China / ÁsiaComércio | 14 organizações estrangeiras declaradas entidades não confiáveis Hoje Macau - 10 Out 2025 A maioria das novas empresas incluídas na lista de não confiáveis têm sede nos Estados Unidos e estão ligadas a actividades militares A China incluiu ontem catorze organizações estrangeiras, a maioria com sede nos Estados Unidos e ligadas ao sector da defesa, na sua “lista de entidades não confiáveis”, num novo episódio das crescentes fricções comerciais e tecnológicas com Washington. Num comunicado, o Ministério do Comércio justificou a decisão com a necessidade de “salvaguardar a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento nacional” do país. Entre as empresas visadas estão Dedrone by Axon, AeroVironment, BAE Systems, TechInsights e as suas filiais, bem como o Fórum Internacional de Segurança de Halifax (Canadá), no qual participou no final do ano passado a ex-líder de Taiwan Tsai Ing-wen (2016-2024). A lista inclui ainda a subsidiária norte-americana da israelita Elbit, além das companhias DZYNE Technologies, Epirus, Exelis e VSE Corporation, entre outras. De acordo com o ministério, as entidades sancionadas ficam proibidas de realizar actividades de importação e exportação relacionadas com a China, bem como de efectuar novos investimentos no país. O comunicado acrescenta que organizações e pessoas dentro da China não poderão manter transacções, cooperação ou qualquer tipo de relação comercial com essas empresas, especialmente no que se refere à “transmissão de dados ou fornecimento de informação sensível”. Malícia e segurança Em nota separada, o ministério afirmou que várias das empresas agora incluídas “mantiveram cooperação tecnológica militar com Taiwan, divulgaram declarações maliciosas sobre a China e ajudaram governos estrangeiros a reprimir empresas chinesas”. “Tais acções prejudicaram gravemente a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China”, acrescentou o Ministério do Comércio, sublinhando que Pequim apenas adicionou “um número muito reduzido de entidades estrangeiras” que “colocam em risco” a segurança nacional. “As empresas estrangeiras que actuam com integridade e cumprem a lei não têm motivo de preocupação. O Governo chinês, como sempre, dá as boas-vindas às empresas de todo o mundo para investirem e desenvolverem actividades no país, comprometendo-se a oferecer um ambiente de negócios estável, justo e previsível”, conclui o comunicado. A decisão surge poucas horas depois de Pequim ter anunciado um novo pacote de restrições à exportação de terras raras, num contexto de crescente disputa tecnológica e comercial entre a China e os Estados Unidos