China / ÁsiaBrasil | China pede reforço da coordenação entre os dois países Hoje Macau - 18 Set 2026 O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou ontem, numa reunião em Pequim com Celso Amorim, assessor especial do Presidente brasileiro, Lula da Silva, que China e Brasil devem “reforçar a comunicação estratégica” e “aprofundar a cooperação”. Wang transmitiu a Amorim uma saudação do Presidente chinês, Xi Jinping, a Lula da Silva e afirmou que as relações entre China e Brasil avançaram nos últimos anos, segundo um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. O chefe da diplomacia chinesa afirmou que Pequim está disponível para trabalhar com o Brasil para “consolidar a confiança mútua estratégica” e “promover a cooperação em diferentes áreas”, destacando a importância de os dois países manterem a coordenação em questões internacionais. Wang afirmou que China e Brasil devem cooperar para “melhorar o sistema de governação global” e contribuir para a estabilidade num cenário internacional marcado por mudanças e desafios, segundo a nota oficial. China e Brasil devem “liderar o Sul Global rumo à unidade e à autossuficiência”, afirmou Wang. Amorim defendeu que o Brasil atribui “grande importância” às relações com a China e está disponível para “aprofundar a cooperação em diversas áreas” com o país asiático, segundo o comunicado chinês. “Na actual situação internacional complexa e volátil, as relações entre Brasil e China transcendem o âmbito bilateral e assumem uma importância cada vez maior”, afirmou o assessor presidencial brasileiro. A China e o Brasil intensificaram os contactos diplomáticos e económicos nos últimos meses, num contexto marcado pelas tensões comerciais entre Brasília e Washington. A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e as trocas comerciais bilaterais atingiram, em 2025, um recorde de 171 mil milhões de dólares. O Brasil foi ainda o principal destino do investimento chinês em 2025, com 6,1 mil milhões de dólares.