Exposição | Dinastia Tang é protagonista em “Imperatriz Reinante”

Foi inaugurada esta quarta-feira mais uma mostra patente no Museu de Macau. Trata-se de “A Imperatriz Reinante – Wu Zetian e a Divina Capital de Luoyang”, com mais de uma centena de peças que remontam aos anos da dinastia Tang. Trata-se de artefactos cedidos por instituições culturais da província de Henan

O terceiro andar do Museu de Macau acolhe até ao dia 28 de Fevereiro mais uma mostra que junta cultura e história da China. Tal é possível com a exposição “A Imperatriz Reinante – Wu Zetian e a Divina Capital de Luoyang”, que apresenta em Macau 126 itens ou conjuntos de artefactos cedidos por oito instituições culturais e museus da província de Henan, nomeadamente o Museu de Henan, a Academia das Grutas de Longmen, o Museu de Luoyang, o Instituto de Arqueologia de Luoyang, o Museu de Túmulos Antigos de Luoyang, o Museu Cultural do Grande Canal das Dinastias Sui e Tang, o Museu de Yanshi e o Museu do Condado de Xin’an.

Segundo uma nota disponibilizada pelo Instituto Cultural (IC), pretende-se, com esta mostra, “promover o intercâmbio histórico e cultural entre Henan e Macau”, além de se “destacar o papel de Macau como janela importante para o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental”. Esta é uma organização conjunta do Governo de Macau e da Administração Provincial do Património Cultural da Província de Henan.

Era dourada

Destaca-se, do conjunto de peças em exposição, 21 itens ou conjuntos que são “relíquias culturais de Primeira Classe, incluindo a Faixa de Ouro de Absolvição de Wu Zetian, uma estátua de pedra de uma figura guardiã, uma estátua de Tathagata de pé, figuras de cerâmica pintadas de um cavalo e seu domador ou um cavalo de esmalte tricolor e um espelho de bronze com motivos de criaturas marinhas e uvas”.

Há cinco áreas em que se divide a mostra, que apresenta, desta forma, “um panorama multidimensional da era gloriosa da dinastia Tang sob as perspectivas do planeamento urbano, filosofia, cultura, vida social, sistemas rituais e jurídicos e dos intercâmbios internacionais”.

A mostra inclui também uma forte componente multimédia de interacção com o público, nomeadamente uma “cabine fotográfica com Inteligência Artificial”, o que permite “uma forma acessível e envolvente de aprender sobre a cultura, a arte e a sociedade da dinastia Tang”.

A exposição terá, posteriormente, uma versão digital com recurso a realidade virtual, e que pode ser vista a qualquer altura no website do Museu de Macau.

Uma vez que Macau celebra o Festival do Meio Outono, que antecede as celebrações da implantação da República Popular da China, o Museu de Macau e o Jardim da Fortaleza do Monte estarão abertos hoje até às 22h30, estando também abertos este sábado e domingo até às 21h. Nestes dias o jardim terá uma decoração temática da dinastia Tang, uma zona para fotografias e uma área para a prática de pickleball.

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