SociedadeMIECF | Nova edição conta com 50 representantes lusófonos Hoje Macau - 25 Mar 2026 Mais de 50 delegados e companhias de países lusófonos estarão presentes no Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau 2026 (MIECF na sigla inglesa) deste ano, indicaram ontem os organizadores. O presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), Che Weng Keong, destacou que os países de língua portuguesa (PLP) têm vindo a desempenhar um “papel cada vez mais relevante na cooperação internacional em matéria de ambiente e sustentabilidade”, com o evento a ser uma oportunidade para reforçar a ligação entre Macau e estas nações. Organizado pelo Governo da RAEM, o MIECF realiza-se entre quinta-feira e domingo na zona de exposições do casino-hotel The Venetian Macao, e terá como tema “Cidades de Baixo Carbono e com Zero Resíduos: Embarcando numa Colaboração Global”. Aposta na lusofonia A edição deste ano vai reunir mais de 350 expositores de 12 países e regiões, incluindo empresas líderes do sector energético e ambiental do interior da China, Macau, Hong Kong, países de língua portuguesa, países de língua espanhola, e do Sudeste Asiático. “No ano passado tivemos 26 expositores dos PLP e este ano teremos mais de 50, de áreas como finanças verdes, reciclagem, e outras áreas de ecologia. Como plataforma entre a China e os PLP é importante para Macau atrair mais expositores para aumentar a cooperação”, indicou Che, na conferência de imprensa de apresentação do certame. O evento inclui fóruns, exposições, bolsas de contactos temáticas e atividades de sensibilização ambiental, prevendo-se um aumento de cerca de 20 por cento na participação internacional face ao ano anterior. Estarão presentes, por exemplo, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, e o professor de economia da Universidade de Brasília e antigo vice-presidente de Sector Privado do Banco de Desenvolvimento da América Latina, Jorge Arbache. O 15.º Plano Quinquenal da China (2026-2030) aprovado este mês apresenta projectos para intensificar a transição ecológica do país, com foco na redução de 7 a 10 por cento das emissões de carbono em toda a sua economia entre até 2035, em comparação com 2025, ano do pico de emissões do país. O director dos Serviços de Proteção Ambiental de Macau (DSPA), Ip Kuong Lam, sublinhou que o território está em preparação da nova fase do Planeamento da Protecção Ambiental de Macau (2026-2030), centrada na “redução das emissões de carbono” e na “redução da poluição”. O responsável destacou também medidas concretas em curso, nomeadamente no fornecimento de energia eléctrica e nos transportes terrestres. “Está planeado aumentar para 50 por cento a proporção de energia limpa na electricidade adquirida ao exterior, com o objectivo de alcançar a neutralidade carbónica até 2050”, disse.