de a transformar num “novo destaque” da relação bilateral. De visita O anúncio foi feito no final de uma visita durante a qual To Lam, secretário-geral do Partido Comunista do Vietname e, desde a semana passada, também Presidente do país, se reuniu com o homólogo chinês, Xi Jinping, bem como com o primeiro-ministro, Li Qiang, e outros altos responsáveis. A acumulação por To Lam dos dois principais cargos do sistema político vietnamita aproxima-se do modelo chinês, onde Xi Jinping é simultaneamente Presidente e secretário-geral do Partido Comunista Chinês, além de líder das Forças Armadas. Apesar da proximidade entre os dois países comunistas, Pequim e Hanói mantêm divergências sobre reivindicações territoriais no mar do Sul da China, em particular em torno de várias ilhas disputadas. Sobre este ponto, ambas as partes indicaram que vão “gerir melhor” as diferenças. A declaração inclui ainda compromissos para reforçar a coordenação política e de segurança, alargar a cooperação em áreas como ciência, tecnologia, alfândegas, agricultura, turismo e formação de recursos humanos, e promover os intercâmbios entre partidos, instituições e organizações sociais dos dois países.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | Roma e Pequim são “forças na defesa do multilateralismo” Os chefes da diplomacia chinesa e italiana reuniram para reforçar os laços de cooperação face à crise internacional O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou sexta-feira, após uma reunião com o homólogo italiano, Antonio Tajani, que China e Itália são “forças importantes” na defesa do multilateralismo, num contexto de tensões no Médio Oriente. Segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang destacou que os dois países “são parceiros estratégicos globais, com vantagens complementares e amplas perspectivas para aprofundar a cooperação”. O chefe da diplomacia chinesa afirmou que Pequim está disposta a “manter o dinamismo dos intercâmbios, melhorar o entendimento e reforçar a confiança mútua” com Roma. Wang alertou ainda que, “desde o início deste ano, os conflitos geopolíticos persistem, os focos de tensão intensificaram-se e a ordem internacional e a segurança global enfrentam desafios graves”. “A China está disposta a trabalhar com Itália para reforçar a comunicação e a coordenação em assuntos internacionais e multilaterais”, acrescentou. Sobre o conflito no Médio Oriente, Wang reiterou que “a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irão não deveria ter ocorrido”, sublinhando que “o prolongado conflito afetou gravemente a segurança energética internacional e a segurança do Estreito de Ormuz”. “A tarefa urgente é promover o regresso dos Estados Unidos e do Irão às negociações e procurar uma solução política”, afirmou. Tajani considerou que “as relações atuais entre Itália e China desenvolvem-se de forma satisfatória e fluida” e que Roma “atribui grande importância aos laços com Pequim”. “Tendo em conta a actual situação internacional complexa e volátil, Itália valoriza altamente a influência significativa da China nos assuntos internacionais e em plataformas multilaterais como as Nações Unidas”, acrescentou. A reunião decorre num contexto de relançamento das relações entre Pequim e Roma, após a saída de Itália, em Dezembro de 2023, da iniciativa chinesa das Faixa e Rota, à qual aderiu em 2019. A decisão não significou uma ruptura: durante uma visita à China em 2024, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou a saída “coerente”, mas sublinhou que não era a única via para desenvolver os laços bilaterais, tendo então assinado com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, um plano de acção para abrir uma “nova fase” de cooperação.
Hoje Macau EventosIIM com diversas actividades de promoção da leitura O Instituto Internacional de Macau (IIM) aderiu à iniciativa do Instituto Cultural (IC) de promoção da leitura, intitulada “Macau Lê – Semana Nacional da Leitura 2026” e promove, esta semana, lançamento de livros e actividades de incentivo ao consumo de literatura. Hoje, é apresentado, na Escola Secundária Luso-Chinesa Luís Gonzaga Gomes, o livro bilingue “À Busca da Luz em Duas Línguas: Palavras da Juventude”, uma edição conjunta do IIM com a Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes e a Escola Secundária de Cacilhas-Tejo. Segundo uma nota do IIM, esta obra faz “uma compilação de dez textos dos alunos da Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes e 12 textos dos alunos da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo”. O que se pretende é que haja um “cruzamento de textos criativos e de poesia entre alunos de Macau e de Portugal, em chinês e português”, tratando-se de “um trabalho que o IIM vai continuar a fazer, no futuro, com a Escola Secundária Luso-Chinesa de Luís Gonzaga Gomes”. Dia da vitória Por sua vez, amanhã, dia 21, acontece na Escola Portuguesa de Macau (EPM) uma sessão de leitura relacionada com o acontecimento histórico da batalha de Macau e da tentativa de invasão holandesa em 1622. A sessão acontece com um livro editado pelo IIM e pela editora Mandarina, intitulado “Vitória, Vitória – Um Episódio da Nossa História”, que conta com ilustrações de Rodrigo de Matos. Na sessão, far-se-á a projecção de um vídeo recente do IIM sobre o Arraial de São João, “marcando assim a promoção de um episódio importante de Macau aos alunos da EPM”, é destacado na mesma nota. Esta quinta-feira, o IIM junta-se à “Noite de Quiz”, habitual evento de perguntas e respostas, com um concurso de cultura geral, que se realiza no café e livraria “Bookand”. O evento, promovido pela associação “None of Your Business”, conta com a colaboração da Associação dos Jovens Macaenses (AJM). O “quiz” desta quinta-feira terá perguntas “relacionadas com uma selecção dos livros publicados pelo IIM sobre Macau”. Além destes eventos o IIM pretende, até ao mês de Junho, “inaugurar o renovado espaço da biblioteca na sua sede, oferecendo mais um espaço cultural e de leitura à comunidade local, investigadores e académicos”.
