Manchete Sociedade929 Challenge | Empresas lusófonas dominam finalistas de concurso Hoje Macau - 9 Nov 2026 Já são conhecidos os oito finalistas da categoria “empresas” do concurso de empreendedorismo “929 Challenge”. Seis das finalistas são empresas de países de língua portuguesa, como a “Azores Life Science” ou “Scubic”. A final está marcada para 4 de Dezembro ‘Startups’ dos países de língua portuguesa integram seis das oito finalistas da categoria de empresas da sexta edição da competição sino-lusófona 929 Challenge em Macau, anunciou a organização na sexta-feira. Os oito projectos seleccionados incluem quatro do Brasil, duas de Portugal e duas da China continental, revelou nas redes sociais a organização do concurso, cuja final vai decorrer a 4 de Dezembro. As finalistas portuguesas incluem a Azores Life Science, que produz cosméticos com recursos naturais do arquipélago dos Açores, e a ByonLink, que cria processadores avançados para próteses robóticas. Outras candidatas são a Complear, que ajuda empresas de saúde digital a cumprir as exigências dos reguladores, e a Scubic, que procura melhorar a eficiência energética em edifícios públicos. A Dermamatica, que usa inteligência artificial (IA) para o rastreio a três dimensões do cancro da pele, volta a Macau, onde em Junho já tinha sido distinguida num outro concurso de empreendedorismo, para empresas de Brasil e de Portugal. O lugar da IA Do Brasil chega a Manycontent, que usa IA para marketing e vendas nas redes sociais, e a Phycolabs, que transforma algas em produtos têxteis, enquanto a moçambicana Xa Nene usa larvas de moscas para tornar lixo orgânico em comida para animais. Marco Duarte Rizzolio, co-fundador da 929 Challenge, destacou a presença forte de projectos de biotecnologia, uma área onde Portugal e Brasil se destacam, algo que “é muito bom porque [para] a China é um dos sectores estratégicos”. As finalistas portuguesas incluem a HydroAI, uma plataforma que mede, prevê e vigia cada albufeira a partir do espaço, com recurso a satélites e à Inteligência Artificial (IA), e a TWEVO, que fornece soluções de vídeo com IA para controlar processos industriais. Do Brasil vêm a Arkmeds, que desenvolve equipamento e programas para engenharia clínica, a Dadosfera, que usa IA para ajudar pequenas e médias empresas na gestão de dados. Outras candidatas são a Hagelab, especializada em soluções para rastreamento, monitorização e gestão de frotas e temperatura, e a Musique, que cria música ambiente para lojas. Já entre as oito equipas de estudantes uma é da Universidade da Beira Interior, cinco de Macau e duas da China continental. Os 16 finalistas terão 10 minutos para convencer o júri da 929 Challenge e potenciais investidores na final, em 4 de Dezembro. Os finalistas terão ainda a oportunidade de visitar polos de inovação, não apenas em Macau, mas também nas cidades vizinhas de Hong Kong, Shenzhen e Guangzhou. A competição atraiu este ano um número recorde de 511 equipas. Pelo segundo ano consecutivo, as ‘startups’ lusófonas estiveram em maioria com projectos de todos os nove países de língua portuguesa. O concurso é coorganizado pelo Fórum de Macau e por várias instituições da região, incluindo todas as universidades.