Turismo | DST procura atrair estrangeiros que vão a Guangzhou

O Governo está a negociar com operadores estrangeiros benefícios de transporte para atrair turistas que visitam Guangzhou. Em relação ao projecto de abrir um escritório em Kuala Lumpur, a DST informa que já foi registada a empresa e as instalações estão a ser renovadas

O objectivo de captar turistas estrangeiros está a tomar forma em vários pontos do mundo. A directora dos Serviços de Turismo (DST), Helena de Senna Fernandes, indicou que estão em curso negociações com operadores estrangeiros para disponibilizar benefícios de transporte aos visitantes com destino a Guangzhou. O objectivo é incentivar os turistas internacionais que visitam o Interior da China, nomeadamente a capital da província vizinha, a prolongar o seu itinerário até Macau e expandir o mercado de viagens conjuntas.

A iniciativa insere-se na lógica das promoções lançadas para captar turistas que chegam ao aeroporto de Hong Kong, com bilhetes gratuitos de ligação directa do Aeroporto de Hong Kong até Macau, assim como com colaborações com companhias aéreas asiáticas e agências de viagens online para criar pacotes turísticos.

Helena de Senna Fernandes, em resposta a uma interpelação escrita de Song Pek Kei, indicou também que a abertura do escritório em Kuala Lumpur está a decorrer sem sobressaltos. “Actualmente, o Governo da RAEM já iniciou os trabalhos de implementação, avançando em simultâneo com o registo da empresa e a renovação das instalações de escritório.”

Esta entidade será detida totalmente por capitais públicos, mas terá um “registo comercial local sob a forma de sociedade privada limitada”.

Recorde-se que a abertura de uma representação na capital da Malásia foi uma promessa deixada na apresentação das Linhas de Acção Governativa para tratar de assuntos de economia, comércio, turismo e cultura, nomeadamente promovendo a marca turística Macau.

Pelos céus

Em relação ao Aeroporto de Macau, a líder da DST refere que a estratégia passa por reforçar a rede de rotas aéreas regionais centrada no Interior da China, no Sudeste Asiático e no Nordeste Asiático, e criar rotas de ligação à RAEM.

Desta forma, segundo Helena de Senna Fernandes, entende que será possível satisfazer as necessidades de deslocações de longa distância dos residentes de Macau, mas também facilitar a chegada de turistas internacionais a Macau através da rede de conexões aéreas.

Neste contexto, a responsável acrescenta que a Air Macau está a trabalhar, através da rede internacional da sua empresa-mãe, a Air China, no estabelecimento de Pequim e Chengdu como dois importantes hubs de ligação nacional. A ideia é criar voos interligados com “bagagem despachada até ao destino final e bilhete único”, de forma a ampliar “o alcance externo do mercado turístico de Macau”.

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