Preços | Fornecedores admitem subida de bens essenciais

O aumento dos custos do combustível e a valorização do renminbi face ao dólar americano está a fazer com que bens essenciais como vegetais e ovos vindos do Interior cheguem com preços mais altos a Macau. O cenário é mais grave nas importações internacionais

O presidente da Associação da União dos Fornecedores de Macau, Ip Sio Man, reconheceu que os bens alimentares estão mais caros, embora a subida seja considerada dentro de níveis aceitáveis. As declarações foram prestadas ao jornal Ou Mun, num artigo em que é abordada a inflação dos produtos alimentares.

Segundo Ip Sio Man os bens alimentares estão mais caros, principalmente em produtos como a carne de frango, porco, mariscos, frutas, vegetais e ovos. Estes aumentos são explicados com o facto de grande parte destes produtos serem importados do Interior, numa altura em que o renminbi está num período de valorização face ao dólar americano e ao dólar de Hong Kong e à pataca.

Ao mesmo tempo, estes produtos têm de ser transportados para Macau, o que também está a contribuir para este aumento devido aos preços dos combustíveis.

Ip Sio Man explicou que os maiores aumentos de preços têm acontecido ao nível dos ovos, embora tenha considerado que a subida “não foi significativa” e que “não representa um encargo grande nas despesas diárias dos residentes”.

De fora é pior

Quando os produtos são importados do estrangeiro, o cenário também é de subida, e neste caso de forma mais signifcativa.

Segundo os números apontados no jornal Ou Mun, o preço da viagem de um contentor para o transporte de produtos congelados entre os Estados Unidos e a Ásia mais do que duplicou. Anteriormente, o transporte de um contentor custava cerca de 10 mil patacas, mas nos últimos tempos subiu para valores entre 20 mil e 30 mil patacas.

Esta diferença faz com que os produtos de mercados como a Europa, Estados Unidos, América do Sul e Sudeste Asiáticos estejam cada vez mais caros e de forma acentuada para os importadores. Contudo, face a esta situação, Ip Sio Man explicou que os importadores estão a absorver grande parte dos aumentos, passando apenas uma pequena parte do aumento para os consumidores.

O artigo do jornal local com maior número de leitores cita também um importador anónimo a explicar que muitas vezes os produtos que vêm para Macau do Interior sofrem flutuações diferentes, porque nem sempre são pagos em renminbis, mas em dólares americanos ou dólares de Hong Kong. Ainda assim, indica que o principal desafio para a economia local não é o aumento dos preços, mas antes o facto de cada vez mais residentes consumirem no outro lado da fronteira.

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