Turismo | Alexis Tam quer diversidade dos visitantes de Macau

Macau precisa de turistas de “qualidade” e capazes de apreciar a cultura local, afirmou ontem o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam

 

O elevado número de turistas no território não é preocupação para o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, e o importante agora é a diversificação dos visitantes e conseguir atrair “turismo de qualidade”. A ideia foi deixada ontem pelo governante à margem do Fórum Internacional de Gastronomia. “Não digo para não recebermos mais turistas, essa não é a ideia do Governo. Penso que o que é importante agora é atrair mais turistas de qualidade, ou seja melhores turistas para virem a Macau apreciar o nosso património mundial e a nossa gastronomia e cultura” afirmou o secretário.

O alvo é o turista oriundo da Europa na medida em que representa uma população capaz de apreciar o que Macau tem para oferecer. “A nossa política é sempre para atrair melhores turistas para Macau: turistas europeus, portugueses, espanhóis, ingleses que vêm a Macau para apreciar a cultura chinesa e a cultura mista entre Portugal e a China”, acrescentou o governante.

Tudo controlado

No ano passado o território recebeu mais de 35 milhões de visitantes sendo a maioria oriundos da China continental.

Recordado pelos jornalistas de que há quatro anos Alexis Tam revelava que seria sua intenção limitar a entrada de visitantes do interior da China, o responsável afirma agora que tal não é necessário visto já existirem limitações a este respeito. “Já temos controlo de turistas individuais do continente. Apenas os cidadãos de 49 cidades podem vir a Macau com mais facilidade. O resto da China não pode. Macau não está aberto para todas as cidades chinesas”, sublinhou.

Alexis Tam participou ontem no Fórum Internacional de Gastronomia que reuniu no Hotel Marriot 21 cidades criativas da gastronomia da Unesco.

De acordo com a especialista sénior em programas de políticas culturais e desenvolvimento do sector cultural da Unesco, Denise Bax, Macau vai ser avaliado em 2021 por esta entidade internacional. Nessa altura, o Governo vai ter que apresentar o plano para os quatro anos subsequentes que englobe, além dos projectos na área da gastronomia, acções noutras áreas criativas.

Recorde-se que Macau entrou para a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área da Gastronomia a 31 de Outubro de 2017, tornando-se na terceira cidade na China, a seguir a Chengdu e Shunde, a desempenhar esse papel.

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