Manchete SociedadeGrande Baía | Dias mais quentes e mais chuvosos em 2025 João Luz - 21 Out 2026 No ano passado, em Macau, Hong Kong e na Grande Baía houve mais dias com temperaturas elevadas, com chuvadas fortes e mais tufões a atingirem terra. Estas são algumas conclusões de um estudo conjunto das duas regiões administrativas especiais e de Guangdong relativo a 2025 Um relatório anual realizado pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos da RAEM, o Observatório de Hong Kong e os Serviços Meteorológicos de Guangdong indica que no ano passado, a região teve mais dias de altas temperaturas, mais dias de chuva intensa e menos dias de névoa seca ou smog. No capítulo dos tufões, 2025 teve o primeiro tufão mais cedo e mais tempestades atingiram ou afectaram a região. Em 2025, a temperatura média na Grande Baía foi de 23,1 graus, o que representou uma subida de 0,7 graus face ao número médio anual (estabelecido pelo padrão climático baseado em dados dos últimos anos). Em relação ao número de dias de temperaturas elevadas, o relatório indica que no ano passado foram registados 26,5 dias, mais 7,1 dias face à média normal, com o apontamento de que Macau registou dois dias com temperaturas máximas diárias iguais ou superiores a 35 graus centígrados. O relatório conjunto revela que a precipitação média na Grande Baía foi de 2.056,9 milímetros, volume que representou um crescimento de 7 por cento, em relação à média normal, enquanto no período de cheias, a precipitação média subiu 22 por cento face a 2024. Além das chuvas, o ano passado foi também marcado pela maior frequência de trovoadas, sem, no entanto, haver registo de vítimas mortais, enquanto os dias com névoa seca ou smog caíram face a 2024. Ventos e custos O relatório conclui que em 2025, cerca de 2,83 milhões de pessoas foram afectadas por desastres meteorológicos na Grande Baía, incluindo duas mortes, que levaram ao colapso de 437 habitações e a perdas económicas directas de quase 16,4 mil milhões de yuan. Ao longo do ano, 14 tufões atingiram a terra ou impactaram a Grande Baía, afectando quase 2,1 milhões de pessoas, danificando 26,8 mil hectares de cultivo. Tudo somado, os 14 tufões resultaram em perdas económicas directas de cerca de 9,9 mil milhões de yuan. Em matéria de tufões, o estudo conjunto destaca dois recordes locais. O tufão Whipa levou à emissão do sinal 10 de tempestade mais precoce desde que há registos em Macau, ou seja, 1968. Cerca de dois meses depois, o Ragasa levou de novo as autoridades locais a emitir o sinal 10, também a primeira vez que Macau teve dois tufões que levaram à subida do maior sinal de tempestade no mesmo ano desde que há registos. Além disso, o Ragasa também bateu o recorde de maior duração em sinal 10, que esteve içado durante 10 horas e meia.