Medicina | Estudantes de Timor-Leste aprendem em Macau

Estudantes de Medicina da Universidade Católica Timorense (UCT) participam em Macau num programa intensivo que privilegia a prática, colmatando lacunas de formação existentes em Timor-Leste, disse na sexta-feira à Lusa o responsável pela delegação.

Os oito estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da UCT, que se encontram nas instalações da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, em inglês) para mais um dia de formação intensiva, começaram por abordar procedimentos necessários para a reanimação cardiorrespiratória. Uma aprendizagem “muito importante”, considera João Câncio Freitas, vice-reitor da UCT.

“Tem lá [em Timor-Leste], mas é muito básico. Agora aqui, principalmente com a introdução da IA [Inteligência Artificial] nestes laboratórios, é muito fundamental”, refere o também líder da delegação timorense.

Câncio Freitas está a acompanhar o segundo grupo de alunos da UCT que vem a Macau, depois de em Novembro do ano passado ter estado no território com outros 14 estudantes, fruto de uma cooperação que as duas instituições universitárias têm há três anos e que arrancou com a formação de docentes.

A UCT foi fundada em Dezembro de 2021 e a Faculdade de Ciências Médicas encontra-se ainda “numa fase muito preliminar em termos de laboratórios”.

A cooperação com Macau, reflecte o responsável, permite “não só interiorizar melhor a parte teórica, mas mais a parte prática, porque a Medicina não é só a questão teórica”. “É importantíssimo na formação de futuros líderes na área da Medicina, e por isso é que eles têm de dominar mesmo a área que tem a ver com AI ou outras tecnologias avançadas para poderem desenvolver melhor o conhecimento e traduzir isto na prática, na área da Medicina, porque a área da saúde é muito precária em Timor-Leste”, reflecte ainda Câncio Freitas, ex-ministro da Educação timorense.

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