Manchete SociedadeAeroporto | Lucros caem um terço face a 2024 Hoje Macau - 31 Mar 2026 A CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau anunciou esta segunda-feira receitas totais de 1,35 mil milhões de patacas em 2025 e lucros de 229 milhões de patacas, o que representa menos um terço face aos lucros antes de impostos registados em 2024 A companhia responsável pelo aeroporto de Macau anunciou ontem uma receita total para 2025 de 1,35 mil milhões de patacas, uma diminuição de 8,7 por cento face ao ano anterior. O lucro antes de impostos da CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau fixou-se em 229 milhões de patacas, menos um terço que o reportado no ano anterior. A empresa sublinhou que irá manter uma “política de gestão financeira prudente”, com planos para reforçar o “controlo de custos e a eficiência operacional” de modo a assegurar o desenvolvimento sustentável das operações do Aeroporto Internacional de Macau em 2026. Em 2025, os accionistas subscreveram um aumento de capital de 530 milhões de patacas, destinado a financiar o projecto de expansão e aterro do Aeroporto Internacional de Macau. A expansão do aeroporto, que envolve um investimento de 3,99 mil milhões de patacas, arrancou em 2024 e prevê aumentar a capacidade para 13 milhões de passageiros por ano até 2030. Tráfego em queda Em 2024, a CAM já tinha anunciado um aumento do capital da empresa, no valor de 850 milhões de patacas para ajudar a financiar a expansão. O Governo de Macau detém 67,6 por cento da concessionária do aeroporto, seguido pela companhia de jogo e turismo Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) com 28,32 por cento, sendo o restante dividido por investidores do interior da China, Hong Kong e locais. O aeroporto registou em 2025 um tráfego de 7,52 milhões de passageiros e 58 mil movimentos de aeronaves, correspondendo a quedas de 1,6 e 2,9 por cento, respectivamente. O volume de carga atingiu 109 mil toneladas, um acréscimo de 1,1 por cento relativamente a 2024. Para os próximos anos, a concessionária anunciou que continuará a atrair novas companhias aéreas para lançar rotas internacionais e a incentivar as existentes a aumentar frequências para destinos já operados. O aeroporto anunciou em Fevereiro que prevê um aumento de 8 por cento dos passageiros e de 10 por cento das aterragens e descolagens este ano, quando se prepara para lançar novas rotas para a China continental, Filipinas e Vietname. Actualmente, o aeroporto opera principalmente rotas para o Sudeste Asiático, Ásia Oriental e China Continental, com voos para múltiplas cidades no Interior da China, outros para Taipé, Xangai, Banguecoque, Seul, Manila, Hanói e Kuala Lumpur. Entre os projectos em curso, destacam-se a expansão e reparação da pista, a construção de um terminal de carga na vizinha Hengqin – que deverá atingir a fase de cobertura no terceiro trimestre e concluir a estrutura até ao final do ano – e a implementação de serviços multimodais para reforçar a conectividade regional. Está igualmente prevista a expansão do serviço “Check’n Fly”, que permitirá aos passageiros efetuar o check-in e a entrega de bagagem diretamente a partir do hotel, e a abertura de novos espaços de restauração na área restrita do terminal.