China / ÁsiaPIF | Pequim acusa Palau de mobilizar Pacífico contra teste de míssil chinês Hoje Macau - 4 Set 2026 A China acusou ontem Palau de tentar arrastar outros países do Pacífico para uma condenação do teste de um míssil balístico intercontinental realizado por Pequim em Julho, após o arquipélago ter pedido uma posição regional conjunta. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, em conferência de imprensa, que Palau tem “exagerado repetidamente” a questão e acusou o país de tentar levar outros membros do Fórum das Ilhas do Pacífico (PIF, na sigla em inglês) a apoiar a sua posição. “As suas intenções são maliciosas e a tentativa não terá sucesso”, afirmou Guo, questionado sobre as declarações do Presidente de Palau, Surangel Whipps, que exerce este ano a presidência rotativa do PIF. O porta-voz defendeu que a China está comprometida com “o caminho do desenvolvimento pacífico”, segue uma política de defesa nacional de carácter defensivo e “nunca levou a cabo uma expansão militar”. Guo assegurou ainda que Pequim está disposta a trabalhar com os países do Pacífico Sul para contribuir para a paz, estabilidade e desenvolvimento da região. Whipps pediu unidade aos membros do PIF para condenarem o lançamento realizado pela China em 06 de Julho e afirmou que “uma voz unificada do Pacífico é fundamental” para garantir que Pequim respeite a soberania e a transparência. A China lançou então, a partir de um submarino, um míssil balístico com capacidade nuclear que percorreu cerca de 7.300 quilómetros sobre o Pacífico antes de cair em águas próximas da zona económica exclusiva de Tuvalu e de Naoero (antiga Nauru). O Presidente de Palau afirmou que o projéctil atravessou o espaço aéreo do país e criticou Pequim por não ter explicado previamente o que estava a acontecer. A questão regressa agora à agenda da cimeira de líderes do PIF, que decorre esta semana em Palau e na qual participam representantes da China e dos Estados Unidos enquanto parceiros de diálogo.