Hoje Macau SociedadeIncêndio | Fogo causado por gato Deflagrou no último sábado, de manhã, um incêndio causado acidentalmente por um gato que terá tocado no interruptor de um fogão cerâmico. O caso, segundo noticiou o jornal Ou Mun, aconteceu num edifício na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida, tendo o Corpo de Bombeiros explicado que o incidente teve lugar num apartamento no 20.º andar do prédio, com o fogo a ser imediatamente extinto. Foram evacuadas cerca de 30 pessoas para um local seguro, sendo que três se sentiram mal, mas não necessitaram de tratamento hospitalar. Contrabando | Homem interceptado com grãos de prata Um homem foi interceptado quando tentava passar pelo Posto Fronteiriço de Hengqin, para entrar na China, com grãos de prata, no dia 10 deste mês. O caso foi relatado pelo Alfândega de Gongbei. Durante a inspecção, um agente alfandegário descobriu seis pacotes de grãos de prata, presos às pernas do homem com fita adesiva. Segundo o organismo, o agente alfandegário observou uma anormalidade no caminhar do homem, enquanto este seguia rapidamente para o corredor sem bens para declarar. Quanto aos grãos de prata apreendidos, a pesagem indicou 7,62 quilos. Fronteiras | Apreendidos charutos avaliados em 4,54 milhões Os Serviços de Alfândega (SA) anunciaram a intercepção de 307 quilos em charutos, avaliados em 4,54 milhões de patacas, no Porto Interior. A informação foi divulgada pelas autoridades Os 307 quilos ultrapassavam o valor declarado com o carregamento em causa. Segundo um comunicado dos SA, o imposto a pagar pelos bens não declarados era de 1,33 milhões de patacas. Os agentes dos SA identificaram que os produtos se destinavam a uma empresa local. Sendo a violação da lei do comércio externo e o responsável da empresa podem ser multados num máximo de 100 mil patacas. As mercadorias apreendidas podem ser declaradas perdidas a favor da RAEM. PJ | Detida por troca ilegal de dinheiro A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de uma mulher, com 39 anos, devido a uma troca ilegal de dinheiro. A suspeita foi detida no Cotai, a 13 de Abril, quando fazia uma troca de dinheiro com um jogador, recebendo 9.600 renminbis através de um código QR, e entregando 10 mil dólares de Hong Kong em notas. Quando revelou o caso, a PJ indicou que a mulher se dedicava a esta actividade ilegal pelo menos desde Julho do ano passado e que terá obtido lucros no valor de 45 mil dólares de Hong Kong. Na operação, foram apreendidos 49 mil dólares de Hong Kong e 11.700 dólares de Hong Kong em fichas. O caso foi remetido para o Ministério Público (MP).
Hoje Macau Manchete SociedadeCrime | Detidas 34 pessoas por branqueamento de 45,6 milhões A rede de branqueamento de capital operava entre o Interior e Macau e as detenções resultaram de uma operação conjunta. As autoridades acreditam que a rede operava pelo menos desde Janeiro do ano passado, obtendo ganhos ilícitos de aproximadamente 2,5 milhões de yuan A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de 34 suspeitos de branqueamento de 45,6 milhões de yuan, fraude e falsificação de documentos. As detenções resultaram de uma operação conjunta com as autoridades do Interior. A operação, realizada na quinta-feira, resultou em 25 detidos em Macau e nove no interior da China, incluindo três alegados cabecilhas, disse o chefe da divisão de crimes organizados da Polícia Judiciária (PJ), Ho Wai Lok, em conferência de imprensa. A PJ acredita que, desde Janeiro de 2025, terão sido branqueados pelo menos 45,6 milhões de yuan, obtendo ganhos ilícitos de aproximadamente 2,5 milhões de yuan. “Em Macau, entre os 25 suspeitos, dois são residentes de Hong Kong e os restantes são da China continental”, disse Ho. As autoridades apreenderam 5,7 milhões de dólares de Hong Kong em numerário, bem como equipamento para falsificar cartões de identidade e cartões bancários da China continental, incluindo impressoras, hologramas e trituradoras. A polícia do Interior da China deteve nove pessoas em Guangxi, no sul do país, e noutras províncias, entre os quais os três alegados cabecilhas, afirmou Ho. Outras 31 pessoas, tinham sido detidas no início do ano na vizinha cidade de Zhuhai, numa operação que levou ao desmantelamento de 11 bancos ilegais ligados ao mesmo grupo de crime organizado. Hierarquia organizada Segundo a PJ, o grupo operava a três níveis: “membros de baixa hierarquia abordavam apostadores junto a casinos e hotéis, oferecendo taxas de câmbio favoráveis para converter numerário ou fichas de Hong Kong em yuan. Os intermediários contactavam então os superiores, sediados na China continental, para efectuarem transferências bancárias”, explicou o responsável. A polícia disse que alguns apostadores viram as contas bancárias congeladas pouco depois de receberem o dinheiro. Outros, tornaram-se suspeitos ao regressar à China continental, depois de a polícia ter verificado que tinham recebido nas contas bancárias fundos que tinham sido desviados de vítimas de burlas online em oito províncias do país. Registou-se um total de 12 casos relacionados, com as perdas totais das vítimas a ascenderem a 3,59 milhões de yuan.
