Manchete SociedadeProstituição | Rede desmantelada com 77 suspeitos detidos João Luz - 25 Set 2026 As autoridades de Macau e Guangdong detiveram 47 pessoas numa investigação a uma rede de prostituição que desde Março facturou cerca de 5,3 milhões de dólares de Hong Kong. Além de Macau, a polícia deteve membros da rede em Zhuhai, Guangzhou, Shenzhen, Foshan e Zhongshan A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem a detenção de 47 suspeitos de operarem uma rede de prostituição transfronteiriça que trazia mulheres para Macau, ao abrigo de uma operação conjunta com as forças policiais de Guangdong. As detenções aconteceram em Macau e nalgumas das principais cidades da Grande Baía: Guangzhou, Zhuhai, Shenzhen, Foshan e Zhongshan. Segundo as informações divulgadas ontem pela PJ, é pressuposto que o grupo criminoso estivesse em actividade há, pelo menos, meio ano, período durante o qual apurou um montante total estimado em cerca de 5,3 milhões de dólares de Hong Kong. As autoridades chegaram a este valor calculando os preços médios de “transacções” entre 1.000 e 2.500 dólares de Hong Kong. Além dos 47 detidos dos dois lados da fronteira, as autoridades interceptaram 15 prostitutas no Cotai e na Taipa, enquanto no Interior da China foram interceptadas outras 15 prostitutas que trabalhavam na rede. Importa referir que a prostituição não é criminalizada em ambas as jurisdições, mas a exploração e organização é crime, ou seja, as prostitutas não serão alvo de processos crime. Em Macau, os 16 detidos foram entregues ao Ministério Público por suspeitas dos crimes de exploração de prostituição (punido com pena de prisão de um a três anos), e associação criminosa (punido com pena de prisão de três a 10 anos). Online e offline As autoridades acrescentaram que existem possibilidades de haver ainda suspeitos a monte e que a investigação irá continuar. Entre os detidos, destaque para a cabecilha, uma mulher de 39 anos do Interior da China que a polícia acredita liderar o grupo. Yi terá criado e gerido grupos de conversação em redes sociais, onde as operações entre proxenetas e prostitutas eram combinadas. Para entrar na rede de prostituição que operava em Macau, onde as mulheres conseguiam inflacionar o preço, as mulheres tinham de pagar uma quota. O histórico de conversações nestes grupos era regularmente apagado. O grupo contava ainda com a contribuição de proxenetas, que angariavam clientes nas imediações de hotéis, e informavam a líder do grupo que atribuía uma prostituta disponível e próxima. Para controlar as patrulhas policiais e assegurar que a rede operava com tranquilidade, um segurança de origem nepalesa que trabalhava no hotel informava o grupo da proximidade das autoridades. O segurança foi um dos detidos em Macau. Em termos de distribuição dos “rendimentos”, a prostituta ficava com 1.000 dólares de Hong Kong por cada “sessão”, sendo o restante dinheiro dividido pela organização.