China / ÁsiaChina vai defender-se face a ameaças comerciais dos Estados Unidos Hoje Macau - 26 Ago 2026 A China avisou ontem que fará tudo para “defender firmemente” os seus interesses, depois de os Estados Unidos terem anunciado a intenção de cortar os recursos económicos do Irão e ameaçado quem apoiar Teerão. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, apresentou na segunda-feira um novo pacote de sanções ditas secundárias, visando não o Irão directamente, mas os parceiros comerciais de Teerão nos sectores do ouro, tecnologia, activos digitais, aviação e transporte marítimo. Washington impôs igualmente novas sanções a 60 indivíduos, empresas e navios acusados de ajudar o Irão a gerar receitas petrolíferas, a obter armas e a conduzir acções de guerra digital. As sanções da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, visam entidades em todo o mundo, nomeadamente nos Emirados Árabes Unidos, China, Singapura e Europa. “A China tomará todas as medidas necessárias para defender firmemente os seus direitos e interesses”, reagiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP). Lin disse que “as pressões máximas exercidas no âmbito de uma guerra económica não resolvem” os problemas. “Apenas servem para agudizar as tensões e os conflitos, provocar efeitos de contágio, desestabilizar a ordem económica e financeira mundial e prejudicar os direitos e interesses legítimos de outros países”, afirmou. A China é um parceiro estratégico e económico fundamental para o Irão. Mais de 80 por cento das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China antes da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de Fevereiro, de acordo com a empresa de análise Kpler. “A cooperação entre a China e o Irão sempre se enquadrou no âmbito do direito internacional e não pode ser travada nem comprometida”, afirmou Lin Jian.