Hoje Macau Manchete SociedadeLançada primeira base de dados sobre estudos camonianos A Universidade de Macau (UM) e a Universidade de Coimbra (UC) acabam de lançar o “Camões Lab”, a primeira base de dados digital sobre estudos camonianos desenvolvida em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação “la Caixa” e Imprensa Nacional-Casa da Moeda. O lançamento decorreu em Coimbra, sendo a UM “parceira principal” deste projecto, destaca-se num comunicado oficial da UM. “Camões Lab” visa contribuir “para a preservação cultural e para a investigação em humanidades digitais”, sendo que, nas palavras do reitor da UC, Amílcar Falcão, o projecto é “inovador” e tem “uma visão de futuro, que ajuda a levar a obra de Camões para além do meio académico, alcançando um público mais vasto”. Delfim Leão, vice-reitor da UC, descreveu que o “Camões Lab” é uma plataforma que estará disponível aos utilizadores “por fases, prevendo-se que a primeira entre em funcionamento em meados de 2026 e que a construção global fique concluída até ao final de 2027”. Manuel Portela, director da Biblioteca Geral da UC, “salientou que a plataforma evoluirá para uma base de conhecimento académico dinâmica, em permanente actualização e de acesso aberto”. Digitalizar e preservar Este projecto nasce numa altura em que se celebram os 500 anos do nascimento de Luís de Camões, poeta maior da língua portuguesa e autor de “Os Lusíadas”, uma epopeia sobre os Descobrimentos. A plataforma criada entre a UM e UC visa “criar uma plataforma digital de referência mundial para os estudos camonianos, preservando, estudando e promovendo, em formato digital, a sua obra literária”. Pretende-se uma integração de “tecnologias de processamento de linguagem natural e de inteligência artificial, procedendo à marcação estruturada dos textos segundo a norma internacional XML-TEI”. Além disso, irão identificar-se “através de anotações semânticas figuras históricas, personagens literárias e informações geográficas, de modo a reforçar a legibilidade e a interoperabilidade dos textos em ambiente de investigação digital”. A ideia é concretizar “o duplo objectivo de preservação textual e de aplicação digital”.
Hoje Macau PolíticaEconomia e Finanças | Novo secretário ainda por escolher O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, declarou ainda na sexta-feira, antes de partir para a Europa, que ainda não decidiu o novo nome que irá substituir Tai Kin Ip no cargo de secretário para a Economia e Finanças. Segundo a TDM Rádio Macau, Sam Hou Fai explicou que quando o candidato for escolhido será apresentado um pedido de nomeação ao Governo Central, em conformidade com as disposições da Lei Básica. O governante máximo da RAEM voltou a reiterar que Tai Kin Ip saiu do cargo por motivos pessoais, dizendo “compreender” a sua situação e que respeita a sua decisão. A notícia de que Tai Kin Ip vai deixar o elenco governativo, menos de dois anos depois de ter sido escolhido, foi divulgada na última semana. Visita | CE pede a estudantes para alargarem horizontes Este sábado a agenda do Chefe do Executivo da RAEM, Sam Hou Fai, a Lisboa ficou marcada por um encontro com mais de uma centena de estudantes do ensino superior de Macau que estão em Portugal. Segundo noticiou a TDM Rádio Macau, o Chefe do Executivo desafiou os estudantes “a alargar horizontes através da língua portuguesa”. Por sua vez, em declarações à rádio, alguns alunos falaram das suas aspirações para o futuro. No caso de Iao Kachon, estudante de Relações Internacionais na Universidade do Porto, a ideia é voltar a Macau e procurar trabalho na região da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. Lao Chi Leng, estudante na Faculdade Direito da Universidade do Porto, diz que também pretende trabalhar em Macau.
Hoje Macau Grande PlanoCinema | Ivo M. Ferreira espera que filme inspirado nas FP-25 provoque diálogo O realizador Ivo M. Ferreira considera que os portugueses olham “com grande pudor” para a História e “os seus traumas” e, por isso, espera que o mais recente filme, inspirado no grupo armado FP-25, provoque algum diálogo. “Projecto Global”, que se estreia na quinta-feira, em Portugal, recua aos anos 1980, a uma altura em que o país “atravessa tempos conturbados: fábricas fecham, trabalhadores erguem barricadas e a política domina cada esquina”, como resume a produtora O Som e a Fúria no dossier de imprensa. O filme recria esse tempo polarizado, numa democracia recente e em construção, em que um grupo armado – Forças Populares 25 de Abril (FP-25) –, descontente com o rumo do país, organizou dezenas de assaltos violentos, atentados e ações consideradas terroristas, que causaram 17 mortes. Em entrevista à agência Lusa, o realizador Ivo M. Ferreira explicou que tem “muita dificuldade em compreender a violência num contexto democrático”, mas, ainda assim, interessou-lhe olhar para “zonas cinzentas, pantanosas, páginas omissas dos livros de História da escola” e para temas como este, da luta armada no pós-revolução de Abril de 1974. Em 1984, uma operação conjunta das forças policiais para desmantelar as FP-25 conduziu a um mediático julgamento que condenou alguns dos seus elementos, entre os quais Otelo Saraiva de Carvalho, um dos militares centrais da Revolução de Abril. Nesse tempo, Ivo M. Ferreira (nascido em Lisboa, em 1975) era ainda criança, filho de uma família ligada ao teatro