China / ÁsiaCooperação | Reunião ministerial sino-lusófona na primeira metade de 2027 Hoje Macau - 23 Jun 2026 A 7ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa realiza-se no primeiro semestre de 2027, anunciou ontem o secretário-geral do organismo O secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), Ji Xianzheng, anunciou ontem que a 7ª Conferência Ministerial se realiza no primeiro semestre do próximo ano, estando a data concreta ainda a ser definida com o Governo central chinês. “Prevemos ter uma resposta antes de Setembro, para poder realizar a primeira reunião preparativa desta presidência ministerial”, afirmou o secretário-geral do Fórum de Macau. Cinco conferências ministeriais foram realizadas em Macau, em 2003, 2006, 2010, 2013, 2016 e 2024 durante as quais foram aprovados Planos de Acção para a Cooperação Económica e Comercial. O então ministro da Economia português, Pedro Reis, liderou a delegação de Portugal na 6.ª Conferência Ministerial em Abril de 2024, sublinhando na altura um foco no reforço da internacionalização de empresas portuguesas para a China e mercados lusófonos. O Secretariado Permanente do Fórum integra o secretário-geral, o chinês Ji Xianzheng e três secretários-gerais adjuntos: o timorense Danilo Afonso Henriques (indicado pelos países lusófonos), Xie Ying (nomeada pela China) e António Lei (nomeado por Macau). O organismo integra, além da China, os membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. Em permanência Ji destacou também que estão em curso negociações com a embaixada brasileira em Pequim e com os ministérios dos Negócios Estrangeiros dos dois países, para garantir a presença de um representante fixo de Brasília. O actual delegado do Brasil, Hervelter de Mattos, é também cônsul-geral adjunto em Hong Kong. “Já tive contacto com o embaixador do Brasil em Pequim e o secretário-geral adjunto do Fórum, também aproveitou várias ocasiões para coordenar com a embaixada”, disse. Questionado sobre o novo plano quinquenal da RAEM, que prevê medidas para atrair quadros qualificados dos países de língua portuguesa, Ji Xianzheng considerou que a iniciativa pode reforçar o papel de Macau como plataforma entre os países de língua portuguesa e a China. “Do ponto de vista do secretariado permanente, estamos sempre a coordenar com o Governo da RAEM para facilitar ainda mais as cooperações, não só económicas e comerciais, mas também culturais e nas outras 20 áreas estabelecidas pelo plano de acção do Fórum”, sublinhou.