Demografia | Natalidade volta a cair pelo sétimo ano consecutivo

No final do primeiro semestre, a população da RAEM era composta por 686.500 pessoas, mais 600 em termos anuais, apesar do corte para quase metade das autorizações de residência e dos nascimentos que continuam a diminuir todos os anos desde 2019. Na primeira metade de 2026, os nascimentos (1.340) foram quase tantos quantos os óbitos

Apesar dos incentivos do Governo para aumentar a natalidade, os números não enganam. As estatísticas demográficas referentes ao primeiro semestre deste ano revelam que nasceram em Macau 1.340 bebés, prosseguindo as sucessivas quebras de ano para ano desde 2019, quando nasceram 2.875 crianças, o que representa uma diminuição de 53,4 por cento. Em relação à primeira metade de 2025, este ano nasceram menos 81 bebés, o que corresponde a uma quebra de nascimentos na ordem dos 5,7 por cento.

Os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) mostram que os 1.340 bebés nascidos nos primeiros seis meses do ano, 52,5 por cento eram do sexo masculino.

No semestre de referência, foram registados 1.447 casamentos, mais cinco, face ao semestre homólogo de 2025. Porém, face à primeira metade de 2024, o número de matrimónios apresentou este ano uma quebra de 13 por cento.

Do outro lado da equação, no primeiro semestre de 2026, o número de óbitos foi de 1.329. A DSEC salienta “que o número de óbitos mais elevado se deveu a “tumores” (473 óbitos, 35,6 por cento do total), seguindo-se o de “doenças do aparelho circulatório” (362 óbitos, 27,2 por cento) e o de “doenças do aparelho respiratório” (138 óbitos, 10,4 por cento).

Contas de cá

A contabilidade da DSEC revela que no fim do primeiro semestre deste ano, a população total da RAEM era composta por 686.500 pessoas, mais 600 em termos anuais. Quanto à distribuição percentual da população por sexo, a DSEC indica que a população feminina (371.000) era superior à masculina (315.500), representando 54 por cento da população total.

Apesar do salto demográfico, com o aumento da população em cerca de 600 pessoas, foram concedidos menos salvos-conduto singulares a indivíduos do Interior da China e as novas autorizações de residência diminuíram para quase metade.

No primeiro semestre deste ano, a RAEM concedeu nova autorização de residência a 471 pessoas, o que representa uma quebra de 47,4 por cento em comparação com os primeiros seis meses de 2025, quando as novas autorizações totalizaram 895 casos.

Também o número de indivíduos do Interior da China recém-chegados à RAEM titulares de “Salvo-Conduto Singular” diminuiu 9,3 por cento face à primeira metade de 2025 para um total de 1.466.

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