e politicamente engajada: “Eu vivia praticamente na Comuna [companhia teatral], que era muito mais do que o teatro em si. Era também um ‘hub’ de encontros, de pessoas, de outros grupos de teatro que visitavam, grupos de espetáculo e, evidentemente, de discussão política”. E houve, por isso, uma confluência de razões para fazer este filme, pela memória da infância, pelo interesse sobre o que fica por contar na História do país, e pela construção de personagens que perdem “uma bússola moral”. O filme, em jeito de policial, explora a dúvida moral dos elementos do grupo armado, em particular Rosa, que tem uma dupla vida como atriz e operacional e que se envolve com um dos policiais que investiga o grupo. “Projecto Global”, coproduzido por Portugal e Luxemburgo e que dará origem também a uma série para a RTP, é protagonizado pela atriz portuguesa Jani Zhao, ao lado de um extenso elenco, nomeadamente Rodrigo Tomás, José Pimentão, Isaac Graça, Gonçalo Waddington, Ivo Canelas, João Catarré, Hugo Bentes e Isabél Zuaa. O projeto resultou ainda de um longo trabalho “muito sério” de investigação do historiador Francisco Bairrão Ruivo, de procura de fontes documentais e testemunhos de operacionais e agentes policiais. O trabalho de investigação de Francisco Bairrão Ruivo foi vertido para um livro intitulado “As FP-25 e o pós-revolução: Normalização e Violência Política”, a editar este mês pela Tinta-da-China. “Depois, até por respeito às vítimas da organização, e porque eu acho que se a pulsão do cinema, independentemente do seu tema, tem de ser de liberdade, eu tive de me libertar claramente de tudo isso”, explicou Ivo M. Ferreira sobre o filme. Ivo M. Ferreira descarta qualquer ideia de colagem entre o tempo histórico do filme e a polarização política da atualidade; porém, acredita que a longa-metragem “pode alertar um pouco para isso, que este tipo de extremismos que podem não nos conduzir a nada de bom”. “O meu maior sonho é que o filme coloque dúvidas, questões, diálogo. […] Eu percebo que haja algum pudor em abordar ainda esses temas como é o tema deste filme. Mas eu acredito que o cinema, quando trata de feridas, também as pode ajudar a cicatrizar”, disse. Ivo M. Ferreira, que tem entre os projetos mais recentes as séries “O Americano” (2024), “Sul” (2019) e os filmes “Hotel Império” (2018) e “Cartas da Guerra” (2016), conta filmar em 2027 a história de um casal de saltimbancos presos e torturados “numa fase muito tardia do fascismo” em Portugal. O realizador está igualmente a desenvolver um outro projeto cinematográfico, com a colaboração da jornalista Maria José Oliveira, com base numa investigação dela — publicada no jornal Público e este mês em livro — a partir de provas documentais, descobertas em 2024, sobre a violência exercida pela polícia política PIDE em Moçambique durante o Estado Novo.
Hoje Macau SociedadeEconomia | PIB de Macau cresceu 10% até Março A Associação Económica de Macau diz que o Produto Interno Bruto (PIB) da região deverá ter registado um aumento de 10 por cento no primeiro trimestre de 2026, em comparação com igual período do ano passado. De acordo com um relatório divulgado na quarta-feira, a associação acredita que a economia local poderá ter atingido 108 mil milhões de patacas entre Janeiro e Março. “No primeiro trimestre de 2026, a macroeconomia teve um arranque forte”, afirmou a associação, impulsionada por um “desempenho robusto” das indústrias do turismo, lazer e finanças. Na capital mundial dos casinos, o sector do jogo manteve o “ímpeto ascendente”, com receitas brutas no primeiro trimestre de 65,9 mil milhões de patacas, referiu o documento. “Isso representa um aumento de 14,3 por cento face aos 57,66 mil milhões de patacas registados no mesmo período do ano passado,” acrescentou a associação. O relatório sublinha que os números do turismo “também se mantiveram robustos”, com mais de 10 milhões de visitantes no primeiro trimestre, um “aumento significativo” em comparação com o mesmo período de 2025. As taxas de ocupação dos estabelecimentos hoteleiros “mantiveram-se em níveis elevados durante um longo período”, afirmou a associação. Emprego favorável O mercado de trabalho também “se manteve estável”, com o emprego total e a taxa de desemprego “a permanecer em níveis relativamente favoráveis”, refere o documento. Macau registou uma taxa de desemprego de 1,7 por cento entre Dezembro e Fevereiro, um valor igual ao do período entre Novembro e Janeiro, e perto do mínimo histórico de 1,6 por cento fixado há dois anos. De acordo com os mais recentes dados oficiais, o número de desempregados era de 6.400, menos 100 do que entre Novembro e Janeiro. “Isso reflecte a contínua e significativa força motriz do sector do turismo e lazer na indústria de serviços”, acrescentaram os economistas. No entanto, a associação alertou que a economia de Macau pode enfrentar “pressões duplas de preços elevados do petróleo e fraca despesa dos consumidores” no segundo trimestre. “A situação pouco clara no Médio Oriente criou um elevado grau de incerteza para a economia global”, alerta o relatório. “Enquanto economia orientada para a exportação [de serviços], Macau poderá ter dificuldades em permanecer ileso da guerra”, sugeriu a associação. O documento acrescenta que o Governo local precisa de “monitorizar de perto a economia e a sociedade locais” face às possíveis pressões duplas.
