China / ÁsiaPartido Comunista ultrapassa 101 milhões de membros antes do 105º aniversário Hoje Macau - 1 Jul 2026 O Partido Comunista Chinês (PCC) contabilizava 101,28 milhões de membros no final de 2025, mais 1 por cento do que um ano antes, segundo dados divulgados ontem, na véspera do 105º aniversário da fundação da organização. De acordo com um relatório publicado pelo Departamento de Organização do Comité Central do partido, 31,91 milhões de militantes eram mulheres, o equivalente a 31,5 por cento do total, enquanto 7,87 milhões pertenciam a minorias étnicas, representando 7,8 por cento. O documento indica ainda que 59,76 milhões de membros, ou 59 por cento do total, possuíam formação superior. Por faixas etárias, o maior grupo continuava a ser o dos militantes com 61 ou mais anos, com 29,91 milhões de membros, seguido pelos que tinham entre 36 e 40 anos, com 12,19 milhões, e pelos que tinham até 30 anos, com 12,09 milhões. O PCC admitiu em 2025 cerca de 2,08 milhões de novos membros, dos quais 1,75 milhões, ou 84 por cento, tinham 35 anos ou menos. Muitos anos de vida Fundado em 1921 e no poder desde a proclamação da República Popular da China, em 1949, o partido assinala hoje o 105º aniversário, num contexto marcado pela crescente centralização do poder em torno do Presidente chinês e secretário-geral do PCC, Xi Jinping. Sob a liderança de Xi, o partido reforçou o controlo sobre as instituições do Estado, as Forças Armadas e o sector privado, num processo que incluiu a eliminação, em 2018, do limite constitucional de dois mandatos presidenciais, a obtenção de um terceiro mandato como secretário-geral do PCC, em 2022, e a recondução na Presidência da China, em 2023. Xi, que também preside à Comissão Militar Central, o principal órgão dirigente das Forças Armadas chinesas, elevou o seu pensamento político a orientação ideológica central do partido, enquanto o PCC consolidou um modelo em que a autoridade se concentra cada vez mais na direcção da organização e na figura do líder. Este processo foi acompanhado por uma intensa campanha de disciplina interna e combate à corrupção, que serviu simultaneamente para afastar quadros do partido e consolidar a liderança de Xi.