Manchete SociedadeFerries | Associação pede a empresas que coordenem horários João Santos Filipe e Nunu Wu - 9 Set 2026 Segundo Paul Wong, presidente da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau, as empresas de ferries precisam de se coordenar, para garantir uma maior oferta e manter a vontade dos passageiros de recorrer a este tipo de transporte Com o número de passageiros do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior em queda contínua, a Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau defende que as duas transportadoras devem coordenar os horários, para haver maior oferta. As declarações foram prestadas por Paul Wong, presidente da associação, em declarações à estação televisiva TVB. Apesar dos números mais negativos e da maior concorrência dos autocarros que atravessam a ponte e do transporte privado, Paul Wong considerou que as viagens de ferry podem revelar-se mais convenientes, dada a centralidade dos portos e os horários de navegação. “As companhias de transporte devem coordenar-se para que haja partidas de ferries mais frequentes e em diferentes horários. Desta forma, os passageiros, tal como acontecia no passado, podem conseguir sempre apanhar um ferry, sem necessidade de esperarem”, argumentou o presidente da associação. Actualmente, o serviço de ferries para Hong Kong é assegurado pela TurboJET e Cotai Water Jet. Segundo os dados oficiais, no ano passado, o número de visitantes que utilizou o Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior e o Terminal Marítimo da Taipa foi de 7,36 milhões. No entanto, este dado representa uma redução de 70 por cento do volume de passageiros, em comparação com 2017, quando 22,94 milhões de pessoas utilizaram os terminais. A tendência continua negativa, e desde o início do ano, o volume de passageiros do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior voltou a sofrer uma redução de 12 por cento em termos anuais. Futuro em causa Em Dezembro do ano passado, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, admitiu que as autoridades estão a ponderar o encerramento de um dos terminais. Tam afirmou que a decisão nunca seria fácil de tomar, mas face à perda de empregos destacou que o Executivo pode aproveitar o terminal encerrado para “explorar a economia nocturna”. Em relação às partidas e chegadas de ferries nos dois terminais, registou-se um volume de 53 mil viagens, uma redução de cerca de 61 por cento em comparação com 2017. Quanto ao facto de ter sido anunciada recentemente a suspensão das viagens regulares de helicóptero entre Hong Kong e Macau, o responsável considerou que o serviço pode ser reconvertido e transformado em turismo aéreo. O presidente da associação explicou que desta forma a Sky Shuttle, responsável pelos helicópteros, pode continuar a aproveitar a licença existente.