Hoje Macau SociedadeCasinos | Receitas de jogo VIP sobem 35% até Março As receitas oriundas dos grandes apostadores, um segmento conhecido como jogo VIP em Macau, capital mundial dos casinos, registaram uma subida homóloga de 35 por cento no primeiro trimestre de 2026, foi ontem anunciado. O chamado jogo bacará VIP atingiu receitas de 19,8 mil milhões de patacas entre Janeiro e Março, divulgou a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) da região semiautónoma chinesa. As receitas das grandes apostas já tinham crescido 24,1 por cento em 2025, embora continuem longe dos picos históricos atingidos antes da pandemia da covid-19. Em 2019, o bacará para este segmento representava 46,2 por cento das receitas totais dos casinos. Mas no primeiro trimestre de 2025 ficou-se por uma fatia de 29,7 por cento. As grandes apostas foram afectadas pela detenção do líder da maior empresa angariadora de apostas VIP do mundo, em Novembro de 2021. O antigo diretor executivo da Suncity Alvin Chau Cheok Wa foi condenado, em Janeiro de 2023, a 18 anos de prisão, num caso que fez cair de 85 para 18 o número de licenças de promotores de jogo emitidas em Macau. De acordo com dados da DICJ, o número de licenças tem vindo a recuperar e atingiu 31 no final de Março. Ainda assim, permanece aquém do limite máximo fixado pelo Governo, que é de 50. Também as receitas do jogo mais popular em Macau, o bacará no chamado mercado de massas, aumentaram 6,6 por cento no primeiro trimestre, em comparação com igual período de 2025, para 36,6 mil milhões de patacas. O bacará de massas representou 55,5 por cento do total das receitas dos casinos no território entre Janeiro e Março, sendo de longe o jogo de fortuna e azar mais procurado pelos apostadores chineses. As receitas das máquinas electrónicas de jogos aumentaram 21,7 por cento em comparação com igual período de 2025, para 3,98 mil milhões de patacas.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Executado homem que matou e roubou criador de conteúdos famoso As autoridades chinesas executaram ontem Yu Jinsheng, condenado à pena de morte por roubo e homicídio no caso do assassínio do criador de conteúdos conhecido como “Luo Damei”, popular nas plataformas digitais chinesas. A execução, por método não especificado, foi realizada por ordem do Tribunal Popular Supremo da China, após a aprovação da pena capital na sequência da revisão do caso, informou o Tribunal Superior da província de Henan, no centro do país. Antes da execução, Yu reuniu-se com familiares próximos, segundo a mesma fonte. Em primeira instância, o Tribunal Intermédio de Nanyang tinha condenado o arguido à pena de morte, privação de direitos políticos vitalícia e confisco de todos os bens, por roubo e homicídio doloso, numa decisão de Outubro de 2025. O condenado recorreu, mas o Tribunal Superior de Henan rejeitou o recurso em 05 de Dezembro de 2025, mantendo a sentença e remetendo o caso para ratificação pelo Supremo, que autorizou a execução. O caso remonta a Julho de 2023 e gerou grande atenção na China devido à popularidade da vítima. O influenciador Luo Damei, cujo nome real era Shang Zhanfeng, tinha conquistado uma ampla audiência ‘online’ com vídeos de temática artística, inspirados na ópera e em vestuário tradicional, nos quais surgia caracterizado com personagens femininas. Segundo a sentença, Yu, endividado devido a jogos de azar, soube que Luo tinha rendimentos elevados e planeou assaltá-lo com a companheira, Sha Yujiao, e um amigo, Yang Heng. Foi Yang quem conseguiu atrair Luo, em 05 de Julho de 2023, para uma casa arrendada por Yu. No local, Yu imobilizou Luo, amarrou-o e, com a ajuda de Sha, transportou-o no próprio veículo para uma habitação desocupada. Sob ameaça, obrigaram Luo a transferir mais de dois milhões de yuan (para as suas contas. Dois dias depois, Yu matou a vítima e escondeu o corpo num armazém subterrâneo de batatas.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Banco Mundial prevê crescimento económico de 4,1% em 2026 A economia timorense deverá crescer 4,1 por cento em 2026, mas a perspectiva é insuficiente para gerar emprego, ganhos de produtividade e aumentar as exportações, segundo o relatório económico de Timor-Leste ontem divulgado pelo Banco Mundial. Depois de em 2025 ter registado um crescimento de 4,5 por cento, o mais elevado desde 2014, as previsões do Banco Mundial indicam que a economia timorense vai manter o crescimento em 2026 impulsionado pelo consumo das famílias e pelas elevcadas despesas governamentais. “As perspetivas económicas de Timor-Leste mantêm-se estáveis a curto prazo, mas cada vez mais frágeis sob as políticas actuais”, lê-se no relatório, denominado “Elevando o nível: Como a adesão à ASEAN Pode Apoiar a Transformação Económica de Timor-Leste”. Para 2026, o Banco Mundial, prevê um aumento da inflação para 2,3 por cento, devido à subida dos preços globais provocados pelo conflito no Médio Oriente, mas perspectiva que o consumo privado se mantenha resiliente, suportado pelos gastos públicos. “O investimento privado é provável que permaneça limitado e concentrado na construção civil, comércio a retalho e hotelaria, com pouco movimento para bens comercializáveis ou para melhoramento de sectores de produtividade”, salienta.