EventosDocLisboa | Festival apresenta documentários de três continentes Hoje Macau - 28 Out 2026 O festival DocLisboa está de volta a Macau. Entre os dias 5 e 19 de Novembro, é possível ver uma panóplia de documentários de três continentes diferentes, graças a uma parceria com o Instituto Português do Oriente. O festival, dirigido por Hélder Beja, apresenta filmes chineses como “Voo Nupcial”, de Chan Chon Sin A extensão do Doclisboa 2025 regressa a Macau entre 5 e 19 de Novembro com a apresentação de dez documentários, incluindo obras dos vencedores do festival de curtas local, anunciou ontem o Instituto Português do Oriente (IPOR). “Ao integrar na programação os filmes apresentados nas competições de 2025 do DocLisboa e do Festival Internacional de Curtas de Macau, o IPOR enriquece a oferta cultural da cidade, cruzando obras marcantes do documentário contemporâneo do Ocidente e do Oriente e reafirmando a identidade cultural de Macau”, lê-se numa mensagem da directora do IPOR, Patrícia Quaresma, no programa divulgado. Hélder Beja, jornalista que viveu em Macau, é o director do DocLisboa. A abertura do festival, a 5 de Novembro, vai ser dedicada a três obras distinguidas no Festival Internacional de Curtas de Macau. “Voo Nupcial”, de Chan Chon Sin, acompanha um “homem de movimentos graciosos” que começou certo dia “a ver as suas órbitas oculares a encherem-se de sombras irregulares que não desapareciam”, lê-se no programa. Já “O Desenvolvimento de Macau”, de Zhang Linliang, centra-se na experiência pessoal e criação do fotógrafo Chen Xianyao, radicado em Macau. Em “Na Órbita Sem Ti”, Leong Hou Wang traz ao grande ecrã a vida da “Tia da Banca”, proprietária de uma loja local. Neste primeiro dia ainda é possível assistir ao documentário “Maneiras”, de António Sanmarful, sobre “a notável história inerente a três edifícios emblemáticos desenhados” em Macau pelo arquitecto José Maneiras (1935-2025). Outras histórias, outros lugares A programação inclui ainda “Explode São Paulo, Gil”, da realizadora brasileira Maria Clara Escobar, que vai estar em Macau para o festival. Esta produção luso-brasileira conta o percurso de Gil, que sonha ser cantora e se muda para São Paulo, onde trabalha como doméstica. “Maria Clara propõe fazer um filme sobre ela. Gil torna-se famosa e elas explodem duas cidades e reflectem sobre sonhos, trabalho e esquecimento”, refere-se no programa. “As Estações”, da luso-francesa Maureen Fazendeiro, combina depoimentos de trabalhadores rurais e notas de campo de um casal de arqueólogos, imagens de arquivo amador e desenhos científicos, lendas e poemas e canções para dar forma a “uma viagem pela história real e inventada” do Alentejo “e dos povos que aí viveram”. “As brigadas revolucionárias na luta contra a ditadura”, de Luiz Gobern Lopes, “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho, e “Bulanka”, de Leonor Noivo são as outras obras de cineastas portugueses que constam da programação desta edição da extensão a Macau do Doclisboa 2025. “Bulanka” acompanha mulheres filipinas que “hoje, enfrentam uma nova forma de colonização, a migração forçada pelo trabalho”, refere-se ainda na apresentação, onde se descreve que milhares de filipinas trabalham como empregadas domésticas e cuidadoras em países estrangeiros, “sustentando economias alheias enquanto deixam as próprias famílias para trás”. O filme chega agora a Macau, onde vive uma numerosa comunidade migrante originária deste país do Sudeste Asiático. Ainda parte do festival, está a obra do franco-americano Eugène Green “A Árvore do Conhecimento”, uma fábula sobre Gaspar, um adolescente dos subúrbios de Lisboa que cai nas mãos do Ogre, um homem que fez um pacto com o diabo e usa o rapaz para atrair turistas, transformando-os em animais para depois os abater, numa “crítica nem sempre velada ao modo como a cidade se rendeu ao turismo”, lê-se na apresentação desta obra no portal do Doclisboa.