Visita | Trump diz que receberá Xi Jinping com jantar de Estado

A visita de Xi Jinping a Washington deverá acontecer a 24 de Setembro. Trump antecipa o encontro enquanto elogia o homólogo chinês

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou sábado que vai receber Xi Jinping, com um jantar de Estado, durante a visita do homólogo chinês à Casa Branca prevista para 24 de Setembro.

“Vamos ter um jantar de Estado e vamos fazer grandes coisas com a China”, disse o Presidente norte-americano aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca. “Estamos ansiosos por isso. Ele é um grande cavalheiro. Damo-nos muito bem”, disse Trump sobre Xi.

“Temos uma relação comercial muito boa. E, sabem, eles são concorrentes e tudo isso. Mas temos uma relação muito boa com o Presidente Xi”, acrescentou. Trump referiu que o novo heliporto da Casa Branca que está a ser construído no relvado da Casa Branca estará pronto a tempo da visita de Xi Jinping.

“Temos tido muito sucesso com a China”, disse ainda. Trump tinha convidado o homólogo chinês para visitar os Estados Unidos durante uma visita oficial à China, em Maio passado.

Segurança e tamales

Nas mesmas declarações à imprensa, comentou que os trabalhos para reforçar a segurança do avião Air Force One doado pelo Qatar começam em Outubro e deverão demorar mais do que o esperado inicialmente (cerca de um mês), depois de uma ameaça à segurança em Julho na Turquia o ter obrigado a pedir emprestada outra aeronave.

“Vai demorar cerca de 60 dias e será enviado em Outubro para ser aperfeiçoado”, disse o Presidente dos EUA. Trump também comentou a relação da sua administração com o México, considerando que este país não tem nada para oferecer aos EUA, além de “tamales [prato típico azteca] picantes e tomates”.

Explicou, no entanto, que não pretende interromper a relação comercial porque se dá “muito bem” com a homóloga mexicana, Claudia Sheinbaum. Trump referiu-se ao seu vizinho do sul enquanto respondia a perguntas de jornalistas sobre a sua ameaça de cortar o comércio com nações que mantêm um excedente comercial com os Estados Unidos.

“Se eu deixasse de negociar com eles, não perderíamos nada. Uma única empresa bastava. Perdemos 195.000 milhões de dólares por ano com o México. Eles não têm nada do que realmente precisemos. Ou seja, (eles têm) tamales picantes, tomates, algumas coisas… mas, basicamente, eles não têm nada do que precisamos”, considerou.

O Presidente insistiu que os Estados Unidos têm todos os recursos necessários: “Temos petróleo, temos tudo”.

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