China / ÁsiaFilipinas colocam aliança com os EUA no centro da agenda da ASEAN Hoje Macau - 28 Out 2026 O Governo filipino assegurou ontem que o reforço da aliança com os Estados Unidos é “uma prioridade” para o arquipélago asiático, antes da visita do secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, para a reunião ministerial da ASEAN. “A prioridade é reforçar a nossa aliança”, sublinhou ontem o porta-voz da Defesa Nacional filipina, Arsenio Andolong, referindo-se a Washington, que descreveu como um “parceiro-chave na modernização” das Forças Armadas filipinas e no desenvolvimento de capacidades futuras. A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) realiza em Cebu a 20.ª Reunião dos Ministros da Defesa, de entre hoje e amanhã, que contará com a presença da maioria dos oito parceiros de diálogo: Estados Unidos, Japão, Índia, Coreia do Sul e Nova Zelândia, faltando ainda a confirmação da Austrália, Rússia e China. Hegseth, cuja chegada está prevista para hoje, procura reafirmar o compromisso dos Estados Unidos com a “paz através da força” no Pacífico, reforçar a dissuasão e “alargar a partilha de responsabilidades”, segundo o Pentágono. China em dúvida “Foi enviado um convite formal [à China], mas até este momento não temos qualquer confirmação sobre os seus representantes”, afirmou ontem o porta-voz filipino durante uma conferência de imprensa. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, evitou esta semana esclarecer se Pequim enviará altos responsáveis e, embora tenha defendido o papel do fórum na promoção do diálogo e da confiança, advertiu contra aqueles que tentem utilizá-lo para “criar problemas”. O mar do Sul da China, palco frequente de disputas entre Manila e Pequim, que reclama praticamente a totalidade destas águas ricas em recursos, deverá figurar nos debates, uma vez que faz “quase sempre” parte das discussões, segundo Andolong. “Não prevemos que seja diferente desta vez”, acrescentou. O porta-voz filipino disse ainda que serão igualmente abordados temas como a segurança marítima, a resposta a catástrofes, o combate ao terrorismo, a desminagem humanitária e a cibersegurança, áreas que classificou como parte da “nova normalidade”, além de encontros bilaterais paralelos entre os participantes. As reuniões, que coincidem com o 50.º aniversário do Tratado de Amizade e Cooperação do Sudeste Asiático, terminam esta quinta-feira e antecedem a cimeira de líderes da ASEAN, agendada para a capital filipina entre 15 e 17 de Novembro, na qual deverão participar chefes de Estado e de Governo, incluindo o Presidente norte-americano, Donald Trump.