EventosCCCM | Reveladas fotografias de “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje” Andreia Sofia Silva - 11 Ago 2026 O Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) acolhe, desde ontem, a exposição de fotografia da autoria de Francisco Ricarte. O projecto, intitulado “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje”, apresenta “propostas visuais comparativas” daquilo que Macau foi e que hoje é. Francisco Ricarte, com formação em arquitectura, propõe assim um olhar nostálgico, e também de futuro, sobre o território em mutação Francisco Ricarte, arquitecto há muitos anos radicado em Macau e com um gosto particular pela fotografia, acaba de apresentar uma nova exposição, desta vez no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa. Trata-se de “Macau: Dias de Ontem e Dias de Hoje”, um exercício comparativo através de imagens sobre o passado e presente do território que muda muito rapidamente em termos urbanísticos, sociais e culturais, levando a uma reflexão sobre o futuro. Segundo uma nota sobre a exposição divulgada pelo próprio autor, esta mostra apresenta uma série de “dípticos”, ou seja, “propostas visuais comparativas entre imagens antigas de Macau – registos fotográficos e iconográficos da cidade, datados da primeira metade do Séc. XIX, ou existentes em postais antigos do início do Séc. XX – com imagens contemporâneas desses espaços ou do que resta deles”. Desta forma, pode-se “não só entender a presença dos antigos elementos construídos ou naturais ainda existentes, mas sobretudo a continuidade do seu significado social e humano relevantes”. A mostra foi promovida pela Casa de Portugal em Macau, que acolheu este projecto exibido na RAEM no ano passado. Questão de identidade Segundo Francisco Ricarte, com esta mostra “não se propõe fazer um registo meramente documental ou comparativo das modificações necessariamente ocorridas nos espaços e imóveis registados, mas sim captar como o seu ‘espírito’, sob o ponto de vista da sua presença, significado urbano ou presença humana significativa, mantêm a sua identidade e significado imagético para Macau, hoje”. Foram introduzidas, nas imagens actuais do território, “marcas cromáticas”, convidando-se, desta forma, “o observador a identificar uma continuidade entre o antigo e o contemporâneo, encontrando novas identidades e significados nas imagens contemporâneas apresentadas”. Desta forma, pode-se fazer “uma outra leitura interpretativa desses registos fotográficos”, onde a cor amarela dessas marcas cromáticas “articula a perenidade e identidade dos locais e seu significado, patente nos ‘dias de ontem’, com a contemporaneidade desses mesmos espaços, evidenciado pela sua presença e identidade nos ‘dias hoje'”, descreve Francisco Ricarte na mesma nota.