China / ÁsiaLíbano | Pequim condena ataques contra capacetes azuis Hoje Macau - 1 Abr 2026 O Governo chinês condenou ontem os recentes ataques contra o contingente da missão de paz das Nações Unidas no Líbano, nos quais morreram três soldados indonésios, classificando-os como “absolutamente inaceitáveis”. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que a acção de segunda-feira constitui um “ataque deliberado contra as forças de paz da ONU” e “uma grave violação do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU”. Mao instou “as partes envolvidas” a declararem um “cessar-fogo e o fim das hostilidades o mais rapidamente possível” e a “adoptarem medidas concretas para garantir a segurança dos capacetes azuis da ONU”. A missão de paz da ONU no Líbano (FINUL) anunciou que dois dos seus membros morreram na segunda-feira devido a uma explosão enquanto seguiam num veículo no sul do país, elevando para três o número de capacetes azuis mortos nos últimos dias. “Dois capacetes azuis da FINUL morreram tragicamente hoje (segunda-feira) no sul do Líbano, quando uma explosão de origem desconhecida destruiu o seu veículo perto de Bani Hayyan (…) Este é o segundo incidente mortal nas últimas 24 horas”, denunciou o organismo, em comunicado. A área de operações da missão estende-se desde a fronteira de facto com Israel até ao rio Litani, região onde decorrem actualmente intensos combates entre o grupo xiita libanês Hezbollah e o exército israelita, que estará a tentar estabelecer uma zona tampão. A criação desta faixa de território no sul do Líbano teria como objetivo afastar o Hezbollah da fronteira com Israel, entre outros factores, embora o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, tenha defendido há poucos dias a alteração da fronteira do seu país para anexar parte do território libanês.