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Numa altura em que aproxima a data de celebração do aniversário de Na Tcha, Deus da Terra, os representantes da associação que gere o templo reuniu com o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, no sentido de discutir acções de promoção das actividades do templo localizado ao lado das Ruínas de São Paulo, construído em 1901 e muito visitado por turistas.

A festa de Na Tcha decorre este fim-de-semana, mas os gestores do templo aproveitaram o encontro com o secretário para apresentar o “plano de desenvolvimento deste evento para o futuro”. Serão organizadas “actividades religiosas, desfiles da festividade, ópera religiosa, jantar de Poon Choi (comida servida em bacias), assim como o Fórum ‘Crença de Na Tcha e a cultura da sociedade’”. Este fórum é uma novidade este ano, contando com a presença de “académicos e representantes do sector cultural”.

Quanto ao plano a desenvolver no futuro, os responsáveis da associação pretendem promover a “cultura ‘Yut Lou’ [deus do amor na cultura taoista] na Travessa da Paixão, perto das Ruínas de São Paulo. Desta forma podem ser explorados “novos recursos turísticos. Está também a ser pensada a criação de “uma associação que se dedica exclusivamente aos estudos e investigação, com vista a promover o intercâmbio e estudo académico”.

No encontro com Alexis Tam, foi também referida a intenção de “desenvolver as indústrias culturais e criativas associadas à religião, criando produtos que congregam elementos culturais e religiosos, por forma a suceder e divulgar as ‘Crenças e Costumes de Na Tcha’ próprias de Macau”.

Mais turismo religioso

Ku, um dos dirigentes da associação, defendeu uma maior promoção do turismo religioso no território, uma vez que Macau “é um local onde existe harmonia entre as crenças religiosas do oriente e ocidente”. A ideia seria “ampliar os tipos de turistas, aumentando o tempo de permanência dos visitantes em Macau”.

Alexis Tam garantiu que a “cultura religiosa é um dos mais importantes recursos da sociedade e que as ‘Crenças e Costumes de Na Tcha’ é uma das mais representativas festividades populares”. Além disso, o secretário frisou que as tradições de Na Tcha “são classificadas como património cultural intangível a nível nacional e revestem-se de importantes valores culturais e características locais”.

Para o secretário, a associação deve dedicar-se “à preservação e transmissão das referidas crenças e costumes, tendo assegurado a colaboração da parte do Governo nas acções promocionais para que a população e os turistas possam sentir o ambiente da festividade”.

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