China / ÁsiaChina pede a EUA que 2026 seja um ano de “coexistência pacífica” Hoje Macau - 16 Fev 2026 China e EUA devem fazer de 2026 um ano de convergência para “o respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação mutuamente benéfica”, afirmou o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, ao homólogo norte-americano, Marco Rubio. Wang e Rubio reuniram-se na sexta-feira à margem da Conferência de Segurança de Munique, de acordo com um comunicado publicado sábado no portal oficial na internet do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. “O diálogo é melhor do que a confrontação, a cooperação é melhor do que o conflito e o ganho mútuo é melhor do que a (mentalidade de) soma zero nas relações entre a China e os EUA”, afirmou o chanceler chinês. Wang assegurou que, desde que Washington e Pequim “respeitem os princípios de igualdade, respeito e benefício mútuo”, poderão “encontrar formas” de resolver as tensões e gerir as diferenças “de forma adequada”. “Ambas as partes devem trabalhar juntas para expandir continuamente a lista de áreas de cooperação e reduzir a de problemas, para que as relações China-EUA se situem num rumo estável, saudável e sustentável de desenvolvimento, enviando uma mensagem positiva ao mundo”, acrescentou o chefe da diplomacia chinesa. Sinais positivos De acordo com o comunicado, Wang e Rubio concluíram que o encontro foi “positivo e construtivo” e concordaram em “facilitar as interações de alto nível” e “reforçar o diálogo e a cooperação em diversas áreas”. O Departamento de Estado dos Estados Unidos não divulgou ainda quaisquer informações sobre o encontro, assim como Rubio também não o fez nas redes sociais. A reunião antecede a esperada viagem do Presidente norte-americano, Donald Trump, à China no próximo mês de Abril — as datas exactas ainda não foram confirmadas —, durante a qual, segundo a imprensa local, poderá ser assinada uma prorrogação da trégua comercial de um ano que o Presidente republicano selou em Outubro com o homólogo chinês, Xi Jinping, após meses de confronto no âmbito das tarifas. Além disso, Trump afirmou recentemente que Xi também visitará os Estados Unidos “no final deste ano”, embora também esta visita não tenha sido confirmada oficialmente. O comunicado não faz referência aos assuntos abordados pelos dois presidentes num telefonema na semana passada, como, por exemplo, Taiwan, qualificada por Xi como a “primeira linha vermelha” nas relações com os Estados Unidos, um assunto que sugeriu a Trump que abordasse “com a máxima prudência”, após a última venda de armas à ilha autogovernada. A reunião desta sexta-feira foi a segunda presencial entre Wang e Rubio — sancionado pela China, em 2020, quando era senador pela Flórida, devido aos protestos em Hong Kong e às sanções por Xinjiang —, após a reunião do mês de Julho passado, à margem de uma cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).