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão reactivou a maior central do mundo após 14 anos de fecho A central nuclear japonesa de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, começou ontem a fornecer electricidade depois de ter estado desligada durante mais de 14 anos. “Às 16:00, do dia 16 de Abril, recebemos o certificado de confirmação de pré-utilização e o certificado de aprovação de inspecção de pré-utilização da Autoridade de Regulação Nuclear e retomámos as operações comerciais”, explicou a TEPCO, a empresa que gere a central. A companhia acrescentou que a central estava a operar com aproximadamente 1.356 megawatts (MW). A TEPCO reiniciou o reactor número 06 do complexo no passado mês de Janeiro. Tal como outras centrais nucleares no Japão, a central de Kashiwazaki-Kariwa foi temporariamente desligada após o desastre nuclear de Fukushima, em 2011. A companhia responsável pela central tinha planeado retomar as operações comerciais em Fevereiro, mas teve de adiar a data várias vezes devido a problemas durante o processo de arranque. “Esta é a primeira vez em mais de 14 anos que a central de Kashiwazaki-Kariwa, que com os sete reactores combinados pode gerar até 8.212 MW, fornece energia à área metropolitana de Tóquio e à parte leste da província de Shizuoka”, disse a TEPCO. A Assembleia da Câmara Municipal de Niigata, região onde se encontra localizada a central de Kashiwazaki-Kariwa, aprovou a reativação do reactor número 06 em Dezembro de 2025, depois de a agência reguladora nuclear japonesa ter aprovado a operação. Apontar ao futuro Os reactores 06 e 07 foram submetidos às inspecções necessárias para a reactivação em 2017, mas a central foi posteriormente desligada devido a problemas de segurança no que dizia respeito a ataques terroristas. Em Dezembro de 2023, foram aprovadas as medidas necessárias e, desde então, a TEPCO tem vindo a realizar os procedimentos para colocar os reatores em funcionamento. Com uma capacidade superior a 8.000 MW, a central de Kashiwazaki-Kariwa faz parte do plano de fornecimento de energia da TEPCO e está alinhada com a estratégia promovida pelo Governo japonês para impulsionar a energia nuclear de forma a atingir as metas de redução de emissões de combustíveis fósseis.
Hoje Macau China / ÁsiaEconomia chinesa | Crescimento de 5% no primeiro trimestre de 2026 Os números da economia chinesa, no primeiro trimestre deste ano, superaram as expectativas dos analistas e resistiram ao impacto negativo da guerra Médio Oriente A economia chinesa acelerou no primeiro trimestre, crescendo 5 por cento em termos homólogos, apesar do impacto da guerra no Irão, segundo dados divulgados ontem pelas autoridades. Os dados relativos ao período entre Janeiro e Março, que abrange o início do conflito, superaram as expectativas dos economistas e ficaram acima dos 4,5 por cento registados no trimestre anterior. Analistas consideram que a China deverá resistir aos impactos de curto prazo da guerra, que entra na sétima semana, mas alertam para riscos a médio prazo, incluindo o abrandamento da procura global por exportações chinesas. O aumento dos preços da energia, impulsionado pelo conflito, está a pressionar a inflação e o crescimento económico global. O Fundo Monetário Internacional reviu esta semana em baixa a previsão de crescimento da China para 4,4 por cento em 2026. No mês passado, as autoridades chinesas fixaram uma meta de crescimento entre 4,5 por cento e 5 por cento para este ano, a mais baixa desde 1991. “A China pode provavelmente absorver perturbações de curto prazo, mas uma guerra prolongada e preços elevados da energia durante mais tempo deverão começar a afectar o crescimento na segunda metade do ano”, afirmou Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do banco ING. A prolongada crise no sector imobiliário continua a afectar a confiança de consumidores e investidores, embora o país tenha alcançado no ano passado um crescimento de 5 por cento, sustentado por exportações robustas que elevaram o excedente comercial para um nível recorde de cerca de 1,2 biliões de dólares (, apesar das tarifas impostas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “A ausência de uma resolução rápida para a guerra no Irão deverá penalizar o crescimento global, o que afectará negativamente a capacidade de outras economias para absorver exportações chinesas”, afirmou Eswar Prasad, professor da Universidade de Cornell, citado pela agência Associated Press. A abrandar Na terça-feira, a China divulgou que as exportações cresceram 2,5 por cento em Março, em termos homólogos, desacelerando face aos dois meses anteriores. Segundo Prasad, num contexto em que os países procuram proteger as suas economias dos efeitos do conflito, “a procura por importações chinesas está claramente a diminuir”. Economistas consideram que a China poderá ainda atingir a sua meta de crescimento deste ano, “entre 4,5 por cento e 5 por cento”, através de estímulos políticos, mas alertam que um aumento do investimento público poderá intensificar pressões deflacionistas e reforçar a dependência das exportações, caso a procura interna não recupere de forma significativa.
