China / ÁsiaChina doa mais 15 mil toneladas de arroz a Cuba Hoje Macau - 17 Ago 2026 Cuba recebeu a terceira parcela de 15 mil toneladas de arroz do Governo da China, que enviou até agora 60 mil toneladas, como assistência alimentar de emergência perante a grave crise económica na ilha. O quarto e último carregamento que completará a doação — a maior que a China enviou nos últimos anos para Cuba— chegará em Setembro, segundo informou o Ministério do Comércio Externo e do Investimento Estrangeiro (Mincex) cubano, nas redes sociais. No acto de entrega da doação, no porto de Havana, na quinta-feira, o embaixador de Pequim, Hua Xin, disse que com este novo carregamento de arroz chega a mensagem de que “a China está ao lado de Cuba”. “Vamos continuar a apoiar Cuba e o seu povo, que se opõem firmemente à ingerência estrangeira dos Estados Unidos”, assinalou o diplomata, segundo reportaram meios de comunicação estatais chineses. O vice-primeiro-ministro cubano, Oscar Pérez-Oliva, expressou “profunda gratidão” na cerimónia de entrega da nova doação de arroz da nação asiática e afirmou que as relações entre Cuba e a China são indestrutíveis. Pérez-Oliva, também responsável pela pasta do Mincex, destacou que a China “estende a sua mão” a Cuba enquanto se intensifica o bloqueio e se agudiza o cerco energético dos Estados Unidos contra o seu país. Outros apoios Recentemente, a embaixada chinesa na capital cubana entregou uma segunda doação de cinco mil sistemas fotovoltaicos para apoiar a electrificação rural, numa altura em que a ilha enfrenta uma grave crise energética, agravada desde o Janeiro por um bloqueio petrolífero imposto pelo Governo de Washington. O Presidente chinês, Xi Jinping, aprovou em Janeiro uma ajuda a Cuba que inclui assistência financeira no valor de 80 milhões de dólares e 60 mil toneladas de arroz. Em 2024, a China já tinha doado 100 milhões de dólares ao país caribenho. A economia de Cuba atravessa uma crise severa e prolongada, com uma contracção económica de 15 por cento nos últimos cinco anos, segundo dados oficiais. A ilha sofre de uma escassez crónica de alimentos, medicamentos e combustível, a par de crónicos cortes de energia e uma elevada inflação. Havana e Pequim mantêm relações políticas e económicas estreitas, nas quais o país asiático figura como um dos principais aliados da ilha.