929 Challenge | Empresas lusófonas dominam finalistas de concurso

Já são conhecidos os oito finalistas da categoria “empresas” do concurso de empreendedorismo “929 Challenge”. Seis das finalistas são empresas de países de língua portuguesa, como a “Azores Life Science” ou “Scubic”. A final está marcada para 4 de Dezembro

‘Startups’ dos países de língua portuguesa integram seis das oito finalistas da categoria de empresas da sexta edição da competição sino-lusófona 929 Challenge em Macau, anunciou a organização na sexta-feira. Os oito projectos seleccionados incluem quatro do Brasil, duas de Portugal e duas da China continental, revelou nas redes sociais a organização do concurso, cuja final vai decorrer a 4 de Dezembro.

As finalistas portuguesas incluem a Azores Life Science, que produz cosméticos com recursos naturais do arquipélago dos Açores, e a ByonLink, que cria processadores avançados para próteses robóticas. Outras candidatas são a Complear, que ajuda empresas de saúde digital a cumprir as exigências dos reguladores, e a Scubic, que procura melhorar a eficiência energética em edifícios públicos.

A Dermamatica, que usa inteligência artificial (IA) para o rastreio a três dimensões do cancro da pele, volta a Macau, onde em Junho já tinha sido distinguida num outro concurso de empreendedorismo, para empresas de Brasil e de Portugal.

O lugar da IA

Do Brasil chega a Manycontent, que usa IA para marketing e vendas nas redes sociais, e a Phycolabs, que transforma algas em produtos têxteis, enquanto a moçambicana Xa Nene usa larvas de moscas para tornar lixo orgânico em comida para animais.

Marco Duarte Rizzolio, co-fundador da 929 Challenge, destacou a presença forte de projectos de biotecnologia, uma área onde Portugal e Brasil se destacam, algo que “é muito bom porque [para] a China é um dos sectores estratégicos”.

As finalistas portuguesas incluem a HydroAI, uma plataforma que mede, prevê e vigia cada albufeira a partir do espaço, com recurso a satélites e à Inteligência Artificial (IA), e a TWEVO, que fornece soluções de vídeo com IA para controlar processos industriais.

Do Brasil vêm a Arkmeds, que desenvolve equipamento e programas para engenharia clínica, a Dadosfera, que usa IA para ajudar pequenas e médias empresas na gestão de dados. Outras candidatas são a Hagelab, especializada em soluções para rastreamento, monitorização e gestão de frotas e temperatura, e a Musique, que cria música ambiente para lojas. Já entre as oito equipas de estudantes uma é da Universidade da Beira Interior, cinco de Macau e duas da China continental.

Os 16 finalistas terão 10 minutos para convencer o júri da 929 Challenge e potenciais investidores na final, em 4 de Dezembro. Os finalistas terão ainda a oportunidade de visitar polos de inovação, não apenas em Macau, mas também nas cidades vizinhas de Hong Kong, Shenzhen e Guangzhou.

A competição atraiu este ano um número recorde de 511 equipas. Pelo segundo ano consecutivo, as ‘startups’ lusófonas estiveram em maioria com projectos de todos os nove países de língua portuguesa. O concurso é coorganizado pelo Fórum de Macau e por várias instituições da região, incluindo todas as universidades.

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