Hoje Macau China / ÁsiaAbbas Araqchi fala com China, Paquistão e Japão antes de possíveis negociações O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, manteve na quarta-feira contactos com homólogos da China e do Japão e com o chefe do Exército do Paquistão, nas vésperas de possíveis novas negociações com Washington. Araqchi falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, que afirmou, numa conversa telefónica, que a actual situação entrou numa “fase crítica de transição da guerra para a paz”, abrindo “uma janela de oportunidade”. Wang indicou que a China apoia a manutenção do cessar-fogo e das negociações, o que “serve o interesse fundamental do povo iraniano e corresponde à expectativa comum dos países da região e da comunidade internacional”, segundo um comunicado da diplomacia chinesa. “A China está disposta a continuar a promover a distensão e a melhoria das relações entre os países da região”, acrescentou, sublinhando que Pequim pode “desempenhar um papel construtivo para alcançar paz e estabilidade duradouras no Médio Oriente”. A China, principal parceiro comercial do Irão, tem condenado a guerra desde a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão, em 28 de Fevereiro. Araqchi manteve também uma conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi, que destacou ser “fundamental” preservar o cessar-fogo e pôr fim ao conflito, incluindo a garantia da segurança da navegação no estreito de Ormuz. Tóquio considerou “muito significativo” manter uma comunicação fluida com o Irão e indicou que o Governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, tem mantido contactos com os países envolvidos e mediadores. Araqchi apelou à comunidade internacional para adoptar uma abordagem responsável que evite o agravamento da situação, referindo-se à “insegurança gerada em Ormuz” como consequência directa da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel. Na mesa O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, deslocou-se a Teerão para contactos de alto nível sobre a retoma das negociações. A visita surge num contexto de intensificação dos esforços para levar novamente Estados Unidos e Irão à mesa de negociações, após o fracasso do primeiro encontro, que decorreu durante 21 horas na capital paquistanesa. Uma segunda ronda de contactos directos deverá realizar-se no início da próxima semana. Islamabade surge como principal opção para acolher as conversações, embora Genebra se mantenha como alternativa técnica, com o Paquistão a assumir um papel de mediador activo. O esforço diplomático inclui uma digressão regional do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, pelo Golfo e Turquia, visando alcançar um acordo antes do fim da trégua no Estreito de Ormuz, previsto para 22 de Abril.
Hoje Macau China / ÁsiaWuhan | Autarca de Wuhan que geriu primeiro surto de covid-19 acusado de corrupção A procuradoria chinesa formalizou a acusação por alegados subornos contra Zhou Xianwang, ex-autarca de Wuhan durante o início do primeiro surto conhecido de covid-19, e ordenou a detenção após concluir a investigação, informou a imprensa local. Segundo a Procuradoria Popular Suprema da China, o caso, investigado pela Comissão Nacional de Supervisão – principal órgão anticorrupção do Estado –, foi remetido ao Ministério Público, que decidiu acusar o antigo presidente da Câmara de Wuhan do crime de aceitação de subornos. O processo foi atribuído à procuradoria da cidade de Shangqiu, no centro do país, que já apresentou a acusação formal, dando início à fase judicial. Segundo a acusação, Zhou terá utilizado os cargos que ocupou ao longo da carreira, incluindo em governos locais da província de Hubei e na administração provincial, para favorecer terceiros em troca de benefícios ilegais. As autoridades sustentam que o ex-dirigente recorreu tanto às suas funções directas como à influência associada aos cargos para obter vantagens indevidas, acrescentando que o montante dos subornos foi “especialmente elevado”. Zhou, que também foi vice-presidente do órgão consultivo provincial de Hubei, estava sob investigação desde Julho do ano passado por “graves violações da disciplina e da lei”, expressão comummente utilizada na China para designar casos de corrupção. Em Fevereiro de 2020, ainda como presidente da câmara de Wuhan, o responsável admitiu que as autoridades locais demoraram a divulgar informações sobre o surto de covid-19, alegando necessidade de aprovação de instâncias superiores. Apesar disso, manteve-se no cargo até ao início de 2021, ao contrário de outros dirigentes locais afastados devido à gestão das primeiras semanas da pandemia.
Hoje Macau China / ÁsiaChips | TSMC bate recorde de lucros com aumento de 58,3% no primeiro trimestre A TSMC, maior fabricante mundial de ‘chips’, registou lucros de 572,48 mil milhões de dólares taiwaneses no primeiro trimestre, uma subida homóloga de 58,3 por cento, informou ontem a empresa. O valor superou as previsões dos analistas e marca o nono trimestre consecutivo de crescimento dos lucros, estabelecendo um novo recorde para a tecnológica taiwanesa neste período. Face ao trimestre anterior (Outubro-Dezembro de 2025), o lucro líquido aumentou 13,2 por cento. Apesar de, historicamente, o sector dos semicondutores registar melhores resultados na segunda metade do ano, a forte procura por ‘chips’ avançados para alimentar sistemas operativos de inteligência artificial e computação de alto desempenho tem impulsionado os resultados da empresa, fornecedora de grupos como Apple, Nvidia, AMD e Qualcomm. A facturação cresceu 35,1 por cento em termos homólogos entre Janeiro e Março, para 1,13 biliões de dólares taiwaneses (30,70 mil milhões de euros), acima das previsões internas da empresa. Os ‘chips’ mais avançados, produzidos com tecnologia de três nanómetros, representaram 25 por cento das receitas, enquanto os de cinco e sete nanómetros contribuíram com 36 por cento e 13 por cento, respectivamente. A margem líquida atingiu 50,5 por cento no primeiro trimestre de 2026, acima dos 48,3 por cento registados no trimestre anterior. Segundo a consultora TrendForce, a TSMC detinha no final do ano passado 70,4 por cento da quota global de mercado na fabricação de semicondutores, à frente da sul-coreana Samsung (7,1 por cento) e da chinesa SMIC (5,2 por cento). Em Janeiro, a empresa anunciou planos para aumentar o investimento para entre 52 e 56 mil milhões de dólares este ano, impulsionada pela procura por ‘chips’ para inteligência artificial.
