China / ÁsiaPR de Moçambique inicia amanhã visita de Estado de sete dias à China Hoje Macau - 15 Abr 2026 O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, inicia amanhã uma visita de Estado de sete dias à China, anunciou ontem o Governo chinês. “A convite do Presidente Xi Jinping, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, realizará uma visita de Estado à China de 16 a 22 de Abril”, lê-se numa informação divulgada ontem pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. A Lusa já tinha noticiado em 18 de Março a previsão desta visita de Estado à China, conforme autorização dada nesse dia pelo parlamento, depois de Daniel Chapo ter assumido querer elevar a cooperação bilateral a um novo patamar. O Presidente moçambicano transmitiu em 18 de Fevereiro ao homólogo chinês, Xi Jinping, o objectivo de reforçar a cooperação entre os dois países em 2026, reafirmando ainda o apoio ao princípio de “Uma só China”. “A República de Moçambique reafirma a sua firme determinação em continuar a trabalhar, lado a lado, com a República Popular da China, no reforço dos laços de amizade, cooperação e solidariedade, reiterando o seu apoio ao princípio de Uma só China”, lê-se na mensagem enviada por Chapo, a propósito do novo ano chinês. O chefe do Estado moçambicano sublinhou ainda o significado especial deste ano, destacando os valores que orientam a relação bilateral: “O ano de 2026, proclamado como o Ano da Cooperação Povo-a-Povo, assume um significado especial, ao promover valores de amizade, solidariedade e compreensão mútua, que Moçambique partilha e cultiva no quadro da sua Parceria Estratégica Global com a China”. Recorda a importância histórica das relações entre os dois países, com 50 anos, e que “hoje se projectam numa cooperação abrangente e mutuamente vantajosa”, lê-se na mesma mensagem, em que Chapo aponta 2026 como “uma oportunidade estratégica para elevar a cooperação bilateral a um novo patamar”. Contas em dia Moçambique pagou em três meses de 2025 mais de 36 milhões de euros à China pelo serviço da dívida, que lidera entre os credores bilaterais do país, segundo dados do Ministério das Finanças de Novembro. De acordo com um relatório sobre a gestão da dívida, o serviço da dívida à China foi o que mais pesou nas contas moçambicanas em três meses, de Janeiro a Março, com 35,51 milhões de dólares em amortizações e 6,77 milhões de dólares em juros. A dívida de Moçambique à China ascendia, no final de Junho, a 1.347 milhões de dólares. Antes, em Outubro, o Governo chinês perdoou os juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até 2024 e fez uma doação de 12 milhões de euros ao país africano, anunciou então a primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi. “Tivemos duas notícias positivas vindas do Presidente [chinês], Xi Jinping, uma das notícias foi a doação ao nosso país de 100 milhões de Yuan — a moeda chinesa — [equivalente a 12 milhões de euros] e o perdão dos juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até o ano de 2024”, disse Levi, que falava aos jornalistas após uma visita de dois dias à China. O Governo moçambicano prevê a realização de seis visitas de Estado pelo Presidente da República em 2026 e a assinatura de cinco acordos internacionais. Na área de Cooperação Internacional, documentos de suporte ao Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2026, referem que estão previstas “seis visitas de Estado”, ao Canadá, Botsuana, Angola, Rússia, China e Vietname. “No âmbito do reforço e aprofundamento das relações de irmandade, amizade, solidariedade e de cooperação entre os povos e países, bem como a mobilização de financiamento para a viabilização da agenda nacional de desenvolvimento”, justifica-se no documento, sobre as visitas de Estado.