Hoje Macau EventosJúlio Resende dá concerto para celebrar os 18 anos do Museu do Oriente É nos dias 8 e 10 de Maio que Júlio Resende sobe ao palco para um concerto que celebra o Japão e a sua cultura e, ao mesmo tempo, os 18 anos do Museu do Oriente. “Júlio Resende: Zen, Yuu, Mii – Piano, Japão, Silêncio, Fado” acontece no auditório da Fundação Oriente (FO), com a sessão de sexta-feira a começar às 20h, e a de domingo às 17h. Segundo uma nota da organização, trata-se da “estreia mundial de um concerto inédito de Júlio Resende, concebido especificamente para o Museu do Oriente”. “O piano de Júlio Resende vai começar a tocar à hora certa, porque no Japão o zero dos minutos e dos segundos é igual ao infinito respeito que os japoneses têm pelo grupo. Chegar atrasado é não ter ‘Yuu’. Cuidado, e sem cuidado, foco e dedicação não se constrói nada com ‘Mii’, Beleza. Por isso pedimos para que chegue dez minutos antes da música começar, para escutar o silêncio, como num templo”, é explicado. Um lugar especial Júlio Resende já fez duas viagens ao Japão “com o seu piano, a solo, e aprendeu a amar o lugar onde não se gosta de usar a palavra ‘não’ perante os outros, para não se ser indelicado”, procurando “entrar em ‘Zazen’, o lugar da escola Zen que estimula a Meditação Sentada”. “O Piano sempre foi o meu lugar de Zazen, esse lugar onde sentado, mas ao mesmo tempo em extrema actividade, me abrigo dos perigos ou me aventuro no mundo”, disse o pianista, citado pela mesma nota. O concerto de Maio é, assim, “um ensaio sobre o Japão e os pilares do Zen”. Júlio Resende é um dos mais conhecidos pianistas e compositores portugueses da actualidade, destacando-se pela sua identidade musical singular e pela constante procura de novas formas de expressão artística. Com uma carreira marcada pela liberdade criativa, iniciou o seu percurso no jazz, editando os primeiros trabalhos em formato de trio e quarteto, onde revelou desde cedo a sua forte capacidade de improvisação e composição. Ao longo dos anos, o músico tem vindo a expandir o seu universo sonoro, cruzando o jazz com outras linguagens musicais e artísticas.
Hoje Macau EventosArquitectura | Novembro recebe nova edição do Open House Macau Já tem data marcada a edição deste ano do Open House Macau, uma iniciativa de cariz internacional que visa mostrar ao público os segredos escondidos em muitos lugares icónicos de arquitectura. O CURB promove esta iniciativa entre os dias 7 e 8 de Novembro, com o tema “Diálogos Arquitectónicos”. Na próxima semana é editado o primeiro livro sobre o evento O CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo volta a trazer à RAEM, este ano, mais uma edição do Open House Macau, uma iniciativa que revela ao público em geral os segredos de muitos locais históricos e com valor arquitectónico reconhecido, possibilitando visitas guiadas e uma descoberta mais aprofundada do seu significado e importância no tecido urbano local. Segundo uma nota do CURB, o evento decorre entre os dias 7 e 8 de Novembro e tem como tema “Diálogos Arquitectónicos”, abrindo novamente “os edifícios de Macau ao público e oferecendo um acesso raro à arquitectura da cidade”. Aquele que pode ser considerado um festival de arquitectura é apoiado pelo Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo e integra a rede global Open House Worldwide. Alguns dos edifícios que fizeram parte das edições anteriores do Open House Macau foram a Escola Pui Tou, edifício de cor verde e traços antigos situado na Avenida da Praia Grande, ou a Escola Portuguesa de Macau, com assinatura do arquitecto português Raúl Chorão Ramalho. Outro edifício que fez parte das visitas, foi o do jardim de infância D. José da Costa Nunes. Nesta fase, a organização do festival está a acolher propostas de locais para visitar, além de aceitar a inscrição de voluntários para as mais diversas actividades. Livro a caminho Tendo em conta o número de anos de organização do festival no território, cuja primeira edição aconteceu em 2018, o CURB entendeu chegar a altura de lançar uma obra que conta a história desta iniciativa. Assim, o “Livro Open House Macau” será lançado na próxima semana, quarta-feira 22, a partir das 18h30, na Ponte 9 – Plataforma Criativa, situada na zona do Porto Interior e que acolhe as actividades do CURB. Este livro “assinala um novo capítulo” e revisita “a histórica primeira edição [do festival] através de uma selecção de fotografias e documentação de projectos, captando a energia e ambição do primeiro evento Open House da Ásia”. “Lançada em 2018, a iniciativa recebeu milhares de participantes e reuniu mais de 100 voluntários em 50 edifícios. O lançamento reunirá partes interessadas, arquitectos, parceiros, voluntários e o público em geral, oferecendo um momento para recordar a energia da primeira edição e para celebrar o regresso do OHM em 2026”, descreve a mesma nota. Por detrás do CURB, do Open House Macau e de tantas outras iniciativas locais ligadas à arquitectura está Nuno Soares, arquitecto e urbanista sediado em Macau desde 2003. É director do Departamento de Arquitectura e Design da Universidade de São José, em Macau, tendo fundado o CURB como “organização sem fins lucrativos que promove a investigação, a educação, a produção e a divulgação de conhecimento em arquitectura e urbanismo, levando as questões locais a um público global”. Nuno Soares é também co-director do Conselho de Validação da UNESCO-UIA e secretário-geral do Conselho de Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP). Tem ainda um gabinete de arquitectura, a UP – Urban Practice, que “desenvolve projectos que vão desde a escala urbana à arquitectura e design em Macau e no estrangeiro”.